Os números do Google são realmente impressionantes. Podemos ter uma ótima visão do tamanho desse gigante da Internet através deste infográfico produzido pela Pingdom.
“O Google que se cuide!” – Para quem achou arrogante as palavras de Mark Zuckerberg (fundador do Facebook) agora deve estar revendo seus conceitos. Em sua fantástica escalada rumo ao topo o Facebook bate o Yahoo em janeiro e alcança a segunda posição no ranking dos sites mais acessados dos Estados Unidos. E olha que 70% do tráfego do Facebook vem de fora dos EUA.
Veja os dados da Compete (empresa de pesquisa americana):
Será que o Google Buzz será páreo para o rolo compressor do Facebook?
Já é sabido que o presidente do EUA – Barack Obama – gosta de usar as novas tecnologias para relacionar-se com seus eleitores. A nova jogada de sua equipe nesse sentido é o lançamento de uma aplicação oficial da Casa Branca para iPhone e iTouch (iTunes Link).
A aplicação vem com vários conteúdos oficiais do Governo Americano – notícias, vídeos, fotos – e tem como objetivo criar mais um canal de comunicação com os cidadãos – como já é feito através de outros canais digitais.
Já na próxima semana Obama utilizará a aplicação como um canal adicional de um pronunciamento oficial do governo. Também está previsto o lançamento de um portal mobile da Casa Branca.
Muito se fala sobre a queda da audiência da TV Aberta e a influência que a Internet está tendo nesse processo. Por isso, resolvi investigar o assunto e trazer alguns números reais aqui no blog.
Para começar, realmente é verdade que TV Aberta está amargando menores índices de audiência a cada ano. Para se ter uma idéia, nos anos 90 era comum as novelas da Globo atingirem 60 pontos no ibope (cada ponto representa 60 mil telespectadores +-), o equivalente a 3,6 milhões de pessoas. Hoje, no entanto, as novelas da Globo não chegam aos 40 pontos, uma queda próxima de 35% no período.
Outros indícios dessa tendência de queda são os índices de audiência do Jornal Nacional, apresentado por William Bonner e Fátima Bernardes, e do Mais Você, programa matinal de Ana Maria Braga. Os dois programas registraram em 2009 as piores audiências de suas histórias.
O Jornal Nacional, que completou 40 anos este ano, vem em curva descendente desde 2000, saindo de 39,2 pontos e despencando em 2009 para 31 pontos – queda de 20%. Já o impacto dessa mudança de comportamento dos telespectadores foi ainda maior no programa de Ana Maria Braga, que perdeu 44% da audiência no período de 2000 a 2009. Veja o gráfico abaixo (Arte/Folha Online):
Muitos acreditam que essa queda de audiência da Globo está relacionada com a maior concorrência de programas similares na Record e no SBT, que realmente melhoraram sua audiência em relação a Globo nos últimos anos, mas também não podem comemorar muito. Para se ter uma idéia, no primeiro semestre de 2009, a Globo marcou 17,2 pontos de audiência, ante 18 no mesmo período de 2008. O SBT, que registrou em 2008, 6,2 pontos, esse ano caiu para 5,5. A Record não fica de fora. Em 2008, a emissora aparecia na pesquisa do Ibope com 8,9 pontos de audiência, e nesse ano, registra 7,5 pontos.
O cenário se torna mais critico quando olhamos para quantidade de televisores ligados, que no primeiro semestre de 2008 era de 44,6% (26,7 milhões de domicílios) e caiu para 42,5% (25,5 milhões de domicílios) em 2009. Isso indica uma queda de 2,1% de televisores ligados na comparação entre 2008 e 2009.
Já que a população do país não encolheu e os números de TV Paga (5,4 milhões de domicílios) e Internet (64 milhões de usuários) cresceram nos últimos anos, tudo indica que o modelo atual da TV Aberta não está mais funcionando tão bem como no passado e, se continuar assim, sofrerá mais baixas nos próximos anos.
Acho que já escrevi o suficiente para deixar o pessoal de TV bastante preocupado, mas vou elaborar um post mais focado em tendências futuras e em como a TV Aberta pode reinventar-se para enfrentar os desafios dos próximos anos. Assim que estiver pronto publicarei aqui no blog.
Como já mencionei no post anterior muitas novidades foram apresentadas durante a Futurecom 2009. Abaixo seguem as 5 principais tendências que identifiquei durante o evento e que devem estar na pauta do mercado para o próximo ano:
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1 – 2010 será o ano do Android no Brasil
Não tem para onde correr, vários fabricantes e operadoras de telefonia estão preparando lançamentos utilizando a plataforma móvel do Google. Para aqueles que ainda estão meio céticos recomendo abrir os olhos, caso contrário correm o risco de ficarem para trás.
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2 – Banda larga cada vez mais larga e mais barata
Grande parte das discussões na Futurecom 2009 giraram em torno da banda larga. De representantes do governo à executivos das operadoras, todos em algum momento tocaram no assunto. Independente de posições ideológicas ou econômicas, o que ficou claro é que a banda larga deverá suportar fortemente o crescimento do uso da Internet entre os brasileiros.
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3 – Aumento da navegação na Internet a partir de dispositivos móveis
O iPhone e os modems 3G já deram uma impulsionada nessa tendência no Brasil, mas agora com a chegada de vários equipamentos com Android para o próximo ano, o uso da Internet móvel deve ganhar mais fôlego.
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4 – Redes sociais em todos os lugares
Os sites de redes sociais já estão entre os mais utilizados (85% de todos internautas brasileiros utilizam alguma rede social) e motivam os outros setores da indústria (operadoras de telefonia, fabricantes de aparelhos, produtores de aplicativos) a criarem produtos e serviços que utilizem de alguma forma essas redes. Apesar da maioria das iniciativas serem levadas pelo modismo, com pouco ou nenhum planejamento, algumas empresas mais antenadas estão fazendo coisas bacanas.
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5 – Nuvens por todos os lados
Outra tendência forte que estava no ar (ou melhor, na nuvem) foi a proliferação de serviços baseados em Cloud Computing. Devido a menor capacidade computacional de celulares, smartphones e netbooks (em relação aos PCs e Notebooks, claro), aplicações desse tipo tornam-se atraentes, pois grande parte do processamento acaba acontecendo na nuvem e não no dispositivo.
Como sempre acontece todos os anos, a indústria de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicações) compareceu em peso a Futurecom – o principal evento do genero da América Latina. Este ano, mais uma vez, participei como palestrante e painelista.
Imaginei que a crise mundial afetaria de maneira mais dura a participação das empresas na feira, mas me enganei, pois grandes operadoras de telefonia (Telefônica, Embratel, Oi, TIM, Vivo, Claro) e grandes empresas de tecnologia (Nokia, Cisco, IBM, NEC, Microsoft, Oracle, Juniper, Motorola, BlackBerry) investiram pesado em seus estandes.
A Motorola apresentou o terminal MotoDext, dispositivo que vem embarcado com o sistema operacional Android e tecnologia “Motoblur”, onde o grande diferencial é integrar os contatos do usuário com suas redes sociais. O celular, modelo slider touchscreen 3G, com teclado QWERTY, será comercializado pela Claro (América Móvil), com exclusividade, até o primeiro trimestre de 2010 – o que significa que a Claro o monopólio da vende desse aparelho no Natal.
A TIM anunciou o lançamento da appstore da Qualcomm, a Plaza Retail, previsto para acontecer no primeiro trimestre de 2010. O interessante da loja da Qualcomm é que ela trabalha com múltiplos fabricantes de aparelhos.
Além da feira, a Futurecom 2009 teve ótimos painéis e palestras, onde os principais executivos e autoridades da indústria se apresentaram. Pena que não deu para ir na maioria, pois sempre ocorriam uns seis ou sete ao mesmo tempo.
Os principais temas das palestras e painéis foram convergência (que já está na pauta a vários anos), banda larga e redes sociais.
Dei uma palestra sobre “Social Media and Mobile Marketing“, no dia 15/10, e participei do painel “Redes Sociais gerando desenvolvimento e novos paradigmas de comportamento na sociedade e nos negócios“, no dia 16/10, onde a coordenadora foi a linda e inteligente apresentadora da Band, Renata Fan. Ela roubou a cena com ótimas perguntas e sua envolvente simpatia. (fui eu mesmo que tirei a foto durante o painel)
Durante esta semana tentarei compilar todas as minhas anotações e percepções sobre as tendências de mercado que pude identificar durante o evento e assim que possível publicarei aqui no Tecnozilla.
Ontem estive no escritório do Google Brasil para uma conversa informal com Chad Hurley – CEO e fundador do site de vídeos YouTube.
Toda vez que vou ao escritório do Google me sinto muito à vontade, pois o ambiente lá é muito leve e informal, fora que as pessoas são muito simpáticas. Não há aquele ar corporativo que existe na maioria das empresas brasileiras.
Quem me recebeu foi Carol Fullen (RP da Agência Ideal), que me explicou qual seria a dinâmica da conversa. Seriam uns 20 convidados entre blogueiros, jornalistas e heavy users do YouTube, que poderiam tirar dúvidas e dar sugestões para Chad num bate-papo bem informal.
Chad não tem o estereótipo de um genuíno Geek, como poderia se esperar do criador de uma plataforma de vídeos online. Fisicamente ele parece muito com o personagem “Encantado” do Shrek. Tem estilo e charme, além de ser muito simpático com todos (nisso ele é diferente do personagem do desenho animado).
Assim que a conversa começou ela foi dominada pelos heavy users presentes, que estavam avidos por contar suas experiência e anseios (um dos usuários demonstrou como usa o YouTube para fazer remixagem de músicas – veja o vídeo).
Infelizmente, isso tirou um pouco o foco de assuntos mais centrais dos negócios do YouTube, como modelo de negócio, rentabilização através de publicidade e integração do serviço com outros produtos do Google.
Eu e alguns outros blogueiros e jornalistas presentes não tivemos muita chance para fazermos perguntas e, até o próprio Chad não pode falar o quanto gostaria. De qualquer forma, foi muito interessante, pois deu para perceber o fascínio que o YouTube exerce sobre seus usuários. Além disso, durante a conversa, deu para perceber que algumas melhorias no serviço são necessárias, como por exemplo, a velocidade de upload de arquivos grandes.
A Internet aqui do hotel está péssima então vou fazer um resumo rápido do 1o dia do Digital Age 2.0 (sem imagens) .
O dia começou com uma ótima palestra de Tony Hsieh, CEO da Zappos.com (recentemente adquirida pela Amazon). Tony apresentou os motivos que fizeram a Zappos um fenômeno do e-commerce no segmento de vestuário – principalmente calçados – onde alcançou 1 bilhão em vendas.
De acordo com Tony o segredo do sucesso da Zappos está intimamente associado a seus valores corporativos (core values). São eles:
A segunda palestra foi de David Moore – chairman e fundador da 24/7 Real Media e chairman do Board do IAB -, que não empolgou muito… a não ser por alguns vídeos divertidos que ele apresentou. Veja esse que achei ótimo da Evian:
Depois aconteceram dois painéis e uma apresentação de Mauro Segura da IBM. A apresentação de Mauro foi boa – sem muita novidade, mas interessante. Apresentou alguns usos promissores de conceitos 2.0 dentro das organizações.
Enquanto isso, nos painéis os participantes choveram no molhado. Sem nada de novo, me pareceu assistir os mesmos argumentos e comentários do ano passado. A exceção foi Marcelo Tripoli, da iThink, que conseguiu quebrar um pouco a monotonia dos outros participantes.
O “gran finale” do dia foi a entrevista com Chad Hurley fundador do YouTube (uma amiga minha falou que ele é a cara do Principe Encantado do Shrek – e não é que parece mesmo ). Apesar de se esquivar um pouco de algumas perguntas, como “Quando o site será lucrativo?” e “Quais as modificações que estão sendo planejadas para melhorar a navegabilidade?” a conversa foi boa e ficou clara a intensão do Google de dominar a distribuição gratuita de vídeos pela Internet, mesmo que isso exija o inevitável confronto com as grandes produtoras e emissoras de TV.
De qualquer forma, terei uma outra oportunidade de tentar tirar essas respostas dele, pois participarei de um bate-papo com ele e alguns blogueiros amanhã na sede do Google Brasil.
Como Mark Zuckerberg havia dito meses atrás, o Facebook não concorre mais com outras redes sociais. (Afinal, ele é muito maior que todas as outras juntas). Seus concorrentes atuais são os grandes players da web mundial, como Microsoft, Yahoo! e Google.
Prova disso, são os últimos dados apresentados pela comScore que colocam o Facebook como o 4o site mais acessado do mundo (em unique visitors).
1 – Google Sites: 844 milhões
2 – Microsoft Sites: 691 milhões
3 – Yahoo! Sites: 581 milhões
4 – Facebook: 340 milhões
5 – Wikimedia Foundation sites: 303 milhões
6 – AOL: 280 milhões
7 – eBay: 233 milhões
8 – CBS Interactive: 186 milhões
9 – Amazon: 183 milhões
10 – Ask Network: 174 milhões
Inclusive, Mark já deu várias declarações insinuando que, após ter deixado para trás o MySpace, seu objetivo principal é assumir o posto do Google como a maior empresa de Internet do planeta em um futuro próximo.
Realmente o Facebook tem se mostrado uma pedra no sapato dos garotos de Mountain View. Logo após a frustada tentativa de compra da empresa de Mark pelo Google, ele fechou a venda de um pequeno percentual do site de relacionamento para o principal rival do site de buscas: a Microsoft.
Além disso, o Google não consegue replicar o sucesso do Orkut no Brasil em outras partes do mundo e tem tomado uma lavada do Facebook nesses mercados.
Ainda não temos como prever qual o limite de crescimento do Facebook nos próximos meses, mas considerando os números apresentados podemos esperar uma ótima briga.
Já faz algum tempo que estão circulando na Internet alguns rumores sobre o lançamento de um table device pela Apple . De acordo com o site Barron’s o anúncio oficial estaria previsto para Setembro chegando as lojas em Novembro para aproveitar as compras de natal.
Este tablet, baseado no sistema do iPhone, teria tela sensível ao toque e seria projetado para ser usado como um hub para conteúdos multimídia com conexão Wi-Fi e de fácil integração com outros dispositivos da Apple.
Além disso, a Apple teria projetado o novo dispositivo para rodar jogos eletrônicos. Isso significa, que muitos dos jogos hoje disponíveis na App Store estariam preparados para funcionar no novo equipamento.
Se esses rumores se confirmarem, a Apple dará mais um passo importante em direção ao lucrativo mercado de games (como já escrevi anteriormente aqui no Tecnozilla), como já está fazendo com o iPhone, ameaçando diretamente as consolidadas posições da Microsoft, Sony e Nintendo.