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Arquivo da Categoria Sem categoria

17/04/2008 - 20:32

Buscadores da Blogosfera

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O blogging está cada vez mais popular. Em posts anteriores já fiz referências muito interessantes sobre esse fenômeno (ver: Manifesto da Blogosfera). Por isso, resolvi fazer uma lista dos melhores buscadores (na minha opinião) da blogosfera para aqueles que aderiram a esse tipo de conteúdo e ainda tem dificuldade de encontrar o que procuram. Lá vai.

Technorati (www.technorati.com) – O mais popular
Google Blog Search (blogsearch.google.com) – O mais abonado
PubSub (www.pubsub.com) – O mais cômodo de usar
Bloglines (www.bloglines.com) – O mais interessante
IceRocket (www.icerocket.com) – O mais rápido
BlogPulse (www.blogpulse.com) – O mais intelectual
Blogblogs (www.blogblogs.com.br) – O maior do Brasil

Esse são os buscadores que uso no meu dia-a-dia. Cada um tem seus prós e contras, alguns fazem busca ativa (você faz a pesquisa no site, como o Technorati), outros fazem busca passiva (o serviço faz a busca e te manda, como no PubSub), mas todos atendem muito bem as minhas necessidades de pesquisa porque se complementam.

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Buscadores: BlogPulse
Buscadores: Technorati

Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/02/2008 - 22:52

Nem só de iPod vive a Apple

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O modelo inovador de venda de música pela internet transformou a Apple na segunda maior varejista desse setor nos EUA, só perdendo para a rede de supermercados Wal-Mart. Isso significa que sem precisar abrir nenhuma loja física, a empresa da maçã mordida vende mais que redes de lojas tradicionais desse setor, como a Virgin.

De acordo com a empresa de pesquisas NDP, o iTunes Store (loja virtual da Apple) possui cerca de 50 milhões de clientes e já vendeu mais de 4 bilhões de faixas de musicas – só no último dia de Natal foram 20 milhões (prestem atenção, tudo isso em apenas um dia).

A pesquisa também mostra que cerca de 1 milhão de pessoas deixaram de comprar CDs durante o ano de 2007. Tudo indica que estão migrando para a compra de música pela Internet, que já representa 10% de todo mercado norte americano. Não parece, mas é muita coisa.

Em terras tupiniquins, não sei se esse modelo decola, pois a cultura da pirataria por aqui é muito forte. Além disso, os valores cobrados nas lojas virtuais brasileiras são um pouco salgados.

De qualquer maneira, acredito que com campanhas de conscientização bem feitas (não essas que estão por aí e que ameaçam te levar pra cadeia), com a redução dos preços das faixas para valores mais adequados à nossa realidade, talvez possamos melhorar um pouco a relevância do Brasil nesse mercado.

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/02/2008 - 00:52

A morte do HD DVD

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Agora é fato. Foi anunciado hoje (19/02) pela Toshiba a desistência do apoio ao formato de alta definição HD DVD. Depois de várias derrotas na briga com o Blu-ray da Sony a Toshiba decidiu jogar a toalha. O golpe fatal foi o anuncio da Warner (no mês passado) que não iria produzir mais nada em HD DVD, focando todos seus esforços no formato rival.

O problema mesmo é que além de ter gasto muito tempo e dinheiro tentando consolidar o formato, a Toshiba deixou um monte de clientes na mão. Não foram poucos aqueles que compraram (por preços nada camaradas) equipamentos com leitor de discos HD DVD, incluindo alguns modelos de notebooks.

Mesmo a empresa garantindo que irá manter suporte de pós-venda para todos aqueles que adquiriam seus equipamentos, não acredito que isso seja um grande consolo para quem ficou com esse elefante branco na mão (ou seria melhor dizer na sala). Principalmente, porque ninguém mais deverá produzir conteúdo para o formato HD DVD e sem títulos novos, o azarado proprietário de um leitor HD DVD terá que se contentar em assistir os filmes do formato abandonado lançados até ontem. Vida dura… hein?!

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/02/2008 - 20:09

Software Gratuito versus Pago: Qual escolher?

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Após alguns dias sem atualizar o Tecnozilla ( por motivos de força maior), volto com uma questão bem polêmica “O que é melhor: Software Gratuito ou Software Pago?” Não vou entrar na seara dos debates ideológicos sobre software livre e proprietário (Linux versus Windows) , já que isso é igual religião e cada um tem a sua. Vou tentar abordar o tema de uma maneira mais pragmática e prática.

Primeiramente, acredito que tenhamos que separar os usuários em dois tipos: residenciais e corporativos. Assim poderemos analisar a questão através dessas duas óticas, já que as necessidades e requisitos de ambos são bem diferentes. Em seguida, devemos considerar alguns fatores relevantes que normalmente estão relacionados ao uso de soluções de software: disponibilidade, estabilidade, segurança / privacidade, exclusividade e suporte.

De maneira geral, usuários residenciais são mais tolerantes a níveis baixos de satisfação dos fatores mencionados acima. Os usuários corporativos, por sua vez, são menos tolerantes. Isso deve-se ao motivo óbvio que, na maioria das vezes, o segundo esta trabalhando e o primeiro não.

Quando nos deparamos com uma falha no serviço de correio eletrônico da empresa (indisponibilidade, por exemplo) no momento que precisamos enviar uma mensagem importante, tendemos a reagir de maneira indignada. O mesmo não acontece se o mesmo problema acontece quando estamos usando um aplicativo gratuito (hotmail ou gmail, por exemplo) para envio de uma mensagem pessoal. Nesse caso, a forma como lidamos com o problema é mais flexível e branda. Até porque, não estamos pagando nada pelo serviço. :)

Um ponto relevante é que o serviço pago normalmente vem com suporte, enquanto que o serviço gratuito não. Se o usuário corporativo estiver com problemas em um serviço gratuito, não teria para quem reclamar. A única solução seria sentar e aguardar o concerto.

Outro fator importante é a privacidade. Ninguém é ingênuo para imaginar que as empresas que desenvolvem serviços gratuitos como e-mail, redes sociais, mecanismos de busca, mensagens instantâneas, agenda de contatos, calendários, anti-vírus, fóruns de discussão, etc são entidades filantrópicas. Na verdade, o modelo de negócio dessas empresas baseia-se em publicidade e/ou venda de serviços Premium. Isso quer dizer que as informações que são adicionadas no momento do cadastro serão utilizadas em algum momento para estimular a entrada de receita através de algum desses modelos.

Concluindo, acredito que ambos os tipos de aplicações (pagas ou gratuitas) tem suas vantagens e desvantagens, dependendo do tipo de usuário e das necessidades de cada um. Além disso, não podemos relacionar a qualidade de uma aplicação a essa questão. Existem ótimos softwares gratuitos e pagos. A escolha certa é apenas uma questão de bom senso e critérios consistentes.

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/01/2008 - 20:21

Redes sociais são as campeãs no Google em 2007

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Tudo é busca!”, já dizia o jornalista John Battelle (um dos fundadores da revista Wired) em seu famoso livro “A Busca”. Na prática o que ele realmente quis dizer, é que estamos sempre buscando algo: um carro, uma loja, um endereço, uma pessoa, um site, uma empresa, um produto, uma noticia, um livro, um dvd, etc. Mas o que mais as pessoas procuram?

Considerando que atualmente o caminho mais rápido e fácil entre nós e aquilo que procuramos é o onipresente Google, nada mais natural do que olharmos suas estatísticas de “termos” mais procurados para encontrarmos a resposta.

Vejam que interessante. Em 2007, de acordo com o Google Zeitgeist (esse termo vem do alemão e significa o espírito de uma era, um retrato cultural), os termos mais procurados funcionaram como atalhos para outros serviços e portais online. Isso comprova, que estar bem posicionado na lista de resultados do Google tem reflexo direto na audiência de um site ou serviço.

Nos Estados Unidos, o campeão em buscas é o iPhone, já no Brasil a rede social Orkut foi a mais pesquisada em 2007. Segue a lista dos top 10 do Brasil, do mundo e de algumas categorias que achei interessantes:

Brasil
1 – orkut
2 – yahoo
3 – uol
4 – youtube
5 – hotmail
6 – jogos
7 – receita federal
8 – sexo
9 – detran
10 – tradutor

Mundo
1 – iphone
2 – badoo
3 – facebook
4 – dailymotion
5 – webkinz
6 – youtube
7 – ebuddy
8 – second life
9 – hi5
10 – club penguin

Séries de TV (US)
1 – heroes
2 – lost
3 – house
4 – 24
5 – bones
6 – jericho
7 – reba
8 – scrubs
9 – greek
10 – caveman

Filmes (US)
1 – transformers
2 – 300
3 – the simpsons movie
4 – epic movie
5 – bee movie
6 – harry potter
7 – hairspray
8 – cars
9 – iron man
10 – amazing grace

Buscas no Google News (mundo)
1 – american idol
2 – youtube
3 – britney spears
4 – 2007 cricket world cup
5 – chris benoit
6 – iphone
7 – anna nicole smith
8 – paris hilton
9 – iran
10 – vanessa hudgens

Seguem mais alguns comparativos baseados no ranking de buscas de 2007:

Guerra dos consoles de jogos

Padrões de vídeo

Estrelas Teen

Caso alguém queira fazer uma comparação entre as buscas de dois termos diferentes é só acessar o Google Trends nesse link: http://www.google.com/trends.

Fonte: IDGNow e Google Zeitgeist

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/01/2008 - 13:40

CES 2008: Bill Gates fala sobre IPTV para Xbox 360

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Ontem assisti a palestra de abertura da CES 2008, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, com Bill Gates. Com exceção de sua saída do comando do conselho administrativo da Microsoft até o final de julho para dedicar-se as ações de filantropia da sua fundação (foi apresentado um vídeo muito divertido, onde Bill Gates pede emprego para Bono Vox e Hillary Clinton), não houveram anúncios realmente relevantes para a industria. Uma única coisa que me chamou atenção, foi a confirmação da aposta da Microsoft nos mercados de games e IPTV.

Já faz algum tempo que a Microsoft vem anunciando aos quatro ventos que tem como objetivo transformar seu console de jogos eletrônicos, o Xbox 360, com 17,7 milhões de unidades vendidas até ontem, em um centro de entretenimento para toda a família. A idéia é que o Xbox seja usado como um Media Center (uma central multimídia), concentrando em único equipamento serviços de jogos, vídeo, som e Internet. Atualmente, o Xbox já possui várias virtudes que o capacitam para esse papel, como um hardware robusto e a rede online Xbox Live, mas ainda faltava parceiros fortes para distribuição de conteúdos multimídia em IPTV.

Consciente dessa deficiência, ontem Bill Gates anunciou alguns parceiros para ocupar essa lacuna. A rede de tv americana ABC, a MGM studios e a Disney Channel irão disponibilizar seus conteúdos em alta definição no Xbox Live Marketplace, um ambiente online onde pode-se comprar e baixar conteúdo digital diretamente através do console Xbox. A oferta irá incluir seriados e filmes populares como: Lost, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Hannah Montana e High School Musical. Além disso, anunciou também uma parceria com a British Telecom para provimento de serviços de IPTV no Reino Unido utilizando o Xbox 360 como setup-box. O plano é que ainda em 2008, a BT promova a venda casada do Xbox 360 com seu serviço de IPTV.
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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/01/2008 - 13:25

Redes Sociais e Blogs fazem a cabeça dos adolescentes

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No final de dezembro foi divulgado o estudo “Teens and Social Media“, da Pew Internet & American Life Project. Esse estudo mostrou informações muito interessantes sobre o comportamento dos jovens de 12 a 17 anos na internet. Seguem alguns dados que tirei do material da Pew:

64% dos adolescentes criam ao menos um tipo de conteúdo na internet.
55% dos que têm um perfil em redes sociais mostram mais tendência em ter um blog.
42% dos usuários de redes sociais têm um blog.
70% deles reportam ler blogs alheios.
76% comentam posts do blog de um amigo pelas redes sociais.
35% das garotas têm blog, em comparação a 20% dos garotos.
54% das internautas postaram fotos online, contra 40% dos meninos.
19% dos garotos publicam vídeos, quase o dobro dos 10% das garotas.
47% divulgou fotos onde outros usuários possam vê-las.
89% deles afirmaram que as pessoas comentam suas imagens.
39% compartilham suas criações artísticas online.
33% criam conteúdo para outros sites ou blogs.
28% têm um diário online ou blog – em 2004, eram 19%.
27% mantêm um site pessoal, aumento de 5 pontos percentuais em comparação com 2004.
26% misturam conteúdo online com suas próprias criações.
39% restringem o acesso a suas fotos “na maioria das vezes”.
21% publicam fotos sem restringir a visualização.
19% restringem o acesso na maior parte das situações.
46% nunca limitam a visualização dos mesmos.

Seguem mais alguns dados de uma outra pesquisa da Pew (divulga em outubro/07) sobre redes sociais e web 2.0, que mostra o que os adolescentes colocam em seus perfis nas comunidades online que participam:

82% dos que criaram um perfil incluíram o primeiro nome nele.
79% colocaram foto.
66% colocaram foto dos amigos.
61% deram o nome de sua cidade.
49% deram o nome de sua escola.
40% deram o nick com que aparecem na mensagem instantânea.
39% dão links para seu blog.
29% incluem e-mail.
29% incluíram o sobrenome.
29% colocaram vídeos.
2% incluíram telefone celular.

É muito curioso, pois, analisando esses números, podemos perceber que a questão da privacidade, tão preocupante para o pessoas de faixas etárias superiores, é tratada sem muito stress por esses jovens. Esses adolescentes colaboram e interagem entre sim produzindo, modificando e publicando conteúdos próprios e de terceiros com uma naturalidade antes nunca vista.

Um outro ponto interessante que aparece no estudo, é o baixo uso do e-mail para comunicação entre esses jovens. A grande maioria prefere usar ferramentas de comunicação simples, eficientes e mais rápidas, como mensagens instantâneas e SMS. Apenas 14% dos jovens entrevistados disseram que enviam e-mails regularmente.

Muitas empresas interessadas nesse público já estão criando estratégias para se adaptar a esse novo consumidor que lê blogs (não revistas e jornais convencionais) e é influenciado por comunidades online (não por PhDs e especialistas tradicionais).

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/12/2007 - 00:58

Todo mundo quer um iPhone

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É impressionante como algumas empresas conseguem criar uma aura quase divina em torno de alguns de seus produtos. Um exemplo atual disso é a empresa da maça mordida (a Apple) com seu iPhone.

O iPhone é um fenômeno mundial. Todo mundo que conheço que já teve contato ou ouviu falar do dito quer um. Para se ter uma noção, o instituto de pesquisas americano Peanut Labs , divulgou que o aparelho é o mais popular na lista de desejos de natal dos jovens norte-americanos entre 13 e 25 anos.

Só tem um problema para aqueles que sonham com o simpático aparelhinho. Devido a um acordo de exclusividade da Apple com a ATT, todos os aparelhos são bloqueados para uso em redes que não sejam da ATT (inclui todas as nossas operadoras nacionais).

Na prática isso quer dizer, que todo mundo que compra um iPhone bloqueado, e não é cliente da ATT, tem que arrumar um jeito de desbloquear o danado. Isso pode ser através de software, solda, cuspe, chiclete e até reza brava. O importante é desbloquear, não importa a maneira.

A dificuldade é que, mesmo com uma esforçada comunidade mundial dedicada ao assunto, a cada nova versão de firmware (é o software que roda dentro do iPhone), a Apple está tornando mais difícil desbloquear o aparelho. Eu mesmo, conheço uns cinco felizes proprietários (nem tão felizes assim) que estão há quase um mês usando seus iPhones apenas como iPods e máquinas fotográficas e torcendo para que logo algum nerd islandês publique na web a receita do desbloqueio.

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/12/2007 - 13:41

O fim da privacidade: Fique esperto, sabemos quem você é!

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Quanto pode-se descobrir de alguém através da Internet? Para responder essa pergunta, fiz um teste comigo mesmo. Dei uma de detetive digital e comecei a procurar informações no cyber-espaço que revelassem dados sobre a minha pessoa. Após 30 minutos de investigação, já tinha levantado a minha ficha completa. Fiquei impressionado e um pouco preocupado. Apesar de não conseguir muitos dados pessoais relevantes (a não ser idade, sexo, idioma, etc – Nada de CPF e RG, Ufa!!), encontrei muitas outras informações sobre mim, como locais onde estudei e trabalhei, redes sociais que participo, sites onde fiz comentários, entrevistas que dei, eventos que participei e, é claro, esse Blog. Isso pode não parecer muito, mas através de informações desse tipo, mais algumas informações levantadas no “mundo físico”, pode-se descobrir muito de alguém. Isso é um alerta para que tomemos mais cuidado (Entendeu Sr. Minutti?) com as informações que armazenamos na Web.

Ok. Então é só ser mais cuidadoso e tudo bem. Infelizmente, não é bem assim. Para mantermos nossa privacidade intacta, seria necessário pararmos de utilizar todos aqueles serviços online que tanto gostamos, como por exemplo, ferramentas de busca e de troca de mensagens instantâneas. Isso porque, muitas dessas ferramentas que nos ajudam no dia-a-dia também armazenam informações em seus bancos de dados, e isso está fora do nosso controle. Segue uma pequena lista com todas as “maravilhosas” ferramentas que podem estar invadindo a nossa privacidade:

- Blogs (Blogspot, Wordpress, Bloglines)
- Álbuns de Foto (Picasa, Flickr, AOL Pictures, WebShots)
- Sites de Vídeos (YouTube, iLike, MSN Vídeos)
- Redes Sociais (Facebook, Orkut, MySpaces, Yahoo! 360)
- Mecanismos de busca na Web (Google, Yahoo! Buscas, MSN Buscas)
- Mecanismos de busca no PC (Google Desktop, Windows Vista)
- Barras de Ferramentas (Yahoo, Microsoft, Google)
- e-mails gratuitos (Yahoo, Hotmail, Gmail)
- Mensagens Instantâneas (Live Messenger, Yahoo Messenger, Google Talk)
- Mapas digitais (MSN Maps, Yahoo Maps, Google Maps, Google Earth)
- Sites de comércio eletrônico (Amazon, Submarino, Americanas.com)

Dentre todas essas ferramentas, acredito que as mais relevantes para todos que utilizam a Internet sejam os mecanismos de busca, como Google e Yahoo. Pois seria praticamente impossível navegar na Web, satisfatoriamente, sem utilizá-los. Por isso,
aqueles que se preocupam com privacidade, devem saber de uma coisa: todas as suas pesquisas são armazenadas. Sabe aquela busca com o nome de uma antiga namorada ou aquele nome de remédio para emagrecer que você queria comprar escondido? Pois é, está tudo armazenado nos servidores do mecanismo de busca que você usou. Muita gente não sabe disso, mas todas as pesquisas ficam armazenadas durante pelo menos 13 meses. Eles armazenam, além dos termos pesquisados, o endereço IP de origem da busca (só lembrando que seu provedor de internet consegue identificar você através do seu IP), um registro de cookie que fica instalado em seu PC e o local de origem do IP (dá para descobrir até a cidade origem do acesso). E se você estiver logado, tem como levantar muito mais informações. Abaixo segue uma tabela com a política dos principais buscadores:

Teve um caso, publicado pelo New York Times (08/2006), que ficou famoso. Houve um vazamento dos dados da base de buscas da AOL e partir do conteúdo das buscas, o NYT não teve dificuldades em localizar na vida real Thelma Arnold, de 62 anos, autora das seguintes buscas: “solteiros de 60 anos” e “cachorros que fazem xixi em qualquer lugar”. Que medo hein?

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/12/2007 - 12:12

TV Digital: O que muda no curto prazo? Francamente, quase nada.

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O último domingo foi um dia de vários fatos significativos para o povo brasileiro: o Corinthians caiu para a segunda divisão (tristeza de uns, alegria de muitos), o Brasil foi campeão mundial de vôlei (mais uma vez) e o país entrou na era da tão “falada” TV Digital.
Esse último fato ocorreu durante um pomposo evento em São Paulo, onde toda cúpula do governo federal (incluindo o presidente Lula) e representantes de “quase todas” as emissoras de TV (a Gazeta e a MTV ficaram de fora) estavam presentes. No discurso, tudo muito bom, tudo muito bonito, mas o que de prático muda no curto prazo para a maior parte da população? Francamente, quase nada. Ainda vai demorar um pouco até que se possa enxergar alguma mudança prática no modo como o brasileiro assiste TV. As principais barreiras, inicialmente, são econômicas. Dei uma olhada no custo dos tais decodificadores e o mais barato que achei custava R$ 500,00 e não estava preparado para programas em alta definição, apenas decodificava sinais analógicos em digitais. Já os melhores aparelhos para alta definição não saiam por menos de R$ 1.000,00. Esse custo de entrada proibitivo para a maior parte da população, deve-se, principalmente, à escolha do sistema japonês de TV Digital, que é relativamente novo e não possui escala suficiente para que os aparelhos sejam vendidos por um preço mais acessível, apesar de ser “teoricamente” mais moderno. Outro ponto importante é que nenhum desses aparelhos possui ainda o software de interatividade (o tal do Ginga – desenvolvido pela parceria entre a PUC-RJ e a UFPE), responsável pela possibilidade de interação do público com o programa transmitido, que ao meu entender, é o principal beneficio da HDTV. É, mais ou menos, como comer bolo de chocolate sem cobertura. Não podemos também esquecer, que para colher os benefícios da alta definição, o calmo e “abonado” telespectador brasileiro precisará de uma TV nova que custará no mínimo uns R$ 4.000,00. Por essas e outras, o empolgado e “pomposo” anúncio de ontem, gerou na prática, apenas um grande vapor ilusório. Os únicos que podem aguardar tranqüilos o kit de TV Digital baratear são os torcedores do Corinthians, pois jogos de segunda divisão não passam na Globo e, por isso, não precisarão, pelo menos até 2009, de transmissão em HDTV. Para acompanhar o Timão na segundona bastará um simples radinho de pilha.
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