A Economia da Reputação
Vivemos um momento único nos mercados de consumo. Os modelos e ferramentas que sempre foram utilizados pelas empresas na economia tradicional já dão sinais de ferrugem.
Os economistas sempre trataram mercados “não monetários” (aqueles onde as trocas não são realizadas através de papel-moeda) com um pouco de desdém. O problema é que agora não está dando mais para ignorá-los e a economia da reputação está ocupando um lugar de destaque nos mercados atuais.
Com a expansão da Internet e proliferação das redes sociais, o valor das coisas não são mais definidos apenas pelas campanhas de marketing que as empresas fazem, mas também pela reputação que os mesmas possuem dentro das mídias sociais.
Podemos dizer que esse fenômeno não é novo, pois sempre houveram redes de conhecidos, que através do milenar boca-a-boca, criavam e espalhavam a reputação de produtos e pessoas.
A grande diferença para os tempos atuais é que a Internet potencializou esse comportamento humano. Com isso, fez com que o inocente boca-a-boca de antigamente transformasse-se no pesadelo dos profissionais de marketing.
Com isso, o valor das trocas (indicações, links, twittadas, blogs de recomendação, comunidades de reclamação, etc) na economia da reputação tem tornado-se cada vez mais relevante e perceptível para as organizações.
Uma pesquisa recente, publicada no Valor Econômico, mostrou que mais de 90% dos internautas pesquisam sobre produtos e serviços antes de comprar. Assim, aqueles produtos que tiverem a melhor reputação dentro das mídias sociais saem na frente na concorrência com seus rivais de menor valor no mercado de reputação.
Já está muito claro para todos, consumidores e empresas, que o ambiente de negócios não é mais o mesmo e não adianta ficar indiferente a pressão que a reputação digital tem exercido sobre marcas, produtos, pessoas e tendências. Sendo assim, quem souber aproveitar melhor as oportunidades que este novo cenário está gerando sairá na frente.
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Com a abundância de conteúdos gratuitos na Internet, está cada vez mais difícil as empresas de mídia tradicional paga (TV Fechada, Jornais, Revistas, Agências de Noticias) conseguirem cobrar pelo fruto de seus trabalhos. O consumidor não está muito propenso a pagar por conteúdos que, na maioria das vezes, podem ser encontrados sem muito esforço em sites e blogs gratuitos. Os modelos de remuneração baseados em 3 participantes (anunciante, meio e consumidor) pagos pela propaganda estão vencendo no ambiente on-line e essa tendência não deve mudar.