O lançamento do aguardado controle de movimento do PS3 da Sony (similar ao do Wii da Nintendo) deve ser feito somente no segundo semestre. A justificativa da Sony para isso são os jogos que estão sendo desenvolvidos e que funcionarão com as novas funções.
Para Sony o adiamento desse lançamento não é nada bom. Além do novo controle ser uma cópia do controle do Wii, ele terá que brigar com o revolucionário “Project Natal” (ultimamente apenas “Project”) da Microsoft – que também será lançado no segundo semestre. Aliás, a inovadora tecnologia da Microsoft nem de controle precisa, pois funciona apenas mapeando o movimento corporal e a voz do jogador.
Até o design do controle do PS3 é parecido com o do Wii.
Já é sabido que o presidente do EUA – Barack Obama – gosta de usar as novas tecnologias para relacionar-se com seus eleitores. A nova jogada de sua equipe nesse sentido é o lançamento de uma aplicação oficial da Casa Branca para iPhone e iTouch (iTunes Link).
A aplicação vem com vários conteúdos oficiais do Governo Americano – notícias, vídeos, fotos – e tem como objetivo criar mais um canal de comunicação com os cidadãos – como já é feito através de outros canais digitais.
Já na próxima semana Obama utilizará a aplicação como um canal adicional de um pronunciamento oficial do governo. Também está previsto o lançamento de um portal mobile da Casa Branca.
Muito se fala sobre a queda da audiência da TV Aberta e a influência que a Internet está tendo nesse processo. Por isso, resolvi investigar o assunto e trazer alguns números reais aqui no blog.
Para começar, realmente é verdade que TV Aberta está amargando menores índices de audiência a cada ano. Para se ter uma idéia, nos anos 90 era comum as novelas da Globo atingirem 60 pontos no ibope (cada ponto representa 60 mil telespectadores +-), o equivalente a 3,6 milhões de pessoas. Hoje, no entanto, as novelas da Globo não chegam aos 40 pontos, uma queda próxima de 35% no período.
Outros indícios dessa tendência de queda são os índices de audiência do Jornal Nacional, apresentado por William Bonner e Fátima Bernardes, e do Mais Você, programa matinal de Ana Maria Braga. Os dois programas registraram em 2009 as piores audiências de suas histórias.
O Jornal Nacional, que completou 40 anos este ano, vem em curva descendente desde 2000, saindo de 39,2 pontos e despencando em 2009 para 31 pontos – queda de 20%. Já o impacto dessa mudança de comportamento dos telespectadores foi ainda maior no programa de Ana Maria Braga, que perdeu 44% da audiência no período de 2000 a 2009. Veja o gráfico abaixo (Arte/Folha Online):
Muitos acreditam que essa queda de audiência da Globo está relacionada com a maior concorrência de programas similares na Record e no SBT, que realmente melhoraram sua audiência em relação a Globo nos últimos anos, mas também não podem comemorar muito. Para se ter uma idéia, no primeiro semestre de 2009, a Globo marcou 17,2 pontos de audiência, ante 18 no mesmo período de 2008. O SBT, que registrou em 2008, 6,2 pontos, esse ano caiu para 5,5. A Record não fica de fora. Em 2008, a emissora aparecia na pesquisa do Ibope com 8,9 pontos de audiência, e nesse ano, registra 7,5 pontos.
O cenário se torna mais critico quando olhamos para quantidade de televisores ligados, que no primeiro semestre de 2008 era de 44,6% (26,7 milhões de domicílios) e caiu para 42,5% (25,5 milhões de domicílios) em 2009. Isso indica uma queda de 2,1% de televisores ligados na comparação entre 2008 e 2009.
Já que a população do país não encolheu e os números de TV Paga (5,4 milhões de domicílios) e Internet (64 milhões de usuários) cresceram nos últimos anos, tudo indica que o modelo atual da TV Aberta não está mais funcionando tão bem como no passado e, se continuar assim, sofrerá mais baixas nos próximos anos.
Acho que já escrevi o suficiente para deixar o pessoal de TV bastante preocupado, mas vou elaborar um post mais focado em tendências futuras e em como a TV Aberta pode reinventar-se para enfrentar os desafios dos próximos anos. Assim que estiver pronto publicarei aqui no blog.
Vivemos um momento único nos mercados de consumo. Os modelos e ferramentas que sempre foram utilizados pelas empresas na economia tradicional já dão sinais de ferrugem.
Os economistas sempre trataram mercados “não monetários” (aqueles onde as trocas não são realizadas através de papel-moeda) com um pouco de desdém. O problema é que agora não está dando mais para ignorá-los e a economia da reputação está ocupando um lugar de destaque nos mercados atuais.
Com a expansão da Internet e proliferação das redes sociais, o valor das coisas não são mais definidos apenas pelas campanhas de marketing que as empresas fazem, mas também pela reputação que os mesmas possuem dentro das mídias sociais.
Podemos dizer que esse fenômeno não é novo, pois sempre houveram redes de conhecidos, que através do milenar boca-a-boca, criavam e espalhavam a reputação de produtos e pessoas.
A grande diferença para os tempos atuais é que a Internet potencializou esse comportamento humano. Com isso, fez com que o inocente boca-a-boca de antigamente transformasse-se no pesadelo dos profissionais de marketing.
Com isso, o valor das trocas (indicações, links, twittadas, blogs de recomendação, comunidades de reclamação, etc) na economia da reputação tem tornado-se cada vez mais relevante e perceptível para as organizações.
Uma pesquisa recente, publicada no Valor Econômico, mostrou que mais de 90% dos internautas pesquisam sobre produtos e serviços antes de comprar. Assim, aqueles produtos que tiverem a melhor reputação dentro das mídias sociais saem na frente na concorrência com seus rivais de menor valor no mercado de reputação.
Já está muito claro para todos, consumidores e empresas, que o ambiente de negócios não é mais o mesmo e não adianta ficar indiferente a pressão que a reputação digital tem exercido sobre marcas, produtos, pessoas e tendências. Sendo assim, quem souber aproveitar melhor as oportunidades que este novo cenário está gerando sairá na frente.
Com a abundância de conteúdos gratuitos na Internet, está cada vez mais difícil as empresas de mídia tradicional paga (TV Fechada, Jornais, Revistas, Agências de Noticias) conseguirem cobrar pelo fruto de seus trabalhos. O consumidor não está muito propenso a pagar por conteúdos que, na maioria das vezes, podem ser encontrados sem muito esforço em sites e blogs gratuitos. Os modelos de remuneração baseados em 3 participantes (anunciante, meio e consumidor) pagos pela propaganda estão vencendo no ambiente on-line e essa tendência não deve mudar.
Chris Anderson, em seu livro Free, menciona Jonthan Handel, advogado especializado na indústria do entretenimento, que cita 6 motivos que estão arrastando a indústria de conteúdo para o modelo pago pela propaganda:
1 – Oferta e demanda - Existe muito mais oferta de conteúdo na Web do que demanda. Além disso, grande parte dos autores desses conteúdos não esperam ser remunerados por isso (blogs, por exemplo).
2 – Perda do formato físico – Não tem jeito, as pessoas dão mais valor para átomos do que bits.
3 – Facilidade de Acesso – É mais fácil fazer o download de um conteúdo na web do que encontrá-lo e comprá-lo em uma loja.
4 – A transição do conteúdo pago pela propaganda – Os hábitos de consumo de conteúdos gratuitos na web estão migrando para o mundo off-line.
5 – A indústria de computadores quer que o conteúdo seja grátis – O conteúdo grátis torna os dispositivos mais valiosos.
6 – A geração do Grátis – Os jovens que cresceram consumido conteúdo gratuito são indiferentes ou hostis aos direitos autorais.
Assim, acredito que nos próximos anos veremos o surgimento de novos e revolucionários modelos de negócios que circularão em volta do conteúdo gratuito. A parte triste de tudo isso é que como em toda mudança estrutural da indústria, as receitas e empregos se deslocam para o novo ambiente. Deixando para os sonolentos alienados a nostalgia dos tempos das vacas gordas.
Como já mencionei no post anterior muitas novidades foram apresentadas durante a Futurecom 2009. Abaixo seguem as 5 principais tendências que identifiquei durante o evento e que devem estar na pauta do mercado para o próximo ano:
_
1 – 2010 será o ano do Android no Brasil
Não tem para onde correr, vários fabricantes e operadoras de telefonia estão preparando lançamentos utilizando a plataforma móvel do Google. Para aqueles que ainda estão meio céticos recomendo abrir os olhos, caso contrário correm o risco de ficarem para trás.
_
2 – Banda larga cada vez mais larga e mais barata
Grande parte das discussões na Futurecom 2009 giraram em torno da banda larga. De representantes do governo à executivos das operadoras, todos em algum momento tocaram no assunto. Independente de posições ideológicas ou econômicas, o que ficou claro é que a banda larga deverá suportar fortemente o crescimento do uso da Internet entre os brasileiros.
_
3 – Aumento da navegação na Internet a partir de dispositivos móveis
O iPhone e os modems 3G já deram uma impulsionada nessa tendência no Brasil, mas agora com a chegada de vários equipamentos com Android para o próximo ano, o uso da Internet móvel deve ganhar mais fôlego.
_
4 – Redes sociais em todos os lugares
Os sites de redes sociais já estão entre os mais utilizados (85% de todos internautas brasileiros utilizam alguma rede social) e motivam os outros setores da indústria (operadoras de telefonia, fabricantes de aparelhos, produtores de aplicativos) a criarem produtos e serviços que utilizem de alguma forma essas redes. Apesar da maioria das iniciativas serem levadas pelo modismo, com pouco ou nenhum planejamento, algumas empresas mais antenadas estão fazendo coisas bacanas.
_
5 – Nuvens por todos os lados
Outra tendência forte que estava no ar (ou melhor, na nuvem) foi a proliferação de serviços baseados em Cloud Computing. Devido a menor capacidade computacional de celulares, smartphones e netbooks (em relação aos PCs e Notebooks, claro), aplicações desse tipo tornam-se atraentes, pois grande parte do processamento acaba acontecendo na nuvem e não no dispositivo.
Como sempre acontece todos os anos, a indústria de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicações) compareceu em peso a Futurecom – o principal evento do genero da América Latina. Este ano, mais uma vez, participei como palestrante e painelista.
Imaginei que a crise mundial afetaria de maneira mais dura a participação das empresas na feira, mas me enganei, pois grandes operadoras de telefonia (Telefônica, Embratel, Oi, TIM, Vivo, Claro) e grandes empresas de tecnologia (Nokia, Cisco, IBM, NEC, Microsoft, Oracle, Juniper, Motorola, BlackBerry) investiram pesado em seus estandes.
A Motorola apresentou o terminal MotoDext, dispositivo que vem embarcado com o sistema operacional Android e tecnologia “Motoblur”, onde o grande diferencial é integrar os contatos do usuário com suas redes sociais. O celular, modelo slider touchscreen 3G, com teclado QWERTY, será comercializado pela Claro (América Móvil), com exclusividade, até o primeiro trimestre de 2010 – o que significa que a Claro o monopólio da vende desse aparelho no Natal.
A TIM anunciou o lançamento da appstore da Qualcomm, a Plaza Retail, previsto para acontecer no primeiro trimestre de 2010. O interessante da loja da Qualcomm é que ela trabalha com múltiplos fabricantes de aparelhos.
Além da feira, a Futurecom 2009 teve ótimos painéis e palestras, onde os principais executivos e autoridades da indústria se apresentaram. Pena que não deu para ir na maioria, pois sempre ocorriam uns seis ou sete ao mesmo tempo.
Os principais temas das palestras e painéis foram convergência (que já está na pauta a vários anos), banda larga e redes sociais.
Dei uma palestra sobre “Social Media and Mobile Marketing“, no dia 15/10, e participei do painel “Redes Sociais gerando desenvolvimento e novos paradigmas de comportamento na sociedade e nos negócios“, no dia 16/10, onde a coordenadora foi a linda e inteligente apresentadora da Band, Renata Fan. Ela roubou a cena com ótimas perguntas e sua envolvente simpatia. (fui eu mesmo que tirei a foto durante o painel)
Durante esta semana tentarei compilar todas as minhas anotações e percepções sobre as tendências de mercado que pude identificar durante o evento e assim que possível publicarei aqui no Tecnozilla.
O Projeto 10100 é uma convocação de ideias para mudar o mundo ajudando o maior número de pessoas possível. Foram mais de 150.000 idéias enviadas das quais algumas foram escolhidas como finalistas e agora o Google chama os internautas para votar em qual delas deve se tornar realidade.
Veja o video da campanha:
Como funciona:
O Projeto 10100 (pronuncia-se Projeto 10 elevado a 100) é a convocação de idéias para mudar o mundo ajudando o maior número de pessoas possível. Veja como participar.
1. Envie a sua ideia até 20 de outubro (essa fase já terminou )
2. Você pode votar nas ideias de 24 de setembro a 8 de outubro de 2009.
Será publicada uma lista com as melhores ideias; Nessa etapa, é a vez do público escolher as ideias que achar melhores. Em seguida, um comitê consultivo selecionará até cinco ideias para financiamento.
3. O Google ajudará a concretizar essas ideias.
Será doado US$ 10 milhões para implementar esses projetos, e o nosso objetivo é ajudar o máximo de pessoas possível.
Ontem estive no escritório do Google Brasil para uma conversa informal com Chad Hurley – CEO e fundador do site de vídeos YouTube.
Toda vez que vou ao escritório do Google me sinto muito à vontade, pois o ambiente lá é muito leve e informal, fora que as pessoas são muito simpáticas. Não há aquele ar corporativo que existe na maioria das empresas brasileiras.
Quem me recebeu foi Carol Fullen (RP da Agência Ideal), que me explicou qual seria a dinâmica da conversa. Seriam uns 20 convidados entre blogueiros, jornalistas e heavy users do YouTube, que poderiam tirar dúvidas e dar sugestões para Chad num bate-papo bem informal.
Chad não tem o estereótipo de um genuíno Geek, como poderia se esperar do criador de uma plataforma de vídeos online. Fisicamente ele parece muito com o personagem “Encantado” do Shrek. Tem estilo e charme, além de ser muito simpático com todos (nisso ele é diferente do personagem do desenho animado).
Assim que a conversa começou ela foi dominada pelos heavy users presentes, que estavam avidos por contar suas experiência e anseios (um dos usuários demonstrou como usa o YouTube para fazer remixagem de músicas – veja o vídeo).
Infelizmente, isso tirou um pouco o foco de assuntos mais centrais dos negócios do YouTube, como modelo de negócio, rentabilização através de publicidade e integração do serviço com outros produtos do Google.
Eu e alguns outros blogueiros e jornalistas presentes não tivemos muita chance para fazermos perguntas e, até o próprio Chad não pode falar o quanto gostaria. De qualquer forma, foi muito interessante, pois deu para perceber o fascínio que o YouTube exerce sobre seus usuários. Além disso, durante a conversa, deu para perceber que algumas melhorias no serviço são necessárias, como por exemplo, a velocidade de upload de arquivos grandes.