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22/01/2009 - 15:51

CP01 toma forma

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Dentro de um “cercadinho” na área de robótica, o resultado de incansáveis horas de trabalho da equipe do CP01 (o “Robô Open Source”) está começando a aparecer. Nos fundos da “oficina” há um torno sendo usados para produzir as peças em alumínio que formarão o corpo da máquina: cabeça, tronco, membros, articulações, etc. E em outro canto vi o “peito” do robô, já moldado no que parece ser fibra de vidro. Vejam as fotos.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, hardware, noticia Tags: , ,
22/01/2009 - 13:53

Computadores tunados impressionam logo na entrada da Campus Party

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A Campus Party tem diversos atrativos para os entusiastas de tecnologia. Desde workshops de robótica até debates sobre mídias sociais online. Mas não há dúvidas de que os case moddings, ou simplesmente computadores tunados, entram na categoria de mais impressionantes.

Os modders, como são conhecidos os artistas por trás dessas máquinas, primam não só pelo design de seus PCs (apesar de ser a característica mais evidente), o investimento no interior também é pesado. Como é o caso do colombiano Diego Vallecilla, de 25 anos, que além de vir de outro país, montou uma máquina de cair o queixo: só no case personalizado ele gastou mais de US$ 800, conectou ainda um Pentium Quad Core, uma placa de vídeo 9600 GT da GeForce e mais 4GB de RAM.

Outro investidor agressivo foi Bruno Juliano Garcia, de 22 anos, que separou sua máquina em três HDs (dois de 500 GB para uso geral e mais de 320 GB para processamento), além de uma placa de vídeo GeForce 8800 GT. Garcia conta que, na época, ele gastou mais de R$ 2.300 para montar todo o PC, incluindo o case personalizado.

O fato é que por mais que os donos invistam para ter uma máquina linda e “bem recheada”, os olhos da multidão sempre irão brilhar mais pelo exterior.

Confira a galeria completa dos melhores casemods da Campus Party.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): evento Tags: , , , ,
22/01/2009 - 13:03

Ao som de DJ Miranda e música afro-brasileira, campuseros vão até o chão em balada geek

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Eles abrem mão do sono para aproveitar os 10 GB de internet, mas não deixam de curtir uma boa música. Foi o que provaram os campuseros ao se divertirem na balada promovida pela organização do evento na madrugada desta quinta. Embalados por música afro-brasileira e, na sequencia, pelo show do DJ Miranda, os participantes dançaram “até o chão”, mesmo sem a presença de bebidas alcoólicas.

Enquanto alguns dos visitantes circulavam as dependências do Centro de Exposições Imigrantes, com computadores a tiracolo, pedindo o fim da música para que pudessem assistir o novo episódio do LOST, outros aproveitavam para se esquentar do frio na pista improvisada em frente ao palco principal.

Quando o som foi desligado, por volta das 2h30,  o pessoal foi para a área de música, onde havia estrutura para continuar a balada.

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): evento Tags:
22/01/2009 - 11:16

Infra-estrutura falha e deixa campuseros sem água quente

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A temperatura caiu, quem esqueceu a blusa está passando frio e os grandes ventiladores, que chamaram a atenção do público no começo da semana, estão servindo de decoração. Sofreu também quem não trouxe cobertor; essa noite foi suficientemente gelada para quem decidiu dormir no horário de praxe (o pessoal aqui geralmente vai dormir depois das 5h00).

Na madrugada desta quinta-feira era comum encontrar participantes enrolados em edredons enquanto baixavam filmes, seriados, músicas etc. A política do Campus Party é não fazer uso de programas P2P, como é o caso do popular Torrent, entretanto não há nenhum bloqueio para quem opta por utilizá-los.

Outra reclamação pertinente vinda dos campuseros – e desta jornalista que vos fala – dá conta da falta de água quente na área do camping. Com a temperatura mais baixa, tomar banho se tornou um verdadeiro sacrilégio. Os chuveiros não esquentam e, sem opção, quem está acampado é obrigado a tomar banho gelado a qualquer hora do dia.

A assessoria de imprensa do evento foi avisada do inconveniente. Resta saber se a produção tomará as devidas providências.

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/01/2009 - 20:11

Um robô para chamar de “nosso”

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No início desta noite de terça, segundo dia da Campus Party Brasil 2009, aconteceu o lançamento oficial do projeto TORP (The Open Robot Project – Projeto de um robô aberto), que visa criar um robô humanóide com todas as especificações, incluindo parte mecânica e elétrica, bem como código-fonte do software de controle, disponíveis sob uma licença Open Source. Ou seja, qualquer um poderá baixar e modificar livremente o projeto e montar seus próprios robôs seguindo as instruções.

Segundo um dos coordenadores, o Prof. Alexandre da Silva Simões (Unesp), a motivação é a falta de divulgação sobre a tecnologia usada nos inúmeros projetos de robótica espalhados pelo mundo, e a completa falta de padrões nesta área. Peças e software de um modelo de robô, por exemplo, nunca podem ser aproveitadas em um modelo diferente. Cada novo modelo é quase uma “reinvenção da roda”.

O projeto TORP vai muito além desta edição da Campus Party. O objetivo final é construir, nos próximos dez anos, um robô humanóide completamente funcional, capaz de andar, correr, comunicar-se com humanos, demonstrar emoções, falar, reconhecer pessoas, e mais. O que será construído aqui na Campus Party durante esta semana é apenas o primeiro passo desta jornada, o CP01.

Será um pequeno humanóide com traços infantis, sem pernas (portanto, imóvel) com foco na interação com os usuários. O corpo será feito de alumínio usinado. O CP01 terá um conjunto completo de sensores, entre eles sonar, emissor/detector de infravermelho, microfones, acelerômetros e, no futuro, GPS e bússola para localização e movimentação.

O cérebro robô são os sistemas embarcados da Gumstix, pequenos computadores do tamanho de uma embalagem de chiclete que contém um processador ARM de 400 MHz, memória RAM, memória Flash e inúmeras portas de I/O para comunicação com periféricos externos. Cada módulo tem seu próprio computador, e todos eles se comunicam usando uma rede. Neste sentido, o CP01 não tem “um cérebro”, mas sim vários deles operando em conjunto, como um “cluster”.  Pode parecer estranho, mas é um sistema que funciona com sucesso em inúmeras espécies de insetos.

O software do CP01 roda sobre uma versão embarcada do Linux, que também serve como plataforma de desenvolvimento. Mas uma das atividades durante a Campus Party é a construção de interfaces de controle multi-plataforma, capazes de rodar em vários sistemas operacionais com a mesma funcionalidade. A linguagem de programação para as funções de “baixo nível”, ou seja, o software mais básico do CP01, é C++, mas qualquer outra linguagem com capacidade de rede (como .Net, Python, etc…) pode ser usada no desenvolvimento de módulos. Basta seguir o protocolo de comunicação.

Na área de robótica a equipe (coordenada por professores da Unesp e do ITA) trabalha freneticamente para montar o robô até sábado. Campuseros dispostos a ajudar no processo são bem-vindos. Paralelamente, um concurso está sendo realizado para escolher uma nova “aparência” para o CP01. A proposta vencedora será produzida em resina pela empresa Art3D, integrada à parte mecânica e usada em versões futuras da máquina.

E apesar do CP01 ainda estar sendo montado, seu sucessor já está na prancheta. Uma das características planejadas para o futuro CP02 será um corpo feito em liga de magnésio, material muito mais leve e resistente que o alumínio. É esperar para ver.

Mais informações sobre o CP01 e o projeto TORP, podem ser obtidas em http://www.theopenrobotproject.org

 

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, hardware, noticia Tags: , , ,
20/01/2009 - 14:13

Cuca fresca

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Comparada ao ano passado, a infra-estrutura da edição deste ano da Campus Party está muito melhor. O espaço é mais amplo, há menos rampas e escadas (fator importante na acessibilidade) e melhores instalações como banheiros e chuveiros. Nada de correr debaixo de chuva pra chegar aos chuveiros, como acontecia no ano passado, fato que deu origem à piadinha de que na Campus Party, um banho valia por três: dois deles de chuva, no caminho.

Claro que há problemas, mas são coisas menores. Neste ano as bancadas não são sinalizadas, o que torna mais difícil encontrar sua “turma”. No ano passado havia placas indicando bancadas de blogueiros, games, astronomia, etc. Neste ano, para promover a integração, nada de áreas “oficiais”. Claro que há turmas: quer encontrar o povo do CaseMod? É só procurar a bancada cheia de luzes coloridas piscando, está todo mundo lá.

Mas o principal problema no dia de ontem foi o calor, muito forte. O teto do Centro de Exposições Imigrantes é de metal, e metal debaixo do sol forte durante o dia inteiro esquenta, e muito. Combine isso ao calor gerado pelos 4 mil PCs aqui dentro e temos um mini-forno. Mas hoje criaram uma solução: a organização espalhou enormes ventiladores entre as bancadas e na área de exposição. Combinados à chuva que caiu na parte da tarde eles aliviaram bastante o problema.

Se ainda assim não resolver, podemos apelar para o espírito empreendedor de todo geek: circula por aí um videozinho que mostra como montar seu próprio ventilador USB. Será que o povo de robótica tem uns motores de 5 volts sobrando?

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, noticia Tags:
20/01/2009 - 13:22

Tim Berners-Lee fala à Campus party

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Um dos momentos mais esperados entre os participantes da Campus Party aconteceu nesta tarde de terça-feira, às 13:00, quando Tim Berners-Lee, considerado como o “pai” da Web , subiu ao palco para sua palestra batizada de “O futuro da Web – e isso é só o começo: olhando os próximos 20 anos”.

De acordo com Tim, o futuro da internet está na forma como os dados são organizados. Partindo do conceito básico de que cada “pedaço” de informação tem um identificador único e ponteiros para outros pedaços relacionados, é possível mudar a forma como os dados são visualizados, combiná-los, reorganizá-los e apresentá-los de formas antes não imaginadas. Esta é a raiz da idéia da “Web semântica”, também batizada de “Web 3.0″.

O conceito soa familiar? É uma espécie de extensão do que já acontece com os “mashups”, serviços onde internautas combinam informações de diversas fontes, como um mapa do Google, um catálogo de uma imobiliária e um relatório de criminalidade da polícia para criar um novo serviço que mostra se aquela casa que você pretende alugar está ou não em um local seguro.

Para que a idéia se realize, é importante que pessoas, empresas e entidades se disponham a fornecer os “dados brutos”, a informação de forma não processada, que pode ser moldada de acordo com as necessidades dos usuários. Segundo Tim, muitas empresas já estão se conscientizando de que é mais importante fornecer tais dados do que um site “bonitinho” com apenas um pequeno conjunto de informações.

A apresentação foi técnica: após uma introdução sobre os motivos que o levaram à criação do protocolo HTTP e do primeiro servidor web, Berners-Lee entrou em detalhes de protocolos e estruturas de dados. Deu pra notar pelos olhares do público que não era exatamente o que eles estavam esperando, a expectativa geral era de uma sessão de “futurologia”. A platéia só esquentou no final, quando perguntado sobre como evitar que empresas que disseminam padrão proprietários (leia-se: Microsoft) controlem a web, Tim Berners-Lee respondeu:  “O futuro está na mão de vocês. Se um navegador não segue padrões abertos, não usem este navegador. Vocês podem fazer suas próprias escolhas”. Nesse momento, o criador da web foi aplaudido de pé.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, noticia Tags: , , ,
20/01/2009 - 12:59

Debate aborda mobilidade como novo caminho para mídia

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Há anos que os aparelhos portáteis, especialmente celulares, estão dando as caras na geração e propagação de conteúdo. Obviamente que o meio ainda é pouco difundido, mas toma força a cada novo aparelho desenvolvido. A palestra de Mobilidade, que aconteceu nesta terça-feira de manhã na Campus Party, colocou diversos especialistas do assunto para debater sobre quais são os defeitos, soluções e para onde deve ir esse novo jeito de se fazer mídia.

A palestra teve a participação de Juliana Vilas (UrblogÉpoca São Paulo), Rafael Sbarai (Consultor de novas mídias da Veja), Henrique Martin (blogueiro do Zumo) e Eduardo Brandini (chefe de redação da TV Bandeirantes), a blogueira Bia Kunze (Garota Sem Fio) foi a moderadora.

De acordo com Martin, um dos grandes problemas ainda enfrentados é a interface dos celulares, que ainda não possuem a melhor acessibilidade. “Por exemplo, o iPhone, que é um dos grandes expoentes da mobilidade, ainda não tem o melhor teclado touchscreen nem a melhor câmera para o usuário criar conteúdo”, disse. Já para Sbarai, “é necessário começar a formatar os sites de conteúdo para esse novo formato mobile, algo que poucos sites têm feito”.

Segundo Brandini, sempre que uma nova tecnologia aparece, soluções e novos problemas a acompanham. “Nós descobrimos que os furos de reportagem com imagens de celular nos ajudam muito, mas também percebemos as grandes falhas que ainda existem para entravar o uso pleno dessa plataforma”, afirmou o repórter.

Conteúdo

Algo que todos da mesa concordaram é a falta de conteúdo específico para o mobile. Juliana afirmou que ela sente mais necessária uma difusão melhor de prestação de serviços, “ainda falta uma maneira fácil e rápida de, por exemplo, eu saber que vias estão congestionadas enquanto estou no trânsito, como fazer para evitá-las e o porquê estão assim”.

Mas o “buraco é mais embaixo”, para Brandini. “O problema é que essa plataforma ainda é um nicho, não está bem disseminada. Por exemplo, falta conteúdo de entretenimento para celulares, mas não tem como você pensar em uma TV formatar um jogo de futebol para a plataforma móvel, já que com a televisão ela alcança todo e qualquer tipo de público. Ainda é complicado pensar nisso”, disse.

Sbarai ainda reafirmou seu cetismo quanto ao (pouco) conteúdo que é produzido hoje no Brasil para o mobile. “Tenho uma visão um pouco cética (da produção), pois os portais apenas traduzem o que têm no seu site para o celular. Os portais não pensam no que o usuário quer ver dentro do celular. O usuário já sabe o que quer, nós, como novas mídias, ainda não sabemos como podemos explorar isso corretamente”, afirmou.

Quando a moderadora Bia Kunze afirmou que o que falta de verdade é mais entretenimento para atrair mais usuários, Martin rebateu, afirmando que a plataforma se beneficia muito com o conteúdo “sério”. “Não podemos jogar apenas mais Big Brother nos celulares para trazer mais pessoas. Sei que isso gera receita, mas a parte mais ‘séria’ não pode ser esquecida. Um exemplo disso é que quando Steve Jobs se afastou de seu cargo na Apple, eu só tive chance de divulgar a notícia rapidamente no meu blog pois eu estava no Twitter seguindo pessoas mais ‘jornalísticas’ e que puseram a informação no ar”.

No final, o debate não teve grandes discussões, na maior parte dos temas os palestrantes concordavam ou, no máximo, complementavam a opinião do outro. Mas o assunto mais “espinhoso” comentado foi das barreiras que ainda são impostas pelas prestadoras de serviço para liberarem um acesso mobile melhor. Nesse caso todos os presentes na mesa concordaram de que falta muito incentivo para que essa nova mídia se torne mais democratizada.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): evento Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
20/01/2009 - 12:00

Campuseros sofrem com filas na hora do almoço

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Quem optou por comprar o pacote alimentação, que inclui café da manhã, almoço e jantar para toda a semana, não deve estar contente com a infra-estrutura do Campus Party.

A hora do almoço desta terça-feira, primeiro dia do evento, foi conturbada, com filas imensas. O restaurante, pequeno para as milhares de pessoas acampadas no local, parece não dar conta da demanda.

Veja abaixo uma foto da fila para o “bandejão geek“:

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): evento Tags:
20/01/2009 - 10:38

Índios tupinambás e pataxós marcam presença no Campus Party

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Um grupo de índios pataxós e tupinambás, vindos da Paraíba e do sul da Bahia, estão em São Paulo para participar do maior evento digital do país, o Campus Party.

 

Acampados no Centro de Exposições Imigrantes, o grupo marca presença fazendo uma dança típica em meio ao emaranhado de barracas.

 

Em uma conversa rápida, eles nos disseram que se conheceram pela internet, pouco antes da edição deste ano do Campus Party, e marcaram através da rede o encontro por aqui.

 

Do grupo de 7 pessoas, apenas um esteve no evento em 2008.

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): evento Tags:
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