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24/01/2009 - 19:03

Campus Party: Coelhinha da Playboy é assediada no evento

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Desde o início da Campus Party, o estande da Abril tem utilizado da presença de coelhinhas da Playboy para atrair mais “curiosos” ao seu espaço. Se, neste evento, caberia ou não tal forma de “publicidade”, não nos resta julgar, o problema, no entanto, está “mais embaixo”. Na tarde deste sábado, enquanto três coelhinhas andavam pela arena do evento, tirando fotos e distribuindo flyers, um campusero decidiu se aproveitar da garota; após o flash da foto, ele “passou a mão” na menina, deixando-a constrangida.

A reação da coelhinha foi de indignação instantânea e o rapaz revidou desconversando, fingindo que não havia feito nada. A garota, nervosa, desistiu da argumentação e foi embora com os olhos marejados.

Foto: skateonrails

Indignada com a atitude, coelhinha preferiu se retirar do que brigar

Os blogueiros e campuseros do evento reagiram com veemência à atitude do rapaz, que em seu Twitter afirmou que tudo não passava de uma aposta: “Eu fiz o que todos no evento queriam fazer, mas não tinham coragem”, se vangloriou.

O debate da ação tomou todas as mídias sociais online, entretanto, infelizmente, nenhuma atitude real foi tomada, nem pelos campuseros, nem pela organização do evento.

Assim como aconteceu com a banda Leme, a atitude de mau-gosto envergonha todos os participantes do evento. Só dá para esperar que esse tipo de coisa nunca mais aconteça na Campus Party.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): evento Tags: , , ,
24/01/2009 - 18:05

Área de simulação é uma das mais disputadas na Campus Party

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Ao entrar na Arena da Campus Party algumas áreas chamam mais atenção. Esse é o caso, por exemplo, do setor de simulação. Em um telão são exibos incessantemente cenas de batalhas aéreas dignas de filmes blockbusters.

São dois simuladores de vôo. O do grupo 422nd simula os confrontos da 2ª Guerra Mundial. O cockpit foi todo feito em casa, com produtos que podem ser manuseados facilmente por qualquer pessoa. O grupo ainda promete enviar um tutorial de como construir o aparelho para quem passar pela área.

O 422nd existe desde 2002 e é composto, basicamente, por entusiastas de simuladores e aeromodelismo. A faixa etária do grupo vai dos 15 aos 50 anos. “É sensacional ver esse tipo de união entre pessoas que gostam da mesma coisa. Eu acho que vou me alistar também”, disse Carlos Henrique, de 32 anos, enquanto saía feliz do cockpit após ser abatido por uma bateria anti-aérea lançada por um porta-aviões.

Ao lado da batalha, está o simulador de vôos comerciais do International Virtual Aviation Organization (IVAO). Nele, o maior desafio não é desviar de balas, mas sim conseguir fazer uma aproximação descente e, quiçá, aterrizar seguramente no aeroporto virtual.

Os dois simuladores possuem características diferentes que exigem técnicas particulares de seus pilotos. Prova do profissionalismo das máquinas é a participação de pilotos reais nas demonstrações.

Se você acha que está velho demais para entrar no mundo dos simuladores – e por que não dos games? -, pense duas vezes e sinta a paixão dos aficionados da categoria: “Esse jogo vai acabar com a sua vida social”, afirma o site do 422nd.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): evento Tags: , , ,
23/01/2009 - 17:47

Campus Party: Palestra sobre pornografia é uma das mais disputadas do evento

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Uma das palestras mais inusitadas e interessantes da Campus Party aconteceu na tarde desta sexta-feira: “Internet is for Porn? (Internet é para pornografia? – tradução livre)”. O evento contou com a participação de Alessandro Martins (blogueiro do site Pink, The Kinky), Zander Catta Preta (responsável pelo iG Sexo), Fernanda Lizardo (blogueira do Sexto Sexo), Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha) e foi moderado por Edgard Reymann (Sax Magazine, e ex-editor das revistas Sexy Premium e Playboy).

Sem dúvida alguma que a palestra foi uma das mais disputadas de toda a Campus Party até esta sexta-feira. Pessoas amontaram-se em frente a mesa dos palestrantes, sentaram no chão e mais tantas outras que acompanharam o debate via streaming ao vivo.

A palestra foi bem-humorada. O blogueiro Cristiano Dias chegou a pedir conselho para os palestrantes: “tenho uma filha de 12 anos e fico com medo de que, quando ela começar a se interessar por garotos, possa acabar deixando vazar fotos impróprias suas na internet, como vemos todos os dias”. Os palestrantes concordaram que não há muita coisa a se fazer: “Acho que a internet acaba gerando um padrão de comportamento para o usuário. Invariavelmente os adolescentes vão se deparar com a pornografia e é aí que a educação recebida os fará tomar suas próprias decisões”, afirmou Catta Preta. Já a blogueira Fernanda foi mais sarcástica: “O melhor jeito de lidar com a situação é tentar ganhar algum dinheiro com isso”. “Contanto que isso seja feito após ela completar 18 anos”, emendou.

Porn 2.0

O tema acabou encaminhando para o lado da web 2.0 e Martins afirmou que a pornografia é uma área interessante para o “colaborativismo” do usuário. “É muito legal ver conteúdo produzido pelo próprio internauta. Foi assim que eu criei meu blog, sem fins-lucrativos, apenas querendo me expressar e querendo mostrar as coisas que eu gosto”, disse o blogueiro. Bruna Surfistinha ainda citou fóruns de acompanhantes. Nesses sites, voltados para garotas de programa, o usuário sai com uma menina e avalia a ‘performance’ no site”, contou.

Catta Preta já abordou o ponto rentável desse tipo de negócio:“Esse ainda não é um tipo de serviço que consegue se manter, nem alcança um sucesso gigante, mas no futuro, provavelmente será esse tipo de produto que venderá bastante”.

Anonimato

Em um determinado momento, uma espectadora da palestra contou que possuía um site erótico, onde trocava contos e fotos entre seus usuários e perguntou à mesa o que eles achavam do anonimato da internet. “Acredito que essa coisa de não saberem quem é quem, o fato do usuário não precisar se identificar, poder observar sem ser observado, ajudou muito a pornografia online a prosperar”, disse Fernanda.

“No meu caso, quando eu montei meu blog e deixei minha identidade ser relativamente revelada isso me ajudou na minha profissão”, disse Surfistinha. “Os homens que liam meus textos no meu blog queriam ser parte da história”, disse a ex-garota de programa e agora escritora. “Os homens adoram ser avaliados e morriam de vontade que eu os tornasse personagens das minhas histórias”, completou.

Martins optou por deixar sua identidade descoberta. “Acho que as pessoas gostam de saber quem eu sou e o que um autor de um site pornográfico faz na vida offline. No meu caso foi algo natural sair do anonimato”, disse.

E os lucros?

Catta Preta deixou claro que, apesar da grande audiência gerada pelo conteúdo sexual, o ramo ainda não é o mais lucrativo. “É claro que sempre existem os ‘big players’ e as produtoras gigantes que faturam bastante, mas para o usuário ainda é difícil conseguir ganhar dinheiro com produções próprias, algo que alguns blogueiros já conseguem fazer”, disse.

Para Surfistinha já foi diferente: “Tenho que agradecer ao meu site, que consegue faturar o suficiente para me manter, mas vejo outras conhecidas tentando fazer o mesmo e elas não têm a mesma sorte que eu”.

Martins já prefere que seu site seja sem fins-lucrativos: “Eu adotei um modelo de negócio que só quer repassar o produto. Normalmente eu gosto de postar o conteúdo gerado por algum amador e lhe dar os créditos, mas não peço nada em troca”.

No final, a palestra disputou diretamente (em público) com o debate acirrado entre José Henrique Santos Portugal (representando o Senador Eduardo Azeredo), Fernando Neto Botelho (Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais), Sérgio Amadeu e Ronaldo Lemos sobre o futuro da internet no Brasil.

*Fotos: Thaís Pontes

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): evento, web Tags: , , , , ,
22/01/2009 - 13:53

Computadores tunados impressionam logo na entrada da Campus Party

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A Campus Party tem diversos atrativos para os entusiastas de tecnologia. Desde workshops de robótica até debates sobre mídias sociais online. Mas não há dúvidas de que os case moddings, ou simplesmente computadores tunados, entram na categoria de mais impressionantes.

Os modders, como são conhecidos os artistas por trás dessas máquinas, primam não só pelo design de seus PCs (apesar de ser a característica mais evidente), o investimento no interior também é pesado. Como é o caso do colombiano Diego Vallecilla, de 25 anos, que além de vir de outro país, montou uma máquina de cair o queixo: só no case personalizado ele gastou mais de US$ 800, conectou ainda um Pentium Quad Core, uma placa de vídeo 9600 GT da GeForce e mais 4GB de RAM.

Outro investidor agressivo foi Bruno Juliano Garcia, de 22 anos, que separou sua máquina em três HDs (dois de 500 GB para uso geral e mais de 320 GB para processamento), além de uma placa de vídeo GeForce 8800 GT. Garcia conta que, na época, ele gastou mais de R$ 2.300 para montar todo o PC, incluindo o case personalizado.

O fato é que por mais que os donos invistam para ter uma máquina linda e “bem recheada”, os olhos da multidão sempre irão brilhar mais pelo exterior.

Confira a galeria completa dos melhores casemods da Campus Party.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): evento Tags: , , , ,
20/01/2009 - 12:59

Debate aborda mobilidade como novo caminho para mídia

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Há anos que os aparelhos portáteis, especialmente celulares, estão dando as caras na geração e propagação de conteúdo. Obviamente que o meio ainda é pouco difundido, mas toma força a cada novo aparelho desenvolvido. A palestra de Mobilidade, que aconteceu nesta terça-feira de manhã na Campus Party, colocou diversos especialistas do assunto para debater sobre quais são os defeitos, soluções e para onde deve ir esse novo jeito de se fazer mídia.

A palestra teve a participação de Juliana Vilas (UrblogÉpoca São Paulo), Rafael Sbarai (Consultor de novas mídias da Veja), Henrique Martin (blogueiro do Zumo) e Eduardo Brandini (chefe de redação da TV Bandeirantes), a blogueira Bia Kunze (Garota Sem Fio) foi a moderadora.

De acordo com Martin, um dos grandes problemas ainda enfrentados é a interface dos celulares, que ainda não possuem a melhor acessibilidade. “Por exemplo, o iPhone, que é um dos grandes expoentes da mobilidade, ainda não tem o melhor teclado touchscreen nem a melhor câmera para o usuário criar conteúdo”, disse. Já para Sbarai, “é necessário começar a formatar os sites de conteúdo para esse novo formato mobile, algo que poucos sites têm feito”.

Segundo Brandini, sempre que uma nova tecnologia aparece, soluções e novos problemas a acompanham. “Nós descobrimos que os furos de reportagem com imagens de celular nos ajudam muito, mas também percebemos as grandes falhas que ainda existem para entravar o uso pleno dessa plataforma”, afirmou o repórter.

Conteúdo

Algo que todos da mesa concordaram é a falta de conteúdo específico para o mobile. Juliana afirmou que ela sente mais necessária uma difusão melhor de prestação de serviços, “ainda falta uma maneira fácil e rápida de, por exemplo, eu saber que vias estão congestionadas enquanto estou no trânsito, como fazer para evitá-las e o porquê estão assim”.

Mas o “buraco é mais embaixo”, para Brandini. “O problema é que essa plataforma ainda é um nicho, não está bem disseminada. Por exemplo, falta conteúdo de entretenimento para celulares, mas não tem como você pensar em uma TV formatar um jogo de futebol para a plataforma móvel, já que com a televisão ela alcança todo e qualquer tipo de público. Ainda é complicado pensar nisso”, disse.

Sbarai ainda reafirmou seu cetismo quanto ao (pouco) conteúdo que é produzido hoje no Brasil para o mobile. “Tenho uma visão um pouco cética (da produção), pois os portais apenas traduzem o que têm no seu site para o celular. Os portais não pensam no que o usuário quer ver dentro do celular. O usuário já sabe o que quer, nós, como novas mídias, ainda não sabemos como podemos explorar isso corretamente”, afirmou.

Quando a moderadora Bia Kunze afirmou que o que falta de verdade é mais entretenimento para atrair mais usuários, Martin rebateu, afirmando que a plataforma se beneficia muito com o conteúdo “sério”. “Não podemos jogar apenas mais Big Brother nos celulares para trazer mais pessoas. Sei que isso gera receita, mas a parte mais ‘séria’ não pode ser esquecida. Um exemplo disso é que quando Steve Jobs se afastou de seu cargo na Apple, eu só tive chance de divulgar a notícia rapidamente no meu blog pois eu estava no Twitter seguindo pessoas mais ‘jornalísticas’ e que puseram a informação no ar”.

No final, o debate não teve grandes discussões, na maior parte dos temas os palestrantes concordavam ou, no máximo, complementavam a opinião do outro. Mas o assunto mais “espinhoso” comentado foi das barreiras que ainda são impostas pelas prestadoras de serviço para liberarem um acesso mobile melhor. Nesse caso todos os presentes na mesa concordaram de que falta muito incentivo para que essa nova mídia se torne mais democratizada.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): evento Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
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