Um robô para chamar de “nosso”
No início desta noite de terça, segundo dia da Campus Party Brasil 2009, aconteceu o lançamento oficial do projeto TORP (The Open Robot Project – Projeto de um robô aberto), que visa criar um robô humanóide com todas as especificações, incluindo parte mecânica e elétrica, bem como código-fonte do software de controle, disponíveis sob uma licença Open Source. Ou seja, qualquer um poderá baixar e modificar livremente o projeto e montar seus próprios robôs seguindo as instruções.
Segundo um dos coordenadores, o Prof. Alexandre da Silva Simões (Unesp), a motivação é a falta de divulgação sobre a tecnologia usada nos inúmeros projetos de robótica espalhados pelo mundo, e a completa falta de padrões nesta área. Peças e software de um modelo de robô, por exemplo, nunca podem ser aproveitadas em um modelo diferente. Cada novo modelo é quase uma “reinvenção da roda”.
O projeto TORP vai muito além desta edição da Campus Party. O objetivo final é construir, nos próximos dez anos, um robô humanóide completamente funcional, capaz de andar, correr, comunicar-se com humanos, demonstrar emoções, falar, reconhecer pessoas, e mais. O que será construído aqui na Campus Party durante esta semana é apenas o primeiro passo desta jornada, o CP01.
Será um pequeno humanóide com traços infantis, sem pernas (portanto, imóvel) com foco na interação com os usuários. O corpo será feito de alumínio usinado. O CP01 terá um conjunto completo de sensores, entre eles sonar, emissor/detector de infravermelho, microfones, acelerômetros e, no futuro, GPS e bússola para localização e movimentação.
O cérebro robô são os sistemas embarcados da Gumstix, pequenos computadores do tamanho de uma embalagem de chiclete que contém um processador ARM de 400 MHz, memória RAM, memória Flash e inúmeras portas de I/O para comunicação com periféricos externos. Cada módulo tem seu próprio computador, e todos eles se comunicam usando uma rede. Neste sentido, o CP01 não tem “um cérebro”, mas sim vários deles operando em conjunto, como um “cluster”. Pode parecer estranho, mas é um sistema que funciona com sucesso em inúmeras espécies de insetos.
O software do CP01 roda sobre uma versão embarcada do Linux, que também serve como plataforma de desenvolvimento. Mas uma das atividades durante a Campus Party é a construção de interfaces de controle multi-plataforma, capazes de rodar em vários sistemas operacionais com a mesma funcionalidade. A linguagem de programação para as funções de “baixo nível”, ou seja, o software mais básico do CP01, é C++, mas qualquer outra linguagem com capacidade de rede (como .Net, Python, etc…) pode ser usada no desenvolvimento de módulos. Basta seguir o protocolo de comunicação.
Na área de robótica a equipe (coordenada por professores da Unesp e do ITA) trabalha freneticamente para montar o robô até sábado. Campuseros dispostos a ajudar no processo são bem-vindos. Paralelamente, um concurso está sendo realizado para escolher uma nova “aparência” para o CP01. A proposta vencedora será produzida em resina pela empresa Art3D, integrada à parte mecânica e usada em versões futuras da máquina.
E apesar do CP01 ainda estar sendo montado, seu sucessor já está na prancheta. Uma das características planejadas para o futuro CP02 será um corpo feito em liga de magnésio, material muito mais leve e resistente que o alumínio. É esperar para ver.
Mais informações sobre o CP01 e o projeto TORP, podem ser obtidas em http://www.theopenrobotproject.org
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, hardware, noticia Tags: campus party, open source, robo, torp

Mais materias sobre robotica, mais e mais. Sempre que visito o link “tecnologia” do canal iG, procuro por materias sobre robotica. Gostaria de sugerir mais que o iG publicasse mais sobre este assunto, pois a robotica e’ um assunto do presente. Sempre que leio sobre o assunto na Internet fico facinado com as novas descobertas nesta area. Fica a sugstao.
Adorei o assunto, bacana
Quando pretendem lançar, o modelo digamos que ‘básico’ para que possamos até adquirir ?