Sempre que faço um review de um netbook, ou explico a alguém o conceito por trás do produto, deixo um aviso bem claro: “atenção, não é uma máquina para quem quer jogar“. Afinal, os jogos mais “quentes” do mercado, como Crysis e Left 4 Dead, ou mesmo alguns títulos mais antiguinhos como Doom 3, sequer chegam perto de rodar no chip de vídeo integrado (geralmente um Intel GMA 950) destas máquinas.
Mas o aviso é só uma “meia” verdade. Dá pra jogar, sim, nestas máquinas, se você não se importa em se divertir com alguns títulos mais antigos e não faz questão do máximo em qualidade gráfica. Principalmente se você tem um netbook equipado com um processador Intel Atom, como o MSI Wind, O LG X10, o CCE Win 10, o Acer Aspire One, o Mobo White e afins.
Emuladores de consoles mais antigos, como MegaDrive, SNES e até o primeiro PlayStation, rodam sem problemas nestes micros. A falta de um drive de CD para ler os discos de PlayStation, por exemplo, pode ser superada com um drive externo, ou convertendo seus CDs originais em imagens ISO, arquivos contendo todo o conteúdo do CD. Com no máximo 700 MB por jogo, dá para colocar vários deles em um pendrive de 2 GB.
Mas as máquinas também rodam games mais modernos. Age of Empires 2, Comand and Conquer 3, FIFA 2008, GTA San Andreas/Vice City, vários jogos da série Need for Speed, Rayman Raving Rabbids e quase toda a série Quake (com exceção de Quake 4) fazem parte de uma lista de jogos para Windows que funcionam no MSI Wind (e similares) no wiki do MSIWind.net. Não usa Windows? Há uma lista, menor, com jogos para Linux que também funcionam.
O site tem até instruções para “hackear” alguns jogos mais modernos, como Guitar Hero III, e convencê-los a rodar nos portáteis. O mais legal é que a lista não vale só para netbooks, mas também para praticamente qualquer notebook ou desktop que tenha gráficos integrados.
E antes de encerrar, uma dica: se você gosta de jogos mais antigos, e era fã do MegaDrive, dê uma olhada em “Streets of Rage Remake“, uma espécie de remix/continuação de uma das séries de luta mais famosas do console, que roda bem em quase qualquer micro, mesmo netbooks. Com novos personagens, golpes, fases com múltiplos caminhos e músicas, o jogo pega o que já era bom e deixa tudo muito mais divertido. Horas de pancadaria (e satisfação com os gritos de seus inimigos) garantidas.
Encontrei há alguns dias na internet um dos projetos de hardware mais impressionantes que já vi nos últimos tempos. É o Uzebox, um videogame feito “em casa”, que tem como componentes principais apenas… dois chips! Duvida? Então dê uma olhada na placa:
Todo o resto são componentes discretos (resistores, capacitores, LEDs). E o melhor: o projeto é aberto: a “planta”, instruções e listas de componentes podem ser baixados gratuitamente por qualquer um que queira reproduzir o brinquedo. E alguns sites até vendem “kits” com a placa, chips, componentes e um joystick, prontinhos para a montagem: é só soldar.
O “coração” do console é um microcontrolador ATmega644, da Atmel (rodando a 28 MHz), que sozinho funciona como CPU, processador de vídeo, chip de som e controlador de I/O. O único outro chip é um AD725, da Analog Devices, responsável por pegar o sinal de vídeo RGB produzido pelo ATmega644 e converter em um sinal NTSC que qualquer TV moderna entende.
o autor (que se identifica como “Uze”) quis manter tudo o mais simples possível, por isso há algumas limitações: 4K de RAM, e um tamanho máximo de programa (ou jogo) de 64K. Isso porque adicionar chips extras para controlar memória externa iria deixar o projeto mais caro e complexo. Parece pouco, mas o resultado final lembra, em complexidade, os consoles da era 8-Bits, como o Nintendinho, mas com gráficos mais coloridos, como mostra o videozinho abaixo.
A Nokia anunciou hoje, durante o evento Nokia World 2008 em Barcelona, na Espanha, sua verdadeira “resposta” ao iPhone. O Nokia XpressMusic 5800 foi só um tiro de aviso, o “petardo” mesmo é um membro da família NSeries (a mais sofisticada linha de aparelhos da Nokia), batizado de Nokia N97.
O aparelho é um smartphone touchscreen, equipado com uma tela LCD de 3.5 polegadas com resolução de 360 x 640 pixels (mais alta que a do iPhone) e nada menos que 32 GB de memória interna, expansível com cartões SD de até 16 GB, para um total de 48 GB de músicas, fotos, vídeos e jogos. Não contente com a tela sensível ao toque, e sabendo que nem todos morrem de amores pela tecnologia, a Nokia incluiu também um teclado QWERTY completo, escondido abaixo da tela (basta deslizá-la para cima, como no HTC Touch Diamond ou T-Mobile G1).
Claro, sendo um NSeries topo de linha o N97 (que pesa 150 gramas e mede 5,53 x 11,7 x 1,59 cm – largura x altura x profundidade) tem Wi-Fi (802.11 b/g), GPS (com A-GPS), rádio FM estéreo, saída pra TV, Bluetooth completo, câmera de 5 MP com lentes Carl-Zeiss com flash e foco automático (e câmera secundária pra videochamadas), alto-falantes estéreo e suporte a redes 3G. O sistema operacional é o S60 Quinta Edição, com total suporte à tela de toque, como no XpressMusic 5800.
O Nokia N97 chega ao mercado europeu no segundo semestre de 2009 (ou seja, deve dar as caras por aqui no final do ano que vem), com preço sugerido, lá, de 550 Euros (sem subsídios das operadoras). Abaixo, veja um videozinho com uma apresentação rápida dos recursos do aparelho e mais três fotos.
A Apple organizou um pequeno evento com a imprensa hoje pela manhã para falar um pouco sobre a nova linha de iPods (anunciados em setembro, leia também a análise do Nano 4G), sobre os novos MacBooks (anunciados lá fora em outubro), mostrar os brinquedos e anunciar preços.
Vamos começar pelos iPods. O iPod Shuffle de 1 GB sai por R$ 199, e o modelo de 2 GB por R$ 289. O iPod Nano também está disponível em dois modelos, 8 GB por R$ 579 e 16 GB por R$ 769. O iPod Classic, com HD de 120 GB (único remanescente da “linha original” de iPods) sai por R$ 949. Por fim, temos o iPod Touch em três modelos, 8 GB (R$ 949), 16 GB (R$ 1.199) e 32 GB (R$ 1.599).
Já nos MacBooks, temos o novo MacBook (com chassis de alumínio) começando em R$ 5.499 (com Core 2 Duo 2 GHz, 2 GB RAM, HD 160 GB, SuperDrive e iSight) até R$ 6.699 (com as mesmas características, mas HD de 250 GB), ambos com tela de 13.3 polegadas com iluminação LED. Os MacBook Pro com tela de 15.4 polegadas saem por R$ 8.999 (Core 2 Duo 2.4 GHz, 2 GB RAM, HD de 250 GB, 256 MB memória de vídeo e SuperDrive), ou R$ 10.999 (4 GB de RAM, HD de 320 GB, 512 MB de VRAM, idêntico ao anterior no restante).
A Apple está mantendo um modelo de MacBook Pro de 17 polegadas (R$ 12.299), da geração anterior, e também um modelo “antigo” do MacBook branquinho por R$ 2.999. O “novo branquinho” sai por R$ 3.799, com tela de 13.3 polegadas (não LED), Core 2 Duo de 2.1 GHz, 1 GB de RAM HD de 120 GB, SuperDrive e iSight. Definitivamente, com a alta do dólar, os dias de MacBook barato acabaram.
Pessoalmente, os novos MacBooks são lindos, ainda mais lindos que nas fotos e vídeos no site da Apple. Os novos monitores LCD com iluminação LED são excelentes, com brilho homogêneo, cores vibrantes e excelente ângulo de visão. Com a eliminação da lâmpada fluorescente como fonte de luz, a Apple conseguiu fazer uma tela muito mais fina, e a pouca espessura é impressionante.
O trackpad “de vidro” não se parece com vidro, graças à uma textura “entalhada” em sua superfície, e é bem maior que o trackpad de um notebook comum. Simulei até mesmo uma troca de bateria e HD, que não poderia ser mais fácil: basta virar a máquina “de barriga pra cima”, levantar uma trava e tirar uma tampa, e lá estão ambos à sua disposição, é só puxar.
Abaixo, fotos dos novos MacBooks (mais precisamente, um MacBook Pro com tela de 15.4 polegadas). E uma coisa que não se vê todo dia: a “carcaça” de alumínio de um MacBook da geração anterior, sem os componentes, para dar uma melhor idéia de como as máquinas eram construídas.
Rafael Rigues lida com informática e tecnologia há 20 anos e já foi editor de várias revistas especializadas de circulação nacional. Atualmente, comanda o canal de tecnologia do iG.