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Arquivo de novembro, 2008

18/11/2008 - 16:31

Intel Core i7 chega ao Brasil

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A Intel anunciou hoje, em São Paulo, o lançamento de sua nova família de processadores Core i7. Segundo a empresa, os novos chips são os “processadores mais avançados de todos os tempos“, e trazem ganho de desempenho de até 40% em determinados cenários de uso, sem aumento significativo no consumo de energia, quando comparados aos atuais processadores da família Core 2 Duo.

Com quatro núcleos em um único chip (Quad-Core), os processadores Core i7 contam com tecnologias como “Hyper-Threading” e “Turbo Boost“, que aumentam o desempenho da máquina, seja possibilitando a execução de mais tarefas simultâneamente, seja ajustando o desempenho e consumo de energia de cada núcleo individual automaticamente de acordo com as necessidades a cada momento.

Além disso, os processadores fazem uso de tecnologias como os transístores “power gate“, que tem menor consumo de energia, e o sistema de interconexão Intel Quickpath, que possibilita transferências de dados entre a memória e o processador com muito mais velocidade, eliminando gargalos de desempenho.

Em benchmarks de jogos com o 3DMark Vantage, em categorias como “Física no Processador” e “Inteligência Artificial”, os novos processadores Intel Core i7 tem desempenho 40% superior a um Core 2 Extreme de clock similar. Em benchmarks de cálculo como o SPECTint_base_rate2006 um Core i7 chegou à marca dos 117 pontos. Foi a primeira vez na história que um único processador ultrapassou a barreira dos 100 pontos neste teste.

A princípio chegam ao mercado três modelos: O mais “em conta” é o Intel Core i7 920, com clock de 2.66 GHz, com preço sugerido de US$ 248 dólares a unidade. O modelo intermediário é o Intel Core i7 940, com clock de 2.93 GHz por US$ 562 e o top de linha é o Intel Core i7 965 Extreme Edition, voltado a gamers e entusiastas, com clock de 3.20 GHz (sem limitação contra overclock) e preço sugerido de US$ 999.

Todos os modelos tem 8 MB de cache L3, suporte a memória DDR3-1066 e dissipação de 130 Watts. Para acompanhar os chips, várias empresas estão produzindo placas-mãe baseadas no novo chipset X58, da Intel. A ECS Elitegroup tem a X58B-A Black Series, e a MSI tem modelos da Série Eclipse.

Quem prefere PCs montados também tem opções. Cinco fabricantes nacionais (Accept, CCE, Megaware, Nova e Positivo) já anunciaram modelos baseados nos novos processadores, que devem chegar ao mercado em breve, em redes como o Carrefour, Extra, FNAC, Ponto Frio e Submarino.

A primeira empresa a anunciar uma configuração e preço foi a Megaware com seu MegaPRO: um micro equipado com um processador Intel Core i7 920 de 2.66 GHz, 4 GB de RAM, HD de 500 GB e placa de vídeo (não especificada) com 1 GB de memória, por R$ 3.999. A máquina estará disponível já nesta semana exclusivamente nas lojas das redes Extra e FNAC.

Atualização, 19/11 às 00:16: O vídeo abaixo mostra um comparativo de desempenho entre duas máquinas basicamente idênticas, uma equipada com um processador Intel Core 2 Extreme 9770 (3.2 GHz) e 4 GB de RAM, e outra com um Intel Core i7 Extreme 965 (também a 3.2 GHz) com 3 GB de RAM (menos memória, portanto). Ambas renderizam a mesma cena em 3D usando o software Cinebench, um processo que demanda muito da máquina. Vejam a diferença com seus próprios olhos:

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , , ,
12/11/2008 - 12:21

Conheçam o Zeebo

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Depois da derrocada da Sega e de alguns anos agarrada ao bom (mas velho) Megadrive, a TecToy resolve inovar e desenvolver seu próprio console. É o Zeebo, fruto de uma parceria com a norte-americana Qualcomm (que desenvolve o chipset). O principal diferencial do console, na minha opinião, é algo que já venho “apregoando” faz tempo: o fim da mídia física. Esqueça os cartuchos, CDs e cartõezinhos de memória, o “canal” para os jogos no Zeebo é o download.

“Tá, quer dizer que vou precisar de banda-larga e um provedor pra baixar os jogos?”. Não, não vai. O Zeebo se conecta a redes de telefonia 3G e EDGE para baixar os jogos e atualizações. É um serviço batizado pela TecToy de “ZeeboNet3G“, que é completamente gratuito: não há contratos, mensalidades, franquias de dados, nada. Você só paga pelos jogos, que vão custar entre R$ 9,90 (catálogo) a R$ 29,90 (super-lançamentos), com a maioria dos novos títulos a R$ 19,90.

Graficamente, o console tem poder entre o PlayStation 1 e o PlayStation 2. Em termos de títulos, a TecToy demonstrou Crash Nitro Kart 3D (um jogo do PlayStation 1, recentemente relançado para o iPhone) e Quake (o primeiro da série, portado do PC), mas promete títulos da Sega, Namco, Electronic Arts, Taito e outras grandes empresas. Nos vídeos de demonstração foi possível ver jogos de séries consagradas como Need for Speed e Fifa Soccer. Parece promissor.

Fiquem abaixo com um breve “tour” do aparelho. Outro vídeo e mais informações em breve no canal de games do iG, o Arena Turbo.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , , , , ,
11/11/2008 - 14:45

Clonando o Windows

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Ame-o ou não, o Windows completou 25 anos ontem, dia 10 de novembro. 25 anos de “anúncio”, veja bem, porque junto com o sistema nasceu a tradição da Microsoft de furar datas de lançamento: o produto só chegou às lojas dois anos depois, em novembro de 1985. Curiosamente era a versão 1.01, o que iniciou também outra tradição: lançar correções para um produto simultâneamente com sua chegada às lojas. Neste caso, a correção já veio embutida :)

Mas você sabiam que existe um outro “Windows”, que não é desenvolvido pela Microsoft, tem seu código-fonte aberto (ou seja, é “Open Source”) e é gratuito? Claro, por motivos legais ele não pode se chamar Windows já que o nome é marca registrada da Microsoft. Seu nome, portanto, é ReactOS.

A idéia do projeto é criar um sistema operacional baseado na mesma arquitetura do Windows NT (que é a base para o Windows XP), com compatibilidade com os aplicativos e drivers já existentes. O sistema ainda está em desenvolvimento, mas já roda aplicativos como o Firefox e OpenOffice.org, por exemplo, e até mesmo alguns games como a primeira versão de Unreal Tournament, embora a compatibilidade no geral ainda seja limitada. O site tem um “guia de compatibilidade” que lista os aplicativos testados pelos usuários e dá notas (de 1 a 5) de acordo com o quão bem eles rodam.

O ReactOS ainda está na versão 0.3.7, um alpha, ou seja, com recursos incompletos e não pronto para uso no dia-a-dia. No site, é possível baixar um LiveCD (para rodar o sistema direto de um CD sem instalar nada no micro), CD de instalação (para instalar o ReactOS no PC), e imagens para rodar o sistema em uma máquina virtual (como o VMWare ou QEMU) dentro do Windows, Mac OS ou Linux, além do código fonte. Se você gosta de experimentar novidades, é um prato cheio!

ReactOS 0.3.0

E pra completar: quer ver “fotos” de todas as versões do Windows, desde a 1.01 até o Vista? Então corra para o site GUIdebook – Graphical User Interface Gallery. Além de imagens do sistema da Microsoft, você vai encontrar screenshots de praticamente todos os outros sistemas e interfaces gráficas já lançados, do OS/2 ao Mac OS X. Imperdível para quem aprecia a história da informática.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): software Tags: , , ,
11/11/2008 - 14:18

Imprimindo em 3D

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Depois de publicar ontem no canal de tecnologia uma notícia sobre um novo tipo de impressora 3D que cria objetos a partir de nada mais que papel e cola, me lembrei de um outro projeto, menos “glamuroso” mas bastante interessante: é a RepRap, uma impressora 3D que qualquer um pode montar.

O projeto é desenvolvido com um espírito Open Source, e todos os planos, esquemáticos e instruções de montagem estão disponíveis gratuitamente, bem como o software necessário para fazê-la funcionar. Conhecimento básico de mecânica ajuda, mas não é absolutamente necessário. No Brasil pode ser difícil conseguir alguns dos componentes (como os motores de precisão) ou insumos (como a resina usada para criar os objetos), mas não creio que seja impossível. O único problema é o custo total dos componentes, estimado em cerca de US$ 500, ou R$ 1.400 pela cotação de hoje.

Montada (vejam a foto abaixo) ela mais parece uma “geringonça” desengonçada do que uma peça de alta tecnologia. mas funciona. O nome vem de “Replicating Rapid-prototyper“. Rapid-prototyper por causa de seu principal uso, construção rápida de protótipos de objetos que vão de copos de martini a engrenagens e peças mais complexas, e Replicating porque uma RepRap consegue produzir, sozinha, as peças necessárias para montar outra RepRap. Não é fantástico?

RepRap Montada

A máquina funciona depositando pacientemente camada sobre camada de resina plástica, esperando ela secar e depositando uma nova camada por cima, até que o objeto esteja completo. É um processo demorado, um usuário relata que levou um dia inteiro para produzir o par de chinelos infantis mostrados abaixo. Outro esperou 12 horas por uma maçaneta para sua porta de casa. Mas o orgulho de ter um objeto que você projetou, feito por uma máquina que você montou vence a pressa.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware Tags: , , , ,
06/11/2008 - 16:20

Bambu e champagne

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Com a explosão dos netbooks no mercado, o nome ASUS tem sido mais associado ultimamente a notebooks de baixo custo. Afinal, foi seu Eee PC, o modelo original com processador de 900 MHz e tela de 7 polegadas, que começou toda essa história.

Mas a empresa, que tem sede em Taiwan, faz muito mais que Eee PCs (e derivados como a Eee Box, Eee Top e afins), e tem máquinas com configurações variadas atendendo do executivo ao gamer. Duas delas se diferenciam do resto do mercado pelo design: são o EcoBook e o S101.

O EcoBook, que está vindo para o Brasil com o nome de ASUS Série Bambu, se destaca pelo acabamento: em vez do plástico usado na maioria dos modelos, ou do metal (alumínio, principalmente) frequentemente encontrado em modelos “top”, ele traz revestimento em… bambu. Sim, o mesmo bambu com o qual você fazia varas de pesca ou varetas para montar pipas quando criança.

Não é necessário se preocupar com a durabilidade da máquina por causa do material usado. O bambu é conhecido por ser incrivelmente resistente, mais que algumas ligas metálicas de acordo com o modo de uso, e na Ásia é usado há muito tempo como substituto da tubulação de aço na montagem de andaimes para a construção civil. 

São dois modelos, com telas de 12,1 ou 11,1 polegadas, equipados com processadores Intel Core 2 Duo, monitores LED com resolução de 1280 x 800 pixels, leitor de cartões de memória (8 em 1), webcam integrada, gravador de DVD e opções de discos rígidos de 120 ou 160 GB, discos híbridos de 320 GB com 256 MB de flash ou discos SSD de até 32 GB (no modelo de 11 polegadas). 

O modelo de 12,1 polegadas tem processador de vídeo NVIDIA GeForce 9300 com 256 MB de memória e pesa 1.57 Kg, enquanto o modelo de 11,1 polegadas tem gráficos integrados Intel GMA 3100 e pesa 1.25 Kg. Ambos são equipados com a tecnologia “Super Hybrid Engine”, que monitora os padrões de uso da máquina e ajusta dinamicamente as configurações de energia, garantindo economia nos momentos de menor atividade e desempenho quando necessário.

Segundo a ASUS, o sistema pode “ampliar a autonomia da bateria entre 35% e 70% em comparação a máquinas com a mesma configuração, mas sem esta tecnologia, e ainda assim permite aos usuários aumentar o desempenho de seus sistemas em até 23%”. Os notebooks de bambu devem chegar ao mercado nacional por volta do final deste ano, início do ano que vem. Os preços ainda não foram definidos.

Outra máquina interessante lançada pela ASUS recentemente (no exterior) é o ultraportátil S101, apelidado pela imprensa de “Eee PC de luxo”. Com visual sofisticado, a máquina chamou a atenção por suas características físicas: peso de 1 kg e dimensões de 26,4  x 18  x 2.5 cm, que o tornam menor (exceto na espessura) e mais leve que o Macbook Air, o ultraportátil do momento. Mas a configuração é típica da série Eee, com processador Intel Atom, 1 GB de RAM, HD de 30 GB (ou SSD de 16, 32 ou 64 GB), monitor LCD widescreen de 10 polegadas (1024 x 600 pixels), leitor de cartões (4-em-1) e webcam embutida. 

O acabamento, com direito a pintura perolizada, está disponível nas cores marrom, champagne ou grafite. Para arrematar o quesito elegância, a ASUS incluiu cristais na dobradiça entre o monitor e o resto do gabinete. Um luxo só. O preço, lá fora, é mais alto que o de outras máquinas de sua categoria, mas não ultrajante: US$ 700. Ainda não há informações sobre um eventual lançamento no Brasil.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , , , ,
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