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Arquivo de outubro, 2008

31/10/2008 - 14:30

Panasonic esbanja tecnologia em SP

A Panasonic inaugurou ontem sua loja no Shopping Morumbi, em São Paulo, a terceira “loja” da marca no mundo (as duas outras estão em Osaka, no Japão, e Pequim, na China). Coloquei a palavra loja entre aspas porque o espaço não é uma loja no sentido tradicional da palavra, já que não vende nenhum produto (assim como a loja da Samsung, no mesmo shopping).

Showroom seria o termo mais adequado, já que a proposta do espaço é apresentar os produtos da empresa aos consumidores. Alguns destes produtos já estão à venda no Brasil e outros, por enquanto, são exclusividade do mercado japonês e vieram para cá para “testar” a receptividade do mercado. De lixeiras que desidratam, moem e compactam o lixo orgânico a TVs de Plasma com mais de 100 polegadas, a loja tem um pouco de tudo.

Logo na entrada, um telão de 150 polegadas sensível ao toque chama a atenção. Os visitantes podem interagir com “quartos” temáticos, tocar um piano virtual, navegar pelo globo terrestre e ver imagens de várias partes do mundo, resolver quebra-cabeças animados e mais. A tela não é uma TV de plasma como a mostrada na CES no começo deste ano: é na verdade só a “ponta” de um sistema de projeção de alta definição com ótima qualidade de imagem.

Nas proximidades, um nicho mostra detalhes sobre a nova tecnologia de TVs de Plasma da Panasonic, batizada de NeoPlasma, que permite criar telas duas vezes mais brilhantes que as atuais, maiores, com menor consumo de energia e mais finas. Os modelos da nova linha, por exemplo, tem apenas 2.5 cm de espessura, contando da frente do LCD à traseira do gabinete. É menos da metade do tamanho de modelos que estavam no mercado dois anos atrás.

Outro espaço está configurado como uma sala de TV para demonstração das soluções para Home-Theater da empresa, incluindo uma TV de Plasma de 103 polegadas com resolução Full-HD (a maior do mundo nesta categoria) e players de Blu-ray. Tudo controlado por um único controle remoto com o sistema VieraLink, similar ao Bravia Theatre da Sony ou Anynet+ da Samsung. A TV é um dos produtos que está à venda no Brasil, sob encomenda. Preço? Só R$ 229 mil.

Um espaço nas proximidades tem produtos de beleza e cuidado pessoal, tanto para homens (barbeadores auto-limpantes, por exemplo) quanto mulheres, como depiladores e um curvador térmico de cílios, além de aparelhos para ajudar a lixar e polir unhas. Ao lado estão um curioso aparelho que simula uma cavalgada e trabalha músculos das pernas e do abdômen e as fantásticas cadeiras de massagem (R$ 15 mil cada), equipadas com dezenas de airbags, rolos compressores e sistemas que simulam massagem com a ponta dos dedos, palma das mãos ou punho fechado em quatro estilos diferentes: shiatsu, alongamento, relaxante e sueca. Passei cinco minutos numa delas, onde fui puxado, esfregado e apertado, e saí me sentindo bem melhor :)

A loja também tem produtos de automação, como câmeras conectadas em rede, lousas inteligentes que imprimem no papel tudo o que é escrito na tela e dois ToughBooks, os notebooks “durões” da Panasonic projetados para resistir a praticamente qualquer tipo de abuso. Na área de eletrodomésticos há máquinas de lavar louças, ferros de passar sem fio, refrigeradores, fornos de microondas, panelas para cozimento de arroz (algo tipicamente japonês) e a lixeira que já mencionei, que transforma até 700 gramas de lixo orgânico por vez em um pozinho seco que pode ser usado como adubo para as plantas da casa.

Por fim, também há um espaço dedicado às câmeras Lumix e filmadoras de alta definição da Panasonic. No canto das câmeras, um dos destaques é a novíssima Lumix G1, câmera “Micro Four Thirds” lançada recentemente, cujo review foi publicado no canal de tecnologia na semana passada. Em ambos os espaço há câmeras desmontadas (como a Sony Alpha que vi na semana passada), para mostrar ao consumidor o que está por trás do produto que ele usa.

A loja da Panasonic fica no Shopping Morumbi em São Paulo, no Piso Superior. Vale uma visita, seja para saber mais sobre um produto no qual você está interessado, ou apenas para se maravilhar com a tecnologia. Quer ver vídeos da da demonstração da TV de Plasma de 103 polegadas e da cadeira de massagem? Clique no link abaixo.

Leia mais »

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, hardware, noticia Tags: , , , , , , , ,
29/10/2008 - 12:46

32 GB no bolso

Quando comecei na informática, armazenei meus primeiros programas em BASIC em fitas cassete (que exigiam muita paciência para ler depois). Depois, passei para os primeiros disquetes de 5″1/4 com capacidade de incríveis 140 KB (sim Kilobytes) por disco no meu poderoso TK 3000 IIe (um clone brasileiro do Apple IIe). Passei por disquetes de 5″1/4 de 360k, 720k, disquetes de 3″1/2 de 720k, 1.44 MB… me lembro de ir para o campus da UFPR nos sábados de manhã com quatro ou cinco caixas de disquetes vazios na mala, para aproveitar o link “vazio” e baixar em alta velocidade as novidades da época, como as novas versões do Netscape Navigator.

Os disquetes pararam nos 1.44 MB, e depois de uma tentativa frustrada com os Zip Disks (com 100 MB por disco) foram finalmente superados em popularidade pelos pendrives. Meu primeiro modelo tinha 128 MB, e fiquei feliz da vida. Com o tempo, a capacidade começou a dobrar a cada troca: 256 MB, 512 MB, 1 GB, 2 GB… hoje carrego no bolso um modelo de 4 GB, mesma capacidade total do HD de um iMac que comprei em janeiro de 1999. Raramente consigo “encher” este pendrive.

Pois cheguei nesta manhã ao trabalho e encontrei um e-mail da Kingston em minha caixa postal, anunciando um novo modelo na sua linha Data Traveler de pendrives. O DT150 (é o aparelhinho bonitinho na foto abaixo) tem nada menos que 32 GB (sim trinta e dois gigabytes) de capacidade. Oito vezes a capacidade do HD do meu iMac de quase 10 anos atrás,ou duzentas e trinta e nove mil, seiscentas e setenta e cinco vezes a capacidade dos meus primeiros disquetes. É por estas e outras que eu adoro o mundo da tecnologia :P

32 GB no seu bolso

O preço, como é de se esperar em um produto de ponta, ainda é alto: R$ 479. Mas deve baixar em breve seguindo a tendência vertiginosa na queda do preço da memória Flash. Há dois anos um pendrive de 1 GB custava quase R$ 200, hoje pode ser encontrado por R$ 19,90 nas lojinhas de bairro. A única dúvida que fica é: o que fazer com 32 GB no bolso?

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , ,
27/10/2008 - 14:26

Nokia N96 desembarca no Brasil

Nokia N96Demorou um pouquinho (ele já está disponível no exterior desde setembro), mas o Nokia N96, sucessor do cobiçado N95, já está a caminho do Brasil. O aparelho será lançado oficialmente nesta semana durante a Futurecom 2008 em São Paulo, e entra em pré-venda na loja na Nokia Store SP entre 27 de Outubro a 3 de Novembro. Quem for na loja, hoje, já poderá ver e brincar com o aparelho.

O N96 é uma evolução do consagrado N95 (veja review do N95 8GB no iG Tecnologia), com poucas mudanças no quesito hardware. Os pontos fortes de seu antecessor estão todos lá: tela LCD colorida de 2.8 polegadas, A-GPS, Wi-Fi (802.11 b/g), Bluetooth 2.0 e câmera digital de 5 MP com flash e lentes Carl-Zeiss, tudo rodando sob a plataforma S60 (Symbian OS).

As novidades são o dobro de memória interna, 16 GB (seu antecessor, o N95 preto, tinha 8GB), o retorno da entrada para cartões de memória MicroSD (até 8 GB, para um total de 24 GB de memória), o “pezinho” integrado à moldura da lente, para deixar o celular sobre a mesa em posição confortável para assistir filmes e, claro, o novo visual, que lembra o Nokia N81.

Infelizmente o recurso mais interessante do N96 ficou de fora por aqui: o sintonizador de TV Digital. Na verdade ele não ficou “de fora”, o hardware ainda está no aparelho, mas a função foi desabilitada. E antes que reclamem, há um bom motivo: ele não funcionaria por aqui. O sintonizador foi feito para receber transmissões no padrão DVB-H, usado principalmente na Europa, enquanto o nosso sistema de TV Digital Móvel é o 1-Seg, usado aqui e no Japão. A Nokia promete para o futuro um aparelho compatível com nosso sistema de TV, mas não será o N96.

Assim como o N95 8GB foi lançado aqui no Brasil com o filme “O Cavaleiro das Trevas” na memória, o N96 também vem com um filme, para destacar os recursos multimídia do aparelho: a bola da vez é Transformers. O preço é condizente com os modelos “top” da Nokia no passado: R$ 2.399, que pode variar de acordo com pacotes e promoções oferecidos por sua operadora de telefonia favorita.

E falando em Multimídia, a loja de músicas da Nokia, Nokia Music Store, deve chegar ao Brasil em 2009 (ainda sem data exata definida). O catálogo de músicas incluirá todas as faixas disponíveis na versão internacional (englobando conteúdo das quatro grandes gravadoras da atualidade: Sony Music, EMI, Universal e Warner) e também um catálogo especial com artistas nacionais.  

Junto com o N96, também desembarcam na Futurecom 2008 sete outros modelos. São eles:

» Nokia 7610 “Supernova”: Slider “fashion” com capas coloridas para personalizar o visual, câmera de 3.2 MP e o AudioBook “Alô, Chics!”, de Glória Kalil (narrado pela própria) na memória. R$ 799

» Nokia E66: Versão “slider” do smarphone corporativo Nokia E71. Possui os mesmos recursos que seu “irmão”, como múltiplas contas de e-mail com seleção rápida de perfis (pessoal, profissional, etc) ao toque de um botão, 3G, Wi-Fi e câmera de 3.1 MP, mas perde o teclado QWERTY e fica mais “magro”. R$ 1.499

» Nokia 6120 Navigator: O foco deste modelo é o GPS embutido, acompanhado do software Nokia Mapas 2.0 (com navegação automotiva e pedestre) e 6 meses de navegação com instruções em voz inclusas. Além disso, é um celular 3G com câmera de 3.2 MP. Preço ainda não definido.

» Nokia 5220 XpressMusic: Mais um aparelho para quem não vive sem música. Design assimétrico em várias opções de cor (vi um com borda vermelha e frente preta), saída para fones de ouvido de 3.5 mm, câmera de 2 MP e memória expansível a até 8 GB com cartões Micro-SD (um cartão de 512 MB vem incluso no pacote). R$ 549

» Nokia 6600 Fold: Aparelho básico e com design elegante, cairia bem na mão de um pai ou profissional menos exigente em termos de tecnologia. Tela OLED de 2.13 polegadas, Rádio FM, câmera de 2 MP e memória expansível com cartões MicroSD. Tem um sistema de abertura interessante, descrito pela Nokia como “eletromagnético”: um botão na lateral direita faz a tampa “saltar”. R$ 1.099

» Nokia 3600 Slide: Slider com câmera de 3.2 MP e sistema que ameniza ruído externo durante as ligações. R$ 699

» Nokia 2680 Slide: Slider básico, é um modelo de entrada. Tem câmera VGA (640×480 pixels), gerenciador de despesas e rádio FM. R$ 299

Segue abaixo uma galeria com fotos de todos os novos modelos. Até mais!

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , , , , ,
21/10/2008 - 17:37

Sony Alpha 900: sob medida para os profissionais

Sony Alpha 900A Sony anunciou hoje o lançamento de sua primeira câmera digital profissional, a D-SLR (Digital Single Lens Reflex) Alpha 900. Não é um modelo para tirar fotos das férias ou da festinha do sobrinho (embora ela faça isso muito bem, com certeza), mas sim uma máquina para quem o sustento depende da fotografia. E isso se reflete no preço, ao qual chegaremos mais adiante.

Vamos ao ponto principal do produto: a Alpha 900 usa um sensor “full-frame”, ou seja, exatamente do tamanho de um negativo de filme 35 mm, com a impressionante resolução de 24.6 megapixels. Muitas D-SLRs já no mercado usam sensores de tamanho APS-C, menores. Além de um campo de visão menor (quando comparado a uma máquina com sensor full-frame e a mesma lente), um sensor menor absorve menos luz, o que resulta em menor qualidade de imagem.

Outro destaque é que a estabilização de imagem (que a Sony chama de “Steady Shot Inside”), que é feita no sensor (que se move no sentido contrário ao movimento da câmera), o que dispensa o uso de lentes estabilizadas especiais, mais caras e delicadas. Ou seja, qualquer lente compatível com o sistema de encaixe da linha Alpha (e isso inclui qualquer lente Minolta AF, o sistema é o mesmo) passa a ser “estabilizada”, o que é uma boa notícia para os fotógrafos que já tem uma câmera da linha e andam pensando em um upgrade.

Um sistema que ajuda a economizar tempo é o Inteligent Preview. Funciona de forma simples: quando você não consegue decidir qual o melhor ajuste de imagem para a cena, basta tirar uma foto que será usada como preview e, no menu da câmera, brincar com o ajustes: exposição, balanço de branco, faixa dinâmica, correção de cores, etc. Os resultados são mostrados em tempo real no visor LCD da câmera. Quando você estiver satisfeito com a imagem, basta salvar os ajustes e fotografar à vontade: eles serão aplicados a todas as fotos subsequentes. É uma mão na roda para quem fotografa em estúdio, por exemplo.

Por fim, um modo de “controle remoto” permite ligar a câmera ao PC (via cabo USB), fazer todos os ajustes e controlar o disparo remotamente. E falando em disparo, a Alpha 900 é capaz de capturar 5 fotos por segundo mesmo em resolução máxima, em um total de 285 fotos em JPEG ou 12 fotos em RAW. As imagens podem ser armazenadas em cartões Memory Stick ou Compact Flash (e suas inúmeras variantes, como “Memory Stick Pro Duo” e MicroDrives). Segundo a Sony, a bateria tem autonomia para 800 fotos.

OK, agora vamos ao preço: lembram-se de que falei que ela é uma câmera profissional? Pois então, o preço faz jus ao status de ferramenta essencial de trabalho: R$ 12.999 (isso mesmo, treze mil reais, trocando em miúdos), apenas pelo corpo da câmera (lentes são vendidas à parte), parcelável em 10x sem juros. A Sony decidiu não comercializar a câmera em lojas, ela estará disponível apenas através do site Sony Style, ou na loja conceito da empresa no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, a partir de meados do mês de novembro.

Uma coisa curiosa: no evento havia uma Alpha 900 desmontada, mostrando bem cada um dos principais componentes da câmera, algo muito interessante. Confiram na galeria abaixo:

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , , , ,
21/10/2008 - 01:09

Samsung Omnia chega para bater o iPhone

Samsung OmniaiPhone, prepare-se: seu primeiro concorrente à altura está desembarcando no mercado nacional. Rapidamente apelidado de “iPhone com Windows” pelos jornalistas presentes ao lançamento nesta segunda em São Paulo (para desgosto do pessoal da Samsung), o Samsung SGH-i900 Omnia é um smartphone com tela sensível ao toque capaz de fazer a maioria dos truques que o aparelho da Apple faz, só que com hardware mais potente. E, ao contrário de outros modelos que já circulam por aí, faz bom uso da tela sensível ao toque, mostrando que pode competir não só no quesito “força bruta”, mas também no que é mais importante: a “experiência” do usuário e a facilidade de uso.

O que se segue é um breve relato de minha experiência de cerca de meia hora com o aparelho. Não é um review (que deve acontecer em breve, lá no iG), mas apenas um apanhado das “anotações mentais” que fiz durante o uso. Resumindo em uma palavra: gostei.

A lista de recursos é impressionante, com tela sensível ao toque de 3.2 polegadas com resolução “widescreen” de 240 x 400 pixels, câmera de 5 megapixels com flash, gravação de vídeos com resolução VGA, GPS, Wi-Fi, Rádio FM, Bluetooth e 8 GB de memória interna, só para citar apenas alguns no campo do hardware.

Algumas coisas são curiosas: um botão centralizado logo abaixo da tela funciona como um “mouse“. Sim, mouse, com direito a setinha e tudo o mais. O funcionamento é similar aos mouses “trackpoint” dos notebooks Thinkpad. A câmera tem detecção de faces, “geotagging” (marcação das fotos com as coordenadas geográficas do local onde foram tiradas) e um recurso que está se tornando comum em modelos domésticos, o chamado “Smile Shot“: ela dispara automaticamente quando uma pessoa sorri.

O sistema operacional é o Windows Mobile 6.1, adaptado para funcionar melhor em um sistema com tela sensível ao toque. A tela principal, por exemplo, é um desktop com uma lista de widgets na lateral esquerda. Com um movimento dos dedos, é possível arrastar widgets da lista para o desktop (onde eles “crescem” para o tamanho normal) e personalizá-lo a seu gosto com relógios, listas de mensagens, notícias, previsão do tempo, media players e afins. 

Um Opera otimizado para a tela sensível ao toque, substitui o já cansado “Pocket IE” típico dos aparelhos com Windows Mobile no papel de navegador web. A compatibilidade com sites (testei uma meia dúzia) é boa, e ele é capaz dos mesmos truques do Safari no iPhone: dois cliques para “dar zoom” em uma seção da página, passadas com os dedos sobre a tela para rolar a página, mudança automática de modo (retrato ou paisagem) quando o aparelho muda de posição (de pé ou deitado) e tudo o mais.

Durante o uso, o Omnia me pareceu bastante ágil, com uma interface que reage rápida e precisamente aos toques na tela. A Samsung adotou o recurso, já usado por outros fabricantes, de “haptics”, ou seja, uma resposta tátil (no caso, uma vibração do aparelho) usada para confirmar um comando. Por duas vezes, o navegador deixou de rotacionar automaticamente a página quando deitei a tela, talvez porque fiz um movimento suave demais.

Algumas coisas não me pareceram legais. Apesar da interface da Samsung ser boa, a original do Windows Mobile, totalmente inadequada para uso com os dedos, ainda está lá, visível se você fuçar “a fundo” o suficiente nos menus. O teclado virtual tem teclas pequenas demais no modo retrato, e alguns botões, como o X para fechar os programas, são menores ainda. Talvez ciente disto, a Samsung inclui com o Omnia uma caneta, o que pode ser confuso e deixar o usuário sem saber com qual instrumento (dedo ou caneta) interagir.

O Samsung SGH-i900 “Omnia” deve chegar ao mercado nacional em breve, com preço sugerido pelo fabricante (sem subsídios) de R$ 1.799. Espere encontrá-lo em sua operadora favorita (ele estará disponível para todas as operadoras, segundo a Samsung) por um preço menor, e provavelmente bastante competitivo com o aparelho da Apple. Peguem sua pipoca, porque a briga começou :)

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , , , , , , , , ,
16/10/2008 - 14:34

LG também tem Netbook

Em evento hoje no planetário do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a LG apresentou sua linha de notebooks para o “final de 2008″. Dentre os vários modelos anunciados, entre eles máquinas de alto desempenho como o S510 (equipado com 3 GB de RAM, placa 3D GeForce 9300M GS com 256 MB e processador Intel Core 2 Duo P8400 de 2.2 GHz), o mais interessante, na minha opinião, foi um netbook ainda sem nome que deve chegar ao mercado no final deste ano. Com isso, a LG se junta à Positivo, CCE, IntelBrás e ASUS no rol das empresas que apostam nos ultraportáteis no mercado nacional.

A configuração é típica da safra atual de netbooks, com processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, 1 GB de RAM, HD de 160 GB, webcam de 1.3 MP, Bluetooth, Wi-Fi 802.11 b/g, leitor de cartões e uma tela LCD de 10 polegadas com resolução de 1024 x 600 pixels. Tudo isso rodando o Windows XP Home, com autonomia de bateria estimada em três horas e meia. Por isso, e pelas fotos abaixo, deduzo que ele usa uma bateria “standard” de três células, e não o modelo extendido de seis células que acompanha o Mobo White.

O hardware, e até mesmo a aparência externa, são muito parecidos com o MSI Wind, que também é a base para os atuais Mobo White da Positivo. Isto não é um pecado, e na verdade é até muito comum: uma empresa projeta uma máquina e licencia o design a outros fabricantes, que o montam “como está” ou adicionam características próprias ao hardware original antes de levá-lo ao mercado.

Segundo a LG, o netbook deve começar a aparecer nas lojas, em quantidades limitadas, a tempo das compras de Natal, com produção “em volume” (já na fábrica da empresa em Taubaté, no interior de São Paulo) prevista para o início de 2009. O preço estimado, é de RS 1.599.

Fiquem a seguir com seis fotos (e um vídeo) da nova máquina. 

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, hardware, noticia Tags: , , , , , , ,
14/10/2008 - 18:09

Apple fala sobre os novos MacBooks

Após o evento de hoje, quando a Apple anunciou os tão esperados novos MacBooks, tive a oportunidade de conversar durante alguns minutos, por telefone, com Fábio Ribeiro, engenheiro de sistemas da empresa. Aproveitei o papo para esclarecer algumas dúvidas quanto aos novos produtos, e compartilho aqui as respostas:

O novo Apple LED Cinema Display (com tela de 24 polegadas e resolução de 1920×1200 pixels, mais que “Full HD“) foi projetado, essencialmente, como uma “docking station” para os novos portáteis. Um cabo com três conectores (vídeo, USB e alimentação) liga o monitor ao portátil. O monitor tem três portas USB, uma câmera iSight, microfone e caixas de som embutidas. Basta adicionar um teclado e mouse sem fios e você tem um “iMac” instantâneo. Fábio não soube me dizer se os MacBooks podem ser usados com o novo monitor com a tampa fechada. Sei que é estranho, mas até esta manhã isto era um recurso exclusivo dos MacBook Pro. E qual a utilidade? Economizar espaço na mesa, claro.

O MacBook Air ganhou mais espaço em disco (HD de 120 GB ou SSD de 128 GB), processador de vídeo mais potente (NVIDIA GeForce 9400M), mas não tem o novo trackpad de vidro. Entretanto, deve-se mencionar que o Air já tem, desde o primeiro modelo, um trackpad com recursos parecidos: maior que o “normal” e capaz de reconhecer múltiplos toques (como nos novos modelos). Só falta o “glamour” do vidro mesmo.

Peso: graças ao processo de produção batizado de Unibody, em que o gabinete é literalmente “esculpido” a partir de um bloco de alumínio, os novos MacBooks são mais leves que a geração anterior, 200 gramas mais leves para ser exato. Também são mais finos, com apenas 2.4 cm de espessura. Falando no Unibody, a Apple tem em seu site um vídeo muito interessante detalhando o processo, da entrada dos gigantescos linguotes de alumínio na máquina aos toques finais no gabinete, feitos a laser. Imperdível.

Tanto os MacBook quanto os MacBook Pro tem um novo conector para ligação a monitores externos, uma versão miniaturizada do padrão DisplayPort. Ele tem “banda” suficiente para controlar até mesmo os monitores de 30 polegadas da Apple, coisa impossível numa conexão HDMI, por exemplo. E como ligar um MacBook com DisplayPort a um monitor mais antigo? Com adaptadores, claro. A Apple vende, separadamente, adaptadores de Mini-DisplayPort para VGA ou DVI. Outras empresas podem oferecer adaptadores para conexão a equipamentos com entrada HDMI (como TVs de alta definição).

Para quem reclama da bateria não removível no iPhone (oi, chamou?): trocar a bateria nos novos MacBook e MacBook Pro é fácil, basta pressionar algumas travas na parte de baixo e levantar uma tampa. De quebra, você tem acesso fácil ao HD logo ao lado, e com mais dois parafusos acesso aos pentes de memória. Com isso, ficou muito mais fácil fazer um upgrade nas máquinas.

Infelizmente, a Apple não soube informar quando estas máquinas chegam ao Brasil, nem o preço que será praticado aqui. A julgar pelo que aconteceu no passado, distribuidoras como a GreenMax devem trazer os novos modelos para cá antes da Apple Brasil. Vou ficar de olho.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, hardware, noticia Tags: , , , , ,
13/10/2008 - 15:32

Novos MacBooks a caminho

Como diz um amigo, “a Apple já não é mais a mesma”. Se há pouco mais de um ano ela defendia informações sobre seus novos produtos com unhas e dentes, soltando sua equipe de advogados treinados armados com ameças legais em cima de qualquer site que se atrevesse a divulgar um rumor ou foto borrada sobre um novo Mac ou iPod, de uns tempos para cá ela adotou uma postura de “relaxe e aproveite a propaganda gratuita”. Somando as peças do quebra-cabeças espalhadas em vários cantos da internet, dá pra saber exatamente o que vai ser lançado antes mesmo de Steve Jobs sair de casa rumo ao centro de convenções.

O “evento do dia 14 de Outubro” (amanhã), sobre o qual se especulava há algumas semanas, é fato confirmado. Imagens dos convites circulam pela internet há dias, com vários jornalistas tendo recebido suas cópias. Curiosamente, até eu fui convidado (por telefone) a participar (é incomum a Apple chamar a mídia internacional), mas infelizmente não estou sequer perto de San Francisco.

A foto do convite mostra algo que, sem dúvida, é um MacBook. Uma análise da imagem, baseada no tamanho do logo da Apple que aparece no que seria a “tampa” da máquina, indica um modelo de 13 polegadas. Fotos publicadas em um site chinês (e republicadas em vários outros) mostram a parte de cima da carcaça de alumínio de duas máquinas, que seriam um MacBook e um MacBook Pro. Se os rumores se confirmarem (e parecem bastante convincentes), ambas as linhas passarão a compartilhar o mesmo design. Ainda de acordo com as fotos, os MacBooks perdem a porta FireWire (muito usada para conexão a equipamentos de vídeo), que passa a ser exclusividade da linha “Pro”. 

Kevin Rose, co-fundador do Digg, diz que os novos MacBooks terão drives Blu-ray, o que faz um certo sentido (e o cara tem acertado os rumores ultimamente, o mais recente foram os novos iPod Nano). Já sites como o Apple Insider afirmam que os novos notebooks serão equipados com chipsets da nVidia, o que deve dar uma “forcinha” no desempenho gráfico (em comparação com os atuais chipsets Intel) e, de brinde, daria às máquinas a capacidade de reproduzir de Blu-ray com aceleração por hardware, para melhor desempenho. Lá no Gizmodo, um post mostra o que seria uma listagem de preços interna da rede de lojas BestBuy, com códigos de produto para seis modelos, de um MacBook “básico” com tela de 13 polegadas por US$ 1.099,99 até um modelo “topo de linha” com tela de 17 polegadas por US$ 2.799,99. Se for verdade, isto derruba os rumores de um MacBook barato por cerca de US$ 800. 

E o que mais? O povo do MacSoda diz que também veremos uma atualização dos pacotes de aplicativos iLife e iWork. Ambos foram atualizados pela última vez em agosto de 2007, quando as grandes novidades foram a planilha de cálculo Numbers (no iWork) e o novo iMovie (no iLife). 

Todos estes rumores me parecem bastante consistentes, mas uma coisinha ainda fica me incomodando aqui atrás da orelha: nada do que foi descoberto soa bom o suficiente para “casar” com o rumor do “The Brick“, o produto “bombástico” que a Apple estaria desenvolvendo. Será que teremos um “One More Thing” no final da palestra?

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): evento, noticia Tags: , , , ,
07/10/2008 - 16:21

HP Touchsmart PC chega ao Brasil

Dentre os vários produtos anunciados pela HP nesta terça-feira em um evento em São Paulo, entre eles 15 novos modelos de notebooks nas linhas Pavilion e Presario, o principal destaque ficou para um PC desktop. Mas esqueça os PCs tradicionais, com aquele “caixote” bege ou preto ao lado do monitor. Com um design “tudo em um”, como no iMac da Apple, o HP Touchsmart PC IQ510la é diferente de qualquer PC que você já viu.

Projetada para ser um verdadeiro “media center” e ocupar lugar de destaque na casa, a máquina tem configuração baseada em um processador Intel Core 2 Duo de 2.6 Ghz, acompanhado por nada menos que 4 GB de RAM e disco rígido de 500 GB. A unidade ótica é um drive SuperMulti DVD±RW, e a placa de vídeo é uma NVIDIA GeForce 9300M GS HD com 256MB de memória dedicada. Além disso, a máquina também traz sintonizador de TV, interface de rede sem fio (Wi-Fi) 802.11 b/g e Bluetooth e webcam de 2 megapixels. O sistema operacional é o Windows Vista Home Premium, em versão 64-bits.

Mas o grande destaque é o monitor, uma tela LCD de alta-definição com 22 polegadas, sensível ao toque. Aliás, sensível a múltiplos toques, como uma versão gigante da tela do iPhone, ou uma versão menor da “mesa inteligente” Surface, da Microsoft. Para tirar proveito deste recurso, a HP desenvolveu uma interface especial, que permite ao usuário editar e organizar fotos, tocar músicas, atualizar a agenda, deixar bilhetes para os outros usuários da casa ou abrir programas usando apenas toques e gestos na tela.

Para acessá-la basta tocar, a qualquer momento, o botão com o ícone da “casinha” (Home) no canto inferior direito da tela. Claro, o usuário pode abandonar a nova interface, se quiser, e usar apenas o teclado e mouse para interagir com a máquina. A tela de toque também pode substituir o mouse durante o uso normal: em vez de levar o cursor do mouse até um item de menu e clicar o botão, basta tocar diretamente no item com o dedo.  Mas é melhor explicar com imagens do que com palavras:
 

Toda esta tecnologia tem um preço: R$ 6.499, segundo a própria HP. A princípio a máquina será importada dos Estados Unidos, mas há a possibilidade de fabricação nacional de acordo com a demanda, o que pode reduzir os preços no futuro. O HP Touchsmart PC IQ5510la já está disponível nas lojas.

Clique nas imagens abaixo para ampliá-las.

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Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , ,
07/10/2008 - 15:24

HP anuncia 15 novos notebooks

A nova “coleção 2008/2009” de notebooks da HP, anunciada hoje em evento em São Paulo, tem nada menos do que 15 modelos, divididos nas linhas Pavilion (11 máquinas) e Compaq Presario (4 máquinas). São modelos demais para comentar em detalhes por aqui, portanto vou mencionar apenas os modelos e mudanças mais interessantes.

Como não poderia deixar de ser, o visual de ambas as linhas mudou. As máquinas da linha Pavilion tem uma “estampa” batizada de “HP Imprint 2”, que lembra um quadriculado, impressa sobre a tampa e ao redor do teclado. O logo da HP, no canto inferior direito da tampa, acende quando a máquina está ligada. Os monitores LCD tem o que a empresa chama de “borda infinita”, e foram batizados de “HP Infinity Widescreen”. Dois modelos terão “edições especiais” nas cores bronze e azul.

Já as máquinas da linha Compaq, que até agora tinham um visual bem mais simples, passam a ter tampa, teclado e área ao seu redor pretos, com área para descanso de pulso e trackpad em prata (sem a estampa). A tampa tem aquele acabamento “preto polido” (black piano) que é lindo, mas atrai impressões digitais com uma facilidade absurda. 

Em termos de recursos, dois dos modelos mais interessantes da linha Pavilion são o dv4-1130 (R$ 3.499) e o dv4-1150 (R$ 3.999), que vem com modem 3G integrado. O modem é “destravado” e funciona com qualquer operadora, embora a HP tenha firmado uma parceria com a TIM para oferecer 30 dias de navegação 3G gratuita a todos os que comprarem estas máquinas. Outro destaque é o dv4-1180 (R$ 4.999), que tem um leitor de discos Blu-ray embutido (que também grava CDs e DVDs) e é baseado em um processador Intel Core 2 Duo de 2 GHz, com 4 GB de RAM, HD de 320 GB e uma placa de vídeo NVIDIA GeForce 9200M GS com 512 MB de memória dedicada.

O detalhe interessante é que os novos Pavilion tem saída HDMI (para conexão a monitores e TVs de alta-definição) e eSATA (para conexão de alta velocidade a HDs e gravadores de DVD externos) na lateral esquerda. Se você tem uma TV LCD ou Plasma, poderá usá-la como monitor para o notebook. E todos os modelos da linha tem o que a HP chama de “HP Hard Drive Protection”: um acelerômetro detecta se a máquina está caindo, e para o disco rígido e recolhe as cabeças de leitura/gravação, evitando que elas colidam com o disco e causem perda de dados. Portáteis da Lenovo (na série Thinkpad) e Apple já usam tecnologia similar, e é bom ver a HP entrando no barco.

A maioria dos novos notebooks da HP chega ao mercado no mês de outubro. Clique nas imagens para ampliá-las.

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Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): hardware, noticia Tags: , , , , , , ,
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