Está chegando a hora que muitos “macmaníacos” aguardam ansiosamente a cada ano: a palestra de Steve Jobs na abertura da MacWorld Conference & Expo, conferência realizada todo mês de janeiro no Moscone Center em San Francisco, nos EUA. Nas semanas que antecedem o evento, sites especializados nos produtos da Apple e comunidades de fãs “fervem” com especulação e rumores sobre quais produtos serão anunciados pelo CEO da empresa. A expectativa é justificada: alguns deles, como o iMac, Mac Mini e iPhone, fizeram história e influenciaram o curso da indústria da informática e eletrônicos de consumo.
Como nos outros anos, em 2008 a especulação corre solta. O principal rumor é o de um subnotebook extremamente fino e leve, sem partes móveis, que seria um “irmão menor” da linha MacBook. O disco rígido interno seria substituído por um disco de estado sólido (SSD – Solid State Disk) baseado em memória Flash, e não haveria drive ótico. No geral, a máquina teria menos de 2,5 cm de espessura (fechada) e pesaria cerca de 1,3 quilos. Banners gigantescos no centro de convenções mostram uma maçã prateada sobre fundo preto, com a frase “There´s something in the air” (Há algo no ar), o que já levou alguns a apelidar a máquina de MacBook Air (originalmente o apelido era MacBook Thin)

Conceito do “MacBook Air”
Outro rumor é a adição de um sistema de locação, além da já atual venda, de filmes via iTunes Store. Os títulos custariam US$ 3.99 por um período de 24 horas (a partir do momento em que você começa a assistir). A Apple já teria fechado acordos com a FOX, Warner Brothers, Paramount, e Lionsgate. A Disney, da qual Jobs é um dos maiores acionistas, também participaria do plano. Jobs se mostrou
fortemente oposto à idéia de alugar música no passado, modelo adotado por vários serviços como o Napster: mediante o pagamento de uma mensalidade, o usuário pode baixar quantas músicas quiser, mas perde o acesso se cancelar a conta. Entretanto, o aluguel de vídeos é um conceito mais familiar, e pode ser melhor aceito pelos consumidores. Outras empresas, como a Amazon e NetFlix, tem serviços de aluguel de filmes via download nos EUA.
A locação de vídeos também pode dar novo fôlego à Apple TV, a “set-top-box” da Apple, que precisa desesperadamente de conteúdo. Uma nova versão do produto teria um disco rígido maior (os modelos atuais tem 160 GB) e novo software com integração ao sistema de locação. Não devem ocorrer quaisquer outras grandes mudanças no produto, que o próprio Steve Jobs já descreveu uma vez como um “hobby”, algo para testar o mercado.
Para o iPhone não são esperadas muitas novidades. Lançar um modelo “3G” agora, apenas seis meses após a chegada ao mercado do modelo original, não seria uma boa idéia. Por hora provavelmente será lançada apenas uma atualização do software (firmware) do aparelho, para a versão 1.1.3. Podemos esperar também uma demo da SDK, o kit oficial de ferramentas para desenvolvimento prometido pela Apple para fevereiro, bem como demonstrações dos primeiros aplicativos “oficiais” para o aparelho. Segundo os rumores uma versão do “SlingPlayer”, software que permite redirecionar TV da sua casa para qualquer dispositivo conectado à Internet, será um dos primeiros programas a ser lançados.
A palestra de Steve Jobs acontece amanhã, às três da tarde. A Apple não fará uma transmissão de vídeo ao vivo do evento (mas uma versão em streaming deve surgir algumas horas depois), mas vários sites, como o Engadget e MacRumors, fazem “LiveBlogging”, postando ao vivo as útlimas novidades diretamente do centro de convenções. E quer um jeito divertido de acompanhar a palestra? Então corra já para o blog FatBits, do jornalista John Siracusa, e imprima a tradicional cartela de bingo da MacWorld. Diversão para toda a família!
UPDATE: O Fake Steve oferece uma boa explicação para o slogan: sincronização sem-fios de dados entre o iPhone/iPod e um Mac. Faz sentido.