Arquivo de janeiro, 2008
31/01/2008 - 16:47

Atualmente, fazer programas de TV online ao vivo é bastante simples. Basta ter uma boa webcam ou mini-dv e usar sites gratuitos de live broadcasting.
Um dos melhores no mercado é o Ustream. Ele oferece toda a estrutura para gerenciar a transmissão, do sistema de streaming até um poderoso aplicativo de chats, para que o produtor possa interagir ao vivo com quem estiver assistindo. A programação é convertida automaticamente para o formato flash vídeo e pode ser inserida em blogs ou sites, apenas copiando e colando um código, no melhor estilo YouTube. Seu canal pode ser público ou protegido por senhas. Nos nossos testes, não apenas a qualidade de vídeo ficou excelente (para os padrões desse tipo de streaming), como a transmissão foi bastante estável, com baixo nível de atraso e de interrupções para carregar os dados.
Já o Mogulus oferece um ambiente bastante parecido com o do Ustream, mas com algumas vantagens. Na interface do programa, é possível pesquisar vídeos disponíveis na web e inseri-los na sua programação em tempo real. Como num telejornal, no qual um apresentador chama ao vivo matérias pré-gravadas. Você ainda pode criar newsletters do show, dividir o trabalho em múltiplos produtores e incluir legendas e gráficos. Mas a ferramenta tem problemas relativamente graves: é bem menos estável e mais lenta do que o Ustream, além de inserir um comercial de 10 a 15 segundos a cada 8 minutos de programa – caso eles encontrem anunciantes para o tema do seu show.
De qualquer forma, à medida em que a banda larga vai ficando realmente larga (no Brasil, mereceria no máximo o nome de “esgarçadinha”), os programas de vídeo ao vivo vão ganhando cada vez mais importância. Não será de se espantar se, em alguns anos, levar uma boa fatia do interesse que se dispensa para os blogs.
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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30/01/2008 - 14:24
A notícia de que um Adventure Vision está à venda no eBay por cerca de US$ 5.500 (pouco mais de R$ 9.800) está correndo por alguns blogs. O console não é tecnicamente avançado: é resultado de uma das muitas tentativas de inovar no mercado de videogames no início da década de 80, mas acabou fracassando, junto com “colegas” como o Vectrex (que durou mais tempo no mercado).
O valor é alto por dois motivos. O primeiro é a raridade: foram produzidas só 60 mil unidades do console, e poucas sobreviveram até hoje. O segundo é a incrível condição do produto: na embalagem original, intacta, com todos os adesivos, sacolas plásticas e pedaços de isopor, acompanhado de quatro cartuchos (todos os que foram lançados) igualmente perfeitos. 26 anos depois de ter sido produzido, parece que ele acabou de sair da fábrica.
Segundo o vendedor, o console e os cartuchos foram encontrados num depósito de um distribuidor de brinquedos, de onde nunca sairam para as lojas porque não havia demanda. O estado de conservação é explicado pelas características do depósito, com umidade e temperatura controladas. Para um colecionador, sempre em busca do item perfeito, o estado da embalagem às vezes é mais importante que o produto em si.

Mais bem conservado que isso, só buscando na fábrica em 1982
Quem quiser saber mais sobre o Adventure Vision deve dar uma passadinha no site www.adventurevision.com, inteiramente dedicado ao console. O layout é bem simples, o design é horrendo, mas as informações são de ótima qualidade. Há fotos dos jogos, MP3 com os sons, informações técnicas sobre o sistema, “hacks”, dicas de reparos e até mesmo fotos de protótipos do console mandadas pelo próprio inventor. Imperdível para quem curte não só os videogames, como também sua história.
E uma curiosidade: o Adventure Vision usava um sistema bastante inusitado para gerar a imagem: uma única coluna de 40 LEDs vermelhos era reletida, através de um espelho giratório, na “tela” na frente do gabinete, uma linha por vez, da esquerda para a direita. A resolução “real” é de 1×40 (uma coluna, quarenta linhas), mas graças ao truque o console conseguia exibir 150×40 pixels. O interessante é que ele não foi o único console a usar esse truque: alguém aqui se lembra do Virtual Boy, da Nintendo? Usando o mesmo sistema, ele transformava uma coluna de 224 pixels na resolução “oficial” de 384×224 que os jogos usavam. E assim como o Adventure Vision, ele foi um fracasso de vendas. Será a maldição da tela vermelha?
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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30/01/2008 - 13:30

Bono Vox e o empresário Paul McGuinness. Foto: U2 Station
Paul McGuinness, empresário da banda U2 há mais de 30 anos, criticou o que chamou de valores hippies das empresas do Vale do Silício. Em conferência no encontro sobre marketing musical, Midem, disse que empresas de sucesso na área de tecnologia, como Google, Apple, Facebook, entre outras, “faturaram milhões de dólares se aproveitando de conteúdo alheio sem pagar por ele”. A informação é do Techdirt. McGuinness ainda teria dito que essas companhias devem pagar o prejuízo à indústria fonográfica. “Elas são como revistas que anunciam carros roubados, recebem os pagamentos e ainda organizam a entrega do produto”, disse. “Embutidos de maneira profunda no brilhantismo desses empreendedores, os valores hippies negligenciam o real valor da música”.
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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29/01/2008 - 21:59
A ferramenta de microblogging, Twitter, aos poucos, está provando que pode ser muito mais flexível do que se poderia imaginar. David Parry, professor assistente de Mídias Emergentes e Comunicação da Universidade do Texas, em Dallas, vem tentando criar novos usos para o site em sala de aula. Ele pediu aos alunos que criassem uma conta no Twitter e se inscrevessem em seu feed. Diariamente, o professor posta links e idéias complementares ao seu curso “Introdução à Comunicação Mediada por Computador”. Durante o Mobile Fest, em dezembro, no Sesc Avenida Paulista, foram demonstradas várias experiências semelhantes feitas no Japão, mas usando celulares e SMS. Os dados indicam que os aparelhos tem suas desvantagens: podem dispersar os alunos, ajudar a questionar a autoridade do professor (via buscas em sites como Google e Wikipedia) ou servir para fazer piadas entre si. Por outro lado, dados apresentados tanto no Mobile Fest quanto por David Parry, indicam que as ferramentas de transmissão de mensagens curtas ajudam a escrever e pontuar melhor. O que pode soar estranho para quem acha que apenas o miguxês e o português incorreto reinão nesse tipo de site. No caso do Twitter, Parry diz que a ferramenta cria um maior senso de comunidade, graças à possibilidade de publicar e compartilhar instantaneamente o material desenvolvido na sala de aula.
Via Marketing Pilgrim.
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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28/01/2008 - 18:50

Há piadas que revelam muito sobre o comportamento da vítima. Essa, do Gizmodo, por exemplo. O blog publicou uma imagem “informando” que a Apple teria criado um novo tipo de produto, um envelope para guardar seu mais novo – e polêmico – laptop, o MacBook Air. Feito de papel, com poucos milímetros de espessura, seria a nova maravilha do mercado da computação pessoal. Muito melhor do que aqueles envelopes de papel pardo que compramos na papelaria por alguns centavos, não acha?
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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23/01/2008 - 22:26

O que Jack Bauer pode ensinar sobre blogs? Matar o administrador do banco de dados quando o sistema de atualização estiver lento? Muito mais que isso, segundo o blog 162 days left in the Blogging Experiment. O investigador truculento apresentaria qualidades como determinação, capacidade de adminstrar o tempo, de manter sua vida privada longe dos holofotes e não se restringir a visões moralistas (em especial quanto a monetizar o blog). Confira o post antes que Bauer atire.
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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23/01/2008 - 22:07
A Fundação Mozilla, responsável pelo segundo navegador mais usado da internet, o Firefox, está completando 10 anos. A primeira versão do então browser e cliente de e-mail Mozilla foi lançada em 1998. O objetivo do projeto era provar que seria possível criar um software competitivo, adaptado aos padrões da web e de código aberto, gratuito.
Em seu blog, Mitchell Baker, um dos fundadores da Mozilla e eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2005 pela revista Time, afirma que pretende comemorar o aniversário durante o ano todo e não apenas em uma data específica. Mas diz não saber exatamente como.
Se você tiver sugestões, ele diz aceitar. Apenas acha que as festas terão que ser em diversos pontos do mundo, participativas, variadas e divertidas. Levando em consideração que, segundo dados do W3C, 36,3% dos usuários de internet já usam o Firefox (o Internet Explorer 6 tem 33.2% do mercado e o IE7 tem 21%), as festas vão estar cheias.
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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22/01/2008 - 19:43
A tecnologia também tem suas causas, movimentos e abaixo-assinados. Nesta semana, duas estão bombando.
A primeira foi organizada pelo blog Mashable. Os responsáveis declaram que 30/01 é o dia mundial de cancelar a conta do MySpace. Os motivos da revolta seriam: 1) quase ninguém usa de verdade o MySpace, a não ser para responder a convites de amigos (sei…). 2) O site é bugado, feio e lento. 3) Quando se visita o perfil de alguém, músicas começam a tocar automaticamente, em especial quando você não pode ser pego surfando na web. 4) Você está de saco cheio daquela foto de Tom Anderson (presidente do site) como seu primeiro amigo. Entre outros detalhes tão pequenos de nós dois.
A segunda causa é da revista InfoWorld: “salvem o Windows XP“. Para o articulista Galen Gruman, o XP é como um apartamento velho e confortável. Tem seus problemas, mas você já sabe onde estão as coisas e como se virar. O objetivo da campanha é fazer a Microsoft extender a venda e suporte do sistema operacional por muitos anos. Para se engajar, basta assinar uma petição digital ou enviar um vídeo sobre o tema.
Nesse rítmo, não vai demorar para surgirem outras campanhas como “curem os vídeos virais”, “viva sem o Google”, “escrevam código de programação em português e sem estrangeirismos”, “Linux sem fanatismo”, “Steve Jobs, troque de roupa” e por aí vai. Sugira a sua.
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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22/01/2008 - 18:40
Para muitos gamers, trabalhar o dia todo “testando” jogos, seja como parte do processo de desenvolvimento ou para fins de review, é o emprego dos sonhos. Acreditem, a coisa não é tão maravilhosa quanto parece.
Além de transformar uma atividade prazerosa em uma obrigação, a profissão te obriga a encarar os jogos sob uma ótica completamente diferente: em vez de aproveitar o game e se deixar levar pela ação e história, você é obrigado a engatar o modo analítico o tempo todo e se preocupar com resposta dos controles, falhas nos gráficos, níveis de dificuldade e afins. No final das contas você joga, muito, mas não curte. Tem gente que encara na boa, mas para alguns pode ser frustrante.
Foi por isso que achei extremamente interessante este artigo no Seatle Weekly, detalhando a rotina da equipe de testes em uma empresa especializada, que entre outras presta serviços para a Microsoft e Nintendo. A autora se infiltrou como funcionária durante duas semanas e conta como é o clima na empresa, quem são os colegas de trabalho, quais os desafios e as possibilidades de carreira. Leitura mais que recomendada.
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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22/01/2008 - 15:51
A imprensa japonesa conseguiu o que os norte-americanos vem tentando há uma semana, e colocou as mãos em um MacBook Air. O evento fechado foi realizado no último sábado em Tóquio, e filmado. Claro, o vídeo está no YouTube:
As imagens mostram algumas coisas não reveladas nos vídeos oficiais, como a embalagem (que é preta). Um dos repórteres teve a mesma dúvida que eu, quanto ao aquecimento, e testa a temperatura na superfície: parece que a máquina aquece mais no canto superior esquerdo (exatamente onde fica o processador), enquanto o descanso de mãos fica frio.
Ver a máquina sendo manuseada dá uma idéia muito melhor do seu tamanho e espessura do que nos vídeos oficiais e sempre em close da Apple. E a julgar pelos sons de espanto e admiração o sucesso, pelo menos na Ásia, está garantido.
PS: Para quem usa Firefox, há uma versão do vídeo no YouTube
Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria
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