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19/10/2007 - 21:22

À procura da rentabilização

Este foi o quarto evento anual feito para unir empresas e profissionais da internet interessados no que se convencionou chamar de web 2.0 – ou seja, todo o poder ao usuário.

Nos três primeiros anos, todos os que participaram são unânimes em dizer, houve muita, muita novidade.

Nos últimos quatro anos explodiram em audiência e colaborações a wikipedia, os sites de relacionamentos (Orkut, Facebook, MySpace), o mundo descobriu que qualquer indivíduo pode publicar notícia (Ohmynews), pode distribuir sua voz em áudio (podcasts) e pode levantar vídeo na rede (You Tube).

O que parece estar ocorrendo é o surgimento da segunda onda de serviços 2.0 especialmente arquitetados para funcionarem em cima das plataformas criadas pelas estrelas da primeira onda.

Estes produtos satélites são, por exemplo, os serviços baseados nos mapas do Google ou os milhares de aplicativos feitos para a rede social Facebook – como uma empresa chamada Slide que desenvolveu um aplicativo para o Facebook. Ele mostra as fotos dos amigos do usuário e já tem 14 milhões de downloads e 2,7 milhões são usuários ativos. Ou então o iLike, uma ferramenta de música que conseguiu dragar um milhão de usuários do Facebook em apenas uma semana.

Se este ano houve pouca novidade no Web 2.0 Summit, em compensação, buscou-se discutir como rentabilizar as operações. As cobranças sobre rentabilização e modelo de negócio que o garoto milionário do Facebook recebeu (ver um dos primeiros posts do dia 17 de outubro) dão o tom do evento.

Muito bem. A web 2.0 é um sucesso e as pessoas aderiram em massa às possibilidades infinitas de protagonizar qualquer coisa na web. Mas como as empresas vão conseguir rentabilizar tudo isso?

O Google, talvez a empresa que mais entendeu como trabalhar com o internauta em todo o mundo, sabe. Talvez o Yahoo (cuja receita no último trimestre, de US$ 1,2 bilhão excedeu a previsão dos analistas e mostrou um crescimento de 11% em relação ao mesmo trimestre do ano passado) também saiba. E a Microsoft seguramente vai saber (questão de tempo).

O resto é silêncio.

P.S. A foto que ilustra este post mostra a platéia do evento durante a conversa com os usuários “esquecidos” pela internet, assunto do post de Caique Severo logo abaixo.
P.S.2 Cada participante desta conferência, por volta de 900 pessoas, doou uma árvore para reflorestamento no Quênia.

Nota produzida por Caio Túlio Costa e Caíque Severo.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

2 comentários para “À procura da rentabilização”

  1. FRANCISCO JOSE disse:

    O Brasil já poderia ter avançado muito se os que detem o poder de comunicação contribuissem em cobrar resultados, veja por exemplo como um mercado que cresce a cada dia exclui milhares de usuários mesmo em internet discada, pois o usuário de menos recursos tem que aguardar até a meia noite para poder utilizar, o governo já deveria ter ordenado que a internet fosse liberada como o é das 24 hs até as 6hs, para o período das 21 hs até as 8 hs, pois assim muito mais pessoas poderiam utilizar mais a internet, não vejo grande inteligência de quem opera neste mercado pois se possuissem já teriam feita grande pressão para que isso ocorresse. Imagina que a pessoa fica até as 24 hs aguardando para utilizar a internet isso é mediocre. Ninguem cresce em tecnologia se o governo não participar, deveria incluir no curriculo escolar disciplinas do tipo estudo de lógica e lógica de programação, que são fundamentais para formarmos programadores e analistas de bom nível. O que sobra nunca faz falta, principalmente conhecimento

    Francisco José

  2. Lucia Freitas disse:

    Caio,
    A questão da rentabilização é sensível e importante. Acredito que a questão da rentabilidade será resolvida à medida que as empresas souberem, no fundo de suas estruturas, que precisam participar da “revolução” – sob pena de serem ejetadas do mapa de seus consumidores. Ou, pior, sob pena de serem execradas, como acontece com muitas no Brasil (e, ao que parece, não estão nem aí).

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