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Arquivo de outubro, 2007

29/10/2007 - 16:25

Uma receita interessante para jogos on line

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Essa semana fui convidado a testar o jogo Hellgate: London. A história mistura demônios e templários em uma luta sem fim nas ruas e galerias subterrâneas de Londres. O jogo é feito por uma equipe de ex-funcionários da Blizzard, empresa responsável por desenvolver o game Diablo e sua continuação Diablo II.

A questão não é bem o que acontece ou deixa de acontecer no game, mas sim o sistema multiplayer que ele deve utilizar. Há algum tempo a NCSoft lançou o Guild Wars. Você pode jogá-lo sozinho ou em grupo, em uma conexão via internet. Mais ou menos como um Massive Multiplayer Online, ou MMO. A diferença é que não há necessidade de pagar uma quantia mensal para usufruir do serviço.

Hellgate também usa um sistema parecido. Há centros especiais onde centenas de jogadores ficam reunidos. Após formar um grupo, eles saem para completar missões em zonas instanciadas (exclusivas para cada grupo). A diferença é que é possível pagar uma mensalidade que garante atualizações com novos itens e novas missões. Totalmente facultativo.

Mais ou menos o que temos em games como o Gumbound. Você paga por novo conteúdo, ou itens, só se quiser. Talvez essa seja uma ótima idéia para começar a cultivar a idéia de ter os MMOs dentro do país.

O game Anarchy Online, por exemplo, oferece uma versão básica totalmente grátis. Se os usuários quiserem evoluir, devem comprar novas expansões que incluem equipamento e áreas para explorar.

Pagar para jogar ainda é uma grande barreira para muitas pessoas. Esses jogos mostram que isso pode ser divertido e até valer a pena, abrindo as portas para games mais elaborados.

Fica a idéia para quem quiser tentar. Seria ótimo ver um game assim no mercado nacional.

Links interessantes sobre MMOs:

www.mmobrasil.com.br (comunidade de jogos on line)
www.gwbarsil.com.br (comunidade de GW no Brasil)
hellgate.vault.ign.com (comunidade de Hellgate em português)
www.eve-br.com (comunidade nacional de EVE-Online)

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/10/2007 - 14:48

Apple lança seu novo sistema operacional, o Leopard

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Se você gosta de Macs, não perca tempo. A Apple lança hoje seu novo sistema operacional: o Mac OS X Leopard. O sistema traz, de acordo com a empresa, mais de 300 novidades, incluindo inovações no Finder, o Quick Look, que permite a vizualição do conteúdo de arquivos sem ter de abri-los, o iChat, Safári e o Boot Camp. Esse último permite emular o ambiente Windows dentro do seu Mac. Funciona como o VMware. Você só precisa de uma cópia do Windows que será emulada pelo sistema.

O lançamento é mundial e isso inclui o Brasil. Basta procurar uma revenda autorizada para adquirir a versão individual por R$ 269,00 ou a família, que dá direito a cinco licenças dentro da mesma residência, por R$ 399,00. Computadores que compraram o Mac depois do dia 1º de outubro poderão migrar para o sistema pagando uma taxa de atualização de R$ 19,00, o que inclui o manuseio e envio do sistema.

Os interessados no upgarde devem acessar o www.apple.com.br/br e preencher o formulário.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/10/2007 - 13:12

Microsoft lança site de mashups

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As informações vieram da Agência Estado hoje, apontaram para o novo site da rede Microsoft. O MS Popfly permite que as pessoas criem seus próprios mashups, que são a mistura de diversos sistemas para criar uma proposta customizada de serviço. Imagine unir um mapa do Google com uma galeria de fotos do Flickr. Você teria não só um mapa com pontos de interesse, mas também um sistema de referência visual com imagens atualizadas automaticamente.

Qualquer usuário, desde que devidamente cadastrado na rede da Microsoft, pode criar seus projetos.

Acesse: www.popfly.com

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/10/2007 - 21:22

À procura da rentabilização

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Este foi o quarto evento anual feito para unir empresas e profissionais da internet interessados no que se convencionou chamar de web 2.0 – ou seja, todo o poder ao usuário.

Nos três primeiros anos, todos os que participaram são unânimes em dizer, houve muita, muita novidade.

Nos últimos quatro anos explodiram em audiência e colaborações a wikipedia, os sites de relacionamentos (Orkut, Facebook, MySpace), o mundo descobriu que qualquer indivíduo pode publicar notícia (Ohmynews), pode distribuir sua voz em áudio (podcasts) e pode levantar vídeo na rede (You Tube).

O que parece estar ocorrendo é o surgimento da segunda onda de serviços 2.0 especialmente arquitetados para funcionarem em cima das plataformas criadas pelas estrelas da primeira onda.

Estes produtos satélites são, por exemplo, os serviços baseados nos mapas do Google ou os milhares de aplicativos feitos para a rede social Facebook – como uma empresa chamada Slide que desenvolveu um aplicativo para o Facebook. Ele mostra as fotos dos amigos do usuário e já tem 14 milhões de downloads e 2,7 milhões são usuários ativos. Ou então o iLike, uma ferramenta de música que conseguiu dragar um milhão de usuários do Facebook em apenas uma semana.

Se este ano houve pouca novidade no Web 2.0 Summit, em compensação, buscou-se discutir como rentabilizar as operações. As cobranças sobre rentabilização e modelo de negócio que o garoto milionário do Facebook recebeu (ver um dos primeiros posts do dia 17 de outubro) dão o tom do evento.

Muito bem. A web 2.0 é um sucesso e as pessoas aderiram em massa às possibilidades infinitas de protagonizar qualquer coisa na web. Mas como as empresas vão conseguir rentabilizar tudo isso?

O Google, talvez a empresa que mais entendeu como trabalhar com o internauta em todo o mundo, sabe. Talvez o Yahoo (cuja receita no último trimestre, de US$ 1,2 bilhão excedeu a previsão dos analistas e mostrou um crescimento de 11% em relação ao mesmo trimestre do ano passado) também saiba. E a Microsoft seguramente vai saber (questão de tempo).

O resto é silêncio.

P.S. A foto que ilustra este post mostra a platéia do evento durante a conversa com os usuários “esquecidos” pela internet, assunto do post de Caique Severo logo abaixo.
P.S.2 Cada participante desta conferência, por volta de 900 pessoas, doou uma árvore para reflorestamento no Quênia.

Nota produzida por Caio Túlio Costa e Caíque Severo.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/10/2007 - 20:24

Amor e ódio pela internet em painel com usuários

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A platéia de profissionais de internet do Web 2.0 Summit, em São Francisco, Estados Unidos, riu à vontade com a sinceridade de usuários convidados para um dos painéis desta sexta-feira. Os usuários que participaram do painel sobre a “geração esquecida” estão na faixa dos 40 anos. São pessoas que normalmente não são associadas ao perfil de usuário típico da internet.

Em resumo, há uma relação de amor e ódio dos usuários com a internet. Quase todos os usuários se dizem incomodados com o excesso de anúncios e a dificuldade de uso de alguns sites. Mas cada um também tem suas paixões. “Eu acho que deveria ter duas opções: quero ver anúncios ou não quero ver anúncios que funcionasse em toda a internet”. Quando perguntados se pagariam para não ver anúncios, quase todos disseram que sim. Alguns topam pagar de US$ 1 a US$ 10.

Ao mesmo tempo, os usuários dizem que não se imaginam vivendo sem internet. “É um estilo de vida”, disse um dos participantes. Um dos usuários afirma que não poderia viver sem o “Craigslists”, um site de anúncios gratuitos dos Estados Unidos.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/10/2007 - 17:23

Conversa chocha sobre vídeos e bebedouros

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Uma conversa chocha destruiu as promessas de discussão acalorada que o tema de um dos painéis da manhã desta sexta-feira no “summit” sobre web 2.0 em São Francisco, na Califórnia, prometia:

Big mídia: amigo ou inimigo?

A conversa reuniu Amy Banse, presidente da Comcast Interactive Media (ligada à empresa de cabo Comcast), e Quincy Smith, presidente da CBS Interactive, ligada à CBS Corporation.

A primeira pergunta questionava como ambos pretendem responder a um consumidor mais sofisticado que navega via IP, que está em rede.

Ambos se consideram preparadíssimos.

Amy Banse diz que a Comcast é uma agregadora de conteúdos e concorda com a fatalidade: “As pessoas estão cada vez mais on line”.

Para Quincy Smith, o “ponto” é um só: “Há mais olhos (eyeballs) procurando mais conteúdo”.

Ele também comparou os sites de redes sociais a bebedouros, no sentido de que são os lugares onde as pessoas se encontram para comentar as coisas que assistiram não só na internet, mas principalmente na vida real, como o último episódio de um seriado de TV.

Foi a forma encontrada por ele para reconhecer a importância das redes sociais em ampliar o impacto e a audiência dos seus programas.

(A CBS é uma empresa de US$ 16 bilhões de receita anuais, sendo que 90% são realizados nos EUA e 63% vêm da publicidade.)

Sobre a “grande” questão relativa ao vídeo, Amy não acha correto opor vídeo on line contra vídeo via cabo.

Porque o que as pessoas querem é o vídeo, não importa como.

O trabalho dela é agregar conteúdo, distribuí-lo. Sua divisão na companhia tem por responsabilidade criar a melhor interface para o consumidor e dar-lhe a melhor experiência.

Questionada sobre o Google ele vê “muita sinergia” entre os serviços dela e dele: “Eu não penso que temos medo do Google”.

Nota produzida por Caio Túlio Costa e Caíque Severo.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/10/2007 - 15:15

Jogos da vida

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Foi de maneira rápida, e muito leve, que a designer mais famosa de games, Jane McGonigal, do Instituto do Futuro, deu seu recado numa das primeiras sessões do summit sobre web 2.0 que acontece no Palace Hotel em São Francisco, na Califórnia.

(A propósito, ela foi recentemente apontada pela MIT Technology Review como uma dos top 35 jovens inovadores que mudaram o mundo por meio da tecnologia. Para quem ainda não a conhece: ela está à frente do projeto experimental Avant Game – Cruel 2 B Kind, Ministry of Reshelving.)

Para ela, a realidade se despedaçou.

As pessoas não se sentem bem na vida.

Praticamente todos os jogos são concebidos para nos dar superpoderes – virtuais.

E os jogos em rede funcionam bem melhor do que a própria realidade. Por quê?

Primeiro porque trazem melhores instruções. Na vida real, ninguém tem uma lista das coisas que deve fazer para alcançar o sucesso.

Segundo, porque dão feedback imediato, mostram o que aconteceu e contam a verdade.

Terceiro, porque oferecem uma comunidade melhor. Para a especialista, é difícil encontrar na vida real um senso de comunidade como nos jogos, que às três da manhã pode reunir um grupo de pessoas para executar objetivos comuns.

Estamos assistindo a um êxodo mundial e maciço rumo aos games.

Ela acha isso um comportamento racional.

A média de uso típica é de 16 horas por semana jogando. Os jogadores despendem mais 10 horas dando atenção aos jogos (lendo revistas, falando deles, se informando na internet…)

Ela acha que para muitos jogadores hoje, em termos de percepção de qualidade de vida, a virtualidade está batendo a realidade.

Ou seja, nos próximos três ou cinco anos, nós vamos viver uma dinâmica que vai trazer à nossa realidade cada vez mais o conceito dos jogos imersivos que reproduzem a vida.

Como exemplo, Jane mostrou o caso de um carro que dá ao motorista feedback sobre como foi a sua performance ao volante, da mesma forma que nos jogos podemos acompanhar o nosso andamento.

Nota produzida por Caio Túlio Costa e Caíque Severo

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/10/2007 - 22:38

O garotinho de Ballmer

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Steve Ballmer, um dos fundadores da Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, levou a platéia do evento de web 2.0 a um delírio de risadas nesta quinta-feira de manhã. Questionado pelo sempre questionador John Battelle se não devia dar uns cascudos no pessoal que cuida do mecanismo de busca da Microsoft, porque ele está muito aquém das buscas do Google e do Yahoo, Ballmer preferiu encarar a situação de outra forma.

Preferia dizer, explicou, que a sua busca parecia mais com um moleque de 3 anos jogando basquete do que com um garotão maior e mais velho, de 12 anos. O moleque joga bem e consegue até fazer algumas cestas. “Imagine quando ele tiver 12 o que ele vai fazer!”. Risada geral.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/10/2007 - 21:13

Horta na porta do Google

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Uma das novidades no GooglePlex, o complexo de prédios que abriga cerca de 7.000 funcionários do Google em Mountain View, na Califórnia, a menos de uma hora de São Francisco, é uma horta caseira (foto) plantada no jardim da recepção principal.

As verduras, hortaliças e legumes são usadas nos restaurantes da empresa – uma fórmula inteligente de reter o pessoal no prédio e evitar que percam tempo com trânsito e espera nos restaurantes locais, que ficam longe do escritório, e que isso atrapalhe o bom andamento dos algoritmos de busca.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/10/2007 - 20:44

Boas notícias para a publicidade

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A publicidade on line já chega a 10% do faturamento total com anúncios nos EUA. Essa foi outra boa notícia trazida por Mary Meecker no summit de web 2.0 em São Francisco, nesta quinta-feira.

Estima-se que a publicidade on line deve chegar a 10% da arrecadação neste ano contra uma participação de 6% no ano anterior e de apenas 4% em 2002. O investimento na mídia on line será de US$ 21 bilhões em 2007.

No Brasil, os investimentos publicitários na internet estão na casa dos 3% em relação ao bolo total do mercado investidor em mídia.

Voltando a Mary Meecker:

Ela estima que o investimento mundial em publicidade será de US$ 630 bilhões neste ano de 2007.

A publicidade on line vai crescer 26% neste ano nos EUA contra 4% de crescimento do total da indústria de publicidade.

O comércio eletrônico cresceu 19% no segundo trimestre de 2007 contra 41% de crescimento do comércio como um todo nos EUA.

O comércio on line também é responsável por 4% de todo o comércio norte-americano. Esses 4% representam um faturamento de quase U$ 40 bilhões.

O mercado global de venda de música (US$ 20 bilhões) caiu 6% neste ano. Mas o mercado de venda de música on line cresce 107% e já é responsável por 11% do total geral das vendas de música.

Autor: Rafael Rigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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