Quando os primeiros modelos de iPod saíram, a mídia fez um movimento interessante para mostrar quem eram os competidores a altura do player da Apple. Os dispositivos foram então batizados de iPod Killers ( “assassinos de iPod”, “matadores de iPod” e por aí vai). O novo modelo já nasceu mais protegido, já que os dispositivos concorrentes com tela sensível ao toque, wi-fi e navegação e, claro, capacidade de reproduzir vídeos e músicas são os PDAs e smartphones. Isso coloca até o iPhone como concorrente do iPod. Só falta a capacidade de fazer ligações.
Essa semana, após o lançamento do player, acompanhamos diversas notícias que traçaram um perfil interessante da Apple, como a queda das ações, derivada da decisão de baixar o preço do iPhone e cortar o modelo de 4GB do mercado. A restituição de US$ 100 aos primeiros compradores do aparelho também rendeu muito. A chuva de reclamações no escritório da empresa realmente surtiu efeito. Tudo deve acabar bem com a Apple, pois esses riscos são calculados. No terceiro trimestre fiscal desse ano, a venda do aparelho atingiu a marca de 270 mil, o que não foi tão bom quanto Jobs esperava, mas também não trouxe nenhuma dor de cabeça significativa para a Apple.
O site Information Week publicou em julho uma nota sobre o desapontamento dos investidores com o aparelho e o serviço da AT&T. Eles apostaram no hype, contando com uma venda superior a 700 mil aparelhos, só nos primeiros dois dias. O tempo passou e o jeito foi adaptar.
E, nesse caso, adaptar foi reduzir preços, retirar um produto de linha, fazer a reposição do mesmo com outro sem capacidade de fazer ligações telefônicas (quem sabem o que os terceiros vão inventar para resolver isso?) e aumentar a capacidade do modelo antigo para 160GB, que foi renomeado para clássico.
Após uma canibalização básica, mas não impensada, a Apple tem que se preocupar com pouca coisa:
- O Zune, da Microsoft, pode vir com novidades semelhantes
- Temos o telefone do Google a caminho
- Todos os fabricantes de celular, MP3 players e PDAs estão no páreo
E no final, a verdade é apenas uma: o consumidor decide o que comprar baseado em suas necessidades reais ou sonhos de consumo!
Nesse exato momento, eu ficaria com um Nano mesmo. E você?
Vamos às notícias da semana sobre o assunto:
- Galeria: veja as fotos do novos iPod Touch e Nano
- Apple dará US$ 100 a primeiros compradores do iPhone
- Ações da Apple despencam em NY
- Apple reduz preço do iPhone
- Starbucks e Apple anunciam parceria para venda de música
- Apple apresenta novos modelos de iPod