A “banda mais fofa da década” lançou seu segundo álbum, Bandages for the Heart, em maio deste ano. O disco não agradou tanto quando o primeiro, mas ainda vale uma ouvida.
Lançou no primeiro semestre o seu álbum de estreia reunindo algumas das canções já conhecidas e outras novinhas. Na estrada com uma agenda lotada de shows, o grupo foi escalado para tocar em alguns dos principais festivais deste verão britânico (Glastonbury, Reading e Leeds e T in the Park entre eles)
Desde que quase tirou do Metallica o primeiro lugar da parada britânica com seu disco de estreia, o Glasvegas se tornou um dos queridinhos do rock britânico. Na semana passada, seu disco foi indicado ao Mercury Prize, o mais prestigiado troféu da música britânica. Ele concorre a melhor álbum do ano com Florence and the Machine, Friendly Fires, Kasabian, The Horrors e Bat For Lashes, entre outros.
Lançou seu primeiro álbum, Lungs, em julho e recebeu elogios de toda a imprensa britânica. Como o álbum de estreia do Glasvegas, Lungs foi indicado ao Mercury Prize na última semana. Florence corre na frente como uma das favoritas. O vencedor será anunciado em setembro.
Quem são: o sueco Simon Balthazar formou o Fanfarlo em Londres em 2006. O nome ele tirou de um romance de Baudelaire, e isso já entrega toda a seriedade do sexteto. Seu primeiro álbum, Reservoir, foi lançado este ano e tem a produção assinada por Peter Katis, que já trabalhou com Interpol e The National.
O que fazem: os seis elementos do Fanfarlo transitam por tantos instrumentos diferentes que acabam por transformar a sonoridade do grupo em um banquete que tem clarinete, banjo, violino, bandolim, glockenspiel e guitarra constantemente entre os ingredientes. A banda se assemelha a um Beirut mais elétrico e mais à vontade com os sonhos épicos do Arcade Fire e a influência decisiva de Clap Your Hands Say Yeah é reforçada pela semelhança da voz de Balthazar à de Alec Ounsworth.
Para quem gosta de: Clap Your Hands Say Yeah, Arcade Fire, Beirut
Quem é: o carteiro Erik Mattiason tem 28 anos, mas diz que escreve músicas desde os 12. Natural de Estocolmo, Suécia, está desde 2003 ligado ao selo Imperial Recordings – o mesmo do cantor folk José González – e por ali já lançou alguns eps e um álbum sem repercussão. Isso até que a Volvo, companhia sueca de automóveis, convidou-o a escrever a trilha de sua próxima campanha publicitária; hoje, o comercial embalado por “I Adore You” está atraindo os olhares para o cantor em território norte-americano – e de lá para o resto do mundo é um pulo.
O que faz: “Você está louco ou está apaixonado?” é o verso que abre o disco de estréia do rapaz de voz doce que faz de seu indie pop acústico um calmante natural sem fórmula secreta ou contra-indicação. O nome Melpo Mene é emprestado da deusa grega da tragédia, e seus dramas de amor e solidão acompanhados por cordas e pianos são mesmo de partir os corações mais suscetíveis. Seu segundo álbum, puxado pela exposição de “I Adore You”, chega às lojas este mês.
Para quem gosta de: José González, Kings of Convenience, Elliott Smith
Quem são: séria candidata a banda mais fofa desta década, o Lacrosse vem de Estocolmo como um pote de alegria em conserva. O sexteto foi formado em 2005 por Nina Wähä e Kristian Dahl, dupla que hoje divide os vocais em todas as faixas.
O que fazem: músicas pegajosas com base no indie pop inglês dos anos 80 e clipes com fantoches de pelúcia. Em seu primeiro disco, chamado This New Year Will Be For You And Me e lançado em novembro do ano passado, abusam da guitarra jingle jangle, de pequenos detalhes nos arranjos e de melodias animadas para disfarçar letras não tão alegres, mas sempre otimistas. Sua música transborda uma energia positiva capaz de renovar qualquer humor.
Para quem gosta de: Polyphonic Spree, I’m From Barcelona, The Boy Least Likely To
É jornalista. Única mulher da redação do iG Música, já colaborou com a revista Bizz e inúmeros sites independentes. Sua missão aqui é indicar boas bandas novas.