Quem são: pense na história mais convencional para a formação de uma banda e você saberá tudo o que há para contar sobre o The XX, quarteto formado por amigos de colégio no final da adolescência. Apontados pelo NME no início deste ano como uma das bandas para se prestar atenção, só foram realmente notados com o lançamento de seu primeiro álbum, The XX, em agosto. Agora sua agenda de shows está lotada até março de 2010.
O que fazem: o XX é climático, soturno e sensual e a principal tensão da sua sonoridade está nos timbres de guitarra a la The Cure e na colisão entre o vocal feminino de Romy Madley Croft (que também toca guitarra) e o masculino de Oliver Sim (baixo), dupla que fundou a banda. A bateria eletrônica minimalista completa a atmosfera que oscila entre o pós-punk oitentista e o dream pop dos anos 1990.
A “banda mais fofa da década” lançou seu segundo álbum, Bandages for the Heart, em maio deste ano. O disco não agradou tanto quando o primeiro, mas ainda vale uma ouvida.
Lançou no primeiro semestre o seu álbum de estreia reunindo algumas das canções já conhecidas e outras novinhas. Na estrada com uma agenda lotada de shows, o grupo foi escalado para tocar em alguns dos principais festivais deste verão britânico (Glastonbury, Reading e Leeds e T in the Park entre eles)
Desde que quase tirou do Metallica o primeiro lugar da parada britânica com seu disco de estreia, o Glasvegas se tornou um dos queridinhos do rock britânico. Na semana passada, seu disco foi indicado ao Mercury Prize, o mais prestigiado troféu da música britânica. Ele concorre a melhor álbum do ano com Florence and the Machine, Friendly Fires, Kasabian, The Horrors e Bat For Lashes, entre outros.
Lançou seu primeiro álbum, Lungs, em julho e recebeu elogios de toda a imprensa britânica. Como o álbum de estreia do Glasvegas, Lungs foi indicado ao Mercury Prize na última semana. Florence corre na frente como uma das favoritas. O vencedor será anunciado em setembro.
Quem são: o sueco Simon Balthazar formou o Fanfarlo em Londres em 2006. O nome ele tirou de um romance de Baudelaire, e isso já entrega toda a seriedade do sexteto. Seu primeiro álbum, Reservoir, foi lançado este ano e tem a produção assinada por Peter Katis, que já trabalhou com Interpol e The National.
O que fazem: os seis elementos do Fanfarlo transitam por tantos instrumentos diferentes que acabam por transformar a sonoridade do grupo em um banquete que tem clarinete, banjo, violino, bandolim, glockenspiel e guitarra constantemente entre os ingredientes. A banda se assemelha a um Beirut mais elétrico e mais à vontade com os sonhos épicos do Arcade Fire e a influência decisiva de Clap Your Hands Say Yeah é reforçada pela semelhança da voz de Balthazar à de Alec Ounsworth.
Para quem gosta de: Clap Your Hands Say Yeah, Arcade Fire, Beirut
Quem é: neste início de ano, época de balanços e previsões, Florence and the Machine é o principal nome entre as listas de apostas para 2009. A banda é o veículo de Florence Welsh, uma ruiva de 22 anos que nasceu em Londres e cresceu ouvindo Kate Bush e Velvet Underground. Na infância, ela diz que não parava de cantar e hoje, em pouco mais de um ano de atividade, já venceu o prêmio da crítica do Brit Award 2009, que será entregue em fevereiro.
O que faz: compositora de tudo o que grava, ela diz que seu tema preferido é culpa e canta sobre isso em ritmo de folk, rock e blues. Não há nada de frágil ou doce em sua aparência ou sua voz. Além disso, sua música não é sempre imediata e pode não te pegar de primeira, mas a dedicação promete trazer recompensas. Seu primeiro álbum ainda não tem data certa para sair, mas já está em produção.
Para quem gosta de: PJ Harvey, Fiona Apple, Cat Power
Quem são: oito homens e uma mulher formam esta banda baseada em Londres. Na formação fixa estão duas baterias, dois trompetes e integrantes com idade suficiente para conhecer seu ofício e não perder tempo brincando de salvador de coisa nenhuma. Seu nome foi roubado de uma sociedade secreta de Twin Peaks e sua lista de influências publicada na página oficial não tem vírgulas, como se Lynch Morricone Cramps Shadows Walker Cave Dylan Pixies Cohen Nirvana viessem todos em uma corrida frenética cheia de encontrões violentos e atropelamentos sangrentos.
O que fazem: dramático e sombrio, o Bookhouse Boys pisa no terreno que hoje em dia é imediatamente associado às trilhas-sonoras dos filmes de Tarantino: ares spaghetti western, surf music suja, intervenções mariachi e um vocal grave que remete a Nick Cave e Lee Hazlewood. Seu primeiro álbum, chamado The Bookhouse Boys, saiu em agosto deste ano.
Para quem gosta de: Tarantino, The Cramps, Nick Cave
Quem são: eles podem parecer os rapazes mais comuns do bairro, mas o I Concur está pronto. São quatro jovens de Leeds, interior da Inglaterra, que se uniram em 2006 por amor ao rock alternativo americano e acabaram, por ironia, parindo uma sonoridade bastante britânica. Com apenas um EP e um single lançados até o momento, o grupo foi selecionado pela BBC para tocar em agosto no palco dedicado a novas bandas nos festivais Reading e Leeds e essas duas apresentações prometem ser apenas o começo.
O que fazem: pós-punk com indie rock, lembram as melhores faixas da estréia do Bloc Party somadas a uma grandiosidade que remete a Doves. Eles são climáticos, cinematográficos, têm simpatia por temas incomuns e sua verve pop sobrevive até mesmo aos ecos de pós-rock presentes aqui e ali.
Para quem gosta de: Bloc Party, Editors, The Secret Machines
Ouvir: “Lucky Jack”, “Oblige”
Conexões: seu próximo single, “Oblige”, foi produzido por Tom Woodhead, do ¡Forward, Russia!.
É jornalista. Única mulher da redação do iG Música, já colaborou com a revista Bizz e inúmeros sites independentes. Sua missão aqui é indicar boas bandas novas.