A “banda mais fofa da década” lançou seu segundo álbum, Bandages for the Heart, em maio deste ano. O disco não agradou tanto quando o primeiro, mas ainda vale uma ouvida.
Lançou no primeiro semestre o seu álbum de estreia reunindo algumas das canções já conhecidas e outras novinhas. Na estrada com uma agenda lotada de shows, o grupo foi escalado para tocar em alguns dos principais festivais deste verão britânico (Glastonbury, Reading e Leeds e T in the Park entre eles)
Desde que quase tirou do Metallica o primeiro lugar da parada britânica com seu disco de estreia, o Glasvegas se tornou um dos queridinhos do rock britânico. Na semana passada, seu disco foi indicado ao Mercury Prize, o mais prestigiado troféu da música britânica. Ele concorre a melhor álbum do ano com Florence and the Machine, Friendly Fires, Kasabian, The Horrors e Bat For Lashes, entre outros.
Lançou seu primeiro álbum, Lungs, em julho e recebeu elogios de toda a imprensa britânica. Como o álbum de estreia do Glasvegas, Lungs foi indicado ao Mercury Prize na última semana. Florence corre na frente como uma das favoritas. O vencedor será anunciado em setembro.
Quem é: Alexi Murdoch não é tão novo, mas parece ainda estar esperando sua chance definitiva para aparecer. Inglês de nascimento e escocês de criação, foi nos Estados Unidos que ele escolheu desenvolver sua carreira. Lá, gravou um EP e um álbum cheio e teve gravações suas usadas para embalar episódios de diversas séries americanas, como The O.C., Ugly Betty e Grey’s Anatomy. O álbum de estreia, chamado Time Without Consequence, saiu em meados de 2006 e sua gravação mais recente é “Through the Dark”, canção que já achou caminho para a série House e a trilha do filme “Medo da Verdade”.
O que faz: o sotaque britânico e a voz lembram, muitas vezes, o vocalista do Franz Ferdinand Alex Kapranos, mas é Nick Drake a maior e indisfarçável influência de Alexi. No folk soturno dedilhado no violão, nas bases comedidas de cordas, piano e percussão. Há instantes em que ele esquenta e a música cresce, a bateria ganha força e até guitarras aparecem, mas em geral suas canções são sutis e para audição solitária e atenta. Suas letras, no entanto, são mais simples do que as perturbações profundas de Drake e até deixam escapar otimismo.
Quem são: com sua cidade natal Glasgow no nome, o quarteto escocês Glasvegas lançou seu álbum de estréia na semana passada e ameaçou tirar do Metallica oprimeiro lugar entre os mais vendidos da semana. Um sucesso popular que pode parecer repentino, mas que vem sendo construído há mais de um ano com muito suor e hype e é mantido com o apoio quase histérico de grande parte da imprensa britânica, dos alarmistas ao racionais, dos sites independentes aos jornais mais sérios – do NME ao The Independent.
O que fazem: eles começam lá em Phil Spector e no pop ingênuo dos anos 60, passam por The Clash, apostam muitas fichas em Jesus and Mary Chain e incorporam o Interpol com toda essa bagagem nas costas. Algumas vezes soamsimples como puro Ramones, em outras se desmancham em dramaticidade e paisagens sonoras amplas, quase infinitas, ou se afogam em distorção. O sotaque escocês carregado beira o dialeto com letras com o olhar da classe operária enquanto a capa do álbum mostra uma cidade sem cores assombrada por um céu turbulento e opressor. Eles são tudo o que o claudicante revivalshoegaze precisava para chegar ao mainstream.
Para quem gosta de: Jesus and Mary Chain, Intepol, My Bloody Valentine, Editors
Ouvir: “Daddy’s Gone”, “Geraldine”
O Burburinho: “Glasvegas é a mais importante banda britânica que estreou este ano, assim com o MGMT é a banda americana mais importante – e a única dúvida é se se trata apenas deste ano ou de anos. O que leva o Glasvegas para outro nível são as letras que carregam um senso de realidade, uma autenticidade vista apenas superficialmente desde o Smiths”, The Independent
Quem são: é cada vez menor o número de bandas que leva a sério o campo “Influências” do My Space e é ali que o Broken Records mostra que não veio ao mundo para fazer piada. Esse grupo formado por sete rapazes deEdimburgo (Escócia) no final de 2006 lista Nick Cave, Leonard Cohen, Calexico, Neutral Milk Hotel e Beirut como inspiração e segue na trilha do indie rock. Com apenas um EP no mercado, mas já colecionando elogios, a banda tem vagas garantidas em alguns festivais do verão inglês.
O que fazem: a voz e a dramaticidade na interpretação de Jamie Sutherland lembram bastante a de Brandon Flowers, do Killers, mas a semelhança acaba aí. O Broken Records amontoa instrumentos diversos (acordeom, violino, cello, trumpete) com uma habilidade incrível de fazer isso tudo parecer a mistura mais óbvia dos últimos tempos. Nas mãos desses escoceses, o pop parece simples e nasce a idéia de que se o Arcade Fire fosse acústico e tivesse antepassados celtas podia ser ainda melhor.
Para quem gosta de: Arcade Fire, Beirut
O burburinho: “Eles são mágicos, cativantes e totalmente envolventes, estão excitante e verdadeiramente explodindo de potencial comercial” –Drowned in Sound
É jornalista. Única mulher da redação do iG Música, já colaborou com a revista Bizz e inúmeros sites independentes. Sua missão aqui é indicar boas bandas novas.