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Arquivo da Categoria Sem categoria

10/02/2009 - 16:20

Annuals

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Quem são: vindo da remota Carolina do Norte (EUA), o Annuals é um sexteto liderado por Adam Baker. Formada por volta de 2004, em 2006 a banda já lançava seu primeiro disco, Be He Me, mas por muito tempo seu nome ficou restrito a blogs e sites independentes. O aumento da popularidade veio com o tempo, o trabalho e os shows de abertura para gente como Bloc Party e Flaming Lips. Such Fun, lançado no final de 2008, é seu segundo álbum e uma longa agenda de divulgação segue firme pelos próximos meses prevista para acabar no badalado festival South by Southwest.

O que fazem: o Annuals faz um indie rock bem norte-americano com cara dos anos 2000 descrito como pop orquestral, colorido e expansivo. Com um pouco da doçura e beleza melódica do indie pop do The Shins, mas buscando um tantinho da grandiosidade dos arranjos de canadenses do Arcade Fire, seu som é variado e surpreendente.

Para quem gosta de: The Shins, Death Cab For Cutie, Broken Social Scene

Ouvir: “Confessor”

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Página oficial: annualsmusic.com

MySpace: www.myspace.com/annuals

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
27/01/2009 - 14:25

Alexi Murdoch

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Quem é: Alexi Murdoch não é tão novo, mas parece ainda estar esperando sua chance definitiva para aparecer. Inglês de nascimento e escocês de criação, foi nos Estados Unidos que ele escolheu desenvolver sua carreira. Lá, gravou um EP e um álbum cheio e teve gravações suas usadas para embalar episódios de diversas séries americanas, como The O.C., Ugly Betty e Grey’s Anatomy. O álbum de estreia, chamado Time Without Consequence, saiu em meados de 2006 e sua gravação mais recente é “Through the Dark”, canção que já achou caminho para a série House e a trilha do filme “Medo da Verdade”.

O que faz: o sotaque britânico e a voz lembram, muitas vezes, o vocalista do Franz Ferdinand Alex Kapranos, mas é Nick Drake a maior e indisfarçável influência de Alexi. No folk soturno dedilhado no violão, nas bases comedidas de cordas, piano e percussão. Há instantes em que ele esquenta e a música cresce, a bateria ganha força e até guitarras aparecem, mas em geral suas canções são sutis e para audição solitária e atenta. Suas letras, no entanto, são mais simples do que as perturbações profundas de Drake e até deixam escapar otimismo.

Para quem gosta de: Nick Drake, José González

Ouvir: “All My Days”, “Blue Mind”

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MySpace: http://www.myspace.com/aleximurdoch

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
22/01/2009 - 11:57

Vivian Girls

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Quem são: uma loira, uma ruiva e uma morena. Parece roteiro de série de tevê dos anos 70, mas são as Vivian Girls. Trio do Brooklyn, Nova York, o grupo foi formado em 2007 e já no final do ano passado virou coqueluche. Mas não confunda com enganações puramente estéticas como as Plasticines: o foco aqui é a música, não a minissaia. Elas são Cassie Ramone (guitarra e voz), Kickball Katy (baixo) e Ali Koehler (bateria) e têm de 22 a 24 anos.

O que fazem: seu álbum de estreia tem dez músicas e dura pouco mais de vinte minutos e isso diz tudo sobre a urgência dessas meninas. Seu rock sujo, direto e soterrado em white noise tem melodia e graça, mas é punk, lo-fi, e não é à toa que uma de suas integrantes faz menção aos Ramones em seu nome. Sua música pode agradar de fãs de C86 aos roqueiros da rua Augusta.

Para quem gosta de: Jesus and Mary Chain, C86, Vaselines

Ouvir: “Tell the World” 

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Página oficial / MySpace: www.myspace.com/viviangirlsnyc

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
16/01/2009 - 10:01

Alessi’s Ark

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Quem é: Alessi’s Ark é apenas Alessi Laurent-Marke, uma garota pálida, de cabelos escuros e olhos tristes nascida em Londres há 18 anos. Aos 16, ela abandonou os estudos para seguir seu talento, mas prometeu aos pais que voltaria para a escola caso a carreira na música não desse certo. Parece que não será preciso.

O que faz: ela não tem o apelo pop de Kate Nash ou a crueza de Florence and the Machine. Ao contrário da maior aposta feminina da Grã-Bretanha para 2009, Alessi exala fragilidade e usa sua voz pequena e sua aparência angelical em favor de canções de ninar. Em seus arranjos, harpas, cordas e glockenspiel multiplicam o efeito etéreo. Influências de country music que lembram os trabalhos solo de Jenny Lewis (Rilo Kiley) e Isobel Campbell (Belle and Sebastian) aparecem em suas gravações mais recentes em troca da sonoridade folk e orquestral que prevalecia nas primeiras composições. O single “The Horse” saiu no final de 2008 pela EMI.

Para quem gosta de: Mallu Magalhães, Jenny Lewis, Joanna Newson

Ouvir: “The Horse”

Conexões: integrantes da banda Bright Eyes participaram das gravações do primeiro álbum de Alessi cuidando de produção e backing vocals. O disco, chamado Notes From the Treehouse, será lançado em março.

Página oficial / MySpace: www.myspace.com/alessisark

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
13/01/2009 - 10:47

Florence and the Machine

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Quem é: neste início de ano, época de balanços e previsões, Florence and the Machine é o principal nome entre as listas de apostas para 2009. A banda é o veículo de Florence Welsh, uma ruiva de 22 anos que nasceu em Londres e cresceu ouvindo Kate Bush e Velvet Underground. Na infância, ela diz que não parava de cantar e hoje, em pouco mais de um ano de atividade, já venceu o prêmio da crítica do Brit Award 2009, que será entregue em fevereiro.

O que faz: compositora de tudo o que grava, ela diz que seu tema preferido é culpa e canta sobre isso em ritmo de folk, rock e blues. Não há nada de frágil ou doce em sua aparência ou sua voz. Além disso, sua música não é sempre imediata e pode não te pegar de primeira, mas a dedicação promete trazer recompensas. Seu primeiro álbum ainda não tem data certa para sair, mas já está em produção.

Para quem gosta de: PJ Harvey, Fiona Apple, Cat Power

Ouvir: “Dogs Days Are Over”

Página oficial / MySpace: www.myspace.com/florenceandthemachinemusic

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
18/12/2008 - 19:10

Crayon Fields

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Quem são: tão longe de tudo, a Austrália é o tipo de lugar onde cabem muitos tesouros escondidos. Um dos atuais é o quarteto de Melbourne Crayon Fields, liderado pelo garoto Geoff O’Connor que canta e escreve todas as músicas.

O que fazem: dos quatro rapazes da banda, três usam óculos e todos, sem exceção, parecem ser do tipo mais tímido da festa. Ou seja, são material perfeito para o indie pop. Beach Boys, Zombies e toda aquela melancolia e sentimento de inadequação curtidos debaixo de sol enquanto as outras pessoas se divertem é o clima reinante. Há também uma atmosfera enevoada, como se as canções viessem de muito longe, bem no estilo dos ingleses do Clientele. Não é a reinvenção do pop, mas encanta. Eles lançaram sua estreia Animal Bells em 2006 e seu próximo álbum, All the Pleasures in the World, sai em março de 2009.

Para quem gosta de: Beach Boys, Zombies, Clientele

Ouvir: “Mirror Ball”

No Youtube: “Living So Well”

Página oficial / MySpace: www.thecrayonfields.com

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
11/12/2008 - 10:39

School of Seven Bells

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Quem são: baseado em Nova York, o trio School of Seven Bells nasceu nos bastidores de shows do Interpol formado por Benjamin Curtis (ex- Secret Machines) e as irmãs gêmeas Alejandra e Claudia Deheza (ex-On-Air Library!). Elogiada por Rolling Stone, Spin, Pitchfork e Guardian, a banda lançou em outubro seu primeiro álbum, Alpinisms.

O que fazem: o School of Seven Bells parece estar buscando um meio-termo entre psicodelia, globalização e futurismo. Tem momentos que remetem ao shoegaze e ao dream pop que compunha muito da sonoridade do Secret Machines, toques de Cocteau Twins, elementos eletrônicos, ambiências etéreas e vocais fantasmagóricos, referências latino-americanas e batidas tribais. Às harmonias vocais das meninas fica a tarefa de adoçar a receita e dar a liga.

Para quem gosta de: Cocteau Twins, Medicine, Secret Machines, M83

Ouvir: “Half Asleep”

O burburinho: “Nos seus melhores momentos, o School of Seven Bells sabe onde quer chegar e chega lá com graça e estilo de sobra” – Pitchfork Media

Página oficial / MySpace: www.myspace.com/schoolofsevenbells

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
04/12/2008 - 09:37

The Bookhouse Boys

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Quem são: oito homens e uma mulher formam esta banda baseada em Londres. Na formação fixa estão duas baterias, dois trompetes e integrantes com idade suficiente para conhecer seu ofício e não perder tempo brincando de salvador de coisa nenhuma. Seu nome foi roubado de uma sociedade secreta de Twin Peaks e sua lista de influências publicada na página oficial não tem vírgulas, como se Lynch Morricone Cramps Shadows Walker Cave Dylan Pixies Cohen Nirvana viessem todos em uma corrida frenética cheia de encontrões violentos e atropelamentos sangrentos.

O que fazem: dramático e sombrio, o Bookhouse Boys pisa no terreno que hoje em dia é imediatamente associado às trilhas-sonoras dos filmes de Tarantino: ares spaghetti western, surf music suja, intervenções mariachi e um vocal grave que remete a Nick Cave e Lee Hazlewood. Seu primeiro álbum, chamado The Bookhouse Boys, saiu em agosto deste ano.

Para quem gosta de: Tarantino, The Cramps, Nick Cave

Ouvir: “Dead”

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O burburinho: “É a trilha-sonora da festa após você ter vendido sua alma ao diabo; na verdade, estar morto nunca soou tão vivo” – The Guardian

Página oficial / MySpace: www.myspace.com/thebookhouseboysofficial

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
28/11/2008 - 09:40

The Soundscapes

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Quem são: Raphael e Rodrigo Carvalho são irmãos nascidos em Maringá (Paraná) que vivem hoje autoexilados em Nova York. “Uma perda para o Brasil, um ganho para o Brooklyn”, já defendeu um site local. A banda foi formada em 2006 e vem construindo sua carreira com a paciência de quem conhece bem as etapas e obstáculos da cena independente, calos conquistados após diversas tentativas de viver de rock no Brasil. E nessa luta, guitarra e bateria são suas únicas armas.

O que fazem: é simples, o Soundscapes gosta de melodias e camadas de guitarra. Os meninos que tocavam covers de Pixies, Sonic Youth e My Bloody Valentine aos 14 anos cresceram com um gosto muito específico pelo indie rock dos anos 1990 e recuperam o clima daquela década com propriedade. Seu primeiro álbum, Freestyle Family, foi lançado em formato digital na última segunda-feira e deve ganhar o mundo em versão física no início do ano que vem.

Para quem gosta de: Sonic Youth, My Bloody Valentine

Ouvir: “Son of the Future”

No Youtube: “Here’s When”

Página oficial / MySpace: www.myspace.com/thesoundscapes

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
16/09/2008 - 22:34

Glasvegas

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Quem são: com sua cidade natal Glasgow no nome, o quarteto escocês Glasvegas lançou seu álbum de estréia na semana passada e ameaçou tirar do Metallica oprimeiro lugar entre os mais vendidos da semana. Um sucesso popular que pode parecer repentino, mas que vem sendo construído há mais de um ano com muito suor e hype e é mantido com o apoio quase histérico de grande parte da imprensa britânica, dos alarmistas ao racionais, dos sites independentes aos jornais mais sérios – do NME ao The Independent.

O que fazem: eles começam lá em Phil Spector e no pop ingênuo dos anos 60, passam por The Clash, apostam muitas fichas em Jesus and Mary Chain e incorporam o Interpol com toda essa bagagem nas costas. Algumas vezes soamsimples como puro Ramones, em outras se desmancham em dramaticidade e paisagens sonoras amplas, quase infinitas, ou se afogam em distorção. O sotaque escocês carregado beira o dialeto com letras com o olhar da classe operária enquanto a capa do álbum mostra uma cidade sem cores assombrada por um céu turbulento e opressor. Eles são tudo o que o claudicante revivalshoegaze precisava para chegar ao mainstream.

Para quem gosta de: Jesus and Mary Chain, Intepol, My Bloody Valentine, Editors

Ouvir: “Daddy’s Gone”, “Geraldine”

O Burburinho: “Glasvegas é a mais importante banda britânica que estreou este ano, assim com o MGMT é a banda americana mais importante – e a única dúvida é se se trata apenas deste ano ou de anos. O que leva o Glasvegas para outro nível são as letras que carregam um senso de realidade, uma autenticidade vista apenas superficialmente desde o Smiths”, The Independent

MySpace: www.myspace.com/glasvegas

Página oficial: www.glasvegas.net

Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
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