Quem são: séria candidata a banda mais fofa desta década, o Lacrosse vem de Estocolmo como um pote de alegria em conserva. O sexteto foi formado em 2005 por Nina Wähä e Kristian Dahl, dupla que hoje divide os vocais em todas as faixas.
O que fazem: músicas pegajosas com base no indie pop inglês dos anos 80 e clipes com fantoches de pelúcia. Em seu primeiro disco, chamado This New Year Will Be For You And Me e lançado em novembro do ano passado, abusam da guitarra jingle jangle, de pequenos detalhes nos arranjos e de melodias animadas para disfarçar letras não tão alegres, mas sempre otimistas. Sua música transborda uma energia positiva capaz de renovar qualquer humor.
Para quem gosta de: Polyphonic Spree, I’m From Barcelona, The Boy Least Likely To
Quem são: formado em 2005 pelo vocalista e guitarrista Chris Chu, o Morning Benders cresceu rápido para se tornar este ano um dos mais queridos grupos de São Francisco. Hoje, abrindo shows de Supergrass e viajando com The Kooks, o quarteto exulta com cada conquista sem medo de parecer uncool. Divertem-se publicamente como quatro desajustados que de repente se pegam fazendo sucesso sem nem mesmo ter a roupa adequada para isso.
O que fazem: apesar de ter um pé fincado nos anos 60, sua combinação de canções ensolaradas e letras melancólicas tem no The Shins a principal referência. Ora acústico ora centrado em uma guitarra assim meio desleixada, o Morning Benders é simples nos arranjos e quase lo-fi na execução, mais preocupado em criar melodias assobiáveis e ser honesto no sentimento. Talking Throug Tin Cans, lançado em maio, é seu primeiro álbum.
Para quem gosta de: The Shins, Death Cab For Cutie
O burburinho: “Aprendendo com visionários que vieram antes dele, o Morning Benders aborda técnicas de composição testadas pelo tempo com ouvidos frescos. Como resultado, eles criaram sua própria variação atemporal das tentativas frustradas e suas conseqüências emocionais violentas.” – SF Weekly
Quem são: os mineiros Badaró, Sallum e Caputo vivem quase como se os anos 90 não tivessem acabado. São garotos que citam Beatles como primeira influência, posam com camiseta dos Beach Boys em fotos oficiais e remetem aos escoceses do Teenage Fanclub no primeiro acorde. Eles acabam de lançar seu primeiro álbum, Pequenas Coisas Me Fazem Feliz. O disco sai pelo selo Senhor F Virtual e pode ser baixado de graça.
O que fazem: seu power pop encharcado de romantismo cabe em canções que não chegam a três minutos. As guitarras entrelaçadas a la Strokes são o que o trio traz de mais moderno e podem render comparações aos cariocas do Moptop. Mas são mais leves os mineiros, cheios de uma inocência impossível de esconder.
Para quem gosta de: Teenage Fanclub, Fountains of Wayne
O que ouvir: “Pra Sempre em Mim”, “Não Quero Ser Igual a Você”
Quem são: é cada vez menor o número de bandas que leva a sério o campo “Influências” do My Space e é ali que o Broken Records mostra que não veio ao mundo para fazer piada. Esse grupo formado por sete rapazes deEdimburgo (Escócia) no final de 2006 lista Nick Cave, Leonard Cohen, Calexico, Neutral Milk Hotel e Beirut como inspiração e segue na trilha do indie rock. Com apenas um EP no mercado, mas já colecionando elogios, a banda tem vagas garantidas em alguns festivais do verão inglês.
O que fazem: a voz e a dramaticidade na interpretação de Jamie Sutherland lembram bastante a de Brandon Flowers, do Killers, mas a semelhança acaba aí. O Broken Records amontoa instrumentos diversos (acordeom, violino, cello, trumpete) com uma habilidade incrível de fazer isso tudo parecer a mistura mais óbvia dos últimos tempos. Nas mãos desses escoceses, o pop parece simples e nasce a idéia de que se o Arcade Fire fosse acústico e tivesse antepassados celtas podia ser ainda melhor.
Para quem gosta de: Arcade Fire, Beirut
O burburinho: “Eles são mágicos, cativantes e totalmente envolventes, estão excitante e verdadeiramente explodindo de potencial comercial” –Drowned in Sound
Quem são: Molypop é atualmente a mais francesa das bandas brasileiras. Coletivo formado por artistas divididos entre a música e a literatura, entre Paris e Porto Alegre, entre o pop e a canção francesa, sua formação soma atualmente oito integrantes. Em suas composições, todas assinadas pelo escritor Emmanuel Tugny, o idioma é o de Voltaire, mas se isso dificulta o acesso aos seus temas, contribui para aumentar ocharme da coisa toda.
O que fazem: folk, pop, rock, teclados e cordas, cítara e ukelelê, com tudo isso o Molypop constrói canções elegantes. E ainda que a delicadeza e a exuberância dos arranjos seja uma constante, o grupo experimenta novas cores a cada faixa e surpreende. Seu primeiro álbum, Sous La Barque (Quando on Creuse), será lançado ainda este ano.
Quem são: Sabe quando o pop é feito por gente jovem para gente jovem sem nenhuma preocupação? O quarteto de ingleses recém-saídos da adolescência The Clik Clik faz exatamente isso. Formado em Londres em 2006 pela dupla Stefan Abingdon e Maya Yianni, o grupo colocou há pouco tempo nas lojas seu primeiro single, “MyDunks”, e já teve a aprovação do Zane Lowe, DJ daRadio 1 da BBC. A idade média da banda é 19 anos.
O que fazem: com a pretensão de soar como se todas as suas músicas favoritas colidissem e se mesclassem em um único corpo, o Clik Clik tira inspiração de fontes variadas. Eles partem do pop esperto de Lily Allen, das batidas quebradas do grime (o hip hop britânico), da energia caótica da new rave e do electro.
Para quem gosta de: Klaxons, Lily Allen, CSS
Curiosidade: Stefan alega ter sido a voz do chocolate Milky Bar em um comercial de televisão.
É jornalista. Única mulher da redação do iG Música, já colaborou com a revista Bizz e inúmeros sites independentes. Sua missão aqui é indicar boas bandas novas.