Hoje foi o primeiro dia do Pixel Show, evento que está rolando no espaço Fecomércio, na Bela Vista, próximo à Av. 9 de Julho, em São Paulo. Nesse sábado, falaram o ilustrador e designer brasileiro Rico Lins, o ex-publicitário e agora tatuador Diguinho, a galera do estúdio de animação Santa e a desenhista/empreendedora/ex-modelo/dançarina burlesca (ufa!) Molly Crabapple, e da equipe do Digital Domain. Também rolaram alguns workshops.
O Street foi assistir à palestra da Molly, que contou um pouco de sua história e explicou melhor o que é o projeto Dr. Sketchy’s Anti-Art School, que agora também rola em São Paulo. Situado num espaço antigamente ocupado por um brechó na Vila Mariana, a ideia do projeto é funcionar como uma espécie de galeria na qual alguns desenhistas se reúnem em torno de modelos e fazem seus desenhos, conversam e trocam ideias.
“Diferente das aulas normais, onde as modelos são normalmente veneradas como musas, na Dr. Sketchy elas se mexem, se vestem de jeito diferente…”, explicou a norte-americana. “Tudo o que professores de desenho costumam dizer, eu faço justamente o contrário. Dr. Sketchy é quando se junta o burlesco, ficar bêbado com amigos, e o desenho”, brincou.
Evento cheio 
Nem o dia feio com cara de 17h afastou a galera dos dois andares da Fecomercio. Depois da exposição do Santa, formou-se uma fila em frente à lanchonete que chegou a atrapalhar a passagem de pessoas pelo saguão. Espalhados pelo piso térreo, stands de livrarias especializadas em obras de arte urbana e ilustrações, paines em branco para quem se aventurasse a grafitar na frente de outros, uma área de descanso com vários puffs infláveis e até video games.
“Estou achando bem legal estar aqui. Tem um pessoal legal, umas coisa legais… Sem contar que é sempre bom ouvir direto de uns caras bons o que eles tem pra falar”, diz o estudante de computação gráfica Marcelo Dias, 19, que foi com os amigos da faculdade especialmente para a palestra do Digital Domain. “Quando soube que foram eles que fizeram os efeitos especiais de O Curioso Caso de Benjamin Button, fiquei na hora afim de vir ver. Os caras mandam muito”.
A palestra de Molly lotou o anfiteatro e começou mais de meia hora atrasada. Um dos motivos foi a falta de equipamentos de tradução, os quais poderiam ser solicitados por que não entendesse o inglês. A certa altura, um membro da organização chegou pedir para os que “entendessem mais ou menos o inglês” devolvessem seus fones para que os “que não entendessem nada” se utilizassem do serviço.
Para amanhã estão agendadas palestras de Nelson Balaban, às 10h15, Cubo.CC (12h05), Estúdio Árvore (13h15), Sesper (16h15) e Musa Worklab (17h25), além de vários workshops. Veja a programação completa aqui.