Se o nome do post te fez perguntar: “o quê?”, é porque você não está muito habituado com as nomenclaturas de uma das partes mais bacanas da cultura de rua: o break dance. Cada equipe que dança é uma crew – ou família, como eles gostam de chamar.
No GAS Festival rolou uma batalha entre vários desses grupos de b-boys e b-girls. Os vencedores foram os meninos do Sampa Masters, que bateram um papo com a gente e explicaram como rolam desde os ensaios até a marra que carateriza os dançarinos.
Se você, assim como a gente, passou por lá, pôde comprovar que foi uma dia extremamente bacana pra todo mundo! Skatistas, galera de BMX, pessoal do inline, b-boys e b-girls, além dos grafiteiros convivendo em perfeita harmonia.
Teve batalha surpresa de freestyle com o Emicida e o Rashid, papo com o pessoal da banda Face to Face e entrevista com o diretor do primeiro filme sobre skate do Brasil! Mas tudo isso você vai ver aos poucos nos vídeos que a gente vai colocar aqui pra você.
Preparado? Então o primeiro de todos é uma entrevista com os californianos do Face to Face, uma das bandas de hardcore mais queridas pela galera que curte o movimento street!
Além de ver grandes nomes do skate em ação, o público do GAS Festival pôde conhecer também um pouco do passado do esporte. Uma tenda do festival abrigava uma exposição sobre a história do skate, com modelos antigos e shapes de campeões atuais.
O show do Bad Religion está começando agora, o público está empolgadíssimo!
Pouco antes de entrar no palco, a banda deu uma entrevista coletiva bem rapidinha, para não aumentar o atraso. Falaram pouco, mas falaram bem: disseram até que acham São Paulo a melhor cidade do mundo! Agora, se foi só para agradar a plateia, nós nunca vamos saber…
O vocalista Greg Graffin, os guitarristas Brett Gurewitz, Greg Hetson e Brian Baker e o baixista Jay Bentley fundaram a banda em 1980 e ressucitaram o punk, que estava meio abandonado. O baterista Brooks Wackerman é uma aquisição mais recente: entrou em 2001.
Os membros veteranos do Bad Religion contaram que começaram a se interessar pelo skate por causa de uma figura lendária no esporte: Tony Alva, dono de vários recordes, inventor de muitas das manobras que os skatistas usam hoje, e introdutor da prática do esporte em piscinas vazias. Tony Alva e uma música do Bad Religion aparecem no videogame American Wasteland, do skatista astro Tony Hawke.
Quanto a fazer música engajada, os roqueiros confessaram que os anos mudaram um pouco sua perspectiva: “Quando éramos mais novos achavamos que podíamos mudar o mundo, mas depois vimos que é só música. Você pode dizer o que está acontecendo, mas depende do outro ouvir.”
E assim, ao som de punk rock, acaba o dia dedicado ao grafite, ao skate e aos patins. Amanhã, vídeos e fotos do GAS festival!
Na terceira tentativa, Bob Burnquist executou o looping perfeitamente! O feito, inédito no Brasil, foi saudado com muito aplauso e gritaria do público. O skatista agora vai tentar repetir a façanha com uma câmera presa ao capacete.
Os campeonatos de skate e patinação inline já terminaram, mas o público não está nem perto de desanimar. O festival está bem cheio, com muita gente jovem, que está curtindo o som e esperando a maior atração da noite, a banda punk californiana Bad Religion.
O show do Charlie Brown Jr. acabou de acabar, e vai começar a demonstração do looping, que vai ser feita por Bob Burnquist. A programação está um pouquinho atrasada, cerca de 40 minutos.
Após a demonstração, a cantora Pitty vai assumir o palco. Depois dela, a banda mais esperada do dia, o Bad Religion!
Binho Ribeiro, grafiteiro veterano, é um dos idealizadores da Bienal de Grafite que aconteceu em Belo Horizonte, e, pela segunda vez, é o grafiteiro oficial do GAS Festival. Ele tem a invejável função de grafitar a cenografia do evento ao vivo, enquanto as bandas e esportistas se apresentam.
Binho contou que organizar a Bienal foi a realização de um sonho, porque muitas pessoas não teriam contato com a arte de rua se não fosse por esse tipo de evento, que “aproxima mais os artistas do público, e leva a arte do gueto a todas as pessoas, porque aqui elas podem ter um contato direto, ver de perto o que o artista está fazendo.”
Para ele, tanto a Bienal quanto o GAS Festival “ajudam o grafiteiro e o skatista a serem mais valorizados”. Dar mais visibilidade à arte de rua é muito importante para Binho: ” Todo artista sofre preconceito até ter o seu reconhecimento, e com os grafiteiros não é diferente”, opinou ele. “Além de ser uma conquista, poder realizar eventos como esses mostra que a cada dia que passa o grafite vem sendo mais reconhecido como uma arte de verdade e ganhando respeito“.
Mas o objetivo de Binho não é tornar a arte de rua idêntica em tudo às artes tradicionais. Ele vê uma grande qualidade na atitude dos artistas de rua, que só agora começam a ganhar espaço em galerias e publicações: “A humildade. Na Bienal [de grafite], independente de ser um grafiteiro consagrado ou não, todos têm o mesmo espaço.”
Sobre a polêmica entre grafite e pichação, ele é conciliador: “Não existe rivalidade entre grafiteiros e pichadores. Todos respeitam e admiram o trabalho um do outro”.