Binho Ribeiro | Street
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19/03/2009 - 11:00

Graffiti Fine Art no MuBE

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Entre os dias 19 de março e 26 de abril, você pode conferir TRÊS exposições de grafite com nove artistas no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo. O Graffiti Fine Art começa com as obras de Binho Ribeiro, Does e Dalata – de 19 a 29 de março -, depois você pode conferir o trabalho de Anjo, Graphis e do americano Cern – de 2 a 12 de abril – e para fechar a mostra, as obras de Chivitz, Nove e Presto ficam expostas do dia 16 ao dia 26 de abril.

Será feito, durante o tempo da Graffiti Fine Art, um painel de 2,80m x 15m no Espaço Burle Marx, composto por obras de todos os artistas. O evento estima consumir 500 latas de spray, três latas de 18 litros de látex, rolos, pigmentos e acessórios. Consegue imaginar o resultado?

A curadoria da exposição é de Binho Ribeiro, que acredita que esta é uma oportunidade de dar mais visibilidade à arte de rua. “É uma conquista poder realizar eventos como esse, pois a cada dia, o grafite vem sendo mais reconhecido como uma arte de verdade e ganhando respeito”


Se você não conhece os caras, dá uma olhadinha na biografia de cada um aí embaixo.

Binho Ribeiro
É um dos pioneiros da cultura do Grafite na América Latina e edita a revista bimestral “Graffiti”. O cara já fez a cenografia do Skol Hip Rock, do Criança Esperança e do Coca Cola Vibe Zone. Hoje em dia, ele tem desenhado figuras para as embalagens do Nescau e para campanhas da Brasil Telecom.

Além do seu trabalho artístico, Binho fez parte da Frente Nacional de Hip Hop e da Comissão Estadual de Hip Hop, foi curador de diversos eventos – Basement, Hutuz, Mural Tietê, 30hs CPTM , Olhar nascente, 1ºBienal Internacional de Graffiti em Belo Horizonte, entre outros – e cenógrafo para o cinema – o cenário dos filmes “5 Poison” (Japão, 2000), “O bicho de 7 cabeças” (Brasil, 2001), “O Magnata” (Brasil, 2006) e “Antonias” (Brasil, 2006) são dele!

Does
Seu verdadeiro nome é Fabio, mas todo mundo o conhece como “Does”. Ele começou pelo stencil-art e depois passou para o grafite usando tribais e a cultura indígena. Já trabalhou para a Skol, Nescau, Calvin Klein e Telefônica e é um dos participantes do livro “Graffiti of the Five Continents”. Foi coordenador do projeto “Estação da Cor CPTM”, em Santo André. 

Dalata
André Gonzaga é o Dalata, que grafita desde 97 e mora em Belo Horizonte. Sua pintura mistura abstração e surrealismo. Outro ponto bastante reconhecido de sua carreira é seu trabalho em ruínas e intervenções em locais degradados, aplicando a ideologia P.A.S.S (Paz, Amor, Saúde e Sorte). Hoje, atua como artista multimídia e passeia pelo meio musical – é cantor e compositor.

Anjo
Alexandre Anjo transita entre manifestações urbanas e quadros. Seus retratos são marcados pela sensualidade e detalhes que reforçam os movimentos e as formas do corpo humano. Seus trabalhos já viajaram por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Los Angeles.

Graphis
Em 98 foi muito requisitado para pintar no asfalto temas como a Copa do Mundo e fez caricaturas de jogadores da seleção. Desde então não parou mais. No mesmo ano, ministrou uma oficina voluntária e acabou expandindo-a para diversas escolas da periferia de São Paulo. Colaborou na coordenação de um grupo de grafiteiros em três ações chamadas “Hip Hop Urra!”, no extinto Carandirú.

Fez trabalhos para a ESPN, Nestlé, Gerdau, Rede Globo, Skol Hip Rock, Casa Cor, The House, Ford, MCD, Colorgin, Gás Guaraná Festival, X-Games Brasil e Nike. Teve seu trabalho reconhecido pelo prêmio Hutúz, na categoria grafite e como destaque do Grafite Nacional. Teve obras publicadas nos livros “Cuidados pela Vida”, “O Graffiti na Cidade de São Paulo” e “Por Traz dos Muros, horizontes sociais do grafito”. 

Cern
Grafiteiro de Nova York, focaliza seu trabalho em murais com seu grupo, YMI, em telas e aquarelas. Participou dos livros “Burning Nova York” e “Graffiti Mundo”.

Chivitz
Artista multimídia que iniciou seus trabalhos como tatuador, é skatista e adepto da cultura hip hop. Junto com Markone e Marone, é a Neurose Urbana Crew, um coletivo de grafiteiros e tatuadores. Já mostrou sua arte em roupas, tênis e óculos escuros, com parceria de empresas como Adidas, Mad Rats, MCD, Qix e Evoke. 

Pintou ao vivo no palco de Charlie Brown Jr. e Z’África Brasil, além de fazer cenografias para campeonatos de skate (Sampa Skate 2006) e streetball (NBA StreetBall Madness), festivais de música (Motomix, e Da Tribo Music Festival) e comerciais de TV (HotWheels e Vivo), além do videoclipe “Gimme Tha Power”, do Pavilhão 9. Os filmes brasileiros “Batalha do Vinil”, “Durval Discos” e “O Magnata” – onde foi ator – também têm uma mãozinha do artista. 

Nove
Ele trabalha em telas, madeira e sucata, além, é claro, da rua, criando ambientes nonsense. Desenvolveu oficinas e workshops de grafite, trabalhos profissionais para Colcci, Rede Globo, Itaú Cultural, Ellus e AmBev.

Presto
Márcio Penha estudou na mesmo escola que Speto, Os gêmeos e Onesto. Começou a pintar em 1996 e até hoje representa em suas obras as experiências e personagens de uma cidade grande. Já morou em Tóquio (Japão) e aprimorou seus conceitos de arte e bombardeio urbano. 

Serviço
MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – Sala Burle Marx (Av. Europa, 218 – Jardim Europa – São Paulo)
De terça a domingo, das 10 às 19h
Informações: 11 2594-2601
Entrada Gratuita

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
06/09/2008 - 19:51

Conversa com o grafiteiro Binho Ribeiro

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Binho Ribeiro, grafiteiro veterano, é um dos idealizadores da Bienal de Grafite que aconteceu em Belo Horizonte, e, pela segunda vez, é o grafiteiro oficial do GAS Festival. Ele tem a invejável função de grafitar a cenografia do evento ao vivo, enquanto as bandas e esportistas se apresentam.

Binho contou que organizar a Bienal foi a realização de um sonho, porque muitas pessoas não teriam contato com a arte de rua se não fosse por esse tipo de evento, que “aproxima mais os artistas do público, e leva a arte do gueto a todas as pessoas, porque aqui elas podem ter um contato direto, ver de perto o que o artista está fazendo.”

Para ele, tanto a Bienal quanto o GAS Festival “ajudam o grafiteiro e o skatista a serem mais valorizados”. Dar mais visibilidade à arte de rua é muito importante para Binho: ” Todo artista sofre preconceito até ter o seu reconhecimento, e com os grafiteiros não é diferente”, opinou ele. “Além de ser uma conquista, poder realizar eventos como esses mostra que a cada dia que passa o grafite vem sendo mais reconhecido como uma arte de verdade e ganhando respeito“.

Mas o objetivo de Binho não é tornar a arte de rua idêntica em tudo às artes tradicionais. Ele vê uma grande qualidade na atitude dos artistas de rua, que só agora começam a ganhar espaço em galerias e publicações: “A humildade. Na Bienal [de grafite], independente de ser um grafiteiro consagrado ou não, todos têm o mesmo espaço.

Sobre a polêmica entre grafite e pichação, ele é conciliador: “Não existe rivalidade entre grafiteiros e pichadores. Todos respeitam e admiram o trabalho um do outro”.

Autor: Redação - Categoria(s): Hip hop, street art Tags: , ,
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