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11/09/2009 - 10:00

Corações pintados em tábuas de carne chamam atenção em São Paulo

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Se você passou distraído pela famosa Rua Augusta, em São Paulo (SP), e se deparou com várias tábuas de carne expostas e corações humanos quase reais, não se assuste! A mostra “De Todo Coração” está acontecendo desde o dia 26 de agosto no bar e restaurante Z Carniceria. Ficou supercurioso para conferir essas obras de perto? É só dar uma passadinha por lá até a próxima terça-feira (15) para apreciar a arte de Miguel Anselmo, gaúcho de Porto Alegre, mas paulistano de coração.

Desde 2007, o artista plástico se apropria das tradicionais tábuas de carne, peças que agora se comunicam com a estrutura do Z Carniceria, ambientado em um antigo açougue e matadouro da década de 50. É nessa atmosfera que ele retrata o coração humano e suas inúmeras possibilidades de sentido: a morte, a vida e todas as inquietações possíveis dissecadas à tinta, com técnicas de Trompe-l’oeil – variação dos pontos de perspectiva para criar uma nova imagem – e de ilusionismo.

Miguel Anselmo tem obras espalhadas em diversos estados brasileiros e em outros países, como em Karlsruhe, Essen e Berlim, na Alemanha; Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha); Leuven, na Bélgica; Providence, em Road Island (EUA); Paris, na França; e, por fim, em Viena, na Áustria, onde teve obras comercializadas na Galerie Augustin. Além desse currículo todo, ele ainda foi o único representante do Brasil e da América Latina na segunda edição do Festival de Trompe-l’oeil, na cidade italiana de Lodi, em 2004.

Com desenvoltura e talento de sobra, Miguel fala sobre o processo criativo de sua nova exposição em entrevista exclusiva para o iG Street. Confira!

iG Street – Desde quando você se interessa por arte?
Miguel Anselmo – Além de ter cursado Desenho Publicitário, eu faço murais desde 1986. Comecei fazendo pinturas decorativas e afrescos, cuja técnica eu trago hoje para a arte mais conceitual. Mas, na verdade, eu me interesso pela arte desde quando eu ainda era criança. Sabe aquela coisa de entregar a prova em branco para a professora, mas com um desenho? Era assim! Cheguei a fazer Ciências Contábeis, mas parei e comecei a fazer Desenho Publicitário.

iG Street – Como surgiu a ideia de fazer corações em uma tábua de carne?
Miguel Anselmo – Eu achei a primeira tábua, levei para casa e deixei na frente do cavalete durante meses. Eu havia terminado uma série só com pássaros e, nessa questão dos pardais, eu já denominava “Liberdade ou Aprisionamento Humano?”. Nesse trabalho, eu usava os pardais como elemento para esse questionamento.

Também fiz um trabalho, em 1999, que se chamava “Radiografia Corporal”. Eu pintava órgãos humanos sobre a pele. Por exemplo, o coração onde está o coração, os ovários onde realmente ficam os ovários e a laringe onde se localiza a laringe em uma cantora.

Depois disso, eu olhei para tudo o que eu já tinha feito e fiquei pensando: “O que eu quero mostrar nesse trabalho novo?”. Foi assim que eu me deparei com uma tela que tenho desde 1999: um prato com um coração humano dentro. A ideia era “Sirva-se de você mesmo”, “Viva da melhor forma possível”, “Saboreie-se” e, na época, eu era vegetariano. Então, eu pensei: “Perfeito! Vou eleger o coração como objeto”. Pesquisei e descobri que, na antiguidade, ele era relacionado ao intelecto; hoje, já é vinculado ao sentimento.

iG Street – E como a tábua de carne entra na história?
Miguel Anselmo – Vi tudo o que o coração simbolizava: emoção, vida, morte, amor ou desejo. Usei a tábua para representar o suporte para o alimento, e o coração, o suporte para a vida. Voltei a questionar: “Qual é o valor dessa vida?”. A tábua é um objeto comum a todos, e o coração também; afinal, todo mundo tem e já viu a imagem de um. Aliás, ainda estou pintando outras seis.
 
iG Street – Mas até quando você vai produzir esses corações?
Miguel Anselmo –
Até quando eu não quiser mais. Na verdade, estou trabalhando em uma série paralela, que ainda não posso revelar; mas, neste ano, eu já fiz três séries: de aquarela e de riscos. Mexo com os corações desde 2007! Agora mesmo vi a arte de um rapaz que fez um trabalho com carpete verde e pensei em fazer um coração todo em grama. Anotei para não esquecer e já fui atrás da grama que eu vou usar. Cada tábua é relacionada com alguma coisa que li. Eu pesquiso, não fica só na inspiração!
 
iG Street – É justamente o que eu vou perguntar agora: onde você se inspira para fazer tantos corações diferentes?
Miguel Anselmo – Por exemplo, eu trabalhei um baseado no mito do amor, o Eros; outro, todo feito de cristal, eu trabalho valores. Enfim, eu leio, observo bastante e tenho argumentos.
 
iG Street – Quais materiais você usa para os corações parecerem tão reais?
Miguel Anselmo –
O suporte é sempre as tábuas de madeira. Então, uso óleo sobre madeira e a preparo como se fosse uma tela a ser pintada. Também uso tinta a óleo, folha de ouro, papel maché, baixo relevo e strass.
 
iG Street – Como apareceu o convite para expor na Carniceria?
Miguel Anselmo –
A subprefeitura me convidou para fazer uma exposição na passagem subterrânea da Avenida Paulista com a Consolação. Eu achei bem interessante, porque é um espaço público, onde pessoas que não teriam acesso a esse tipo de trabalho tiveram a oportunidade de ver.

Quando fui à Carniceria, como cliente, deixei o meu cartão, mas eles já tinham visto o meu trabalho pelo site. No começo, eu hesitei em fazer num bar, mas acabei gostando da ideia! Dá um jogo interessante, porque, apesar do nome, eles vendem comida vegetariana. A exposição da Paulista terminou no dia 31 de julho e, no dia 26 de agosto, começou a da Augusta, que está virada para a rua. Na semana passada, eu fiquei observando, de longe, um morador de rua olhando para uma vitrine, e um casal de clientes do bar, para a outra. Que contraste! O que será que cada um estava pensando? São situações muito diferentes. Adorei ter visto essa cena!
 

Serviço
“De Todo Coração”, de Miguel Anselmo
Data: De 26 de agosto a 15 de setembro
Entrada: Grátis
Endereço: Z Carniceria Bar
Rua Augusta, 934, Bela Vista, São Paulo (SP)
Horário: De terça a sábado, das 19h às 2h. Domingos, das 17h à 0h
Capacidade: 100 pessoas
Pagamento: Aceita cheque, todos os cartões de crédito e débito
Estacionamento em frente: R$ 10,00
Censura: 18 anos
Oferece serviço de Wi-Fi
Telefone: (11) 2936.0934

Você já conhecia a arte de Miguel Anselmo? O que achou dos corações? Deixe sua opinião!

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , ,
13/08/2009 - 15:40

A tatuadora mais nova do Brasil

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O interesse pela arte milenar da tatuagem começou quando Brenda da Silva ainda era uma criança talentosa e já dava os seus primeiros traços precisos em um papel sulfite. Aos 12 anos, já tinha segurança suficiente para fazer um trevo de quatro folhas na perna do pai sem nenhum treino e, aos 14, já é considerada a tatuadora mais nova do Brasil, com direito a prêmio de tatuadora revelação na Convenção Internacional de São Paulo, promovida pelo tatuador Led’s.

O dom artístico foi herdado do pai, Ricardo João, dono do estúdio “Nova Era”, em Florianópolis. Talento é o que não falta, muito menos disciplina e vontade de aprender. “Sei que sou muito nova e tenho um longo caminho pela frente, mas pretendo estudar muito para me tornar uma tatuadora melhor a cada dia”, revela.

Na escola, os amigos admitem que gostam das três tattos que ela tem pelo corpo, mas dizem que jamais fariam. “Uma amiga contou que não gosta de gente tatuada. Eu avisei que se ela já quiser parar de falar comigo tudo bem, porque com certeza vou ser assim”, conta. Apesar de tanta habilidade para pouca idade, Brenda é tímida e não faz nenhuma questão de falar para os amigos da escola sobre seu trabalho. “As coisas acontecem naturalmente, não preciso ficar me exibindo”. Confira a entrevista exclusiva para o iG Street feita por telefone!


O pai, Ricardo João, e Brenda

iG Street – Como surgiu o interesse pela tatuagem?
Brenda da Silva – Desde pequena, eu via meu pai tatuando e falava para ele que queria ser tatuadora. Ele disse que era melhor eu crescer para ver se era isso mesmo que eu queria. Quando eu fiz 12 anos, eu decidi que queria seguir essa profissão e, então, eu fiz a minha primeira tatuagem no meu pai.

iG Street – Você ficou muito nervosa na hora?
Brenda da Silva – Não, eu nem precisei treinar antes. Sempre que eu vou ao estúdio, eu fico observando meu pai e, talvez por isso, não surgiu nenhum nervosismo na hora. O desenho foi um trevo de quatro folhas, mas foi ele que escolheu o desenho.

iG Street – Quando você teve a primeira tattoo no corpo?
Brenda da Silva – Com 12 anos também. Meu pai fez, nas minhas costas, um tigre com uma anjinha sentada em cima.

iG Street – Quantas tatuagens você tem?
Brenda da Silva – Eu tenho três: duas nas costas e uma na perna. Nas costas, é aquele tigre com a anjinha, bem no centro das costas tem o nome do meu pai, Ricardo João, e na perna eu tenho uma fada. Sempre quis fazer o nome do meu pai, porque eu o amo muito; os outros eu escolhi porque gostei do desenho.

iG Street – Nós sabemos que o seu pai é tatuador, mas o que a sua mãe acha de todas essas tatuagens?
Brenda da Silva – Minha mãe trabalha no estúdio do meu pai e, apesar de ter duas tatuagens, não gosta muito. Ela sempre diz para eu pensar bem antes de fazer, mas eu gosto e é com isso que eu vou mexer.

iG Street – Você já trabalha com o seu pai?
Brenda da Silva – Não, eu ainda não trabalho no estúdio por causa da minha idade, só a partir do ano que vem. Mas, além do meu pai, eu já fiz tatuagem em sete amigos dele.

iG Street – Você pretende fazer faculdade?
Brenda da Silva – Eu estou na oitava série, mas vou completar todos os estudos, fazer faculdade e vários cursos relacionados à arte e ao desenho, que vão me ajudar a ser uma tatuadora melhor. Minha matéria preferida na escola sempre foi Artes.

iG Street – O que os seus amigos acham das suas tatuagens?
Brenda da Silva – Eu não fico me exibindo e nem fico falando por aí que sou tatuadora. Eles gostam, mas sempre falam que não fariam nenhuma porque elas são muito grandes.

iG Street – Como você se sente sendo a tatuadora mais nova do Brasil?
Brenda da Silva – Eu me sinto privilegiada. Eu sempre gostei de tatuagem! O engraçado é que desde que os tatuadores começaram a me reconhecer como a tatuadora mais nova do País, eu passei a gostar ainda mais. Tatuadores que eu nem conhecia vêm falar comigo e, assim, passei a conhecer o trabalho deles também.

iG Street – O que você faz para aprimorar sua técnica?
Brenda da Silva – Eu observo o meu pai e vejo os trabalhos dele. Ele me incentiva muito e me mostra algumas técnicas.

iG Street – Quando você percebeu que tinha mesmo o talento para desenhar?
Brenda da Silva – Desde criança, meu pai sempre disse que eu desenhava muito bem. No ano passado, eu fiz um curso de desenho que durou três meses e todas as vezes que meu pai participa de workshops, eu também vou.

iG Street – Existe algum receio das pessoas pelo fato de você ser muito nova?
Brenda da Silva – Tem gente que fica perguntando se eu estou calma ou se eu estou nervosa, mas eu nunca senti nervosismo!

iG Street – Mas rola algum preconceito?
Brenda da Silva – Eu acredito que não, mas quando surge algum problema na escola, a diretora sempre pensa que a culpa é minha por meu pai ser tatuado. Uma guria da minha classe – não posso entrar muito em detalhes – me provocava, mas como o pai dela a buscava todos os dias, a diretora não acreditava que, na verdade, era ela que me provocava. Então, meu pai teve que ir até a escola conversar com eles para pegar o boletim, ver quem tem as notas mais altas, quem provoca quem e, aí sim, a diretora percebeu que a guria era mesmo a culpada.

iG Street – O que você acha do preconceito contra a tatuagem?
Brenda da Silva – Eu acho uma besteira! Todo mundo é igual, mas com gostos diferentes.

iG Street – O que o seu pai acha de você seguir a carreira de tatuadora?
Brenda da Silva – Ele acha muito bom, porque ele sempre quis ter um filho que seguisse o trabalho dele; mas, como eu sou mulher, ele não achou que eu fosse virar tatuadora. Quando ele descobriu, ele me apoiou muito. Já minha irmã quer ser veterinária.

iG Street – Em 2008, você ganhou o prêmio de tatuadora revelação na Convenção Internacional de São Paulo, promovida pelo tatuador Led’s. Como foi receber esse prêmio com tão pouca idade?
Brenda da Silva – No fim da convenção, eu tatuei meu pai. Além do trevo de quatro folhas, eu fiz três bonequinhos: duas meninas e um menino. As bonequinhas representam eu e minha irmã, e o menino, um futuro filho que vai nascer, não sei. Logo depois, eu vi que meu pai e o Led’s estavam cochichando em cima do palco e, no meio da premiação, chamaram o meu nome. Eu não esperava ganhar aquele prêmio, fiquei muito emocionada!

iG Street – Existe algum estilo de tatuagem que você goste mais?
Brenda da Silva – Eu gosto de desenhos bem femininos, como flor, borboleta, joaninha, fada…

iG Street – Qual é a importância do seu pai na sua carreira?
Brenda da Silva – Ele é uma referência, é meu ídolo e me ensina muito. Sempre que ele vai a alguma convenção, coloca trabalhos dele para concorrer. Quando eu tinha 12 anos, ele fez minha primeira tatuagem e ela foi inscrita em um concurso. Nos dias 21, 22 e 23 de agosto também vou concorrer, em Floripa, com a fada que ele fez na minha perna!

iG Street – Você pensa em fechar o seu corpo?
Brenda da Silva – Pretendo, sim! Não o corpo inteiro, mas boa parte dele.

Você já conhecia o trabalho da Brenda? Tem alguma tattoo? Opine!

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
06/08/2009 - 17:25

A arte em 3D de Julian Beever

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Você já teve a oportunidade de ver aqui no iG Street a arte 3D na calçada de Edgar Mueller. É espantoso como ele consegue fazer abismos parecerem tão reais aos nossos olhos e, para falar a verdade, dá até um medinho de pisar mesmo sabendo que não é de verdade, não é?

Desde a metade da década de 90, o inglês Julian Beever encanta as pessoas com sua habilidade e seu talento em fazer retratos de famosos, reproduzir obras antigas e, principalmente, nos enganar e divertir com seus desenhos bidimensionais que dão a ilusão de serem em 3D quando vistas de certo ângulo, fenômeno chamado ‘anamorfose’. O melhor é que Beever faz tudo isso no chão, usando apenas gizes coloridos – técnica que recebe o nome de ‘chalk art’.

Calçadas do mundo inteiro já receberam sua criatividade, como as do Reino Unido, da Bélgica, da Holanda, da Alemanha, da Áustria, da Dinamarca, da Espanha, dos Estados Unidos, do México, da Argentina e – olha só! – do nosso Brasil varonil, em dezembro de 2007.


Ficou curioso para saber que arte ele aprontou por aqui? Esta foto é do Parque da Redenção, em Porto Alegre, quando ele participou do “The Green Project Street Art” – evento organizado pela marca de whisky ‘Scotch Passport’ que reuniu os maiores nomes da arte urbana. Beever demorou três dias para concluir a obra, que deixou todos os brasileiros boquiabertos, mas sua visita ficou por conta apenas da capital do Rio Grande do Sul e de Curitiba. Será que ele volta para visitar outras partes do País? Estamos na torcida!

Para ficar mais fácil de entender como ele consegue fazer essas maluquices incríveis, assista ao vídeo abaixo! Primeiro, ele busca algumas referências para fazer o seu desenho – se for uma mulher, por exemplo, ele procura mulheres em recortes de revista, propagandas ou na própria internet – e faz o esboço em um bloco de notas. Quando ele dá uma espiadinha pela câmera fotográfica, é para calcular a perspectiva e a distorção que vai fazer você acreditar que o desenho é mesmo real; o resto é deixar a imaginação rolar solta. O melhor é que, no fim, o próprio artista costuma posar para as fotos e fazer uma verdadeira performance!

Se você não conseguir ver o vídeo, clique aqui!

Quer ver mais desenhos? Entre no site oficial. Você já conhecia a arte de Julian Beever? Deixe sua opinião!

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , ,
21/07/2009 - 17:55

Primeira edição do Tattoo Girls promove três dias de entretenimento e cultura em Santos (SP)

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A 1ª Tattoo Girls, convenção de tatuadoras que aconteceu de 17 a 19 de julho, no Clube de Regatas Saldanha da Gama, em Santos (SP), misturou grafite, pintura em prancha, música, palestras, workshops, exposição de arte, DJs, bandas, duelo de tatuagens e concurso de pin-ups. O evento foi idealizado por Mallu Santos, a primeira tatuadora de Santos que continua em atividade, em parceria com Cyrano Monteiro e Ronaldo Pasquarelli. “O principal objetivo do evento é mostrar essas profissionais ao Brasil, fruto de toda a trajetória que a tatuagem trilhou, além de promover um encontro de aprimoramento e fomentar novos negócios na área”, conta Mallu.


A tatuadora Ana Velho ao lado de Mallu Santos, a idealizadora do evento


Além de ser um dos primeiros eventos de tatuagem que acontece na cidade, é uma comemoração muito especial para essa cultura: os 50 anos da chegada do desenhista e pintor profissional dinamarquês Knud Harald Lykke Gregersen – conhecido como Lucky Tatto –, que desembarcou em Santos em 1959.
Ele montou um estúdio próximo ao porto e passou a tatuar com uma máquina elétrica. “A arte chegou ao Brasil na bagagem do Lucky, que ficou aqui por mais de dez anos e passou a usar seu talento e sua técnica para tatuar marinheiros e pessoas que frequentavam o porto”, acrescenta a idealizadora.

Em homenagem ao pai da tatuagem, os pioneiros da arte no Brasil marcaram presença, como Inácio da Glória, a carioca Ana Velho, a paulista Cláudia Macá e a brasiliense Hosani Finotelli, mais conhecida como Medusa, que também falou sobre o preconceito que existe até hoje em relação aos adeptos da pigmentação cosmética. “A associação dos tatuadores tem que batalhar por uma lei que puna os preconceituosos, assim como a lei do racismo. Não tem cabimento tatuado ser chamado de louco ou drogado, isso tem que acabar”.


Cláudia Macá, Medusa e Ana Velho

No concurso de pin-ups, as candidatas foram julgadas pela fotógrafa Mariana Janeiro e por duas tatuadoras. A carioca Fernanda Almeida, 27 anos, foi a vencedora e premiada com um book, com uma tattoo e com brindes dos expositores do evento, além de ter virado o ícone da próxima edição do Tattoo Girls. “Não sou modelo, eu trabalho em uma loja multimarcas no Barra Shopping e resolvi fazer uma tatuagem de pin-up especialmente para o concurso. Vim para Santos e estou muito feliz por ter ganhado”, diz.


Fernanda Almeida, vencedora do Concurso de Pin-Ups

O mais interessante é que paralelo à exposição, houve um espaço onde diversas ONGS prestaram serviços de informação a respeito de hepatites, câncer de pele, DSTs e violência contra a mulher, além de uma oficina para as crianças que ensinava como reciclar materiais e como dar uma destinação adequada ao que pode ser reaproveitado de forma ecológica. Além de tatuadora, Ana Velho também desenvolve projetos em prol do meio ambiente: ela transforma lixo em brinquedos e ensina as crianças a fazerem o mesmo no Galpão das Artes da Gávea, no Rio.

Para saber mais detalhes e ver a galeria de fotos da primeira edição do Tattoo Girls, clique aqui!

Você tem alguma tatuagem? Conte a sua história!

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , ,
16/07/2009 - 17:00

Vida de Michael Jackson ganha versão em mangá

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Todo mundo conhece o talento do Michael Jackson e, depois de sua morte, houve uma explosão de homenagens: uma rádio da Bélgica criou o site colaborativo “Eternal Moonwalk”, foi anunciado o lançamento de mais um jogo de videogame do cantor e a comunidade japonesa também não ficou de fora!

Fabio Shin conta que a ideia de fazer um mangá do Michael Jackson já estava estruturada para comemorar sua volta aos palcos, mas o enredo mudou por causa de sua morte. Além de uma história biográfica, o projeto ainda mostra os sentimentos, os sonhos, os pesadelos, os conflitos internos e as fantasias do Rei do Pop.

“Todos os envolvidos neste projeto, inclusive eu, somos fãs de Michael Jackson e ficamos extremamente abalados com a sua morte repentina. Ele influenciou uma geração inteira de pessoas e a mim particularmente”, disse o professor e dono da escola Japan Sunset, que descobriu, durante suas pesquisas, que Michael era uma grande fã da cultura japonesa. Para você ter noção de como eles são admiradores de verdade, Ledo Vieira, roteirista do mangá, é um dos organizadores do maior fórum do artista realizado no Brasil, o MJPIX.

O livro conta com 180 páginas e tem lançamento previsto para 2010, pela editora Seoman. Os desenhos são assinados por Fabio Shin e Rafael Kirschner, mas a equipe da Japan Sunset também participará de toda a produção do livro.

Veja no TV iG mais homenagens que os fãs fizeram! E aí, ficou interessado no mangá? Conte para a gente!

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
21/05/2009 - 14:54

O primeiro mangá voltado para o público feminino deste ano chega ao Brasil

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Após ser publicado na Alemanha, na Austrália, no Canadá, na Coreia do Sul, na Espanha, nos Estados Unidos, na França, na Indonésia, na Itália, no México, na Nova Zelândia, na Tailândia e no Vietnã, o mangá shojo “Full Moon o Sagashite” – feito para meninas e assinado por Arina Tanemura – chega ao Brasil, com lançamento previsto para a próxima quarta-feira (27), nas principais bancas de todo o Brasil.

O mangá conta a história de Mitsuki Koyama, uma garota que sonha em se tornar uma grande cantora. Depois de descobrir que tem uma grave doença na garganta, se vê distante de seu objetivo. Mas, dois deuses da morte, chamados shinigamis, aparecem para garantir que ela realize seu desejo.

Ficou interessada? O livrinho, da editora JBC, custa R$ 10,90. Serão sete volumes ao todo, em formato tankohon (livro encadernado com lombada quadrada), com média de 200 páginas.

E aí, vai comprar?

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , ,
06/05/2009 - 18:32

NikaDoll: um clone ‘japa’ para chamar de seu!

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Já imaginou ter um boneco de mangá com a sua cara? Pois a escola “Japan Sunset” faz isso por você! Antes, ela transformava as pessoas em caricaturas de mangá; mas, agora, foi ainda mais além: criou o NikaDoll, um boneco personalizado no estilo dos desenhos japoneses.

A técnica permite que as pessoas encontrem suas próprias características em um boneco artesanal supercharmoso, feito de feltro e fabricado pela equipe da escola. O NikaDoll pode ser customizado de acordo com o que a pessoa mais gosta em si mesma. Aliás, até a embalagem pode ser personalizada com o perfume de preferência, com brindes complementares ou com seu próprio nome.

“É uma verdadeira reprodução do estilo visual, do jeito do cabelo e até mesmo de uma tatuagem ou de um piercing”, afirma o fundador e professor da escola Fábio Shin. A criação e a execução do NikaDoll foram desenvolvidas por Fábio Shin juntamente com uma das alunas das escola, Claudia Olimpio, que sempre trabalhou com artesanato.

Se você é alérgico a diversos materiais, não se preocupe! Todos os materiais utilizados nos modelos são antialérgicos e não danificam com o tempo, nem com seguidas lavagens. A boa notícia é que você ainda pode escolher entre três tamanhos: pequeno (R$ 40), médio (R$ 70) e grande (R$ 140).

Quer encomendar? Acesse www.fabioshin.com, preencha um formulário com as características desejadas e envie o pedido junto com uma foto. Após a confirmação, você vai receber um esboço do boneco em caricatura de desenho japonês (nikayou mangá) e, em alguns dias, pronto! Você estará com um miniclone em suas mãos!

E aí, vai pedir o seu? Comente!

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
30/03/2009 - 17:48

O mangá D. Gray-Man chega ao Brasil dia 30 de abril

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D. Gray-Man é o mais novo mangá shonen de ação, fantasia, drama e humor que a Panini e o selo Planet Mangá trazem ao Brasil mensalmente, em formato tankobon – encadernado com cerca de 200 páginas –, com tradução direta do japonês, ordem de leitura oriental e onomatopeias originais.

A história se passa em um século XIX fictício, repleto de elementos góticos e sobrenaturais. Allen Walker – um garoto ingênuo com uma maldição no olho esquerdo que lhe permite identificar akumas, criaturas feitas de máquina, alma humana e tragédia – combate monstros e testemunha o sofrimento das pessoas afetadas pela perda de entes queridos, que acabam tomando decisões infelizes sob influência do Conde do Milênio, o fabricante dos tais akumas.

A série possui 17 volumes e ainda está em andamento no Japão. O lançamento está previsto para o dia 30 de abril e já está em pré-venda no site da Comix. Você já vai garantir o seu?

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
30/03/2009 - 17:08

Inscreva-se para o 2º DJ TEST!

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Você tem talento para ser DJ? Todos os seus amigos o chamam para selecionar as músicas quando tem alguma festa e adoram o seu som? Então coloque todo o seu talento à prova!

No dia 1º de abril, começam as inscrições para a segunda edição do DJ TEST, um campeonato realizado pela Water Republic, em parceria com a rádio Energia 97.7 FM e a BEC (Brazilian Electronic Community) e com apoio da Groovearte, escola de DJs.

Para revelar novos talentos da música eletrônica brasileira, o DJ TEST tem duas etapas: a primeira, uma votação feita por júri popular, e a segunda, a fase eliminatória com júri formado por grandes nomes da música eletrônica nacional.

O DJ Diego Falleiros venceu a primeira edição, realizada em 2008, e já está com malas prontas para embarcar em turnê pela Europa. O melhor de tudo é que a viagem é parte da premiação! As datas foram negociadas pela representação da Water Public em Portugal, onde cinco datas já estão confirmadas: Club Rajados, Prive, Dom Amado Club, Gare Club e Estado Novo.

Fique ligado! As inscrições para o DJ TEST 2009 custam R$ 50 e podem ser feitas pelo site www.djtest.com.br até o dia 31 de maio!

E aí, vai se inscrever?

Autor: Larissa Drumond - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , ,
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