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06/10/2009 - 15:55

Corpo grafitado

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Gemma O’Brien é designer tipográfica e aproveita o blog For the Love of Thype para divulgar suas letras, formas e estilos. Este ano ela foi uma das palestrantes do evento Typo Berlin 2009, que reune os maiores nomes da tipografia mundial.

Antes da conferência, Mrs. Eaves, como é conhecida a artista, gravou um documentário sobre grafite. Se você pensa que a garota apoia a arte como ela é feita atualmente está muito enganado! O vídeo é parte da campanha “ Write Here, Right Now”, para que o grafite seja em lugares adequados.

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[Imagens: Alexander Blumhoff]

Na opinião de O’Brien, propriedades privadas de outras pessoas não devem ser alvo dos grafiteiros, o foco deve ser sua propriedade. No caso da artista, o corpo é a propriedade privada escolhida. Foram oito horas de escrita! Quer ver o vídeo?

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Cultura de rua, grafite, street art Tags: , , , , ,
30/09/2009 - 15:07

Grafite na praça

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O projeto Centro da Arte começou em agosto e realiza espetáculos usando como palco a própria rua. Nina Pandolfo é a atração do mês de outubro e recebe Finok para uma participação especial.

Nina é uma das mais importantes representantes da street art do país, trabalhando com pinturas em murais e telas, com látex, resina, plástico e tecido e sempre muitas cores. Nos dias 2 e 3 de outubro ela fará uma palestra sobre o tema que domina e fará uma demonstração, com a ajuda do artista gráfico Finok.

Serviço
Quando? 2 e 3 de outubro, às 12h30
Onde? CCBB – Praça do Patriarca (SP)
Quanto? Entrada franca

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Cultura de rua, Eventos, grafite Tags: , , , , ,
29/09/2009 - 15:34

Fernando Diass e o nanquim da realidade

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Fernando Diass é um daqueles brasileiros que resolveu buscar saídas fora do país. Nanquim e técnicas de wash no papel são as maneiras encontradas para traduzir seus desenhos inspirados pela natureza humana, que já foram comparados aos da revista New Yorker, na Parsons School of Design.

Batemos um papo com o artista que vem ao Brasil ainda este ano, sem data confirmada, para saber mais sobre sua trajetória e inspirações.

IG Street: Você acredita que a mudança do Brasil para NY abriu portas para o seu trabalho?
Fernando Diass: Acho que indiretamente sim. Sair do país pode ser um experiência solitária, mas com consequências muito positivas. Quando vim para Nova Iorque amadureci bastante, me vi livre de julgamentos e passei a ser mais sincero em relação aos meus objetivos, e isso transpareceu nos conceitos que eu crio. É como se eu tivesse aberto um canal direto entre minhas ideias e o meu trabalho. A mudança e as consequências que ela traz foram mais importantes do que o destino no processo de encontrar mais oportunidades.

É claro que NY tem grandes vantagens para quem quer desenvolver um trabalho criativo. Eu, por exemplo, gosto de explorar a natureza humana, e sempre começo um trabalho a partir de algo que observei ou que vivenciei. Como toda grande cidade, NY tem um trânsito constante de pessoas, mas com uma particularidade: a dificuldade com que as pessoas têm em encontrar privacidade. Tudo acontece nas ruas porque muitas vezes os apartamentos são pequenos, os espaços são limitados e na maior parte do tempo, anda-se a pé. Então por mais que você não queira, é difícil não estar presente na vida dos outros e vice-versa. No meu caso, isso é precioso.

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IG Street: Como você se inspira para os trabalhos? Como você escolheu a técnica utilizada?
Fernando Diass: Eu não sei se é exatamente isso que me inspira, mas eu ando por aí, frequento diferentes tipos de lugar e procuro conhecer o maior número e variedade de pessoas possível. Tento conversar e enxergar novas perspectivas. Até mesmo quando isso é uma experiência desagradável tento ser observador e absorver algo. Vejo muitos filmes, em média um por dia. Me envolvo com música, aliás, outra vantagem de NY – a cena musical é incrível. Mas no final das contas eu pareço não ter muito controle sobre inspiração, é como se eu só vivesse minha vida do único jeito que sei viver e ficasse esperando pelas ideias, sem pensar muito nisso. Elas simplesmente vêm.

Acho que a minha técnica surgiu naturalmente, a partir da necessidade de aprender sozinho a qualquer custo. A maneira como eu faço meus trabalhos é fruto do que eu pude observar, filtrar e absorver ao longo do tempo. Como sempre vou continuar observando, minha técnica nunca vai parar de mudar. Hoje meu trabalho é do jeito que é porque me parece apropriado para o que eu quero dizer. Mas é como uma união entre forma e conteúdo, no momento em que o conteúdo muda, a forma também vai mudar, e para isso vou precisar adaptar a técnica.

IG Street: O que significa pra você e o seu trabalho expor junto com o Fashion Week de Nova Iorque?
Fernando Diass: O Fashion Week de NY é um grande evento cultural que atrai muita gente interessante, especialmente para áreas como o Village e o Soho, onde estou mostrando meus trabalhos. A cidade se transforma e dá espaço para um exercício explícito de criatividade, envolvendo diversas formas de arte. Por mais que eu não esteja diretamente ligado à moda, poder participar disso de alguma forma é inspirador. É como se por uma semana, eu tivesse uma audiência muito especial.

IG Street: Quais são suas referências nacionais e internacionais?
Fernando Diass: Minhas referências estão na música, na literatura, no cinema e na pintura. Sei que isso é bem abrangedor e vago, mas é muito difícil ser específico, porque eu provavelmente estaria excluindo algo.

Para citar alguns exemplos: acho que Michelangelo Antonioni fez filmes incríveis como Blow Up, L’Avventura e La Notte, entre outros. Os cineastas franceses da Nouvelle Vague também. Admiro Jean-Luc Godard e François Truffaut. Masculin Féminin, por exemplo, é um estudo interessantíssimo sobre relações humanas. Eu poderia citar muitos outros.

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Gosto muito da literatura russa de Dostoiewski. Acho Crime e Castigo tão intenso que eu poderia fazer uma série extensa de trabalhos baseada no livro. Mikhail Bulgakow escreveu um livro muito interessante chamado The Master and Margarita, recheado de sátiras e humor negro.

Gosto também de Edgard Allan Poe, tenho um profundo interesse pelo misterioso e pelo oculto. Gosto do trabalho de James Joyce, e devo ter lido praticamente toda obra de Oscar Wilde. Estou tentando ler um livro chamado Infinite Jest, de um autor americano chamado David Foster Wallace. Digo tentando porque realmente não é fácil. O livro é tão denso, complicado e extenso que me faz pensar sobre obsessão, sobre realmente querer expressar uma ideia.

Gosto do trabalho do Max Ernst, Alfred Kubin, Goya, Tchelitchew, Edward Gorey, Francis Bacon, David Shrigley… Acho que eu devo ter absorvido muito do que sei de alguns desses artistas.
Na verdade acho que a minha lista de referências vai muito além, não sei nem porque citei cineastas em primeiro lugar… Só posso dizer que todo dia adquiro uma nova referência, conheço algo novo e aprendo mais.

IG Street: Você pode contar um pouco como se deu sua ligação com as artes visuais?
Fernando Diass: Eu não sei dizer exatamente como começou, mas provavelmente foi bem cedo. Minha avó, minha mãe e minha tia são artistas plásticas, talvez isso tenha despertado o meu interesse pelas artes visuais quando eu ainda era pequeno. Me expressar através do desenho e da pintura foi como que instintivo, desenhar era algo que eu simplesmente sabia fazer, sem nem saber como ou porque.

Para mim a estética é e sempre foi intrigante de maneira geral.

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Cultura de rua Tags: , , , , ,
26/09/2009 - 14:09

Bob Burnquist leva plateia ao delírio

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Começou o espetáculo mais esperado da Oi Megarampa, a semifinal. Apenas dois brasileiros estão participando: Bob Burnquist e Pedro Barros, de apenas 14 anos.

Bob Burnsquist desceu a Megarampa de maneira perfeita e fez um 540, uma manobra difícil. O vento não está tão forte quanto ontem e não atrapalhou a apresentação de  Bob. Do começo ao fim da manbra, Bob Burnquist foi aclamado pela plateia que lota o Anhembi. Ele é, sem dúvida, o melhor e mais experiente hoje.

Pedro Barros também desceu deixando todo mundo de boca aberta.  Suas manobas perfeitas foram extremamente aplaudidas e o skatista ganhou até elogios do veterano Bob Burnquist.

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/09/2009 - 13:59

BMX invade a Oi Megarampa

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Não são apenas os melhores skatistas do mundo que desafiam a estrutura de 105 metros de extensão e 27 metros de altura – equivalente a um prédio de nove andares – Oi MEGARAMPA 2009.

Depois dos skatistas esquentarem a Oi Megarampa, agora é a vez dos bikers, que voam pelos ares em manobras incríveis.  A apresentação e BMX deixa plateia arrepiada.

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/09/2009 - 20:31

Cinco motivos para não perder a Megarampa

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Batemos um papo com a skatista Karen Jonz e elencamos alguns motivos que vão te fazer não perder a Megarampa de jeito nenhum, seja pela internet, na transmissão que vai rolar aqui no iG, seja indo ao Sambódromo, em SP, para ver de pertinho!

5 – Os tombos
A gente sabe que não é nada legal levar um rola, mas também sabemos que todo mundo adora ver vídeos de queda e de manobras dando errado. O fim de semana vai ser uma oportunidade única para torcer contra os tombos, mas aproveitar as quedas absurdas que esses meninos vão enfrentar.

4 – Estilo 0, proteção 10
Quando você vai a uma pista de skate ou uma rampa, todo mundo está com proteção mas não deixa de ser estiloso. Uma bermuda legal, uma camiseta bacana…

Na Megarampa não tem nada disso! A moda é a proteção, então vai ser uma das poucas vezes que você verá os skatistas e bikers com muitas e muitas camadas de roupa, não importa a previsão do tempo!

3 – Encontrar pessoas legais
Mesmo se não for pra competir, todo mundo do skate, da bmx, do patins e que curte cultura de rua vai estar no Anhembi neste fim de semana. Você poderá encontrar um dos seus ídolos na fila do banheiro, comprando uma água ou dando uma volta no intervalo das competições.

2 – Os melhores skatistas e bikers
Quando é que você vai conseguir ver os melhores brasileiros e gringos do esporte radical no mesmo lugar, pertinho e de graça? A Megarampa é a oportunidade que qualquer aficcionado por skate e bmx poderia sonhar. Os caras andam muito bem e vão fazer de tudo para que você se impressione com as loucuras que vão rolar na pista.

1 – Ver a maior rampa do mundo de perto
Você pode ver a rampa agora, poderia ter visto no X-Games e ainda tem a chance de vê-la na Austrália. Outra opção seria fazer uma pequena visita ao Bob Burnquist, na casa dele, e ver a rampa que fica no quintal. A maior chance que você tem é aproveitar enquanto ela está em São Paulo, concorda?

Você estará lá amanhã? E domingo? Comente!

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Eventos Tags: , , , , ,
23/09/2009 - 18:42

Skate: faça chuva ou faça sol

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Se você é de São Paulo sabe que o dia hoje foi bastante cinza e molhado. Uma chuvinha aqui, um pouquinho de descanso, mais um chuvona… Mas nada disso impediu que o skatista Bob Burnquist fosse o primeiro a andar na pista da Oi Megarampa durante a primeira visita ao Anhembi.

A pistinha – apenas 105 metros de extensão e 27 metros de altura – tem a mesma altura de um prédio de nove andares e será o dragão que nossos heróis enfrentam no fim de semana. Quem passou por lá hoje pra ver como estão as coisas foram os skatistas Edgar “Vovô” Pereira, Lincoln Ueda, o australiano Jake Brown e os norte-americanos Adam Taylor e Elliot Sloan, além do biker americano Anthony Napolitan.

Para Elliot Sloan tudo é novidade. É a primeira vez que o atleta vem ao Brasil e ele está ansioso para competir – “Estou na expectativa de conhecer a vibração do público brasileiro, que meus amigos de skate dizem ser a torcida mais animada do mundo”.

Quer ver como foi o processo de construção da pista? Veja nossa galeria de fotos!

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Eventos, Oi Megarampa Tags: , , , ,
22/09/2009 - 13:45

Cinderela do mundo real

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E se a Cinderela, aquela dos contos de fadas, vivesse hoje em dia e tivesse que lidar com as mesmas adversidade e obstáculos que você vive, como ela seria? Se ela estivesse num mundo cheio de diferenças de classes, relações problemáticas com a família, precisasse trabalhar, lutasse pelo amor, buscasse conhecimento e cultura e convivesse diariamente com o preconceito e a má distribuição de renda, quem seria essa Cindelera?

“Cindi Hip Hop – Pequena Ópera Rap” conta exatamente essa história! São quatro Cinderelas com trajetórias embaladas pela cultura hip-hop. Junção dos elementos da rua (dança, palavra, música e grafite) com teatro épico sobre a realidade da juventude no nosso país.

Teatro hip-hop é uma manifestação artística hibrida, nascida da intercessão entre o teatro e a cultura hip-hop e num formato de “ópera rap”, os atores-mcs (representantes da junção teatro e hip hop) contam a história desses jovens urbanos e seus conflitos em busca de suas identidades através da música, de coreografias e da relação com o vídeo.

A estética das ruas, o homem urbano como personagem e herói e a vida cotidiana como tema foi o meio encontrado pelo Vencedor do Prêmio FEMSA de Melhor Espetáculo Jovem e do Prêmio Cooperativa de Melhor Dramaturgia para materializar um constante debate sobre a realidade social.

A direção geral e musical do espetáculo é de Roberta Estrela D’Alva , o texto é da dramaturga Claudia Schapira e o elenco é formado por Alan Gonçalves, Daniela Evelise, Dani Nega, Ícaro Rodrigues, Jé Oliveira, Raphael Garcia e Roberta Marcolin.

Serviço
Quando? De 22 de setembro a 28 de outubro, terças e quartas-feiras às 19h30
Onde? Centro Cultural São Paulo (R Vergueiro, 1000, Liberdade – SP)
Quanto? R$ 10 e R$ 5

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Hip hop, teatro Tags: , , , , , , , ,
19/09/2009 - 08:45

Heliópolis vai ao teatro

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Arte ou guerra? Educação ou repreensão? Liberdade ou clausura? Qual o melhor caminho para a transformação da realidade social?

Na comunidade de Heliópolis, zona Sul de São Paulo, a iniciativa Arte e Cidadania em Heliópolis encontrou uma saída: viver diversas vidas dentro de apenas uma. Com isso, há quase 10 anos foi criada a Companhia de Teatro de Heliópolis.

Liderados pelo diretor e idealizador do projeto, Miguel Rocha, nove jovens de uma das comunidades mais carentes da cidade encontraram, em seis meses de atividade, um lugar onde puderam aprender aquilo que mostra saídas para o futuro: o teatro.

O espetáculo “O Dia em que Túlio descobriu a África – Um jovem brasileiro visita as civilizações de seus antepassados” entrou em cartaz essa semana e é uma ótima chance para você conhecer um outro lado da realidade, que pode ser muito bonito e sonoro.

Serviço
Quando? Sábado, 19 de setembro
Onde? Sesc Ipiranga

Quando? 24,25 e 31 de outubro e 01 de novembro
Onde? Tusp

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Eventos Tags: , , , , , , , ,
18/09/2009 - 17:29

Skate no cinema e virada esportiva

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Neste fim de semana acontece em São Paulo a Virada Esportiva e como parte da programação você encontra a Mostra AdrenaCINE, que juntou alguns filmes ligados ao segundo esporte mais querido do país – só perdendo pro futebol.

São produções com manobras, a vida cotidiana de quem pratica, como em “Still We Ride” e o cicloativismo dos bikers em “B.I.K.E.”. Rola também o AdreNaHora, sessão competitiva onde o público se transforma em realizador. A Ong Skate Solidário, estará coletando doações de skates e materiais esportivos usados.

Serviço
Quando? Sábado, 19 de setembro, a partir das 18h
Onde? Cine Dom José (R Dom José de Barros, 306 – Centro, SP)
Quanto? R$ 2

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Eventos Tags: , , , , ,
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