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Arquivo de junho, 2009

30/06/2009 - 13:25

Uma galeria sem paredes

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Essa é a intenção do pessoal que faz parte do projeto Pano, um coletivo que coloca trabalhos de diversos artistas do mundo todo em formato de placas de trânsito e os coloca nas ruas de Lyon, na França.



O formato e as cores das placas remetem diretamente ao sinais verdadeiros do trânsito europeu e fazem com que as pessoas os observem, parem e pensem no sentido e significado daquilo.



A intenção do projeto é levar senso de humor e arte às ruas e aos transeuntes. O que você achou? Comente!

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/06/2009 - 11:44

“Ficava indignada com o fato de colocarem ‘modelos’ segurando pranchinhas nos anúncios”

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Bicampeã mundial na categoria vertical feminina e campeã do X Games 2008 na mesma categoria, Karen Jones é skatista, designer, artista, tem uma banda, já foi no programa do Jô e ainda arruma tempo para treinar com o namorado, também skatista, Marcelo Bastos.

Morando atualmente em San Diego, na Califórnia, e perdida no fuso horário, Karen bateu um papo com a gente durante sua visita ao Brasil na última semana. A garota, que começou a andar de skate aos 17 anos, o que ela considera velha, que desbanca muito marmanjo com o “carrinho” nos pés e que tem uma voz doce e jeito de menina conta um pouco como foi começar a carreira, fala sobre patrocínios, fotos – inclusive dá dicas para você arrasar nas pics – e preconceito.

iG Street – Como é a rotina de uma garota que anda de skate?
Karen Jones – Não posso nem dizer que tenha rotina. Como viajo muito, nunca sei no fuso horario de qual país estou! Detesto acordar cedo, então não acordo – quando estou no Brasil, na casa dos meus pais, minha irmã me xinga um monte porque ela volta do trabalho e, às vezes, eu ainda estou dormindo.

Sempre que dá tempo vou pra academia, fortalecer as pernas, mas quase nunca dá tempo… (risos). Me alimento bem, como muitas frutas, yogurte e tomo bastante água. Esse ano fiz snowboard e wakeboard nos EUA e passo bastante tempo desenhando para a Monstra Maçã, minha marca, que será lançada em breve. Dificilmente faço algo que não queira fazer..!

iG Street – Como são os treinos?
Karen Jones – Eu me esforço bastante. Tive que mudar pra San Diego porque, infelizmente, o Brasil não tem pistas em boas condições para o vertical. É uma pena, porque amo nosso país, meus amigos, minha família e meus fans. Gostaria que essa mudança tivesse sido por opção e não por obrigação.

Moro com meu namorado (Marcelo Bastos, que também é profissional de skate) e andamos juntos todos os dias, umas três ou quatro horas, por necessidade fisiológica. hehe Não tem muito um treino fixo, vou pra pista, ligo o som, executo as manobras que já sei algumas vezes e tento aprender algo de novo. Mas o mais importante é se divertir, sempre.

Por ser um esporte agressivo, que precisa de força e condicionamento físico não é qualquer um que consegue continuar; não é fácil no começo, tem que ter força de vontade. Mas se o bichinho do skate te picar, não vai ter jeito, você não consegue mais parar e não importa a dificuldade. Não importa quantas vezes você cair, vai levantar dando risada. Cada roxo, cada cicatriz me faz mais forte. Eu nem sinto mais dor quando me corto ou ralo…

Não queria contar isso pra não assustar ninguém, mas vou contar porque não foi tão ruim assim! Uma vez, estava tentando uma manobra e estava quase acertando. Numa das tentativas quase voltei-a [que é quando você consegue completar a manobra com o skate], mas desequilibrei, caí e bati a mão bem forte. Senti uma dor, mas peguei o skate, subi correndo e tentei mais umas três vezes. A dor começou a aumentar e eu percebi que não ia dar pra continuar por muito mais tempo. Respirei fundo e dropei [quando você desce o half pipe] e acertei a manobra. Aí já tirei os equipamentos e fui direto para o hospital porque tinha quebrado um ossinho da mão e tive que ficar dois meses de gesso. No pronto socorro ninguém entendeu porque a menina de mão quebrada estava com aquele sorrisinho no rosto.

iG Street – Como foi conseguir o primeiro patrocínio?
Karen Jones – Eu tinha três meses de skate, aconteceu tudo muito rápido. Eu nem sabia o que era patrocínio, mas adorei começar a ganhar coisas das marcas em troca de fazer a coisa que estava mais adorando fazer!

Eu estava sempre nos eventos e, em um deles em particular, assim que saí da minha volta na competição, me troquei e coloquei uma saia preta (que era shorts por baixo). Aí o dono da marca me viu passando e me achou diferente, perguntou quem eu era e disse que queria conversar. Na semana seguinte fui ao escritório deles e entrei na marca. No começo era só apoio, mas eu ficava maluca! É como fazer compras no shopping sem precisar pagar a conta!

iG Street – O que é o patrocínio e apoio no skate?
Karen Jones – Os skatistas ajudam a construir a identidade da marca. No apoio rolam só peças, material e os skatistas viram uma “vitrine ambulante”, porque supostamente são formadores de opinião. Estarão aparecendo em pódios, tv e revistas expondo as empresas que eles representam.

O patrocínio é quando, além de material, os atletas recebem dinheiro também. As empresas patrocinam nossas viagens ou pagam um salário para nos mantermos. Em troca há esse compromisso de total utilização da nossa imagem, divulgação da marca, aparição em tv e revistas. Sem contar que quem compra o produto sabe o skatista que anda por aquela marca e isso é meio que um selo de qualidade.

iG Street – Ser bonita facilita na hora de conseguir patrocínio?
Karen Jones – Beleza pra mim é ter estilo, atitude, ser criatividade, saber conversar, ser gente boa… Então, com certeza, isso é o que mais conta. As marcas vendem uma imagem e o que vale a pena pra eles é ter atletas que sejam “marketable” (que deem retorno publicitário para a marca). Representar [fazer tudo direito] na hora de dar um autografo, conversar com as crianças… Para as mulheres isso vale muito mais porque nos ligamos ao visual na hora de se identificar com uma marca.

Acho deplorável quando no esporte uma garota tem o maior destaque porque é “gatinha” e aquela que quebra [é boa] está sempre sem patrocínio, sem condição de correr o circuito todo – se eu pudesse dar um piteco ali, aconselharia a primeira a se dedicar mais ao nível técnico e ajudaria a segunda a dar um tapa no visual, tem que ter um pouco dos dois. Mas isso é o que mais rola.

Quando eu comecei a andar de skate, muito antes de pensar em virar profissional eu via revistas especializadas com propagandas de marcas femininas e ficava indignada com o fato de colocarem “modelos” segurando pranchinhas nos anúncios. E não falo só de skate, não. Eu queria ver a coisa real, a menina que quebrava na sessão e como ela se comportava fora da pista. Se eu quisesse ver modelo ia comprar Vogue no lugar.

Até entendo que na época nem tinham meninas suficientes pra criar uma cena e tal. Eu criticava isso lá atrás e continuo tendo a mesma opinião, só que hoje as coisas mudaram. Vejo muitas meninas lindas e boas, e isso é ótimo. Tento orientar as marcas que me patrocinam e  a na minha marca vai ser assim também.

iG Street – Como foi sua primeira sessão de fotos?
Karen Jones – (risos) Eu fiquei dura igual um pau! Na primeira vez de baixo dos holofotes num estúdio, fiquei morrendo de vergonha, travadinha, suando frio e passando mal! O resultado nem foi tão ruim, mas tive que me esforçar muito pra ir me soltando. O fotógrafo era gente boa e me dirigia bem. Ai com o tempo eu resolvi que queria melhorar isso…

Cada vez que eu fazia ensaio tentava sugar o máximo do fotógrafo, pedia pra ele ir me falando o que fazer com o corpo, as mãos, observava as outras modelos, lia sobre o assunto. Aí eu fui ficando mais a vontade e abusada nas ideias. Claro que não tenho nem 10% da experiência de modelos de verdade, mas já me sinto muito mais confortável e consigo me divertir fotografando.

Vão aí algumas dicas pra sair bem na foto:

- Maquiagem ajuda bastante, corrigir olheiras, espinhas, dar uma corzinha nos olhos e tirar o brilho do rosto. Pra quem não esta costumado, às vezes pode parecer exagerado olhando no espelho, mas na câmera fica totalmente diferente;
- Uma boa iluminação faz toda a diferença. Se for fazer fotos externas, o fim da tarde é a melhor hora pra não ficar com sombras marcadas;
- Para não ficar com papo, projete a cabeça pra frente, como um ganso. haha Você vai se sentir ridícula, mas funciona;
- Deixar os braços em arco (colocando as mãos na cintura), sem pressioná-los contra o corpo, ajuda a delineá-los melhor;
- Pegue sua câmera digital e teste até descobrir de que jeito você fotografa melhor – mais outra coisa que vai te fazer sentir ridícula. Se você reparar, as celebridades sempre fazem as mesmas poses, dos mesmos ângulos nas fotos.

iG Street – Quais os cuidados que você tem com a aparência no dia-a-dia e na hora de andar de skate?
Karen Jones – Às vezes sou o relaxo em pessoa e às vezes encarno a Paris Hilton. Faço um esporte predominantemente masculino, mas sou mulher. Não sou macho, mas também não sou fresca.

Só tenho uma coisa com o cabelo. Não penteio nem nada, mas vou ao cabeleireiro, religiosamente, a cada três meses pra cortar, fazer progressiva, hidratação… No dia-a-dia sou mais relaxada, mas quando tenho alguma apresentação ou sessão de fotos passo um make, dou uma atenção a mais. Nunca liguei pra maquiagem, mas agora comecei a me interessar. (risos) São tantas cores apetitosas!

iG Street – Já aconteceu de você precisar fazer fotos e estar com algum roxo pelo corpo?
Karen Jones – Hum, roxo não lembro, mas ano passado fiquei a temporada inteira de verão na Califórnia usando joelheira pra andar de skate numa pista descoberta. Depois que acabaram os campeonatos, fui fazer um ensaio de vestido para meu patrocinador de tênis a [marca] Osiris e eu estava com a maior marca do mundo nos joelhos e no cotovelos, por ficar no sol de equipamentos . Eu nem me liguei por já estar acostumada, mas era muito visível. Eu parecia uma zebra! Tive que passar até corretivo e pó, mas mesmo assim ainda dá pra ver nas fotos.

iG Street – Você acha que mostrar a cara das skatistas ajuda a terminar com o preconceito em relação a meninas que andam de skate?
Karen Jones – Acho que já mudou bastante. Mostrar o nosso estilo de vida faz as pessoas perceberem o imenso potencial que o skate feminino tem. As meninas mais criativas e engraçadas que conheço andam de skate.

Muita gente não acredita que sou profissional quando me vê fora da pista. O preconceito, às vezes, é pela falta de informação. Muitos pais vêm conversar comigo e ficam surpresos, passam a ter outro ponto de vista.

A primeira coisa que falo é que não pode deixar de estudar nunca. Não adianta ser muito bom e burro. (risos) Minha mãe tem uma amiga muito fresca e a filha dela começou a gostar de skate; por minha causa a mãe acha o máximo menininha andando. Pra mim, essa é a maior recompensa que poderia ter.

Uma coisa dessa jamais teria acontecido, por exempo, há cinco anos… Eu amo o que faço, as coisas que conquisto pelo skate e gostaria que mais pessoas pudessem vivenciar isso também.

iG Street – Você já sofreu algum tipo de preconceito por causa do skate?
Karen Jones – Não diretamente. Eu considero preconceito as mulheres, em geral, serem deixadas de lado em qualquer esporte. Fico “p” quando algum campeonato não tem a categoria feminina, mas a gente, as skatistas, tem muita voz ativa e nunca deixamos quieto. Cada vez mais meninas andam de skate e curtem o esporte, o que nos dá mais força.

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): skate Tags: , , , , , , ,
17/06/2009 - 10:35

Street art em galeria

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Para quem gosta de arte de rua, mas com uma cara mais elitizada, é hora de correr para a exposição “Batalha de Toys”, na Livraria POP em São Paulo. A idealizadora do projeto é Beth Ferreira, uma “aficcionada por toy art” assumida e com vontade de ver o resultado do diálogo entre artistas diferentes – “Meu parceiro na iniciativa, Matias Max da loja La Cucaracha, no Rio, já havia feito uma exposição do gênero, mas com artistas mais ligados ao graffiti e aos quadrinhos. Juntos conseguimos agregar artistas com visões diferentes para refletir sobre essa nova mídia”.

A moda da toy art (que podem ser feitos de plástico, vinyl ou pano) começou entre os colecionadores desses brinquedos, que podem ser bem caros. A exposição utiliza dos bonecos do modelo Qee nas versões urso, cachorro, gato e toyger, do fabricante “Toy2R”, de Hong Kong.

Como foram escolhidos os artistas para a exposição? “Além dos três ganhadores do concurso no Bitsmag [artistas que enviaram seus projetos para um concurso realizado no portal] nós convidamos artistas plásticos que tivessem visões bem diferentes”, explica Beth Ferreira. Os quadrinistas e ilustradores MZK, Togaone e Rafael Silveira foram convidados por Matias Max.

Representando o pessoal de moda está Rita Wainer, entre os artistas plásticos estão Franklin Cassaro e Paulo Von Poser e Carlos Contente, que segundo Beth é “um dos nomes mais fortes da nova arte brasileira que está despontando”. Uma discussão entre a urbanidade e a natureza também acontece na exposição, com os Toy Link Animais da arquiteta Renata Barberis.

Será essa a chance de desmarginalizar a cultura de rua? “Acho que a arte de rua está cada vez menos marginalizada. Nem considero mais a arte de rua algo marginal mas sim, a toy art pode ajudar a tornar mais conhecidos e acessíveis os artistas de toy art”, finaliza Beth.

Você vai dar uma passada na exposição?

Batalha de Toys
Onde? Livraria POP, Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros, São Paulo/SP
Até quando? 16 de julho
Quanto? Entrada gratuita

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): street art Tags: , , , , , , , ,
15/06/2009 - 17:36

Eduardo Kobra faz calçada em 3D e exposição individual em São Paulo

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O grafiteiro e muralista Eduardo Kobra começa amanhã, 16 de junho, a fazer sua primeira obra em 3D.  O local  para a realização do trabalho é uma calçada muito bem localizada na capital paulista, que fica em frente ao Viaduto do Chá. 

Kobra pretende pintar um carro antigo, já que a obra ficará exposta no centro histórico de São Paulo. “É o primeiro de muitos trabalhos em 3D que vou realizar em São Paulo, sempre com alguma relação com o outro projeto que desenvolvo há anos na Cidade: o Muro das Memórias”,  conta o artista.

Desde 2007, o artista se apaixonou pela misteriosa técnica da pintura em 3D, também conhecida como “anamórfica” ou “ilusionística”. Durante dois anos, Kobra estudou a técnica , especialmente os trabalhos do norte-americano o Kurt Wenner e do inglês Julian Beever. E agora, se sente seguro para realizar a obra.  “Eu procurava por um local que possibilitasse a implementação da imagem e a interação com o público. Deveria ser uma calçada larga e com grande movimento de pessoas”. Ele ressalta também que a arte em 3D nas ruas dá às pessoas não apenas a oportunidade de interagir com a obra, mas também de acompanhar o processo de criação do artista.

Toda a obra será feita em Giz e Airbrush, materiais que não danificam o patrimônio público e ficará pronta em apenas quatro dias. Depois, o artista vai expôr seus trabalhos individuais na Galeria Proarte, entre os dias 29 de junho e 13 de julho.

Mais informações:11-2158-0163/73/83, 3714-6924, 9109-0688 e 9494-8814 ou pelo e-mail  redacao@gontof.com.br 

Autor: Dani Barbosa - Categoria(s): Cultura de rua Tags: , , ,
04/06/2009 - 15:44

Arte contra o cigarro

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Você que curte uma arte street, tem opinião formada e acredita num mundo melhor, já pensou em fazer algum tipo de arte contra o cigarro? Vários designers já pensaram nisso e deram sua contribuição antitabagista.

Você conhece alguém de street art que está fazendo sua parte? Dê uma olhada nas imagens e inspire-se!

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): street art Tags: , , ,
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