Esta semana nosso querido Berlam foi levado por homens mascarados enquanto gravava uma pauta nas proximidades do iG. Não sabemos o que motiva um ato de tamanha violência. Seu dinheiro? Não se pode mais ser multi-milionário tranquilamente nesse país? Sua fama, que despertou a inveja de pessoas comuns? Ou quem sabe seu posicionamento à frente de seu tempo, deixando que as pessoas cheguem por trás de Berlam, um vanguardista da comunicação.
Quem tiver mais informações coloque aqui no meio ou por favor envie aos responsáveis, se quiser anonimato pra fazer uma coisa dessas.
Fui visitar a sede do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (rua Augusto de Miranda, 786 – pompéia) em São Paulo. Eles estão com uma grande mostra de novo repertório de peças e uma exposição fantástica sobre a história do hip hop. Foi por lá mesmo que nos encontramos, conversamos e desfilamos nosso estilo!
Estava voltando de viagem quando finalmente resolvi ter a paciência de ouvir o disco do Marcelo Camelo. Já tinha tentado na loja, na casa de amigos, mas o clima excessivamente calminho e ameno não permitia que ficasse ouvindo por muito tempo. Parecia que precisava comprar uma casa em itapoã e depois de 10 dias de rede sem nada o que fazer quem sabe estivesse pronto pra tanta “sofisticação”. Depois de dormir muito bem, passar um dia tranquilo finalmente chegou a hora. Ouvi até pelo menos a metade sem reclamar, nem adiantar nenhuma música. Mas a repetição de um mesmo tema ao longo de todo cd, as músicas com dedilhados de violão infinitos e as letras sempre chorosas (isso não é novidade pra fãs do los hermanos, que sempre fizeram ótimas músicas de “corno”) fazem do cd uma obra difícil de chegar ao fim.
Mas assim que paramos de ouvir, cheguei a um restaurante beira de estrada quando tive a impressão de que tocava no ambiente o mesmo cd, fui conferir e quem tocava era um daqueles violonistas de boteco, que tocam grandes sucessos em versões calminhas.
Cd bom pra hall de hotel: Camelo passa de um estilo João Gilberto, vai voltando pra músicas de “morena” à la Dorival Caymmi e ainda chega a uma marchinha mais inocente que a dos tempos da vovó.
A música mais marcante é obviamente seu dueto com Mallu Magalhães. Graciosa e romântica. Tomara que com novo amor ele cante um pouco menos sobre a dor e viva emoções mais envolventes. Porque dedilhado de violão com fundo de praia tem pra vender em qualquer beira de estrada.
Fiz esse programa nos estúdios da Álamo onde o querido amigo Fabio Lucindo trabalha (ele que fez garoto enxaqueca! hahaha). Assunto interessantíssimo, achei pura diversão fazer, dublar e ver o programa. Esse tá bom, afinal modéstia é uma coisa que desconheço!