iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

Arquivo da Categoria diquetes culturetes

27/11/2008 - 02:31

O “pós-pós-pós”

Ao invés de vivermos em uma era de final dos tempos, vivemos na era em que tudo é pós-pós-pós. tudo digo, falando em termos culturais. O pós-pós-pós dominou a cabeça de artistas que tem a pachorra de dizer no meio de mais um dos milhares períodos históricos, que tudo acabou, que mais nada pode ser inventado, bla-bla-bla. Pra quem considera a ilustrada seu único meio de comunicação com o que há de bom no mundo pode ser, inclusive ela acaba de lançar o livro auto referente “Pós-tudo”. Avançando na tão atacada pretensão do título de “verdade tropical”, a biblia dos culturetes considerou esses 50 anos tudo e já é o seu pós. Tudo já rolou, nada mais pode ser inventado. Mesma sensação que sugere o show de Cibelle, que acabei de acompanhar no Bourbon Street. Parece a Gal, parecem roupas dos anos 80, parece um filme trash que abre o show, parece que vai engatar mas desengata. É Pós-tudo. Tudo é referência, com releituras referentes, afinal já é uma releitura da releitura que brinca com estar fazendo a releitura ao mesmo tempo que nega a releitura.
Não entendeu? É pós-pós-pós: “É pós entendimento, é pós entretenimento pque a vida e a cultura já se esgotaram e nada se cria tudo se copia. Ou não.”
Na verdade o que resume foi a fala de um amigo após o show: é pós qualquer coisa.

Autor: berlam - Categoria(s): diquetes culturetes Tags: , , ,
16/11/2008 - 20:02

Allen do Desejo

Woody Allen, o diretor neurótico a beira de um ataque de nervos, acaba de lançar um filme fantástico. “Vicky Cristina Barcelona” é mais um painel de neuroses humanas mas desta vez com muita agilidade, graça e um toque de pimenta. Ele usa e abusa de todos os clichês da sensualidade espanhola, dos bons e atraentes atores de lá para fazer uma versão Almodovar de sua própria obra. Se em seu filme anterior “O Sonho de Cassandra” ele brincava de Hitchcock, levando ao paroxismo os dilemas entre culpa, desejo e assassinato (uma trinca que Dostoievsky lançou aos quatro cantos do mundo – de Nelson Rodrigues a Almodovar) nessa ele deixa-se levar pelas paixões humanas e faz uma obra mais tolerante. Se o final moralista e irônico de ‘Match Point’ agradou a muitos, ele não fugia de fazer apologia velada a uma sociedade pautada na hipocrisia. Ao deslocar seu foco para a caliente Barcelona – cidade fetiche – ele encontra uma ambiente mais “liberal” para destilar sua ironia. Parece que sua mão de clown nunca acredita realmente na realização do desejo, que ele sempre se tornará patético e inconveniente. Mas o inconveniente nesse filme é altamente sedutor (claro, Penélope Cruz fazendo uma espanhola temperamental não poderia deixar de ser apaixonante) e o painel fica mais complexo e arejado. O narrador que emoldura o filme, dá o tom de fábula onde passeiam as incoerências humanas.
O que diferencia Almodovar de Woody Allen é que este segundo parece não querer abrir mão jamais do sentimento de culpa, sempre frisando sua existência e as amarras sociais que “prendem” os desejos e impulsos sexuais. Almodovar é mais permissivo, enxerga mais beleza no contraditório e com “Vick Cristina Barcelona” parece que Allen se deixa permear por essa visão. Como diria o marido almofadinha do filme, depois de uma boa trepada:
“Você está mais presente hoje. Será o ar de Barcelona?”
Mesmo ironizando esses efeitos, parece que o diretor se deixou levar por esse ar…

Autor: berlam - Categoria(s): diquetes culturetes Tags: , , ,
31/10/2008 - 20:36

Fim de Semana em Sampa

A Senhora Bossa

Ela que já entra na ‘melhor idade’ com seus cinquenta aninhos e segue encantando multidões, recebe um tratamento refinado do incrível Tárik de Souza, no espaço Rio Verde esse final de semana. Rumos, frutos e origens serão abordadas em palestras temáticas…

Rio Verde

Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena.

tel. 3459 5321

Dia de los Muertos

Esse simpático restaurante com cara de filme de Almodóvar e apetitosos pratos faz uma semana com cardápio inspirado na típica celebração mexicana. Cores fortes, fantasias criativas e músicas maravilhosas fazem dessa festa um carnaval sobre a morte que inspira muita alegria e sabedoria. E porque não, comida!

Obá restaurante
Rua Dr. Melo Alves, 205 – Jardins
tel 3086-4774

Autor: berlam - Categoria(s): diquetes culturetes Tags: , , ,
31/10/2008 - 09:59

Eu que Midani

Sou um tanto obcecado por biografias. Talvez por isso eu seja uma metamorfose ambulante, ou o contrário. Um dia uma psicóloga me falou que isso era uma busca por identidade. Pois acabo de concluir “Música, Idolos e Poder – do vinil ao download” de André Midani, o Midas da música brasileira da bossa nova pra cá. O menino deu seu toque de João Gilberto a Ultrage a Rigor, passando por praticamente todos os totens da música nacional. É dele o escritório destruído por Tim Maia e Rita Lee nos anos 70 – situação surreal descrita no ótimo “Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia” de Nelson Motta. O livro é bem mais uma biografia do que uma análise do mercado da música como pode sugerir o “do vinil ao download” do título. E a vida pra variar foi muito louca, vida… Poderia ser “do dia D ao Ano do Brasil na França” já que Midani teve experiências impressionantes ao longo da vida. Esse povo da música é uma loucura!

Ai na sequência emendei a impressionante biografia de Billie Holliday – a cantora mais encantadora que já apareceu – e como um ‘Assum Preto’ de Gilberto Gil, a mulher sofreu demais. Só no primeiro capítulo, entre outras passagens como tentativas de estupro, espancamentos pela tia, internação em um convento sinistro temos o relato da morte de sua bisavó, a “única pessoa que realmente a amava”:

Acordei quatro ou cinco horas depois. O braço da minha bisavó ainda estava apertado em volta do meu pescoço, e eu não conseguia movê-lo. Tentei de todo jeito e então me apavorei. Ela estava morta e eu comecei a gritar. Os vizinhos vieram correndo. Tiveram de quebrar o braço da bisavó para me soltar. Levaram-me então para o hospital. Fiquei lá um mês. Em estado de choque, disseram. 

Mas o que mais impressiona nessa mulher é a delicadeza de sua música, de amor transbordante apesar disso tudo.


Autor: berlam - Categoria(s): diquetes culturetes Tags: , , ,
30/10/2008 - 19:31

Abba suas asas!

Ontem recebi um presente: Mamma Mia! musical a partir de canções do ABBA. Eu, que na minha emburrada adolescência (uma certa redundância) não gostava de ABBA nem de teclado, esse ano fui bombardeado: ganhei um teclado, um songbook do ABBA Gold e pra concluir essa versão pirata do filme que está nos cinemas.
E o filme é pura diversão trash. Coreografias que entram do nada, pessoas histéricas como travecos, e uma sequência interminável de números musicais com grandes hits! Foi o filme mais visto por semanas no Brasil e tem razão de ser. Afinal ouvindo ABBA dá pra saber de onde vieram muitas músicas da Madonna e muitos figurinos de drags fantásticos!

Autor: berlam - Categoria(s): diquetes culturetes Tags: , , ,
22/10/2008 - 16:25

“Artistas” estréia!

A peça “Artistas” do gênio underground Waldemar Neves estréia hoje no Teatro Coletivo Fábrica – R. Consolação, 1623.
Vou lá dar uma pinta e curtir o coquetel que rola a partir das 20h30. A peça fica em cartaz às quartas e quintas às 21h30 até 4 de dezembro…
se joga!

Autor: berlam - Categoria(s): diquetes culturetes Tags: , ,
Voltar ao topo