Ela que já entra na ‘melhor idade’ com seus cinquenta aninhos e segue encantando multidões, recebe um tratamento refinado do incrível Tárik de Souza, no espaço Rio Verde esse final de semana. Rumos, frutos e origens serão abordadas em palestras temáticas…
Rio Verde
Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena.
tel. 3459 5321
Dia de los Muertos
Esse simpático restaurante com cara de filme de Almodóvar e apetitosos pratos faz uma semana com cardápio inspirado na típica celebração mexicana. Cores fortes, fantasias criativas e músicas maravilhosas fazem dessa festa um carnaval sobre a morte que inspira muita alegria e sabedoria. E porque não, comida!
Obá restaurante
Rua Dr. Melo Alves, 205 – Jardins
tel 3086-4774
Sou um tanto obcecado por biografias. Talvez por isso eu seja uma metamorfose ambulante, ou o contrário. Um dia uma psicóloga me falou que isso era uma busca por identidade. Pois acabo de concluir “Música, Idolos e Poder – do vinil ao download” de André Midani, o Midas da música brasileira da bossa nova pra cá. O menino deu seu toque de João Gilberto a Ultrage a Rigor, passando por praticamente todos os totens da música nacional. É dele o escritório destruído por Tim Maia e Rita Lee nos anos 70 – situação surreal descrita no ótimo “Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia” de Nelson Motta. O livro é bem mais uma biografia do que uma análise do mercado da música como pode sugerir o “do vinil ao download” do título. E a vida pra variar foi muito louca, vida… Poderia ser “do dia D ao Ano do Brasil na França” já que Midani teve experiências impressionantes ao longo da vida. Esse povo da música é uma loucura!
Ai na sequência emendei a impressionante biografia de Billie Holliday – a cantora mais encantadora que já apareceu – e como um ‘Assum Preto’ de Gilberto Gil, a mulher sofreu demais. Só no primeiro capítulo, entre outras passagens como tentativas de estupro, espancamentos pela tia, internação em um convento sinistro temos o relato da morte de sua bisavó, a “única pessoa que realmente a amava”:
Acordei quatro ou cinco horas depois. O braço da minha bisavó ainda estava apertado em volta do meu pescoço, e eu não conseguia movê-lo. Tentei de todo jeito e então me apavorei. Ela estava morta e eu comecei a gritar. Os vizinhos vieram correndo. Tiveram de quebrar o braço da bisavó para me soltar. Levaram-me então para o hospital. Fiquei lá um mês. Em estado de choque, disseram.
Mas o que mais impressiona nessa mulher é a delicadeza de sua música, de amor transbordante apesar disso tudo.
Ontem recebi um presente: Mamma Mia! musical a partir de canções do ABBA. Eu, que na minha emburrada adolescência (uma certa redundância) não gostava de ABBA nem de teclado, esse ano fui bombardeado: ganhei um teclado, um songbook do ABBA Gold e pra concluir essa versão pirata do filme que está nos cinemas.
E o filme é pura diversão trash. Coreografias que entram do nada, pessoas histéricas como travecos, e uma sequência interminável de números musicais com grandes hits! Foi o filme mais visto por semanas no Brasil e tem razão de ser. Afinal ouvindo ABBA dá pra saber de onde vieram muitas músicas da Madonna e muitos figurinos de drags fantásticos!
O Corinthians voltou a serie A e chamei esse fanfarrão do Cacá Rosset pra comentar esse êxito incrivel ao lado de times como Havaí e Barueri. Pois ele não queria acabar o programa, cantou, causou e falou baixarias sem fim…
comemorem com essa figura!
Essa noite de Sábado no TIM Festival foi uma sacola. Ponto de encontro dos moderninhos, que pagam R$150 pra ver shows de bandas estrangeiras que nem conhecem. Eu, como moderno, fui também. Pois as bandas gringas eram realmente chatas e o show mais interessante foi curto e no começo… Quando começou a esquentar um problema técnico atrapalhou o show do Cérebro Eletrônico.
O The National com seu vocalista resmungão e músicas invariavelmente em evolução “crescente” foi bom pra passear e não ver o tempo passar. O MGMT, promessa de animação começou seu show jogando cerveja em ursinhos de pelúcia com um discurso incompreensível ovacionado pela platéia baba ovo brasileira.
A melhor descrição de como era o público presente, fica por um video do Hermes e Renato. O resto é silêncio (e zumbido no ouvido)
Simpaticíssima, Marisa Orth me recebeu em seu camarim e deu essa tiradinha acima. Eu que não tiro nada, acompanhei esse espetáculo de cabaré no Café Uranus, onde Berlam debutou.
Divertidíssimo e sensual, aqui vai um pouquinho de tudo:
A peça “Artistas” do gênio underground Waldemar Neves estréia hoje no Teatro Coletivo Fábrica – R. Consolação, 1623.
Vou lá dar uma pinta e curtir o coquetel que rola a partir das 20h30. A peça fica em cartaz às quartas e quintas às 21h30 até 4 de dezembro…
se joga!
Fui ver (da primeira fila é claro) o show do Teatro Mágico no Memorial da América Latina. É um fenômeno impressionante. Com a internet, um discurso politizado e uma platéia insandecida eles lotaram 4 apresentações pra 1.800 pessoas que cantavam em coro.
Só não atraiu tanta atenção quanto meu modelito circulando pela platéia fantasiada….
Francesa maravilhosa com rápida e discreta passagem por aqui (o que fizeram o Skol Beats e o Tim Festival que não perceberam?) Yelle bomba na internet com seus clipes “fantásticos”. Só conheci depois as enormes semelhanças entre esse clipe de “Je veux te voir” e nossa aula de ginástica!
O show dela no Glória foi incrível, com sua dupla de beats eletrônicos e ao vivo. Eu e minhas Garotas Fantásticas estivemos por lá pra conferir!