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quinta-feira, 7 de outubro de 2010 Crianças, Família, Investimentos, Previdência | 05:59

Previdência privada para as crianças vale a pena?

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Em vez de dar roupas ou brinquedos, muita gente pensa em presentear as crianças da família no próximo 12 de Outubro começando uma reserva financeira para o seu futuro.

Antigamente, a caderneta de poupança era a primeira ideia que vinha à cabeça nessas situações. Mas, com a sofisticação do mercado financeiro brasileiro e a maior concorrência entre as instituições, outros produtos agora se apresentam como alternativa.

Segundo os especialistas, os planos de previdência privada são bastante atraentes –se devidamente compreendidos.

Trata-se de um investimento de longo prazo, e não apenas por definição: as regras que regem os fundos foram desenvolvidas para estimular o dinheiro a permanecer na aplicação por um intervalo de tempo maior. Essa é uma condição fundamental, portanto, para que os benefícios do produto sejam totalmente aproveitados.

Pelo fato de o período de acumulação ser extenso, o fundo pode colocar uma parte dos recursos em ativos de renda variável (ações negociadas na Bolsa de Valores), oferecendo, ao final, um rendimento superior ao das ferramentas tradicionais.

Entretanto, as instituições financeiras não garantem o tamanho do retorno. Os valores de patrimônio futuro e dos proventos mensais decorrentes que informam no momento da aquisição do produto são apenas simulações, estimativas. Por isso, é fundamental fazer uma pesquisa e escolher uma empresa administradora experiente, confiável, sólida, e conhecer a fundo a sua estratégia de gestão dos recursos. Perguntar para o corretor que está vendendo o plano sobre a história da companhia, quem são os executivos responsáveis, os seus princípios, tática e estilo ajuda, assim como conversar com amigos que já tenham contratado um fundo do gênero.

Caso no meio do caminho o cliente deseje mudar de fundo –migrar para um mais conservador, por exemplo– ou de instituição, nenhuma taxa extra é cobrada. O tamanho dos depósitos é igualmente flexível. Quando o orçamento está folgado, aumenta-se as contribuições, e diminui-se nos momentos de sufoco.

“A grande vantagem desses planos em relação aos fundos de investimento tradicionais é o regime de tributação. Quem declara imposto de renda pelo modelo completo deduz os valores colocados até 12% da renda bruta anual”, explica Luiz Claudio Friedheim, diretor de marketing da empresa de seguros e previdência Mongeral Aegon. “E para o resgate também se aplica uma tabela regressiva de imposto de renda. Deixando o dinheiro por dez anos, a porcentagem aplicada é de apenas 10%, contra até 35% de outras ferramentas.” Mas, antes desse prazo, as alíquotas são grandes, o que significa que é ruim tirar os recursos cedo.

Outra regalia é a forma de cobrança dos impostos, só no final do plano, enquanto dos fundos comuns a coleta é realizada a cada 30 dias. Dessa maneira, na previdência privada os juros são calculados mensalmente sobre valores maiores, elevando os ganhos.

“O principal objetivo que leva à contratação do plano é cuidar da educação da criança. Começando com um depósito de R$ 100 por mês já é possível garantir o curso universitário”, diz Alessandro Andrade, superintendente executivo de previdência do banco Santander.

Porém, no momento da retirada, existem várias opções de destino que dar ao dinheiro, não é necessário se ater ao imaginado quando da contratação. Além de custear a faculdade –fazendo saques mensais–, pode-se usar o montante para montar um consultório ou adquirir o imóvel onde o beneficiado pelo fundo vai passar a morar.

Muitos fundos oferecem, ainda, privilégios adicionais no período de depósitos–o do Santander prevê até professor particular para alunos que percam aulas por motivo de saúde.

Fundamental sempre é fazer um bom levantamento em detalhes dos produtos que cada instituição criou, as tarifas cobradas, as normas específicas e serviços proporcionados.

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Autor: Denyse Godoy Tags: , , ,