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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 Alimentação, Consumo, Supermercado | 13:09

Panetone sobe 10% em um ano em SP, e produtos da ceia têm diferença de até 93% entre supermercados

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Um levantamento realizado pela Fundação Procon de São Paulo nos supermercados da capital apurou enormes disparidades de valores entre os itens que costumam fazem parte da ceia de Natal.

A maior diferença, de 93,22%, foi a dos preços do pêssego em calda especial (450 gramas) da marca Oderich, que saía por R$ 3,98 no Carrefour (zona norte) e por R$ 7,69 no Pão de Açúcar (zona sul).

O quilo do pernil desossado temperado da Sadia também registrou grande variação: 52,26%. Enquanto era comercializado a R$ 10,18 no WalMart (zona oeste), valia R$ 15,50 no Futurama (centro).

A lista completa dos produtos e dos valores praticados pelas lojas está aqui: http://www.procon.sp.gov.br/pdf/acs_planilha_endereços_ceia_%202010.pdf.

Comparando com os valores verificados no ano passado, os alimentos que apresentaram maior aumento foram os biscoitos (10,96%), os panetones e chocotones (9,55%) e as carnes congeladas (8,36%). No período, a inflação, segundo o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ficou em 6,03%.

No supermercado Andorinha (zona norte) foi encontrada a maior quantidade de itens com os preços menores ou iguais à média, 95 de 112 encontrados, ou 85%. O desempenho dos demais estabelecimentos pesquisados ficou assim:

Zona norte
Carrefour – 30 itens de 86 encontrados (35%)

Zona sul
Dias Pastorinho – 59 itens de 81 encontrados (73%)
Pão de Açúcar – 12 itens de 84 encontrados (14%)

Zona leste
D’Avó – 61 itens de 101 encontrados (60%)
Extra – 21 itens de 94 encontrados (22%)

Zona oeste
Sonda – 70 itens de 115 encontrados (61%)
Walmart – 51 itens de 99 encontrados (52%)

Centro
CompreBem – 10 itens de 46 encontrados (22%)
Futurama – 31 itens de 66 encontrados (47%)

O Procon sugere que o consumidor pesquise sempre os preços antes de realizar as suas compras, e também considere o custo do deslocamento antes de optar por algum supermercado, porque a eventual economia no carrinho pode não compensar o gasto com o transporte.

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Autor: Denyse Godoy Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de dezembro de 2010 Alimentação, Comportamento, Consumo, Família, Indicadores Econômicos, Inflação, Supermercado | 13:19

A sua inflação pessoal

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A inflação, no Brasil, acelerou neste segundo semestre principalmente por causa da disparada de alguns produtos alimentícios, como a carne bovina e o feijão, que tiveram sua produção no país afetada por problemas climáticos.

Mas a percepção do sobe-e-desce dos preços varia bastante entre cada casa. Se, em determinado domicílio, a conta do supermercado toma a maior parte do orçamento mensal, por exemplo, os aumentos nos itens dessa lista naturalmente pesam e aparecem muito mais. Então, dependendo de quais mercadorias se costuma comprar, ora tem-se a sensação de que as alterações são muito maiores do que os índices registram e, em outros momentos, não se sente a pressão.

Indo um pouco além no exercício de anotar receitas e despesas para controlar as finanças da família, é possível acompanhar melhor as alterações nos valores das mercadorias e dos serviços consumidos com freqüência para fazer eventuais substituições e mudanças de rumo, manter os gastos dentro dos limites estabelecidos e entender de que maneira as mudanças na economia atingem as contas da residência.

A ideia é mensurar a inflação da família, para trocar a impressão das mudanças de preços por estimativas precisas.

Dá um certo trabalho; porém, se envolver todos os parentes, a tarefa traz o benefício extra de fazer com que filhos e cônjuges se comprometam mais com a gestão inteligente do orçamento.

Para os cálculos, é necessário escrever uma relação detalhada de cada tipo de dispêndio da casa. Não basta, então, anotar “supermercado”, como geralmente se procede. Essa vai ser apenas uma categoria de despesas, sob a qual entram os artigos: batata, arroz, bolacha. A cada mês, deve-se somar e lançar nessa listagem os respectivos valores.

Outras classes de gastos precisam ser criadas: educação (mensalidade escolar, material, cursos extracurriculares), saúde (convênio, remédios), transporte (passagem de ônibus, táxi, combustível, a prestação do carro), lazer (cinema, TV a cabo), habitação (energia elétrica, gás, água, aluguel), vestuário (aquisição de roupas, lavanderia).

Caso fique muito complicado, vale começar monitorando apenas a mais importante para o domicílio. 

Depois de seis meses já dá para fazer uma avaliação. Em um ano, porém, a comparação fica mais exata e pode surpreender. É interessante, ainda, fatiar o total da renda pelos grupos, para perceber onde se concentram os gastos –e comparar com o noticiário e os indicadores elaborados pelos economistas.

Na sua observação, como os preços ziguezaguearam neste ano? Deixe um comentário!

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Autor: Denyse Godoy Tags: , , ,