AGENDA DE MERCADO: Animação na Bolsa tem bases frágeis
Na semana passada, a Bolsa de Valores brasileira engatou uma série de dez altas consecutivas, feito não realizado desde 2003. Novas elevações podem ser observadas nos próximos dias, mas o investidor deve manter a cautela, pois ainda existem muitos motivos para preocupação no que diz respeito ao estado da economia mundial.
“Os balanços de grandes empresas relativos ao segundo trimestre continuam sendo destaque na agenda. Nos EUA, por exemplo, saem os resultados da Dow Chemical, da Mastercard e da Procter & Gamble. Números positivos têm animado os mercados. Entretanto, essas cifras dizem respeito ao passado, não falam nada sobre as perspectivas futuras”, alerta José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe da Fator Corretora.
É recomendável, portanto, prestar atenção aos indicadores macroeconômicos.
As pesquisas de humor dos gerentes de compras (chamadas PMI) na China saem hoje à noite e amanhã. Esses índices revelam quão otimistas os executivos se encontram, e constituem uma sinalização importante do ritmo dos negócios.
A taxa de empregos nos EUA, a ser divulgada na sexta-feira, também pode mexer bastante com as ações.
“Quem esqueceu que ainda pairam muitas dúvidas sobre uma desaceleração das maiores economias do mundo –a americana, a chinesa e a europeia– está correndo considerável risco. Basta lembra que o PIB [Produto Interno Bruto] dos EUA, informado na última sexta-feira, desacelerou, desautorizando essa festa toda que se está vendo”, pondera Gonçalves.
Sobre o Brasil, o indicador mais importante é o de produção industrial, que sai amanhã.
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