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terça-feira, 4 de maio de 2010 BRICs, Wall Street | 18:00

Por que a crise na Europa derruba a Bolsa e puxa o dólar

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O mercado financeiro viveu mais um dia de mau humor nesta terça-feira, dia 4 de maio. A preocupação dos investidores foi que o pacote de 110 bilhões de euros (US$ 160 bilhões) de ajuda da União Europeia ao governo da Grécia seja insuficiente para conter a crise. Além da Grécia, a bolsa de apostas agora prevê que Portugal e Espanha terão de pedir socorro aos vizinhos.

O que isso tem a ver com a Bolsa brasileira e com a relação entre reais e dólares? As notícias de fora afetam as cotações daqui porque o mercado é globalizado. A palavra “globalização” serve para muitos usos, mas, na prática, ela quer dizer que os investidores internacionais podem colocar e tirar dinheiro do Brasil com muita facilidade. Ou seja, na prática o fato de o governo europeu destinar US$ 160 bilhões à Grécia quer dizer que haverá menos US$ 160 bilhões disponíveis no mercado para investimentos.

Uma fração desse dinheiro viria para o Brasil. Como o mercado trabalha com expectativas, a expectativa de que esse dinheiro deixe de vir pressiona as ações para baixo (menos investidores comprando) e o dólar para cima (menos dólares chegando). Esse movimento deverá continuar por mais alguns dias, até que haja mais clareza com relação à situação na Europa.

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Autor: Claudio Gradilone Tags: ,

domingo, 2 de maio de 2010 Ações, BRICs, Dólar | 14:00

O que esperar dos investimentos para o que resta de 2010

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O ano de 2010 começou marcado por um forte otimismo. Os prognósticos de crescimento da economia faziam prever uma bolsa em forte valorização – falava-se em até 20%, o que representaria um índice Bovespa a 84 000 pontos – com inflação sob controle e dólar estável.

Os quatro primeiros meses do ano mostraram que as coisas não estão tão boas. A Bolsa acumula uma queda de 4% no ano, os índices de inflação estão em forte alta e o dólar mostra uma volatilidade acentuada.

O que aconteceu? Uma explicação simples é que o mercado está refletindo uma piora das condições econômicas nacionais e internacionais.

Começando pelo mundo: a crise europeia é muito mais grave do que parecia à primeira vista. Apesar de a Grécia ser um país economicamente sem importância, o buraco de suas contas é enorme. O pacote de ajuda da União Europeia e do FMI, fechado neste domingo, dia 2 de maio, é de US$ 160 bilhões, quase R$ 280 bilhões.

Ainda não é possível calcular se países como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda vão precisar de dinheiro. Seus rombos são menores do que o grego, mas suas economias são maiores do que a da Grécia. Os especialistas temem que esses países também acabem precisando de dinheiro.

Independentemente do futuro, o caso grego já drenou US$ 160 bilhões de investimentos europeus. Esse dinheiro deixará de ser destinado ao consumo e ao investimento, reduzindo o ritmo econômico de uma região que é um parceiro comercial e de investimentos muito importante para o Brasil.

No Brasil também há problemas. A economia vem crescendo aceleradamente, o que é bom para as empresas e para as ações, mas esse crescimento já está refletido nas cotações. Além disso, o Banco Central – que elevou os juros de 8,75% para 9,5% ao ano na quarta-feira passada – deverá puxar as taxas para até 11,50% ou 11,75%. Na ponta do lápis, menos dinheiro para as empresas e menos combustível para a alta das ações. Com tudo isso, o cenário para os investidores piora.

O que fazer? A recomendação dos especialistas é cautela com as ações. Segundo Paulo Levy, da corretora MyCap, está difícil achar pechinchas na Bolsa. O investidor que quiser ganhar dinheiro com ações tem de ter paciência e pensar no longo prazo.

As aplicações de renda fixa deverão apresentar um rendimento melhor do que em 2009, mas as taxas mais altas vão compensar apenas parcialmente a inflação mais elevada e o aumento da mordida do Leão, que é calculado sobre a rentabilidade nominal.

No caso do dólar, a recomendação dos especialistas é cautela. Apesar de o calendário eleitoral ser muito menos turbulento do que em eleições anteriores – ninguém espera que Dilma Roussef ou José Serra realizem mudanças drásticas na economia – eleição e câmbio costumam ser uma mistura explosiva. Além disso, esse é um mercado para profissionais.

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Autor: Claudio Gradilone Tags: , ,

quarta-feira, 28 de abril de 2010 Ouro | 17:00

Crise na Europa faz cotações do ouro disparar

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O temor do mercado internacional com a crise na Europa fez as cotações do ouro disparar. As agências de classificação de risco rebaixaram a nota da Grécia e de Portugal na terça-feira, dia 27 de abril, e reduziram a nota da Espanha nesta quarta-feira, dia 28. Com isso, essas empresas informaram aos investidores que consideram mais provável que os governos grego, português e espanhol não paguem o que devem.

O caso de Portugal é emblemático. A entrada do país na Comunidade Europeia e sua adesão à moeda única fez com que seu parque industrial fosse sucateado. A economia portuguesa hoje concentra-se em  turismo e produção agrícola, setores que não são capazes de garantir o crescimento e a solvência do país. Outros países da Europa, como Irlanda e Itália também encontram-se em uma situação parecida.

Esses temores fizeram os preços do ouro disparar. Na Bolsa de Londres, o metal bateu seu recorde de preço. Cada onça-troy (31,1 gramas) era negociada a US$ 1.174, superando o recorde de dezembro do ano passado. Na BMFBovespa, o grama do ouro fechou a R$ 69,10, nível mais alto desde março de 2009.

É bom investir em ouro? Para a grande maioria dos investidores, a resposta é não. Esse é um mercado para profissionais, altamente especulativo e, o que é pior, pequeno: em média foram negociados apenas R$ 724 mil por dia nos últimos dois anos, o que é pouco para os padrões do mercado financeiro. Uma ordem de compra ou venda um pouco maior de um investidor institucional ou de um fundo de investimentos pode distorcer fortemente os mercados, provocando prejuízos nos pequenos investidores.

Autor: Claudio Gradilone Tags: , ,

terça-feira, 27 de abril de 2010 Wall Street | 16:55

Investidor brasileiro terá ligação de alta velocidade com Wall Street

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Os investidores brasileiros que quiserem aplicar em Wall Street terão mais uma alternativa para fechar negócios. A Bolsa de Nova York (New York Stock Exchange – NYSE) anunciou nesta terça-feira uma parceria com a empresa brasileira Unitelco para fornecer serviços de transmissão de dados via internet entre São Paulo e Nova York.

Segundo Antonio Gonçalves, responsável pelas vendas da Bolsa de Nova York na América Latina, o sistema permitirá que investidores interessados em operar no mercado americano coloquem ordens com uma agilidade comparável à dos investidores localizados nos Estados Unidos. “Acreditamos que essa possibilidade vai elevar a liquidez nas duas praças, ao permitir operações de arbitragem entre os mercados”, diz ele.

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Autor: Claudio Gradilone Tags: , , ,

segunda-feira, 26 de abril de 2010 Wall Street | 18:30

Seja sócio de Bill Gates pagando em reais

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Que tal ser sócio de Bill Gates, o fundador da Microsoft? Ou dos herdeiros de Sam Walton, o fundador da Wal-Mart? Ou ainda aproveitar-se financeiramente a cada clique na ferramenta de busca Google? E tudo isso sem precisar enfrentar a fila do consulado americano na hora de tirar o visto nem tendo de mandar o dinheiro para o exterior.

Isso será possível no início do segundo semestre, quando a bolsa de valores de São Paulo permitir o início dos negócios com Brazilian Depositary Receipts (BDR) de empresas não patrocinadas.

O que? Agora em português: na Bolsa é possível comprar e vender diversos ativos financeiros. Os mais representativos são as ações de empresas abertas brasileiras. No entanto, também é possível negociar papéis de empresas estrangeiras. Não são ações, mas BDR – papéis que representam ações de empresas que nasceram fora do Brasil, como o banco argentino Patagonia (recentemente comprado pelo Banco do Brasil) e a suíça Dufry, proprietária das lojas livres de impostos na maioria dos aeroportos internacionais.

Esses papéis são patrocinados pelas empresas emissoras, que querem o dinheiro dos investidores brasileiros. Agora, a Bolsa vai lançar BDR não patrocinados. Na prática, quer dizer que as empresas não necessariamente vão lançar seus papéis aqui, mas as negociações serão realizadas em reais e intermediadas por corretoras brasileiras.

A princípio, os dez BDR serão das seguintes empresas: Apple, Google, Mc Donald’s, Wal-Mart e Pfizer, e outras menos conhecidas do grande público como a siderúrgicaArcelor Mittal, os bancos Bank of America e Goldman Sachs, a petrolífera Exxon Mobil e a mineradora Billiton.

Vale a pena? Ações sempre são um investimento de risco e, nos últimos tempos, a economia americana vem dando mais notícias ruins do que boas aos investidores. No entanto, a possibilidade de comprar ações de fora do Brasil permite aos investidores daqui aproveitar de ondas de prosperidade que se levantam em tempos diferentes e a ganhar dinheiro mesmo quando o mercado daqui não apresenta boas promessas.

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Autor: Claudio Gradilone Tags: ,

terça-feira, 30 de março de 2010 BRICs, Wall Street | 17:41

Qual a vantagem de investir no exterior?

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Está em discussão na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a autoridade máxima do mercado de capitais brasileiro, o lançamento de produtos de investimento internacionais de varejo, os fundos negociados em bolsa, os Exchange Traded Funds (ETF). Uma das propostas em discussão é um fundo que reproduza o índice de ações Standard & Poor’s 500, um dos mais importantes da bolsa dos Estados Unidos.

Hoje, o brasileiro que quiser aplicar seu dinheiro fora do País tem de registrar-se como investidor internacional, um procedimento trabalhoso na CVM e na Receita Federal – e que só compensa para quem tem muito dinheiro. Com o lançamento dos ETFs, o investidor poderá operar em reais a partir de uma das corretoras registradas na Bolsa.

Qual a vantagem de poder investir no exterior? Daniel Gamba, principal executivo para a América Latina da Black Rock, uma empresa americana especializada na montagem de ETFs, diz que esses produtos são indicados para o investidor que deseja diversificar suas aplicações.

Ele explica que os países da América Latina que estabilizaram suas economias avançaram bastante no processo de internacionalização do mercado de capitais. “Um bom exemplo é o Chile, onde os fundos de pensão podem investir em ativos internacionais há mais de 15 anos”, diz Gamba.

O investidor brasileiro tem uma dificuldade operacional. É muito difícil montar uma estratégia defensiva, que vá contra a corrente do mercado. Os três grandes grupos de investimentos brasileiros – renda fixa, ações e dólar – oscilam de maneira muito parecida: quando a economia vai bem, juros e dólar caem e a bolsa sobe. Quando a economia vai mal, o sentido é inverso. “A possibilidade de investir em ativos fora do País permite a diversificação das estratégias”, diz Gamba.

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Autor: Claudio Gradilone Tags: , , ,

Ações, Bancos, Wall Street | 13:00

Os bancos americanos ganham mais, os brasileiros ganham melhor

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Um levantamento da empresa Economática, especializada em informações sobre companhias abertas, mostrou que os bancos americanos têm os maiores lucros, mas os bancos brasileiros têm maior rentabilidade patrimonial – ou seja, ganham mais dinheiro em relação a seu tamanho.

A rentabilidade patrimonial é o principal indicador da qualidade financeira de um negócio. O conceito é simples: o empresário (ou o investidor) aplicou, por exemplo, R$ 1 000 em uma determinada empresa. Se ele obteve um lucro de R$ 100 depois de um ano, sua rentabilidade patrimonial é de 10%.

É bom negócio? Supondo-se que uma aplicação financeira sem risco, como por exemplo os investimentos em renda fixa, proporcionem uma rentabilidade de 8%, é melhor negócio investir na empresa.

Nesse aspecto, quem investiu em bancos e preferiu os brasileiros se deu bem. Segundo a Economática, os bancos americanos apresentaram os maiores lucros em 2009: o maior ganho foi do Goldman, Sachs, que lucrou US$ 13,3 bilhões. Para comparar, o Banco do Brasil lucrou US$ 5,8 bilhões em 2009, menos da metade.

No entanto, os bancos brasileiros devolveram mais dinheiro aos acionistas para cada real (ou dólar) aplicado. Apesar do lucro gigantesco, o investidor que colocou US$ 100 no Goldman Sachs recebeu US$ 19,82 de volta. Já quem colocou R$ 100,00 no Banco do Brasil recebeu R$ 34,74 em retorno (neste caso é possível comparar reais e dólares, pois a conta é percentual).

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Autor: Claudio Gradilone Tags: , ,

Ações, Wall Street | 11:41

Índice Bovespa a 70 000 pontos indica bolsa cara

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Pela primeira vez desde meados de janeiro, o Índice Bovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, supera 70 000 pontos. O índice está cotado a 70 285 pontos, alta de 0,5% em relação ao fechamento da segunda-feira, dia 29 de março.

Segundo Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros, a alta do índice foi puxada pelas ações de empresas de mineração e siderurgia, como Vale do Rio Doce, Usiminas e Gerdau. Os papéis dessas empresas subiram devido à perspectiva de bons ganhos.

Como a Vale do Rio Doce conseguiu reajustar os preços do minério de ferro em 90% pelos próximos três meses em negociações preliminares, os profissionais do mercado financeiro esperam bons lucros para a mineradora. As ações das empresas siderúrgicas, cujos produtos também devem ser reajustados, também subiram.

É hora de comprar? Na ponta do lápis, o índice a 70 000 pontos indica que a bolsa está cara. “Os investidores estrangeiros, que são o principal combustível de alta do mercado, não trouxeram muito dinheiro em março e não parecem ter muito apetite”, diz Vieira. Ou seja, é mais provável que as ações se desvalorizem no curto prazo – uma ou duas semanas – antes de voltar a subir.

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Autor: Claudio Gradilone Tags: , ,

segunda-feira, 8 de março de 2010 Consumo | 18:12

Bolso do consumidor será pouco afetado pelas retaliações

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A retaliação comercial brasileira aos Estados Unidos, que levou o Brasil a elevar o imposto de importação sobre diversos produtos importados dos Estados Unidos deverá ter um impacto pequeno sobre o bolso do consumidor, dizem especialistas.

Segundo Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da corretora Gradual, a lista de produtos incluídos nas medidas de retaliação representa importações ao redor de US$ 2 bilhões, o que é cerca de 1,5% do total das importações brasileiras. “Os itens incluídos na lista não são relevantes em preço nem em representatividade nas importações”, diz ele. “A importação de metanol americano é residual.”

Segundo Silveira, o impcto seria muito maior se a retaliação incidisse sobre itens de maior valor agregado, como produtos de alta tecnologia, por exemplo. Além disso, a grande maioria dos produtos incluídos na lista também é produzido fora dos Estados Unidos. “A China pode suprir as necessidades com folga”, diz ele.

“O impacto dessas medidas pode ser sentido em alguns pontos da economia, mas a grande maioria dos consumidores sequer vai perceber que as retaliações entraram em vigor.”

Autor: Claudio Gradilone Tags:

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 BRICs, Dólar, Renda Fixa, Wall Street | 09:03

Mau humor com a China

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Os mercados internacionais estão abrindo de mau humor nesta quarta-feira, devido às preocupações com a economia da China. O governo em Pequim deverá elevar os juros e restringir a capacidade que os bancos têm para emprestar, numa tentativa de desacelerar o crescimento econômico e impedir a alta da inflação.

A China é o principal consumidor de matérias-primas do mundo e o maior parceiro comercial do Brasil, superando até os Estados Unidos. Por isso, qualquer sinal de fraqueza na economia chinesa repercute mal nas expectativas dos investidores e manda os mercados para baixo.

No início do dia, tanto o dólar quanto os juros estão subindo. O dólar está sendo negociado a R$ 1,788, alta de 0,76%,  e os juros futuros para janeiro de 2011 estão indicando 10,33% ao ano, alta de 0,1% em relação ao fechamento da terça-feira.

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Autor: Claudio Gradilone Tags: ,

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