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terça-feira, 14 de dezembro de 2010 Bancos, Consumo, Crédito, Dívidas | 15:30

Após renegociação, dívida com banco é congelada, mas não extinta

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Muitos correntistas que estão neste momento aproveitando o 13º. salário para renegociar as suas dívidas com bancos ficam surpresos ao descobrir que, se conseguem um desconto para quitar as obrigações atrasadas e encerrar a conta, o valor do abatimento continua constando do seu cadastro como uma pendência. Então, se no futuro quiserem (ou precisarem) voltar a se relacionar com tal instituição financeira, terão que pagar o resíduo.

Trata-se de prática antiga e comum das instituições financeiras. E essa é uma das condições a respeito das quais o cliente deve se informar bem quando fechar algum acordo do tipo para não ter uma surpresa desagradável depois.

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Autor: Denyse Godoy Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 30 de novembro de 2010 Consumo, Dívidas, Família, Investimentos, Planejamento financeiro, Renda extra | 05:59

Sete respostas para as suas dúvidas sobre o 13º. salário

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Hoje é o último dia para as empresas depositarem a primeira parcela do 13º. salário dos seus funcionários –a segunda tem que cair até 20 de dezembro.

Confira abaixo as respostas para algumas questões relacionadas à chamada gratificação natalina e aproveite bem os recursos:

1 – Quem tem direito ao 13º.?
Trabalhadores registrados em carteira, de empresas de qualquer tamanho; empregados domésticos; trabalhadores avulsos, contratados por meio de sindicatos, como os portuários; aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e da previdência pública estadual e municipal; trabalhadores rurais; trabalhadores com contrato temporário (o benefício é proporcional ao período de atuação).

2 – Como calcular o valor que vou receber?
Dividindo o salário de dezembro por 12 e depois multiplicando pelo número de meses trabalhados em 2010. Quem fez hora extra ou recebeu comissão, como os vendedores, precisa levar em conta esses montantes também ao calcular a média da sua renda durante o ano. Do valor obtido, são descontados, basicamente, a contribuição ao INSS e o imposto de renda –essa dedução só é feita da segunda parcela, mas considerando o montante total. Também podem ser subtraídos valores que dizem respeito a eventuais faltas do colaborador durante o ano.

3 – Estou trabalhando desde janeiro, mas somente fui registrado em outubro. De quanto será o meu 13º.?
É ilegal contratar funcionários sem o devido registro. Quando acontece, porém, as empresas costumam pagar somente o 13º. relativo ao tempo oficial de atividade naquele emprego. Ou seja, no caso relatado na pergunta, o colaborador receberia apenas os valores correspondentes aos meses de outubro, novembro e dezembro.

4 – O que faço se a empresa atrasar o pagamento?
O problema deve ser denunciado ao Ministério do Trabalho ou ao Ministério Público do Trabalho. A multa é de R$ 170,26 por funcionário. Atenção: a companhia decidindo quitar o 13º. em parcela única, deve fazê-lo até 30 de novembro, senão está cometendo infração.      

5 – Qual é o melhor uso que posso fazer dessa renda extra?
Depende da sua situação financeira. Caso se encontre endividado, o melhor é renegociar as pendências e usar o 13º. para quitá-las. Estando mais tranqüilo, pode canalizar uma parte para as compras de Natal e, com o restante, começar uma poupança para realizar seu sonho de comprar a casa própria, tirar férias com a família ou garantir a faculdade dos filhos. Outra sugestão é tentar antecipar –pedindo descontos, claro– o pagamento de compromissos de 2011. Escolas e faculdades costumam permitir que os alunos quitem as mensalidades daquele período letivo de uma vez. Não dá para esquecer, ainda, das contas que vencem no início do ano: IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano, IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e outras.

6 – Vale mesmo a pena poupar o dinheiro? É tão pouco, gastar de uma vez parece mais lógico…
O 13º. salário de fato não representa nenhuma soma fantástica, mas pode fazer a diferença no longo prazo. Um trabalhador que consiga guardar o seu 13º. salário de R$ 2.000 todo ano, começando aos 30, chega aos 65 com uma reserva de R$ 222.869 se aplicar em algum instrumento que dê retorno de 6% (reais) ao ano. Tal montante significa um acréscimo de R$ 1 mil na sua aposentadoria por aproximadamente dezoito anos.   

7 – Comecei a minha carreira agora e acho muito cedo para pensar na aposentadoria. Alguma ideia de outro bom destino que posso dar a essa grana?
Invista em você, no seu desenvolvimento. “Fluência em inglês é o básico exigido por toda empresa”, frisa Renato Grinberg, diretor geral do portal de empregos Trabalhando.com no Brasil. “Dominando o inglês, pode pensar em aprender um terceiro idioma. Para a nossa realidade, o espanhol é o mais útil.” Saber manejar programas de computador é igualmente um trunfo. “O Excel é um diferencial para quem atua na área de humanas –muitos não gostam de lidar com números, embora essa habilidade seja necessária a diversas tarefas”, diz Grinberg.

Colaborou Marina Gazzoni  

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010 Consumo, Crédito, Dívidas | 17:58

Consulte protestos nos cartórios de SP de graça pela internet

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No endereço http://www.protesto.com.br/, informando apenas o número do seu CPF, o consumidor pode descobrir se existe algum protesto contra si (por falta de pagamento de uma conta) nos cartórios do Estado de São Paulo.

Esse é um serviço gratuito permanente, oferecido pela seção paulista do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB-SP).

Mas, neste final de ano, a entidade está realizando uma campanha para ajudar o inadimplente a regularizar a sua situação usando o 13º. salário. Entre 16 e 30 de dezembro, pelo site, o devedor receberá, a custo zero, todas as informações para quitar as pendências, como o cartório em que o protesto foi registrado, os valores, o endereço e telefone do credor.

Normalmente, é cobrada uma taxa por essa consulta, que deve ser feita pessoalmente pelo interessado.

O processo do acerto, depois, continua sendo o usual –o consumidor precisa procurar a empresa que detém a dívida, quitar os compromissos atrasados e depois apresentar os comprovantes ao cartório. Mas, ao permitir que o inadimplente faça pela internet metade do processo sem gasto nenhum, o instituto diminui a burocracia que envolve a limpeza do nome e facilita a vida de quem deseja começar 2011 mais leve.

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Imposto de Renda, Impostos | 13:16

Sabia que o IR descontado do 13º. salário não é passível de restituição?

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No formulário de declaração do imposto de renda das pessoas físicas, na ficha em que se deve informar os montantes recebidos da empresa empregadora, existe um campo especial para colocar os valores do 13º. salário. Essa quantia é separada das demais –como os proventos mensais e adicional de férias, por exemplo– porque é tributada de forma diferente; o demonstrativo de rendimentos enviado pelas companhias aos seus funcionários também menciona essa gratificação à parte. E o imposto cobrado não entra nos cálculos para eventual restituição posterior.

“É o que se chama de tributação definitiva, o mesmo que ocorre com as aplicações financeiras”, explica Fabio Rodrigues, diretor de projetos especiais da consultoria FISCOSoft.

O imposto de renda é calculado sobre o valor total do benefício mas só é descontado da segunda parcela do 13º. salário, a qual deve ser paga até o dia 20 de dezembro. A primeira tem que cair até o próximo dia 30.  

No caso de prêmios pagos pelas empresas, como 14º. salário e bônus por desempenho, ao contrário do que acontece com a gratificação natalina, o imposto pode entrar nas devoluções.

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terça-feira, 9 de novembro de 2010 Comportamento, Consumo, Dívidas, Família, Investimentos, Planejamento financeiro | 12:26

Outra ideia para o 13º. salário

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Além de quitar dívidas, investir, comprar presentes para a família e bancar a viagem de férias, o consumidor pode pensar em outro destino interessante para o seu 13º. salário: antecipar o pagamento de compromissos que vencem em 2011, como mensalidades escolares. Muitas instituições de ensino de todos os níveis (inclusive pós-graduação) aceitam cobrar os valores referentes ao ano todo em uma parcela única. O mesmo pode ser feito com outros serviços ou produtos como seguros.

Mas só vale a pena se a empresa der um desconto sobre o total, obviamente. E esse abatimento tem que ser maior do que o retorno que se poderia obter aplicando o dinheiro. A poupança está rendendo aproximadamente 0,56% ao mês, por exemplo.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010 Consumo, Crédito, Direitos do consumidor, Dívidas | 18:04

Três ótimos argumentos para usar na renegociação de dívidas

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Se o consumidor está endividado e quer aproveitar o 13º. salário e o espírito natalino das empresas para limpar o seu nome, jamais deve aceitar a primeira proposta que o credor lhe faz, ensinam os especialistas. Conversando, há quem consiga descontos de até 90% do débito, eliminando, especialmente, juros e multas pelo atraso. Mas pedir um abatimento simplesmente porque se deseja pagar menos não é lá muito eficiente –usar os três argumentos seguintes funciona melhor:

1 – Lembrar que a loja ou o banco já absorveram o dano
Quanto mais o tempo passa, menos esperança tem a empresa de receber o que lhes é devido, então o valor acaba sendo considerado perda do negócio e deixado de lado. No caso de grandes instituições financeiras, tais montantes são lançados como prejuízo após 360 dias e até lhes permite pagar menos imposto de renda. “Ninguém precisa sentir pena do banco, portanto. Levando essa vantagem tributária para a mesa de negociações, o cliente pode se beneficiar dela também”, diz a advogada Fernanda Guimarães, especialista no tema e autora do blog “Diário de Consumo”, que participará do painel “Dívidas e Consumo” durante a ExpoMoney no Rio de Janeiro (no dia 10 de novembro) e em Porto Alegre (nos dias 1º. e 2 de dezembro).

2 – Dizer que, encerrando o problema, economizam-se as despesas de um processo judicial
O credor concordará que é sempre menos desgastante e caro resolver o assunto fora da Justiça.

3 – Propor-se a pagar à vista
Dessa maneira, os recursos entram imediatamente no caixa da empresa, que não precisará mais se preocupar com a pendência.

“É importante lembrar que o credor não é obrigado a aceitar ou oferecer nenhum tipo de desconto”, diz Diógenes Donizete, assistente de diretoria do instituto de defesa do consumidor Procon-SP. “E, quanto mais recente é o débito, mais difícil de ser reduzido, até porque todas as penalidades foram aceitas pelo comprador no momento da aquisição do produto.”

Porém, esta é a época mais propícia para uma negociação do gênero, quando são grandes as chances de se chegar à conciliação.

Antes de se lançar às tratativas, o cliente deve, primeiro, saber exatamente com qual valor pode de fato arcar –é péssimo não conseguir, depois, honrar o acordo feito. Demonstrar boa vontade também é essencial para conquistar a confiança do outro lado.

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Comportamento, Consumo, Crianças, Família, Investimentos, Planejamento financeiro | 05:59

O melhor uso que se pode fazer do 13º. salário

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O melhor emprego que se pode dar à grana extra do 13o. salário depende da situação financeira do consumidor, ensinam os especialistas. “Geralmente, mesmo antes de chegar, o dinheiro já foi ‘gasto’, comprometido com as compras de Natal. Mas vale a pena refletir um pouco melhor para usufruir do máximo que essa renda extra oferece”, diz Wilson Pires, professor do curso de administração do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana).

Se a família está endividada, o mais indicado é quitar as pendências. No Brasil, os juros são muito elevados, e quanto mais o tempo passa, maior fica o débito.

Se a família não está endividada, pode separar uma parte para satisfazer seus desejos de consumo, completar a verba para os presentes, as ceias ou as férias. “Afinal, trabalha-se duro o ano inteiro, é importante ter o prazer de se recompensar”, considera Pires.

O planejador financeiro familiar Augusto Saboia sugere que se preste bastante atenção à qualidade desses gastos. “Comprar besteiras, mercadorias de má qualidade, é jogar o dinheiro fora, porque os itens acabam logo”, afirma. A fim de administrar melhor o montante destinado aos presentes, o consultor sugere colocar um limite total para essa despesa, elaborar uma lista dos amigos e familiares que serão agraciados e estabelecer uma ordem de prioridades, porque não é possível dar mimos caros para todos. E, com criatividade, consegue-se economizar e contemplar todos.

Mas poupar outra parcela dos recursos também é uma boa ideia.

Para quem não tem o hábito de investir, a caderneta de poupança e os fundos de renda fixa administrados pelos bancos são vantajosos. Mas é importante informar-se bem sobre as características de cada produto e fazer uma pesquisa entre todas as instituições que os oferecem para comparar as tarifas cobradas.

Tal reserva pode servir para objetivos de curto prazo –em janeiro e fevereiro vencem contas importantes, como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e o material escolar–, de médio prazo, como realizar uma viagem ao exterior e custear os estudos dos filhos, ou para os de longo prazo –a aposentadoria principalmente.

“Infelizmente, no Brasil as pessoas não têm o hábito de pensar no futuro. Porém, é preciso lembrar que a aposentadoria do sistema público não é suficiente para sobreviver”, frisa Saboia. “E a aposentadoria é o destino final de todo mundo.”

O que você vai fazer com o seu 13o.? Deixe um comentário!

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Quem tem direito ao 13º. salário e quanto deve receber

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As empresas e os governos devem pagar até 30 de novembro a primeira parcela do 13º. salário. “E é bom que os trabalhadores saibam quais são os seus direitos e como conferir os valores, pois, já que os departamentos de pessoal são informatizados e os sistemas de computador calculam os montantes automaticamente, às vezes os responsáveis não conseguem explicar”, diz Rosania de Lima Costa, especialista da consultoria Cenofisco.

Quem tem direito ao 13º. salário
- Trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), ou seja, com registro em carteira, de empresas de qualquer porte
- Empregados domésticos
- Trabalhadores avulsos, contratados por meio de sindicatos, como os portuários
- Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e da previdência pública estadual e municipal. Neste caso, o benefício se chama abono anual
- Trabalhadores rurais
- Trabalhadores com contrato temporário (proporcional ao período de atividade)

Qual é o valor a receber
Divide-se o salário de dezembro por 12 e multiplica-se pelo número de meses trabalhados no ano. Por exemplo, um empregado que ganha R$ 1.200,00 e está naquela empresa desde 1º. de janeiro precisa receber R$ 1.200,00 (brutos). Se o colaborador entrou somente em março, o montante a ele devido é de R$ 1.000,00 (brutos), o correspondente a oito meses de serviços prestados.
Desses rendimentos brutos, entretanto, são descontados, basicamente, a contribuição ao INSS e o imposto de renda. Mas as quantias, referentes ao valor total, somente são diminuídas da segunda parcela do 13º., a ser paga até 20 de dezembro. Tomando novamente o exemplo do funcionário que ganha R$ 1.200,00 e está na empresa desde o começo de 2010: a sua primeira parcela será de R$ 600 e a segunda, de R$ 600 menos todos os descontos.
A companhia também pode subtrair montantes relativos às faltas do empregado. Caso, em algum mês, o colaborador tenha se ausentado por mais de 15 dias, não recebe a fatia do 13º. relativa àquele mês (1/12 do salário).
Para os que fizeram hora extra ou recebem comissão, como os vendedores, é preciso calcular a média da renda durante todo o ano -essa é a soma correta.  

O que fazer se a empresa deixar de pagar alguma parcela
A providência a tomar é denunciar a companhia ao Ministério do Trabalho ou ao Ministério Público do Trabalho. O empregador é multado em R$ 170,26 por funcionário, e tal penalidade dobra em caso de reincidência. Caso a empresa decida pagar o 13º. salário em uma parcela única tem que fazê-lo até 30 de novembro, senão, para fins legais, considera-se que está atrasando –e o empregado deve receber correção.

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  1. Prepare-se já para as despesas de final de ano
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010 Bancos, Comportamento, Consumo, Dívidas, Planejamento financeiro | 12:03

13º ajudará a segurar a inadimplência nos próximos meses

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Na semana passada, foram divulgados números sobre inadimplência do consumidor preocupantes: os atrasos no pagamento de compromissos cresceram 1,6% em setembro, a maior alta para esse mês desde 2000, quando o indicador foi criado pela empresa de análise de crédito Serasa Experian.

Mas a perspectiva para os próximos meses é um tanto tranqüilizadora, devido ao 13º. salário. “O consumidor sempre usa uma parte dessa receita extra –a primeira parcela, que é paga em novembro, por exemplo– para quitar as suas dívidas”, explica Luiz Rabi, gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian.

Os acertos fazem parte da preparação para o Natal, pois não é possível obter crédito para novas compras sem acabar com pendências antigas.

E a situação da inadimplência depois de fevereiro vai depender justamente do comportamento do brasileiro durante o final do ano. Parcelamentos excessivos podem criar um grande problema em março, quando o orçamento já fica pesado por obrigações como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), a aquisição de material e o saldo das férias no cartão de crédito.

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010 Comportamento, Consumo, Crianças, Família, Férias, Planejamento financeiro | 05:59

Prepare-se já para as despesas de final de ano

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Dezembro sempre chega com uma avalanche de gastos. Tem os presentes da família para comprar, assim como as fantasias que as crianças usarão nas festinhas de encerramento do ano letivo. A conta do supermercado fica mais pesada com o peru e o espumante da ceia, e ainda é preciso reservar uma verba para dar uma descidinha ao litoral e ver os fogos do Réveillon na praia.

O 13º. salário nem sempre é suficiente para tantos custos. Com o cartão de crédito e o cheque especial, os desembolsos acabam sendo empurrados para janeiro, quando outras contas vão surgir: impostos, material escolar. Em pouco tempo, a alegria natalina virou uma bola de neve de dívidas.

Todo ano é igual –mas não precisa ser. Começando a planejar agora, é possível encaixar as despesas no orçamento, satisfazer os desejos de cada um e ainda começar 2011 tranquilamente. Para isso, as recomendações dos especialistas são:

1 – Colocar no papel as receitas esperadas para os próximos três meses
Além de salários e outras rendas fixas, recursos adicionais como o 13º., bônus e a restituição do imposto de renda, por exemplo, precisam entrar na conta. Os cálculos mostrarão qual é a verba disponível para as festas.

2 – Chamar o cônjuge e os filhos para falar de dinheiro
É indispensável fazer uma lista detalhada dos sonhos e necessidades de cada um, como o presente de Natal e roupas e calçados. Se alguma comemoração reunirá irmãos, tios e primos, deve-se conversar também com eles para fazer a organização e o rateio das despesas. “Essa é uma excelente oportunidade, aliás, para tratar das finanças cotidianas da família, algo que quase ninguém faz”, recomenda Reinaldo Domingos, consultor e autor do livro “Terapia Financeira” (Editora Gente). “Abordando expectativas, renda, e instando os membros do grupo a entender quanto custam os produtos consegue-se melhorar a administração do orçamento da casa. Todos se envolvem, pois se percebe mais concretamente que o dinheiro é um meio para se conquistar determinados objetivos.” Na impossibilidade de realizar todos os anseios, pode-se negociar para deixar alguns presentes para outras datas especiais, como o aniversário.

3 – Pesquisar os preços das mercadorias
O levantamento vai balizar as aquisições.

4 – Dividir os gastos entre outubro e dezembro
Comprar já alguns presentes, o vinho da ceia e outros alimentos que não estragam e ir guardando é uma boa ideia. Os itens mais caros podem ficar para o final de novembro e para dezembro, quando chega o 13º. Caso não seja possível comprar em outubro, a alternativa é paulatinamente reservar pequenas quantias até juntar o total. “Importante é colocar um limite para as despesas, a fim de não arrastá-las pelos meses seguintes. A razão tem que falar mais alto do que a emoção do momento”, frisa Ricardo Pereira, consultor do programa Consumidor Consciente, da MasterCard.

5 – Evitar parcelamentos longos demais
As prestações sempre embutem um custo extra. “Dinheiro gasto com juros é o dinheiro que deixar de ser gasto com a realização dos sonhos”, lembra Domingos. A chance de perder o controle das finanças da casa também é maior se o pagamento por uma mercadoria é muito estendido.

6 – Aproveitar as promoções
Tendo sempre a relação dos produtos natalinos a comprar por perto, com os preços médios praticados no varejo, dá para aproveitar as ofertas que surgirem no caminho, fazendo os recursos renderem mais.  

A situação muda se a família tiver muitos compromissos atrasados, entretanto. “Aí, é melhor analisar as perspectivas com calma e fazer o sacrifício de escolher lembrancinhas, empregando o dinheiro para regularizar as contas. Dessa maneira, o maior presente de todos será começar o ano novo sem preocupações”, sugere Domingos.

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