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quinta-feira, 2 de junho de 2011 Bancos, Consumo, Crédito, Direitos do consumidor | 05:59

Após mudança nas regras, emissores de cartões de crédito lançam promoções para atrair consumidor

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Tentando agradar os seus atuais clientes e cativar novos, os bancos emissores de cartões de crédito se apressaram em anunciar os seus esforços para traduzir as novas normas de utilização do dinheiro de plástico, que entraram em vigor ontem, em benefícios concretos.

O Santander e o Banco do Brasil estão adiantando para os usuários de cartões adquiridos até 31 de maio de 2011 as mudanças que os afetariam somente a partir de junho de 2012, como a limitação do número de tarifas aplicadas a apenas cinco (anuidade; taxa para emissão de segunda via do cartão; para saques em dinheiro; no uso do plástico para o pagamento de contas; quando do pedido de avaliação emergencial do limite de crédito) e o detalhamento, na fatura, dos dados sobre operações realizadas. Essas condições só eram válidas imediatamente para os contratos firmados do dia 1º. de junho de 2011 em diante.

O banco espanhol também vai ampliar o seu programa de recompensas, que permite ao cliente trocar os pontos acumulados em compras por prêmios e milhas aéreas para todos os cartões (com exceção do modelo mais simples, que por definição não pode contar com tais privilégios).

O brasileiro, por sua vez, acabou com os encargos sobre compras no exterior e na troca de pontos no seu programa de fidelidade.  

Outras instituições financeiras estenderam algumas vantagens dos seus cartões atuais para os novos, mesmo na modalidade básica.

O plástico do Itaú oferece desconto de 50% em cinemas, parques, partidas de futebol e peças de teatro.

O do Bradesco, abatimento de 50% nos bilhetes, na pipoca e no refrigerante na rede de cinemas Cinemark, privilégios no Teatro Bradesco e possibilidade de compra antecipada de ingressos para shows e eventos patrocinados pelo banco.

Todos os mimos atualmente distribuídos pelos cartões do HSBC também estarão disponíveis para o seu novo tipo básico, como os descontos em compras nas lojas parceiras.

As instituições financeiras agora precisam exibir, nos seus sites e agências, uma lista completa dos cartões existentes e todas as taxas cobradas e juros praticados. Comparando as opções, o consumidor poderá escolher o que melhor atende às suas necessidades.

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  1. Vem aí a regulação das tarifas dos cartões de crédito
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Autor: Denyse Godoy Tags: ,

quarta-feira, 1 de junho de 2011 Bancos, COMO FAZER, Cartões, Consumo, Crédito, Direitos do consumidor | 05:59

Como tirar vantagem das mudanças nas regras do cartão de crédito

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Ilustração: Altovolta

Está na hora de chamar o seu cartão de crédito para discutir a relação.

Entram em vigor, hoje, diversas mudanças nas normas de uso dessa ferramenta que podem significar mais tranqüilidade e melhores compras se o consumidor souber aproveitá-las.

Os especialistas ensinam como extrair os benefícios de cada regra:

1 – Passam a existir dois tipos de dinheiro de plástico: básico e diferenciado

O mais simples pode ser nacional ou internacional, realiza todas as operações de compras e pagamentos de contas, mas deve ter a menor anuidade entre os cartões emitidos por determinada instituição.

O avançado oferece mimos adicionais, como seguros, prêmios e participação em programas de milhagem.

Deve-se analisar, individualmente, se esses privilégios são de fato úteis ou atrapalham em vez de ajudar. Por exemplo, a proteção para viagens oferecida pelos plásticos nem sempre é ampla o suficiente e adequada a todos os passeios da família. E uma grande parcela dos clientes simplesmente não acompanha e não converte a sua pontuação do plano de fidelidade, porém está pagando por esses penduricalhos.

Nesses casos, o cartão despojado é a opção indicada para o consumidor, que gasta menos para tê-lo, não sente culpa por estar perdendo algum mimo e somente vai contratar os serviços extras necessários a cada momento.

Outra ideia é, para quem tem mais de um cartão, trocar todos menos um pelo básico, fazendo uma pesquisa de atrativos e taxas para selecionar o diferenciado que vai permanecer na carteira.

Veja:

2 – Apenas cinco tarifas poderão ser cobradas: anuidade; para emissão de segunda via do cartão; para saques em dinheiro; no uso do plástico para o pagamento de contas; quando do pedido de avaliação emergencial do limite de crédito

Essa limitação vale para os cartões emitidos a partir de 1º. de junho de 2011. Os antigos somente serão contemplados a partir de junho de 2012.

Mesmo assim, aí está uma ótima oportunidade para diminuir já as taxas desembolsadas. Como o número de encargos é pequeno, ficou muito fácil levantar, entre as instituições financeiras, a que cobra menos. As informações serão publicadas nas páginas dos emissores na internet e afixadas nas agências de atendimento. Ameaçando trocar o seu cartão atual por outro mais barato, certamente o gerente do seu banco vai lhe oferecer as mesmas condições. Senão, basta cancelar os velhos e mudar.

Veja:

3 – Devem constar da fatura os seguintes dados: limite de crédito total e limites individuais para cada tipo de operação disponível; gastos realizados com o cartão, por evento, inclusive  parcelamentos; identificação das operações de crédito contratadas e respectivos valores; montantes relativos aos encargos cobrados, informados de forma separada de acordo com os tipos de operações realizadas com o cartão; valor dos encargos a serem cobrados no mês seguinte, no caso de o cliente optar pelo pagamento mínimo da fatura; custo efetivo total (CET), para o próximo período, das operações de crédito existentes

Novamente, torna-se mais prática a comparação entre os cartões de diferentes bancos.

“A transparência no relacionamento entre operadoras e clientes é um ganho notável da reforma”, diz Ricardo Pereira, consultor do programa Consumidor Consciente, da MasterCard. “Como estamos em uma época de aprendizado financeiro no país, esta é uma ótima chance de o brasileiro entender melhor as alternativas de crédito para lançar mão das que mais apropriadamente lhe servem. Um chamado à reflexão.”

4 – O montante mínimo exigido para pagamento da fatura, até ontem de 10%, vira 15%. Em 1º. de dezembro de 2011, 20%

O objetivo do Banco Central ao estabelecer essa providência é limitar o superendividamento. No entanto, a elevação é pequena demais para produzir tal efeito.

Como os juros cobrados na rolagem da dívida no cartão de crédito são os mais altos entre todas as modalidades de financiamento, superando 10% ao mês, sempre é mau negócio postergar o pagamento.

“A fim de se organizar, o consumidor precisa estabelecer como seu ‘mínimo’ particular o máximo que consegue quitar por mês, descontando do orçamento as suas despesas rotineiras com moradia, alimentação, transporte etc”, sugere o planejador Bruno Amaral Azevedo, sócio-fundador da consultoria Foco Financeiro. Então, se o limite oficial do plástico é de R$ 3 mil e a família só tem condições de pagar R$ 1 mil, este é o limite a ser considerado para compras, também as parceladas. Quem não se controla pode até solicitar ao banco que diminua as margens definitivamente.

“O ideal, para não extrapolar, é anotar cada passada e conferir, ao menos semanalmente, pela internet ou pelo telefone, os lançamentos”, acrescenta Azevedo.

Veja na TV iG:

5 – As instituições estão proibidas de enviar cartões ao cliente sem solicitação

O resultado geral das medidas é mais poder nas mãos do consumidor para escolher efetivamente os plásticos que lhe parecem interessantes –e não ser escolhido.

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Autor: Denyse Godoy Tags: ,

segunda-feira, 23 de maio de 2011 Cartões, Consumo, Crédito, Direitos do consumidor | 17:04

Associação distribui cartilha sobre o uso consciente do cartão de crédito

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A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) criou uma cartilha para explicar aos consumidores como funciona e a maneira mais responsável de empregar o dinheiro de plástico.

O livreto “Cartão: A dica é saber usar” será distribuído nesta semana na região da rua 25 de Março, famoso centro popular de comércio de São Paulo, e também está disponível para download no site da entidade na internet: http://www.abecs.org.br/site/consumidores/cartilha.aspx.

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Autor: Denyse Godoy Tags:

sábado, 26 de março de 2011 Cartões, Crédito, Dólar, Família, Férias, Turismo, Viagem | 05:59

Cartão pré-pago é alternativa ao de crédito após aumento de imposto para compras no exterior

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O governo federal até pode conseguir segurar a inadimplência com cartões de crédito aumentando de 2,38% para 6,38% o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente nas compras realizadas no exterior, como pretende com um novo decreto a ser publicado no Diário Oficial no início da próxima semana. Mas reduzir os gastos dos brasileiros em outros países –despesas que, no primeiro trimestre deste ano, chegaram a US$ 3,074 bilhões, conforme informou o banco Central ontem– vai ser mais complicado, porque o turista pode simplesmente usar outros meios de pagamento, mesmo precisando antecipar valores que, com esse tipo de dinheiro de plástico, só desembolsaria mais tarde.

O primeiro a se candidatar a substituto é o cartão de débito pré-pago, evolução tecnológica dos traveller checks.  Ao solicitar um plástico desse tipo, o turista carrega-o com o montante que pretende gastar, na moeda estrangeira de que necessitar, pela taxa de câmbio do dia. Depois, utiliza-o no seu destino como um cartão de débito comum. Se a divisa de carregamento for diferente da local –suponhamos, o cartão está cheio de dólares, mas o viajante se encontra no Japão–, a conversão –de dólar americano para ienes, como no exemplo– é realizada no momento do uso. 

De 1996 até a semana passada, o Visa Travel Money reinava absoluto como única opção disponível no Brasil. Agora, saíram praticamente juntos o MasterCard Cash Passport e o American Express GlobalTravel, dispostos a abocanhar uma parte desse mercado.

O cliente deve observar as diferenças de vantagens, serviços e encargos para escolher o produto que melhor atende às suas necessidades:


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 Consumo, Crédito, Família, Férias, Planejamento financeiro, Turismo, Viagem | 12:46

Crédito para o começo do ano

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Fazer um empréstimo deve ser a última opção de quem não está conseguindo pagar todos os compromissos do início do ano –impostos, material escolar, os parcelamentos dos presentes de Natal, as contas da viagem de férias–, porque o crédito tem a função de impulsionar projetos, não de cobrir buracos.

Não havendo mesmo outra saída, o consumidor precisa escolher com cuidado a ferramenta da qual lançar mão. Entrar no cheque especial e usar o rotativo do cartão são as piores possibilidades, caras demais.

Desde o final de 2010, diversas instituições financeiras têm lançado financiamentos especiais para a situação. Trata-se principalmente, entretanto, de modalidades de crédito pessoal, com taxas de juros bastante elevadas –entre 2,5% e 6% ao mês, em média.

Solução mais barata é o empréstimo consignado, que permite o desconto das prestações diretamente do holerite do trabalhador. Para contratá-lo, é necessário procurar o banco por meio do qual se recebe o salário todo mês.

E, agora, já estão sendo liberadas as linhas de antecipação do 13º. salário, que também apresentam custos menores.

Sempre vale a pena pesquisar as alternativas oferecidas, e não só pelo banco do qual se é correntista. As cooperativas formadas por empresas, sindicatos ou categorias profissionais costumam socorrer os seus associados nesta época com produtos especiais.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010 Consumo, Crédito, Direitos do consumidor | 13:16

Para entrar em contato com a administradora do seu cartão de crédito

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Seguindo a sua proposta de melhorar a auto-regulação do setor, a ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) criou dois sites que facilitam muito a vida do cliente na hora em que ele precisa entrar em contato com a sua administradora.

O primeiro fica no endereço http://www.cartaoceap.com.br/. Chama-se CEAP, Central Especial de Atendimento aos Procons –é dirigido ao institutos de defesa do consumidor, mas serve perfeitamente aos usuários do dinheiro de plástico. Nesse portal, consegue-se com um clique apenas o endereço completo e o telefone das emissoras. Pode-se fazer a consulta também digitando o número do cartão, caso não se saiba com certeza qual empresa o forneceu.

Nem todas as companhias se encontram na lista, entretanto, porque a adesão ao sistema é voluntária.

O outro portal está em http://www.abecs.org.br/novo_site/espaco_consumidor.html. Nesse espaço, é possível registrar reclamações e problemas. Se houver um número “relevante” de manifestações a respeito de uma mesma instituição, a Abecs promete investigar e abrir um processo disciplinar para verificar eventuais descumprimentos do seu código de ética.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010 Bancos, Crédito, Direitos do consumidor | 19:29

Empresas de cartões apresentam proposta de autorregulação

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Enquanto esperam o Banco Central definir as normas para as taxas praticadas no setor –a expectativa era de que as regras saíssem ainda em setembro–, as companhias que fazem parte da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) já definiram os parâmetros para a sua autorregulação.

Basicamente, as companhias se comprometem com a abertura do mercado, da qual o fim da exclusividade nas maquininhas que passam os cartões é a medida mais representativa, com o incentivo à entrada de bandeiras locais de débito e com a transparência na definição das tarifas.

Na sua intervenção, o BC deve solicitar uma padronização das taxas cobradas, para facilitar que o consumidor entenda exatamente o que está pagando e, assim, possa fazer comparações.

Da mesma forma que os bancos precisam informar periodicamente todos os custos relativos a operações de crédito, os quais são publicados no site do BC, as instituições de cartões também devem ser obrigadas a tornar públicos tais dados.

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010 Bancos, Crédito, Direitos do consumidor | 05:59

Vem aí a regulação das tarifas dos cartões de crédito

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Pelas sinalizações do Banco Central, espera-se que saia ainda neste mês a regulação das tarifas praticadas pelos cartões de crédito no país. As reclamações sobre o dinheiro de plástico têm crescido bastante nos últimos anos, o que preocupa o governo.

Em reuniões recentes com as empresas que atuam no setor, a principal solicitação feita pelo BC foi a de que as taxas sejam padronizadas de maneira a facilitar a comparação dos valores e dos diferentes tipos de cartões pelos clientes. Atualmente, existem dezenas de cobranças associadas a uma porção de serviços diferentes, o que confunde o consumidor. Com as mudanças que seriam implementadas, sobrariam apenas cerca de uma dúzia de encargos.

As instituições financeiras também devem ficar obrigadas a informar os valores aplicados, da mesma forma que fazem com os juros de empréstimos e cheque especial: esses montantes são publicados pelo BC no seu site. O custo de serviços como seguros contra perda de bagagem em viagens e benefícios –programas de milhagens, por exemplo– precisam ser explicitados.

A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) já propôs assumir o compromisso de acabar com o envio de produtos não-solicitados e mandar sempre para o usuário, no momento da adesão, um contrato detalhado informando inclusive sobre as despesas associadas ao rotativo (pagamento de valor menor do que o total da fatura).

“Tudo que o mercado não quer é que os clientes criem algum tipo de aversão aos cartões”, disse Juan Ferrés, consultor da Abecs, explicando o empenho das companhias em se auto-ajustarem.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010 Bancos, COMO FAZER, Crédito, Turismo, Viagem | 13:06

Como escolher cartões de crédito pelos benefícios que oferecem

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Seguro contra o extravio das malas durante uma viagem, desconto em supermercados, acumulação de pontos que podem ser trocados por eletrodomésticos. Na disputa pelos consumidores, as administradoras e as emissoras de cartão de crédito estão se esforçando cada vez mais na criação de serviços e benefícios agregados a essa ferramenta de pagamento.

Naturalmente, os clientes acabam perdidos diante de tantas posibilidades.

“Para escolher, em primeiro lugar o interessado deve procurar as instituições financeiras e se informar sobre as vantagens oferecidas e também os custos, como a anuidade e os juros cobrados no caso de não quitação do total da fatura na data de vencimento”, recomenda José Alípio dos Santos, superintendente da ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Não é preciso ser correntista de determinado banco para solicitar o seu cartão de crédito, daí a importância de pesquisar quais todas as alternativas existentes. Na negociação das tarifas aplicadas, entretanto, faz diferença ter conta naquela instituição.

Depois, é essencial fazer uma análise do seu perfil: renda, idade, interesses. “O usuário prefere ter pequenas regalias distribuídas com grande periodicidade ou consegue esperar para obter um ganho maior depois de um certo tempo?”, pergunta Felipe Maffei, diretor de produtos da Visa do Brasil. Eis um ponto importante a considerar, porque, no caso de abatimentos em estabelecimentos comerciais, os privilégios são imediatos; as trocas de milhas por passagens aéreas, por exemplo, demoram mais. Se o objetivo é acumular pontos ou milhas, a melhor tática reside em ter apenas um cartão, concentrando nele todas as compras e transações.

É bom estudar com calma, ainda, quais e como os benefícios serão efetivamente utilizados. Quem não viaja muito para o exterior nem faz compras pela internet em lojas de outros países não precisa de um cartão de crédito internacional, cujos custos são mais elevados.

Mas, como as pessoas de todas as classes sociais efetivamente estão passeando mais, a linha de vantagens associadas ao turismo aumenta dia a dia.

“Essa é uma tendência que está se consolidando”, diz Fábio Estrella, diretor de soluções para usuários de cartão da MasterCard. “Aí, cada tipo de cartão apresenta benefícios próprios.”

O mais simples é o seguro que garante ressarcimento ao turista quando a sua bagagem se perde. Os cartões topo de linha dão direito a concierge na cidade de destino –o qual indica restaurantes e dá sugestões de peças de teatro às quais assistir–, sala vip em aeroportos e assistência médica em emergências. “É o tipo de serviço que salva uma viagem”, comenta Estrella. Até auxílio jurídico pode ficar à disposição dos clientes, desde que cumpram os requisitos das operadoras, como possuir uma certa renda mensal.

Ao contratar um seguro de qualquer gênero, é fundamental optar por coberturas adequadas –uma indenização elevada demais talvez não seja indicada se o cliente já possui outras apólices.

“Uma boa conversa com o gerente do banco ajuda nessa seleção. A instituição tem sempre que ouvir o consumidor para ajudá-lo a achar o produto ideal”, afirma Venancio Castro, vice-presidente de produtos de alta renda da MasterCard. “A ferramenta serve para facilitar a vida.”

Todo mês, o usuário precisa acompanhar o seu extrato a fim de conferir as vantagens conquistadas e usufruí-las plenamente. Os clientes que já têm um cartão porém não sabem exatamente de quais serviços gozam devem ligar para o serviço de atendimento da administradora e se informar, pois há uma chance de estarem desperdiçando benefícios.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010 Bancos, Consumo, Crédito | 13:07

Cartão de crédito ou cartão de débito –qual é o melhor?

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Trata-se de ferramentas de pagamento com funções diferentes e complementares. O seu uso depende do perfil do consumidor. Por exemplo, há quem se sinta mais seguro no controle dos seus gastos concentrando todas as despesas no cartão de crédito. Assim, paga o montante no dia de vencimento da fatura e não precisa ficar se preocupando em contabilizar as miudezas do dia a dia, porque o teto está delimitado. Mas também existe quem prefere utilizar apenas a modalidade de débito, para desembolsar só o que possui na conta naquele momento.

Sabendo como o seu bolso funciona melhor, o consumidor pode se organizar levando em consideração algumas dicas dos especialistas a respeito dos dois instrumentos.

“Muitas estratégias podem ser empregadas”, diz Felipe Maffei, diretor de produtos da Visa do Brasil. “Alguns clientes estipulam limites de valores: usam débito até determinada quantia, e, acima daquele montante, crédito. Outros fazem a divisão pelo tipo de estabelecimento onde o cartão é utilizado. Supermercado e farmácia ficam no crédito, por exemplo.”

Conrado Navarro, consultor do programa Consumidor Consciente da Mastercard, recomenda que o cartão de débito seja sacado para pagar as compras cotidianas. “E o de crédito, na hora de aquisições maiores, planejadas, porque aí se aproveita melhor o benefício do prazo estendido”, ensina. Se o cliente já tiver o dinheiro daquela despesa, pode inclusive aplicá-lo até a data do pagamento da fatura.

“A quantidade de cartões é uma decisão individual. Eu tenho somente um”, conta José Alípio dos Santos, superintendente da ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Alguns consumidores –em especial aqueles cujos rendimentos se espalham pelo mês– possuem dois ou três a fim de diluir os vencimentos das contas. Essa tática demanda maior atenção na administração dos gastos.

Em todos os casos, é imprescindível ir anotando todo e qualquer gasto, especialmente os parcelamentos, de forma a manter as despesas sob vigilância.

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