À frente, uma semana de poucos negócios e bastante desânimo no mercado financeiro. Hoje foi feriado nos EUA, motivo pelo qual a Bolsa de Nova York permaneceu fechada, e na sexta-feira é feriado no Brasil.
“Nesta segunda, o volume de transações na BM&FBovespa foi de apenas R$ 2,5 bilhões, bastante abaixo da média”, diz Kleber Hernandez, analista da corretora Spinelli. Assim, a Bolsa recuou 0,92%, para 60.865 pontos.
Não se deve esperar grandes movimentos quando a semana é mais curta –os investidores ficam tipicamente mais cautelosos.
Nesta segunda-feira, dentre as maiores quedas das ações que fazem parte do Ibovespa, destacou-se a da Brasil Foods, de 2,56%. O papel, ordinário, terminou o pregão vendido a R$ 22,85.
Essa baixa se deve ao fato de a SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, ter encampado o parecer da SEAE (Secretaria de Acompanhamento Econômico), do Ministério da Fazenda, de que a Brasil Foods deve se desfazer de uma das suas duas marcas –Sadia ou Perdigão– ou então abrir mão de alguma linha de produtos –como Batavo, Claybon ou Doriana. Os pareceres serão encaminhados ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que no ano que vem decide se aprova a constituição da companhia, feita a partir de duas das maiores empresas do ramo de alimentos do país. O temor das duas secretarias é de que o setor fique por demais concentrado após a união.
Os investidores não cogitam a hipótese de que o Cade será tão duro a ponto de pedir o arrendamento da Sadia ou da Perdigão para outra empresa. Mas existe o medo de que, se acatadas, as recomendações de venda de linhas de produtos signifiquem perda de sinergia de operações e diminuição das vantagens que a fusão trouxe.
“Essa alternativa é mais factível. Não seria, entretanto, prejudical demais, porque trata-se de produtos de nicho, voltados a consumidores mais sensíveis a preço. A margem de lucro da Brasil Foods com esses itens é pequena”, diz Max Bueno, também analista da Spinelli. Para ele, apesar dessas restrições, os papeis não devem sofrer muito mais e têm potencial de se valorizarem até atingirem R$ 32,20.
Maiores altas e maiores baixas da BM&FBovespa hoje
Quedas:
Gerdau PN: -3,83%
Cielo ON: -3,09%
MMX ON: -2,82%
Brasil Foods ON: -2,56%
ItaúUnibanco PN: -2,42%
Elevações:
Light ON: +2,39%
Gafisa ON: +2,13%
Embraer ON: +1,74%
Cemig PN: +1,68%
Telemar ON: +1,60%
LEIA MAIS:
O mito do longo prazo na Bolsa
Mande sua pergunta para a coluna Seu Dinheiro!