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Arquivo da Categoria Mercado financeiro

sábado, 7 de agosto de 2010 Ações, Comportamento, Investimentos, Mercado financeiro | 05:58

Investidor idoso desafia o risco da Bolsa

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A aplicação no mercado acionário é de alto risco. Por isso, os recursos colocados devem representar uma parte menor das economias da família e ficar aplicados por um prazo de médio a longo, ou seja, no mínimo três anos.

Esses são os principais dogmas da Bolsa de Valores. Pois uma parcela inesperada de investidores está a desafiá-los todos os dias.

“Ah, eu já passei por tantas coisas, não sei mais o que é medo. Se a gente teme viver, não sai de casa, não atravessa rua”, diz, com a voz cheia de bom humor, a carioca Myrian Branca Atalla, mais de 70 anos (é só o que revela).

Desde a década de 1970 Myrian aplica na Bolsa. Ganhou bastante, depois perdeu tudo, e hoje complementa o orçamento mensal com o que ganha realizando transações diárias. Passa praticamente todos os dias no escritório para pequenos investidores que a corretora XP Investimentos oferece –e trata como filhos os funcionários que a ajudam com as operações.

Myrian Atalla ao computador pelo qual realiza suas transações (Foto: Wagner Meier/Fotoarena)

“Essas salas são dominadas pelo público de idade mais avançada”, conta Rossano Oltramari, analista da XP Investimentos. “Chegam antes de a Bolsa abrir, lêem os jornais, acompanham os softwares de cotações, e cada um tem o seu lugar na frente do computador. Acabam criando uma turma, discutem sobre as empresas e tiram onda de quem acaso comprou um papel errado.”

O surpreendente dessa atuação tão entusiasmada dos idosos é que, segundo a cartilha básica da aplicação em ações, quem está aposentado ou prestes a sair do mercado de trabalho deve reduzir ou até eliminar a parcela das suas reservas colocada em renda variável, porque, se houver perdas, pode levar algum tempo para recuperá-las, e os investidores da terceira idade não possuem outra fonte de renda para cobrir o buraco.

Mas nem adianta dizer isso para eles.

O paulista Virgilino da Mota Leite Neto, 71, foi operador da Bolsa na década de 1960, e atualmente prefere comprar e vender opções, um mercado ainda mais volátil do que o de ações. “Eu também já perdi tudo e fiquei devendo. Porém conheço bem o negócio e tenho as minhas estratégias. Se alguma transação não deu certo, por exemplo, eu esqueço, não fico fazendo outras manobras para recuperar. Às vezes a gente acerta, às vezes não, é simples. Tem que ter é sangue frio”, ensina.

Para Paulo Levy, diretor da corretora Icap Brasil e responsável pelo seu sistema de home broker, o MyCap, a experiência explica tamanho desprendimento. “O investidor dessa idade sabe operar e montar uma boa carteira, então se sente à vontade. Além disso, muitas vezes está com a vida garantida, pensa mais em construir uma reserva para os netos”, diz. “E investir na Bolsa não significa, necessariamente, assumir uma posição de muito risco: escolhendo papeis de grandes empresas e que pagam bons dividendos, é possível obter rendimentos melhores do que na renda fixa.”

Comprar ações de companhias sólidas e que tenham uma política generosa de divisão dos resultados é o conselho dos especialistas para quem deseja começar a investir na Bolsa depois da aposentadoria. “Certamente essa não é o melhor momento de vida para começar a arriscar. No caso do investidor que nunca operou, é melhor buscar se proteger ao máximo”, frisa Levy.

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010 Ações, Investimentos, Mercado financeiro | 16:39

Preço de ação da Net na oferta da Embratel está abaixo do justo

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A alta de quase 14% que as ações preferenciais da operadora de telecomunicações Net registram na tarde desta quinta-feira, após a Embratel Participações fazer uma oferta pela totalidade dos papeis, é a coroação do processo de reerguimento da companhia que teve início em 2004 justamente com a entrada do grupo Telmex –controlado pelo bilionário mexicano Carlos Slim– no negócio.

Antes, a companhia brasileira estava praticamente quebrada, e sua ação valia centavos. A partir da renegociação das dívidas, a Net pôde se reestruturar, melhorar a qualidade do serviço, voltar a investir, crescer, e até comprar concorrentes. No fechamento da quarta-feira, o papel estava cotado em R$ 19,99.

“A estratégia do grupo Telmex, lançada no México, é a de integrar as suas operadoras de telefonia fixa e móvel, e tal orientação também vale para as suas subsidiárias no restante da América Latina”, explica Luciana Leocádio, analista-chefe da corretora Ativa. “Havia a expectativa de que essa oferta pela Net viesse somente após a mudança na legislação que proíbe que estrangeiros sejam proprietários de empresas de comunicações no Brasil, mas acabou acontecendo antes, talvez porque os mexicanos avaliem que o preço está vantajoso.”

Comprando todas as ações do tipo PN, preferenciais, a Telmex pode fechar imediatamente o capital da Net, mas ainda não controla a empresa, porque o poder de voto está nas mãos da Globopar, a qual possui ações do tipo ON, ordinárias.

Nas contas dos analistas de mercado, o preço justo da Net fica entre R$ 27,50 e R$ 28,50 devido às boas perspectivas para o setor de telecomunicações no país.

“Existe um grande potencial de penetração do serviço de TV por assinatura e banda larga junto com telefonia no Brasil. Nos últimos anos, a Net já vem auferindo forte crescimento da sua base de clientes”, comenta Luciana.

Com a valorização das ações hoje, nem vale a pena, para o pequeno acionista que deseja se desfazer do papel, esperar a concretização da venda para a Embratel. Pode-se negociar a ação no mercado agora por praticamente o mesmo preço oferecido pela gigante mexicana. No entanto, como o valor oferecido está abaixo do que é considerado o mais correto pelso especialistas, é possível que a Embratel não consiga adquirir todas as ações na Bolsa.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010 Ações, Bancos, Fundos, Investimentos, Mercado financeiro, Renda Fixa, Renda variável | 16:18

Dando o primeiro passo para deixar a carteira de investimentos mais arrojada

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Uma boa parte dos investidores se considera ousada mas possui uma carteira conservadora, com poupança e fundos de renda fixa apenas.

Se deseja mesmo tentar buscar uma rentabilidade maior, o interessado precisa primeiro se perguntar o quanto de risco está de fato disposto a correr. Muitas vezes, o investidor acha que é arrojado porém no fundo simplesmente não suporta ver as oscilações no seu patrimônio.

Para descobrir qual é o seu perfil de fato, é preciso se fazer algumas perguntas simples:

- Quanto dinheiro há disponível para aplicações?
- Qual é o objetivo final dos recursos?
- Em quanto tempo será necessário sacá-los?

De maneira geral, os montantes colocados em renda variável devem ser uma parte menor das reservas da família, que serão empregados em metas de médio e longo prazo e dos quais não se vai precisar tão cedo, no caso de uma emergência.

Quem nunca investiu em aplicações mais ousadas pode ir começando com pouco, de 10% a 15% do que tem guardado. “E deve buscar o máximo de informações possíveis sobre as opções, lendo e conversando com o gerente do banco e o consultor da corretora”, diz Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios.

Os fundos multimercados e de capital protegido são uma alternativa interessante. É importante ficar atento ao tamanho da parcela destinada a renda variável nesses produtos.

O investimento direto em Bolsa de Valores pode começar com os chamados fundos de índice, que reproduzem a carteira de determinados índices do mercado acionário. O que é espelhado no Ibovespa, por exemplo, tem as mesmas ações desse índice –comprando uma cota do fundo, a qual também é negociada na Bolsa, é como se o investidor aplicasse em cada um dos papeis que compõem a cesta sem precisar adquirir todos individualmente.

Caso prefira comprar mesmo as ações, o investidor deve escolher dois ou três papeis de grandes empresas, com um volume de negociação diário elevado (alta liquidez, como se diz no jargão), e conhecer bem o negócio da companhia para saber se as perspectivas de resultados são boas.

De tempos em tempos, é essencial fazer uma revisão da carteira, conforme as condições de mercado forem evoluindo e os planos da família também.

“Conforme se estabelece um relacionamento de confiança entre o cliente e o banco –o que a API (análise de perfil do investidor) facilita bastante–, a instituição pode sugerir mudanças para aprimorar a carteira”, diz Edson Franco, superintendente de investimentos do Santander.

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010 Ações, Bancos, Fundos, Investimentos, Mercado financeiro | 19:07

Fundo de índice financeiro custará menos de R$ 1 mil

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Segundo o compromisso firmado durante o processo de concorrência pela gestão do novo fundo de índice (ETF, Exchange Traded Fund) do mercado acionário brasileiro, que é balizado nas ações do setor financeiro, o aporte mínimo nessa aplicação vai ficar abaixo de R$ 1 mil, informa o Itaú Unibanco, vencedor da disputa.

Um lote compreende dez cotas do fundo, as quais são negociadas na BM&FBovespa como se fossem ações. Atualmente, a mais cara dentre as sete existentes é a do PIBB, criado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e já administrado pelo Itaú Unibanco, que terminou a segunda-feira cotada a R$ 93,98. A mais barata, do fundo de índice do setor imobiliário, é vendida a R$ 20,02.

O novo fundo deve começar a ser negociado na Bolsa entre setembro e outubro.

“Julgamos que esse mercado tem muito espaço para crescer nos próximos anos, a exemplo do que ocorreu em outros países”, afirma Tatiana Grecco, superintendente de fundos indexados do Itaú Unibanco. “Os ETFs são uma forma mais dinâmica e transparente de o pequeno investidor aplicar no mercado acionário. Se ele acredita em um determinado setor da economia, pode comprar uma cota do fundo que é baseado nesse segmento em vez de adquirir todas as ações individualmente.”

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Ações, Bancos, Fundos, Investimentos, Mercado financeiro | 16:30

Itaú Unibanco vai administrar novo fundo de índice brasileiro

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A BM&FBovespa anunciou nesta tarde que foi o Itaú Unibanco quem venceu a concorrência para administrar o novo fundo de índice (ou ETF, Exchange Traded Fund) do mercado acionário brasileiro. Trata-se da oitava aplicação do gênero no país –outras seis estão sob responsabilidade da gestora BlackRock, que é a maior da área no mundo, e uma foi criada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e já é administrada pelo Itaú Unibanco.

O novo fundo será balizado pelo IFNC, o chamado Índice Financeiro, que reúne as ações de empresas do setor financeiro negociadas na Bolsa brasileira. Assim, a carteira da aplicação precisa replicar a do índice; oferece, portanto, o retorno representado pela variação do IFCN em determinado período. Se o índice subir 5% em um intervalo de trinta dias, esse é o ganho de quem comprou uma cota do fundo.

Cada uma dessas fatias também é negociada na BM&FBovespa como se fosse uma ação, podendo se valorizar ou desvalorizar de acordo com a oferta e a procura no mercado.

Os ETFs são considerados uma porta de entrada para a Bolsa de Valores porque permitem que o interessado invista em ações sem precisar escolher papeis individualmente.

Por exemplo, o novo fundo é indicado para quem acha que as empresas brasileiras do setor financeiro terão bom desempenho no médio e longo prazos porém ainda não possui conhecimento específico a respeito das ações de tais companhias para escolher uma (ou mais) em que aplicar. Com o ETF, consegue o rendimento médio dos papeis desse segmento.

O Itaú Unibanco ainda não se manifestou sobre o resultado da concorrência. De acordo com a Bolsa, o contrato de licenciamento, válido por três anos, deve ser assinado em até duas semanas. Depois, a instituição financeira tem trinta dias corridos para dar início à negociação do fundo.

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Agenda da Semana, Ações, Investimentos, Mercado financeiro | 06:00

AGENDA DE MERCADO: Animação na Bolsa tem bases frágeis

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Na semana passada, a Bolsa de Valores brasileira engatou uma série de dez altas consecutivas, feito não realizado desde 2003. Novas elevações podem ser observadas nos próximos dias, mas o investidor deve manter a cautela, pois ainda existem muitos motivos para preocupação no que diz respeito ao estado da economia mundial.

“Os balanços de grandes empresas relativos ao segundo trimestre continuam sendo destaque na agenda. Nos EUA, por exemplo, saem os resultados da Dow Chemical, da Mastercard e da Procter & Gamble. Números positivos têm animado os mercados. Entretanto, essas cifras dizem respeito ao passado, não falam nada sobre as perspectivas futuras”, alerta José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe da Fator Corretora.

É recomendável, portanto, prestar atenção aos indicadores macroeconômicos.

As pesquisas de humor dos gerentes de compras (chamadas PMI) na China saem hoje à noite e amanhã. Esses índices revelam quão otimistas os executivos se encontram, e constituem uma sinalização importante do ritmo dos negócios.

A taxa de empregos nos EUA, a ser divulgada na sexta-feira, também pode mexer bastante com as ações.

“Quem esqueceu que ainda pairam muitas dúvidas sobre uma desaceleração das maiores economias do mundo –a americana, a chinesa e a europeia– está correndo considerável risco. Basta lembra que o PIB [Produto Interno Bruto] dos EUA, informado na última sexta-feira, desacelerou, desautorizando essa festa toda que se está vendo”, pondera Gonçalves.

Sobre o Brasil, o indicador mais importante é o de produção industrial, que sai amanhã.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010 Ações, Educação Financeira, Investimentos, Mercado financeiro | 12:03

CVM alerta para clubes de investimento irregulares

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A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão responsável por supervisionar e fiscalizar o mercado de capitais brasileiro, determinou nesta semana a imediata suspensão de qualquer oferta de investimento feita pela Construtora Cunha Ribeiro, de Belo Horizonte (MG). Seus sócios, Alexandre Azevedo Cunha e Angelo Azevedo Cunha, não estão autorizados a exercer qualquer tipo de atividade no segmento de valores mobiliários, diz a autarquia. “Não preenchem, assim, os requisitos legais para oferecer publicamente, constituir nem administrar clube de investimento ou qualquer outro tipo de aplicação”, diz a CVM em comunicado. A construtora vinha propondo, no seu site na internet, uma oportunidade de aplicação em clubes de investimento em imóveis.

Também Marcos Vinícius Goulart vinha se utilizando do site “M Investimentos” para indevidamente oferecer aplicações em fundos de ações e clubes de investimento, além da administração de carteiras de valores mobiliários, de acordo com investigação da autarquia. Ele não tem permissão legal para realizar esse tipo de atividade, motivo pelo qual a CVM determinou que suspenda sua atuação.

Quem receber algum tipo de comunicação dessas empresas deve notificar a CVM, com detalhes, pelo seu serviço de atendimento ao cidadão no site www.cvm.gov.br.

Antes de aderir a um clube de investimentos, o interessado deve sempre procurar o órgão fiscalizador para conferir se o grupo está devidamente registrado e autorizado a operar. A mesma providência cabe quando se é procurado por alguma empresa ou agente de investimentos.

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Educação Financeira, Eventos, Investimentos, Mercado financeiro, Planejamento financeiro | 07:30

Prepare-se para a Expo Money

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Com a que se realiza entre 23 e 25 de setembro em São Paulo, a Expo Money, maior evento de educação financeira e investimentos da América Latina, completa 50 edições no país. O circuito, que inclui outras grandes cidades como Florianópolis (SC), Brasília (DF) e Fortaleza (CE), já soma 229,336 mil visitantes e espera reunir na capital paulista cerca de 20 mil desta vez.

A programação, gratuita, contará com mais de 160 palestras dadas por especialistas, consultores e escritores. Os temas contemplam os interesses de todos os públicos e seus diversos níveis de conhecimento: há atividades tanto para os iniciantes, que desejam aprender a organizar o orçamento familiar, quanto para os mais experientes, que querem diversificar a sua carteira de investimentos.

Entre os destaques, está a clínica financeira, que no ano passado atendeu mais de 350 pessoas. Marcando horário antecipadamente, o interessado pode conversar com um consultor especializado a respeito do seu problema financeiro e obter, assim, uma orientação personalizada.

Estreiam, ainda, o Money Mulher, com ações mais voltadas ao público feminino, e o Corretor Show, para o aperfeiçoamento de profissionais dos setores imobiliário e financeiro.

Os organizadores dão duas dicas para quem vai participar:

1 – Fazer a inscrição, que é gratuita, o quanto antes, pelo site www.expomoney.com.br. Assim, é possível receber o crachá pelo correio e evita-se as filas que se formam na recepção, especialmente antes das palestras mais concorridas

2 – Para quem quiser participar da clínica financeira, marcar o horário logo e separar com muito cuidado todos os documentos financeiros dos quais o consultor pode precisar para fazer um diagnóstico correto da situação, como extratos de banco, de cartão de crédito, comprovantes de rendimento, planilhas de orçamento e demonstrativos da carteira de investimentos. Dessa maneira, aproveita-se ao máximo o aconselhamento

É recomendável, ainda, que o visitante se informe sobre todas as atividades antecipadamente –a grade de programação completa ainda não está no site– e monte um cronograma de acordo com o seu interesse. Com tantas atrações disponíveis, é preciso planejamento e estabelecer prioridades para não perder as que podem ser mais interessante de acordo com a situação de cada um.

Durante o evento, grandes economistas, profissionais famosos do mercado financeiro e executivos da área de relações com investidores das empresas ficam dando sopa nos corredores –trata-se de uma ótima chance para conversar com eles e tirar dúvidas, portanto.

Autor: Denyse Godoy Tags: ,

quinta-feira, 22 de julho de 2010 COMO FAZER, Investimentos, Mercado financeiro, Renda Fixa | 11:22

PASSO-A-PASSO: Investir em títulos públicos (pelo Tesouro Direto)

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O Tesouro Direto é o sistema criado pelo governo federal para vender títulos públicos diretamente a investidores pessoa física. Para comprar os papeis:

1 – Primeiro, avalie como os títulos públicos se encaixam na sua estratégia de investimento. Essa aplicação é considerada de renda fixa, portanto tem baixo risco. Mas o ideal é ficar com os títulos até o seu vencimento, normalmente em um intervalo superior a um ano. Então, antes de tomar alguma decisão, analise se esse dinheiro será necessário para outro fim no curto prazo. O valor mínimo para aquisição é de R$ 100

2 – Procure os bancos e corretoras credenciadas. A lista das instituições autorizadas a operar está no seguinte endereço: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/instituicoes_index.asp

3 – Realize uma pesquisa sobre as taxas cobradas por esses intermediários. Duas são iguais para todos e obrigatórias: no momento da compra, incidem a tarifa de negociação de 0,1% sobre o valor da operação e a tarifa de custódia, destinada à BM&FBovespa, que é de 0,3% anuais sobre a carteira de títulos que o investidor detiver. Além dessas, as instituições financeiras ficam livres para cobrar outras pelos seus serviços –essas variam bastante, portanto. O site do Tesouro Direto também traz uma lista das taxas (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/ranking.asp), mas é bom conferir antes de fechar negócio, porque os valores podem estar desatualizados, e não são todas as instituições que informam os montantes praticados  

4 – Faça o cadastro, enviando à instituição os documentos solicitados. Depois, o intermediário vai mandar um email com a senha para entrar no site

5 – Acesse o sistema do Tesouro Direto (https://seguro.cblc.com.br/tesourodireto/)

6 – Escolha os títulos que deseja comprar –na primeira tela aparece a relação dos papeis disponíveis para compra, acompanhados da sua remuneração. É importante conhecer as características de cada papel para selecionar os que melhor atendem às necessidades de poupança do investidor

7 – Como em qualquer compra pela internet, selecione a quantidade de títulos desejados

8 – Confirme a operação, checando o valor total e a data-limite para que o pagamento seja feito, informações dadas pelo sistema

9 – Faça a transferência dos valores para o banco ou a corretora na qual se está cadastrado

10 – Consulte o extrato de transações no próprio site do Tesouro Direto, depois de três dias úteis

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quarta-feira, 21 de julho de 2010 Glossário, Investimentos, Mercado financeiro, Renda Fixa | 12:46

O que são TÍTULOS PÚBLICOS

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Modalidade de investimento de renda fixa, os títulos públicos são como notas promissórias: ao comprar um desses, é como se o investidor estivesse emprestando dinheiro para o governo federal, que, em troca, paga uma certa remuneração depois de um período determinado, que é o prazo de vencimento. Depois da aquisição, o ideal é mantê-lo até o final, para receber a totalidade dos retornos.  Caso o investidor queira se desfazer do título antes, perde uma parte dos ganhos, pois tem que revendê-lo ao próprio Tesouro Nacional, órgão que o emite e negocia, ou no mercado secundário, pelo preço praticado naquele momento.

O imposto cobrado nessa aplicação é o imposto de renda, mas também incide IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no caso de resgate em prazo inferior a trinta dias.
As alíquotas de imposto de renda para esse investimento, válida para aplicações realizadas a partir de 2005, são:
22,5% quando o resgate é feito em até 180 dias
20% quando o resgate é feito entre 181 e 360 dias
17,5% quando o resgate é feito entre 361 e 720 dias
15% quando o resgate é feito após 720 dias

Existem basicamente quatro tipos de títulos: 

PREFIXADOS
Seu retorno é estabelecido no momento da aquisição. O investidor sabe exatamente quanto vai ganhar no final.

LTN: Letra do Tesouro Nacional
NTN-F: Nota do Tesouro Nacional Série F. Também paga juros semestralmente.

PÓS-FIXADOS
Só se conhece o rendimento do papel no seu vencimento.

Atrelados a índices de inflação
Garantem a variação dos preços de acordo com um determinado índice, protegendo o seu detentor da inflação no período.

NTN-B: Nota do Tesouro Nacional Série B. O valor do título é atualizado segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador de preços oficial do Brasil, que é medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Paga juros semestralmente.
NTN-B Principal: Foi criado especialmente para os investidores do sistema Tesouro Direto. Não paga juros semestralmente, apenas no seu vencimento.

Atrelados à taxa Selic

LFT: Letra Financeira do Tesouro. Paga a variação da taxa básica de juros da economia, a Selic, no período.

Para escolher o melhor título de acordo com os interesses e a estratégia de investimento do cliente, o Tesouro Direito criou um teste que pode ser feito no seguinte endereço: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/perfil_investimento.asp.

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