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Arquivo da Categoria Investimentos

sábado, 4 de setembro de 2010 Investimentos, Loteria, Mercado financeiro, Renda Fixa, Renda variável | 05:59

Onde investir os R$ 90 milhões da Mega-Sena

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Demora um pouco para cair a ficha quando se ganha uma bolada como os R$ 85 milhões que a Mega-Sena paga hoje.

De forma geral, primeiro o felizardo satisfaz necessidades urgentes e alguns desejos mais simples, como a casa própria, um carrão e uma viagem a outro país, para depois avaliar melhor em como será empregada a sua nova fortuna. O dinheiro fica guardado em uma aplicação conservadora –como as atreladas ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário)– por um período de três a seis meses, dividido entre duas ou três instituições financeiras, até que chega o momento de resolver onde e de que maneira investi-lo.

“Certamente, a família não vai precisar da maior parte desses recursos no curto, no médio e no longo prazo. Então, recomendamos que seja feito um planejamento pensando mais nos herdeiros, para lhes deixar boas condições. Produtos de previdência são recomendados”, explica Gilberto Poso, superintendente de gestão de patrimônio do HSBC. “Do que sobrar, deve-se escolher uma parte que não vai trazer sofrimento para colocar no mercado acionário. Se o investidor tem experiência na Bolsa, pode ser uma parcela um pouco maior.”

Outra fatia fica em instrumentos tradicionais, como fundos de renda fixa, poupança ou títulos públicos, e ainda outra, em alternativas que apresentem rentabilidade maior e pouca oscilação, como os fundos multimercados.

O montante que garantirá a renda mensal do sortudo sai do rendimento de aplicações mais seguras, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário).

Todas as escolhas dependem, entretanto, do perfil do investidor, que pode até mudar depois do golpe de sorte.

“Em alguns casos, justamente por estar com a vida garantida, o cliente tem apenas interesse em manter o poder de compra dos seus recursos, não precisa buscar uma aplicação que lhe dê retorno muito elevado”, diz Sergio Manoel Correia, economista da LLA Investimentos. “Ou então é contrário: como possui uma sobra, dá-se ao luxo de arriscar um pouco mais.”

A fim de tomar a melhor decisão, ensina Correia, o sortudo deve analisar se tem estômago para suportar eventuais perdas e quais são os seus objetivos para a fortuna. “E, nesse ponto, a regra é a mesma para quem é dono de R$ 85 milhões ou de R$ 20 mil.”

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010 Bancos, Direitos do consumidor, Investimentos, Mercado financeiro, Poupança | 11:15

Como ficam, após a decisão do STJ, as ações que pedem a correção da poupança

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Depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, ontem, diminuir de vinte para cinco anos o prazo legal para que os poupadores recorram à Justiça em ações coletivas pedindo a correção da aplicação que não foi concedida durante a vigência dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991), ficou muito pequena a margem para contestação. “Mas a causa não está perdida”, frisa Maria Elisa Novais, assessora jurídica do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). As associações e entidades que iniciaram tais processos já disseram que vão entrar com recurso.

Uma ação civil pública como essas que dizem respeito à correção da poupança nos planos econômicos são genéricas, abertas em nome de todos os cidadãos potencialmente afetados pelo problema. As condenações são igualmente genéricas; porém, no caso de uma decisão favorável aos consumidores, todos são beneficiados, e a distribuição dos valores devidos é personalizada. Considerando os processos sobre a poupança, a divisão é realizada de acordo com o montante que cada poupador tinha na caderneta na época dos planos. Para receber, se não for membro de uma das associações ou entidades que entraram com o processo, o consumidor vai precisar acionar um advogado.

No entanto, a resolução do STJ de encurtar o prazo para o início dos processos derrubou 1.015 das 1.030 ações coletivas existentes. Então, como muitas das que restaram não possuem alcance nacional, uma parte considerável dos poupadores vai ficar de fora do veredicto quando houver o julgamento final.

O limite de vinte anos ainda vale para as ações individuais, aquelas nas quais o poupador que se sentiu injustiçado procura um advogado para entrar com um processo. Ainda é possível, portanto, acionar a Justiça no caso do plano Collor 2 –só até março de 2011, entretanto. Herdeiros de poupadores que já morreram também podem entrar com o pedido. Para isso, primeiro é preciso procurar o banco no qual se tinha caderneta e solicitar um extrato da conta de dezembro de 1990, janeiro de 1991, fevereiro e março. A instituição financeira é obrigada a fornecer os documentos. Quando procurar um advogado, o melhor é que o interessado verifique se o escritório já cuida de ações do gênero, para facilitar e agilizar os trâmites. Os cálculos incluem juros e correção monetária, e os bancos podem até ter que arcar com os custos do processo.

Para os que já ajuizaram uma ação individual, o julgamento de ontem nada altera a situação: o entendimento do Tribunal continua sendo favorável ao pleito dos poupadores, como explicitado em decisões anteriores.

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010 Bancos, Direitos do consumidor, Investimentos, Poupança | 19:36

Dia D para os processos de correção da poupança nos planos Bresser, Verão e Collor

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Na próxima quarta-feira, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) vai decidir o destino dos processos que pedem a correção da caderneta de poupança nas épocas dos planos Bresses, Verão, Collor I e Collor II. A deliberação uniformiza o entendimento do tribunal sobre o tema, que deverá ser adotado pelo judiciário em todo o país.

Serão julgados os recursos que dizem respeito ao índice de correção a ser aplicado, à legitimidade do banco para responder pelas ações e à capitalização dos juros na correção.

Mas o que preocupa, mesmo, é a discussão sobre o prazo de prescrição dos processos, o limite para que os cidadãos entrem na Justiça solicitando a compensação.  Segundo os órgãos de defesa do consumidor, esse tipo de ação só deve caducar em vinte anos, mas uma decisão recente do STJ indicou que o prazo é de cinco anos.

“Se ficar de fato valendo o prazo menor, instantaneamente 1.015 dos 1.030 processos nesse escopo são extintos”, diz Maria Elisa Novais, gerente jurídica do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Em todos os outros quesitos, não existe nenhuma controvérsia –o entendimento do STJ tem sido favorável aos consumidores. “Essa questão do prazo abre uma brecha para acabar com as ações”, afirma Maria Elisa.

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Agenda da Semana, Ações, Indicadores Econômicos, Investimentos, Mercado financeiro | 11:27

AGENDA DE MERCADO: It’s all about the U.S.

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Em busca de pistas para tentar entender melhor a atual situação da economia mundial, todas as atenções dos investidores estarão voltadas, nesta semana, aos Estados Unidos.

Serão divulgados muitos indicadores econômicos importantes, que podem mostrar qual é o rumo e a velocidade da locomotiva americana.

Amanhã, saem as vendas de casas já existentes e um índice de atividade manufatureira. Na quarta, as vendas de casas novas, os números sobre solicitações de empréstimos hipotecários e os pedidos de bens duráveis (que o varejo está fazendo à indústria). Na quinta, é a vez dos pedidos de seguro-desemprego.

“O mais importante vem na sexta-feira: o PIB [Produto Interno Bruto] relativo ao segundo trimestre”, diz Octavio Focques, analista da corretora TOV. “A expectativa é que os indicadores sejam positivos. Não existe, no mercado, uma euforia, mas os investidores se encontram razoavelmente otimistas.”

Se essa perspectiva se confirmar, as Bolsas em todo o mundo encontrarão um bom motivo para avançar. Entre os especialistas, já existe um consenso de que a economia global está se desacelerando –espera-se, porém, que não seja demais.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010 Ações, Educação Financeira, Investimentos, Mercado financeiro | 14:45

Bolsa brasileira lança campanha educativa com Pelé

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A meta da BM&FBovespa é atrair cinco milhões de investidores pessoa física para o mercado acionário brasileiro até 2015, o que significa quase multiplicar por dez o número existente hoje.

Para dar impulso a esse projeto de popularização, a Bolsa brasileira está lançando uma grande operação de propaganda e esclarecimento que tem Pelé como estrela.

Pelé com o diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, durante a cerimônia de lançamento da campanha (Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena)

As peças, que serão veiculadas em TV, rádio, jornais e cinema a partir de 8 de setembro –inicialmente, só nas cidades de Belo Horizonte, Campinas e Curitiba–, usam a carreira do ex-jogador para ilustrar os principais conceitos do investimento em Bolsa de Valores.

A campanha tem, como mote, a pergunta “Quer ser sócio?”. A partir daí, ensina que comprar uma ação de uma empresa significa tornar-se sócio dela. Na internet, o site http://www.quersersocio.com.br/ (no ar em 23 de agosto) apresentará didaticamente mais informações sobre o assunto.

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010 Agenda da Semana, Ações, Investimentos, Mercado financeiro, Renda variável | 06:59

AGENDA DE MERCADO: De olhos bem abertos

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Nas últimas duas semanas, as Bolsas de Valores em todo o mundo preferiram ignorar as dúvidas que cercam o desempenho da economia global e aproveitaram os bons resultados anunciados pelas grandes companhias multinacionais como desculpa para subir. Porém, a temporada de divulgação de balanços já acabou, e nos próximos cinco dias, saem muitos indicadores importantes a respeito da situação dos EUA, da Europa e da China. Não será possível aos investidores fechar os olhos a esses números, que devem explicar mais sobre a desaceleração mundial que, queira o mercado ou não, já está em curso.

Amanhã, nos EUA, sai a pesquisa de confiança dos pequenos empresários, um setor bastante afetado pela última crise que ainda não se recuperou. O Fed (Federal Reserve, banco central americano) anuncia a sua decisão a respeito da taxa básica de juros do país. “A manutenção em 0,25% ao ano é amplamente esperada, mas o que interessa mesmo é o comunicado divulgado depois da reunião do comitê de política monetária. Os dados sobre o PIB [Produto Interno Bruto] do país, informados há alguns dias, mostraram a atividade mais fraca do que se imaginava, e agora existe bastante especulação em torno de novas medidas de estímulo. Talvez o documento dê alguma pista acerca desse assunto”, diz Marianna Costa, economista da Link Investimentos.

Na sexta, serão divulgados ainda indicadores de vendas do varejo americano, inflação e confiança do consumidor.

Esse dia reserva também os dados do PIB da Zona do Euro. Na terça, sai a inflação ao consumidor da região, e, na quinta, a inflação ao consumidor.

A semana está repleta de indicadores chineses: índices de preços no varejo e no atacado amanhã, junto com produção industrial e balança comercial. “São dados dos mais importantes para guiar o humor dos investidores”, destaca Marianna.

Do Brasil, serão divulgados a pesquisa mensal de empregos e salário na indústria, amanhã, e a de vendas do comércio na quarta-feira.

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sábado, 7 de agosto de 2010 Ações, Comportamento, Investimentos, Mercado financeiro | 05:59

Terceira idade responde por maior volume de transações na Bolsa

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Os investidores com idade a partir de 66 anos detêm o maior montante de recursos negociados na BM&FBovespa. Em julho, a carteira desse público somava R$ 38,57 bilhões, o equivalente a 37,23% do total. O número de clientes nessa faixa era de 64.326, o que significa que cada um possui em média R$ 599,6 mil aplicados no mercado de ações.

O estrato que concentra o maior número de investidores é o de 26 a 35 anos, com 159.794 clientes. Seu portfólio somava somente R$ 6,43 bilhões no mês passado –o que dá R$ 40,2 mil na média individual.

Naturalmente, o idoso tem um volume de dinheiro guardado maior do que os jovens, daí a diferença.

Ao contrário do que se imagina, porém, o investidor da terceira idade freqüentemente é bastante agressivo na administração do seu patrimônio na Bolsa de Valores.

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Ações, Comportamento, Investimentos, Mercado financeiro | 05:58

Investidor idoso desafia o risco da Bolsa

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A aplicação no mercado acionário é de alto risco. Por isso, os recursos colocados devem representar uma parte menor das economias da família e ficar aplicados por um prazo de médio a longo, ou seja, no mínimo três anos.

Esses são os principais dogmas da Bolsa de Valores. Pois uma parcela inesperada de investidores está a desafiá-los todos os dias.

“Ah, eu já passei por tantas coisas, não sei mais o que é medo. Se a gente teme viver, não sai de casa, não atravessa rua”, diz, com a voz cheia de bom humor, a carioca Myrian Branca Atalla, mais de 70 anos (é só o que revela).

Desde a década de 1970 Myrian aplica na Bolsa. Ganhou bastante, depois perdeu tudo, e hoje complementa o orçamento mensal com o que ganha realizando transações diárias. Passa praticamente todos os dias no escritório para pequenos investidores que a corretora XP Investimentos oferece –e trata como filhos os funcionários que a ajudam com as operações.

Myrian Atalla ao computador pelo qual realiza suas transações (Foto: Wagner Meier/Fotoarena)

“Essas salas são dominadas pelo público de idade mais avançada”, conta Rossano Oltramari, analista da XP Investimentos. “Chegam antes de a Bolsa abrir, lêem os jornais, acompanham os softwares de cotações, e cada um tem o seu lugar na frente do computador. Acabam criando uma turma, discutem sobre as empresas e tiram onda de quem acaso comprou um papel errado.”

O surpreendente dessa atuação tão entusiasmada dos idosos é que, segundo a cartilha básica da aplicação em ações, quem está aposentado ou prestes a sair do mercado de trabalho deve reduzir ou até eliminar a parcela das suas reservas colocada em renda variável, porque, se houver perdas, pode levar algum tempo para recuperá-las, e os investidores da terceira idade não possuem outra fonte de renda para cobrir o buraco.

Mas nem adianta dizer isso para eles.

O paulista Virgilino da Mota Leite Neto, 71, foi operador da Bolsa na década de 1960, e atualmente prefere comprar e vender opções, um mercado ainda mais volátil do que o de ações. “Eu também já perdi tudo e fiquei devendo. Porém conheço bem o negócio e tenho as minhas estratégias. Se alguma transação não deu certo, por exemplo, eu esqueço, não fico fazendo outras manobras para recuperar. Às vezes a gente acerta, às vezes não, é simples. Tem que ter é sangue frio”, ensina.

Para Paulo Levy, diretor da corretora Icap Brasil e responsável pelo seu sistema de home broker, o MyCap, a experiência explica tamanho desprendimento. “O investidor dessa idade sabe operar e montar uma boa carteira, então se sente à vontade. Além disso, muitas vezes está com a vida garantida, pensa mais em construir uma reserva para os netos”, diz. “E investir na Bolsa não significa, necessariamente, assumir uma posição de muito risco: escolhendo papeis de grandes empresas e que pagam bons dividendos, é possível obter rendimentos melhores do que na renda fixa.”

Comprar ações de companhias sólidas e que tenham uma política generosa de divisão dos resultados é o conselho dos especialistas para quem deseja começar a investir na Bolsa depois da aposentadoria. “Certamente essa não é o melhor momento de vida para começar a arriscar. No caso do investidor que nunca operou, é melhor buscar se proteger ao máximo”, frisa Levy.

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010 Ações, Investimentos, Mercado financeiro | 16:39

Preço de ação da Net na oferta da Embratel está abaixo do justo

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A alta de quase 14% que as ações preferenciais da operadora de telecomunicações Net registram na tarde desta quinta-feira, após a Embratel Participações fazer uma oferta pela totalidade dos papeis, é a coroação do processo de reerguimento da companhia que teve início em 2004 justamente com a entrada do grupo Telmex –controlado pelo bilionário mexicano Carlos Slim– no negócio.

Antes, a companhia brasileira estava praticamente quebrada, e sua ação valia centavos. A partir da renegociação das dívidas, a Net pôde se reestruturar, melhorar a qualidade do serviço, voltar a investir, crescer, e até comprar concorrentes. No fechamento da quarta-feira, o papel estava cotado em R$ 19,99.

“A estratégia do grupo Telmex, lançada no México, é a de integrar as suas operadoras de telefonia fixa e móvel, e tal orientação também vale para as suas subsidiárias no restante da América Latina”, explica Luciana Leocádio, analista-chefe da corretora Ativa. “Havia a expectativa de que essa oferta pela Net viesse somente após a mudança na legislação que proíbe que estrangeiros sejam proprietários de empresas de comunicações no Brasil, mas acabou acontecendo antes, talvez porque os mexicanos avaliem que o preço está vantajoso.”

Comprando todas as ações do tipo PN, preferenciais, a Telmex pode fechar imediatamente o capital da Net, mas ainda não controla a empresa, porque o poder de voto está nas mãos da Globopar, a qual possui ações do tipo ON, ordinárias.

Nas contas dos analistas de mercado, o preço justo da Net fica entre R$ 27,50 e R$ 28,50 devido às boas perspectivas para o setor de telecomunicações no país.

“Existe um grande potencial de penetração do serviço de TV por assinatura e banda larga junto com telefonia no Brasil. Nos últimos anos, a Net já vem auferindo forte crescimento da sua base de clientes”, comenta Luciana.

Com a valorização das ações hoje, nem vale a pena, para o pequeno acionista que deseja se desfazer do papel, esperar a concretização da venda para a Embratel. Pode-se negociar a ação no mercado agora por praticamente o mesmo preço oferecido pela gigante mexicana. No entanto, como o valor oferecido está abaixo do que é considerado o mais correto pelso especialistas, é possível que a Embratel não consiga adquirir todas as ações na Bolsa.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010 Ações, Bancos, Fundos, Investimentos, Mercado financeiro, Renda Fixa, Renda variável | 16:18

Dando o primeiro passo para deixar a carteira de investimentos mais arrojada

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Uma boa parte dos investidores se considera ousada mas possui uma carteira conservadora, com poupança e fundos de renda fixa apenas.

Se deseja mesmo tentar buscar uma rentabilidade maior, o interessado precisa primeiro se perguntar o quanto de risco está de fato disposto a correr. Muitas vezes, o investidor acha que é arrojado porém no fundo simplesmente não suporta ver as oscilações no seu patrimônio.

Para descobrir qual é o seu perfil de fato, é preciso se fazer algumas perguntas simples:

- Quanto dinheiro há disponível para aplicações?
- Qual é o objetivo final dos recursos?
- Em quanto tempo será necessário sacá-los?

De maneira geral, os montantes colocados em renda variável devem ser uma parte menor das reservas da família, que serão empregados em metas de médio e longo prazo e dos quais não se vai precisar tão cedo, no caso de uma emergência.

Quem nunca investiu em aplicações mais ousadas pode ir começando com pouco, de 10% a 15% do que tem guardado. “E deve buscar o máximo de informações possíveis sobre as opções, lendo e conversando com o gerente do banco e o consultor da corretora”, diz Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios.

Os fundos multimercados e de capital protegido são uma alternativa interessante. É importante ficar atento ao tamanho da parcela destinada a renda variável nesses produtos.

O investimento direto em Bolsa de Valores pode começar com os chamados fundos de índice, que reproduzem a carteira de determinados índices do mercado acionário. O que é espelhado no Ibovespa, por exemplo, tem as mesmas ações desse índice –comprando uma cota do fundo, a qual também é negociada na Bolsa, é como se o investidor aplicasse em cada um dos papeis que compõem a cesta sem precisar adquirir todos individualmente.

Caso prefira comprar mesmo as ações, o investidor deve escolher dois ou três papeis de grandes empresas, com um volume de negociação diário elevado (alta liquidez, como se diz no jargão), e conhecer bem o negócio da companhia para saber se as perspectivas de resultados são boas.

De tempos em tempos, é essencial fazer uma revisão da carteira, conforme as condições de mercado forem evoluindo e os planos da família também.

“Conforme se estabelece um relacionamento de confiança entre o cliente e o banco –o que a API (análise de perfil do investidor) facilita bastante–, a instituição pode sugerir mudanças para aprimorar a carteira”, diz Edson Franco, superintendente de investimentos do Santander.

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Investidor se diz arrojado mas tem carteira conservadora

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