A FGV (Fundação Getulio Vargas) informou hoje que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) ficou em 0,77% para o mês de agosto. O acumulado em doze meses, que balizará o reajuste dos aluguéis que fazem aniversário em setembro e utilizam esse indicador como parâmetro, é de 6,99%.
Para calcular quanto passará a pagar a partir de outubro, o inquilino tem que multiplicar o valor do seu aluguel por 1,0699. Então, se atualmente desembolsa R$ 1.000, verá o montante subir para R$ 1.069,90.
A variação do IGP-M é o limite máximo para o aumento, mas o morador pode tentar negociar com o proprietário da casa ou do apartamento para estabelecer uma porcentagem menor.

Antes de negociar, o inquilino deve se informar sobre como anda o mercado (Foto: Getty Images)
Primeiro, o inquilino deve se informar sobre como se encontra o mercado de aluguel de residências na sua região, perguntando para imobiliárias, corretores e amigos que trabalham no ramo e lendo os jornais.
É importante saber quanto tempo as casas e apartamentos permanecem desocupados à espera de um novo morador, se a demanda é elevada, e qual é o preço médio dos alugueis novos de um imóvel semelhante ao seu.
Se o mercado não estiver demasiadamente aquecido, a conversa com o locador é mais fácil. O inquilino precisa lembrá-lo da demora para alugar imóveis naquela localidade –deixar a casa ou o apartamento vazio significa, para o proprietário, perder dinheiro.
No entanto, em algumas áreas, como a capital paulista, a oferta anda pequena e a procura, bem grande, o que torna mais complicada a conciliação.
Nesse caso, os melhores argumentos que o inquilino tem são a sua pontualidade no pagamento de todas as obrigações referentes ao imóvel e o bom relacionamento com o proprietário. Mesmo que a demanda esteja em patamares altos, a troca de inquilinos tem custo, e ainda existe um risco de fechar contrato com um morador que não seja tão honesto quanto o anterior.
Outra questão que pode ser colocada sobre a mesa é a diferença entre o valor do aluguel e a prestação de um financiamento para a compra de uma casa ou apartamento equivalente. Quanto mais próximos são os montantes –o locatário deve fazer simulações em alguns bancos, para se munir dos números–, menos interessante fica alugar.
Há que se considerar, ainda, que a recente elevação do IGP-M reflete principalmente itens que não são diretamente relacionados com o mercado imobiliário. Em agosto, os produtos que apresentaram as maiores elevações de preços foram o minério de ferro (+15,08%), o alho (+12,72%) e a soja em grão (+10,55%). Este é mais um ponto a ser analisado na negociação com o locador –uma ideia é propor que desta vez seja empregado outro índice, de variação menor e mais relacionado ao varejo, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e, para a cidade de São Paulo, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Pedir um parcelamento do reajuste também é uma alternativa, assim como oferecer-se para realizar uma melhoria na residência em troca da aplicação de um índice de aumento menor.
Em todas as situações, porém, o combinado deve ser registrado por escrito, a fim de evitar problemas futuros.
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