A sua inflação pessoal
A inflação, no Brasil, acelerou neste segundo semestre principalmente por causa da disparada de alguns produtos alimentícios, como a carne bovina e o feijão, que tiveram sua produção no país afetada por problemas climáticos.
Mas a percepção do sobe-e-desce dos preços varia bastante entre cada casa. Se, em determinado domicílio, a conta do supermercado toma a maior parte do orçamento mensal, por exemplo, os aumentos nos itens dessa lista naturalmente pesam e aparecem muito mais. Então, dependendo de quais mercadorias se costuma comprar, ora tem-se a sensação de que as alterações são muito maiores do que os índices registram e, em outros momentos, não se sente a pressão.
Indo um pouco além no exercício de anotar receitas e despesas para controlar as finanças da família, é possível acompanhar melhor as alterações nos valores das mercadorias e dos serviços consumidos com freqüência para fazer eventuais substituições e mudanças de rumo, manter os gastos dentro dos limites estabelecidos e entender de que maneira as mudanças na economia atingem as contas da residência.
A ideia é mensurar a inflação da família, para trocar a impressão das mudanças de preços por estimativas precisas.
Dá um certo trabalho; porém, se envolver todos os parentes, a tarefa traz o benefício extra de fazer com que filhos e cônjuges se comprometam mais com a gestão inteligente do orçamento.
Para os cálculos, é necessário escrever uma relação detalhada de cada tipo de dispêndio da casa. Não basta, então, anotar “supermercado”, como geralmente se procede. Essa vai ser apenas uma categoria de despesas, sob a qual entram os artigos: batata, arroz, bolacha. A cada mês, deve-se somar e lançar nessa listagem os respectivos valores.
Outras classes de gastos precisam ser criadas: educação (mensalidade escolar, material, cursos extracurriculares), saúde (convênio, remédios), transporte (passagem de ônibus, táxi, combustível, a prestação do carro), lazer (cinema, TV a cabo), habitação (energia elétrica, gás, água, aluguel), vestuário (aquisição de roupas, lavanderia).
Caso fique muito complicado, vale começar monitorando apenas a mais importante para o domicílio.
Depois de seis meses já dá para fazer uma avaliação. Em um ano, porém, a comparação fica mais exata e pode surpreender. É interessante, ainda, fatiar o total da renda pelos grupos, para perceber onde se concentram os gastos –e comparar com o noticiário e os indicadores elaborados pelos economistas.
Na sua observação, como os preços ziguezaguearam neste ano? Deixe um comentário!
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