Cartão pré-pago é alternativa ao de crédito após aumento de imposto para compras no exterior
O governo federal até pode conseguir segurar a inadimplência com cartões de crédito aumentando de 2,38% para 6,38% o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente nas compras realizadas no exterior, como pretende com um novo decreto a ser publicado no Diário Oficial no início da próxima semana. Mas reduzir os gastos dos brasileiros em outros países –despesas que, no primeiro trimestre deste ano, chegaram a US$ 3,074 bilhões, conforme informou o banco Central ontem– vai ser mais complicado, porque o turista pode simplesmente usar outros meios de pagamento, mesmo precisando antecipar valores que, com esse tipo de dinheiro de plástico, só desembolsaria mais tarde.
O primeiro a se candidatar a substituto é o cartão de débito pré-pago, evolução tecnológica dos traveller checks. Ao solicitar um plástico desse tipo, o turista carrega-o com o montante que pretende gastar, na moeda estrangeira de que necessitar, pela taxa de câmbio do dia. Depois, utiliza-o no seu destino como um cartão de débito comum. Se a divisa de carregamento for diferente da local –suponhamos, o cartão está cheio de dólares, mas o viajante se encontra no Japão–, a conversão –de dólar americano para ienes, como no exemplo– é realizada no momento do uso.
De 1996 até a semana passada, o Visa Travel Money reinava absoluto como única opção disponível no Brasil. Agora, saíram praticamente juntos o MasterCard Cash Passport e o American Express GlobalTravel, dispostos a abocanhar uma parte desse mercado.
O cliente deve observar as diferenças de vantagens, serviços e encargos para escolher o produto que melhor atende às suas necessidades:

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