Os 6 cuidados essenciais ao financiar a compra do carro novo
O financiamento é a opção de pagamento preferida pela maioria dos consumidores brasileiros que adquire um automóvel zero quilômetro.
Para evitar arrependimentos, os especialistas nesse mercado sugerem que o interessado em comprar um veículo novo tome as seguintes precauções antes de fechar o contrato de crédito:
1 – Deixar a emoção em casa
“O carro é um sonho de consumo, mas os sentimentos tornam-se maus conselheiros na hora da compra”, ressalta Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). “A avaliação precisa ser muito fria, considerando inclusive as despesas que surgem depois de colocar o automóvel na garagem, como impostos e combustível.”
2 – Pesquisar as condições oferecidas
Pode haver bastante diferença nas características do financiamento dependendo da concessionária procurada. Se não souber fazer todas as contas, o cliente deve exigir demonstrações claras por parte dos vendedores, de preferência passo a passo no papel (que pode ser guardado para consultas posteriores) e não apenas na calculadora.
3 – Informar-se sobre as taxas de depreciação do automóvel e compará-las com o período do financiamento
Se o parcelamento do bem é muito longo –superior a 24 meses–, pode-se chegar ao ponto em que o carro estará valendo menos do que o saldo devedor com o banco.
4 – Ler o contrato, prestando atenção às despesas extras
Geralmente, as lojas cobram uma tarifa para o cadastro. Não podem, entretanto, repassar ao cliente os custos da emissão do boleto bancário.
5 – Poupar para dar a maior entrada possível
“A conta que o consumidor costuma fazer diz respeito somente à prestação: a parcela cabe ou não cabe no orçamento da família? É essencial, entretanto, ir além e compreender exatamente o montante financiado, os juros cobrados, e o valor final pago”, diz Antonio De Julio, especialista em finanças do programa de educação financeira Moneyfit. Tendo uma noção melhor de qual será o custo total desse sonho, o motorista pode estudar ideias para gastar menos –e dar uma entrada substancial diminui bastante o desperdício com os juros.
6 – Pensar em fazer um consórcio em vez de tomar empréstimo
Caso o condutor deseje trocar de carro, e o seu veículo atual está em boas condições, não existe muita urgência nessa compra. Então, entrar em um consórcio pode ser a melhor escolha, pelos juros muito menores.
SAIBA MAIS:
Segunda parcela do IPVA de SP começa a vencer nesta semana
Consulte os preços de combustíveis na sua cidade pelo computador e pelo celular
Pode valer mais a pena alugar um carro do que comprar
Montadoras são obrigadas a oferecer conserto de recall para sempre
O consórcio é para você?
Aprenda a escolher a gasolina certa para o seu carro
LEIA MAIS:
Um ano após a Lei do Inquilinato, ações judiciais caem ao menor nível desde 1995 em SP
Campanha publicitária da Bolsa com Pelé estreia hoje na TV em todo o país
Programa de fidelidade Multiplus tem localizador de parceiros pelo celular
Mais uma revisão polêmica na Lei do Inquilinato
Bom atendimento é mais importante do que preço baixo?
Indo para Orlando? Visite o parque de diversões do investidor
Seguro cobre mensalidades escolares em caso de desemprego ou morte do responsável
Crédito para o começo do ano
Quem cuida dos seus investimentos quando você sai de férias?
Defina as suas metas financeiras para 2011
Como organizar as despesas de início de ano
As ações que mais subiram e as que mais caíram desde o seu lançamento
Bolsa realiza cursos em domicílio sobre o mercado de capitais
A diferença entre as corretoras de valores está nos serviços prestados
Como acionar as entidades de defesa do consumidor
As perspectivas para os seus investimentos em 2011
Finalmente, um livro sobre fundos de investimento
Bancos criam conta especial para acomodar classe média ascendente
Saiba quais são as portabilidades que existem no Brasil e use-as a seu favor
16 atitudes para transformar sua vida financeira em 2011
Após renegociação, dívida com banco é congelada, mas não extinta
Seguro residencial de verão: contra chuva e roubo
Notas relacionadas:
5 comentários | Comentar
Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
5 David 26/02/2011 9:09
“6 – Pensar em fazer um consórcio em vez de tomar empréstimo”
Esta é realmente a decisão mais racional, pois no consórcio não há juros, mas uma pequena taxa de administração média (maiores administradoras) de 13% para 60 meses, ou seja, 0,21% ao mês contra os 1,50% a 2,50% de juros no financiamento.
Além disso, o valor do seu carro pode ser ofertado como lance, ou seja, você utiliza seu veículo durante o plano e apenas o venderá para realizar a cobertura do lance vencedor.
Algumas pessoas utilizam o consórcio para trocar de carro todo ano, apenas pagando a diferença entre os modelos e continuando com a mesma parcela do consórcio.
4 Luiz Menezes 10/02/2011 23:44
Carro também é gosto. Quando uma pessoa gosta de um determinado carro de uma certa fábrica, dificilmente irá comprar outro só por causa de alguns detalhes mais favoráveis. Realmente o que é interessante é examinar as condições do pagamentos nas diversas concessionárias daquela fábrica de preferência.Ótimos conselhos minha querida Denyse.
3 JB 10/02/2011 18:29
JC é o marido da empregada domestica; pedreiro autonomo comprou um carro usado ou “semi-novo” , através de financiamento em 60 prestações fixas; e, agora, pagas 36, a situação financeira do casal começa a deteriorar-se; JC não tem acesso a informações como essa. A Constituição, que poucos leram ou consultaram em algum momento, garante o direito de ir e de vir dos cidadãos, mas ele escolheu uma das mais caras, pois o Estado não melhora o transporte público; sem falar do “lobby” das fábricas de automóveis e dos atuais concessionários do serviço (financiadores de campanhas eleitorais de vereadores e de prefeitos).
2 Roberto Fonseca 10/02/2011 18:00
Sinceramente, tenho a certeza que não pertenceria nunca a Fórmula I, porquê não nasci para idolatrar carros,de marca nenhuma. Prefiro que os outros dirijam para mim, embora eu seja uma pessoa destemida desde a minha infância, alcançando, então os meus 70 aninhos de idade. Essa de facilitação de compra de carros no Brasil, me parece mais uma “trap” para que os assalariados venham a ficar inadimplentes ( que palavra chata;..,Não seria melhor devedores???) Dessa maneira, estou livre de outra arapuca criada por esses trampolineiros especuladores de mentes enfraquecidas. Para finalizar, a poluição de gases e da sonoridade aumenta cada vez mais, principalmente nas grandes cidades, deixando-nos mais expostos aos males da vida.
RF
1 Fábio Froes 10/02/2011 17:06
Boa tarde Denise, tudo bem?
Vou comprar um carro à vista, porém estou me preocupando com:
Valor do seguro, indice de roubo e valor de revenda.
Averia mais algum fator relevante para eu escolher o modelo/tipo no seu ponto de vista?
Muito obrigado.
abs
Fábio
Denyse Godoy 10/02/2011 18:14
Boa tarde, Fábio!
Creio que, na sua lista, faltam dois itens importantes a avaliar quando se está comprando um carro: o consumo de combustível e os custos com manutenção (peças) e revisões periódicas. São variáveis que afetam bastante os cálculos das despesas.
Abraços,
Denyse