Preços de alimentos devem ser as maiores altas de 2010
Não é só impressão: a conta do supermercado anda mesmo pesada. Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), que acompanha os preços no país, os alimentos devem apresentar os maiores aumentos do ano dentre todos os itens que fazem parte da lista de compras das famílias.
E produtos que têm grande importância no cardápio do brasileiro dispararam.
No período de doze meses encerrado em outubro, o feijão carioquinha e o preto, por exemplo, acumulam elevação de 76,76% e 24,75% respectivamente, de acordo com levantamento da FGV. “O excesso de chuvas atrapalhou a colheita do carioquinha na Bahia no mês passado, quando o preto já estava na entressafra”, explica André Braz, economista da fundação.
O contrafilé subiu 14,97% nos últimos doze meses e a alcatra, 13,44%.
Na média, os ingredientes que compõem uma refeição típica no Brasil (arroz, feijão, carne, alface e tomate) tiveram aumento de 8,38%, enquanto a inflação ao consumidor ficou em 5,14%.
De forma geral, a alta dos alimentos se explica por fatores climáticos –a seca em determinados Estados também encareceu a carne bovina, pois o gado ficou sem pasto, o que obrigou os criadores a investir em ração.
“São todos problemas sazonais. O feijão pode começar a desacelerar em dezembro, como aconteceu com os derivados do trigo, que avançaram no momento em que a cotação do cereal subiu no mercado internacional devido à estiagem na Rússia, grande produtor”, diz Braz. “Esses fatores não se estendem por um prazo longo, não se repetem permanentemente.”
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13 comentários | Comentar
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13 AMAURY MOREIRA DA SILVA FILHO 06/11/2010 10:46
A Fundação Getulio Vargas deve ter feito o cálculo do reajuste da carne em outro planeta! Aqui, no Rio de Janeiro, e acredito que esse reajuste ocorreu em todo país, em menos de 1 ano a carne subiu mais de 87%. Em maio de deste ano, o Kg do Contra-filé e da Alcatra (que são iguais) custava cerca de R$ 8,00 (oito reais) nos mercados. Hoje, novembro de 2010, o kg do Contra-Filé e da Alcatra custa R$ 15,00 (quinze reais), um aumento de 87% em apenas 7 meses.
Que cálculo é esse??? Será que até no reajuste dos alimentos o povo tem que ser enganado? A quem a Fundação Getúlio Vargas tenta proteger ou favorecer para liberar uma informação absurda dessas? Isso é mais uma fraude contra o povo brasileiro. Seria uma ótima idéia se o Ministério Público Federal questionasse essas informações.
AMAURY MOREIRA DA SILV AFILHO 13/11/2010 19:47
Resposta
À Stª. Denyse Godoy
Respeito a sua opinião, porém ratifico a minha posição, afirmando ainda que sei, exatamente, como a Fundação Getulio Vargas elabora estes cálculos.
Entretanto, quando vou ao supermercado comprar a carne eu não pago pela média nacional do reajuste. Nessa ótica, nenhum cidadão brasileiro, em todo território nacional, também não paga a carne pela média de preço que foi divulgada pela FGV.
Também acho praticamente impossível que o reajuste da carne não tenha superado a marca dos 100% (em menos de 12 meses) nas grandes cidades brasileiras. Por isso mesmo, esse índice (14,97% e 13,44%) que divulgado está muito fora da realidade brasileira. E, é fácil entender o porquê?
Os três principais frigoríficos que, praticamente, abastecem todo território nacional, se utilizam da velha prática do cartel (Um cartel consiste numa organização de empresas independentes entre si, que produzem o mesmo tipo de bens e que se associam para elevar os preços de venda e limitar a produção, criando assim uma situação semelhante a um monopólio (no sentido em que as empresas cartelizadas funcionam como uma única empresa). Além disso, o Capitalismo Selvagem é adotado por grande parte dos empresários brasileiros que simplesmente majoram seus preços para conseguir um retorno maior na sua margem de lucro.
As desculpas são sempre as mesmas: “estamos na entre safra”; “o pasto do boi foi prejudicado pela falta de chuva”; etc. Porém, esses reajustes de preços ocorrem todo mês, ou seja, durante todo ano!!! Qual a explicação?
Antigamente, no governo do FHC, a desculpa para os sucessivos aumentos dos preços aqui no país, era a alta do barril do petróleo que acabava refletindo no aumento do dólar. Durante décadas, quando o preço da gasolina subia de preço no Brasil, os entendidos, os ” Economistas”, apareciam na TV, e com a maior cara de pau afirmavam que era por causa do aumento do Dólar, que em Janeiro de 2003 alcançou o valor de R$ 3,66… Ou por causa do aumento do Barril de Petróleo, que em junho de 2008 o preço do Barril chegou a US$ 150,00, e tudo aqui no Brasil disparou de preço, como os alimentos, a carne, artigos de vestuários, etc.
Hoje, o preço do mesmo barril não ultrapassa os US$ 75,00 e, seguindo tendência de baixa, o dólar também despencou. Agora, eu gostaria muito de ver esses almofadinhas que se dizem economistas explicarem ao povo brasileiro por que o preço da gasolina e dos alimentos não abaixaram no Brasil? Será que terão alguma explicação “mirabolante” para isso?
Assim, a Fundação Getúlio Vargas deveria ter mais cuidado e informar a inflação referente a cada estado brasileiro, evitando que o povo se confunda. A inflação é sazonal e deveria ser medida separadamente, refletindo a realidade de cada estado brasileiro.
Denyse Godoy 07/11/2010 12:29
Prezado Amaury,
Os cálculos da pesquisa referem-se a todo o país, portanto essa variação de preços apresentada é a média nacional. Sendo uma média, pode haver localidades em que os valores subiram mais e outras em que subiram menos.
12 ERNESTINO 04/11/2010 4:37
NUNCA ME ESQUECI DAQUELE DIA…ESTAVA NO SUPERMERCADO, E QUANDO OLHEI O PREÇO DO Kg DE TOMATE ESTAVA MARCADO 0,25 REAIS, ISTO É, 25 CENTAVOS….BONS TEMPOS DO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO. AQUELE TEMPO SIM EU NOTAVA A DIFERENÇA, O DINHEIRO VALIA MESMO. AGORA FICAM FALANDO DESSES AÍ QUE NÃO FIZERAM NADA, EU PELO MENOS SÓ SENTI DIFERENÇA PRA PIOR, E NÃO VENHAM COM ESSE PAPO FURADO DE ESTOU DEFENDENDO ALGUM PARTIDO, PORQUE EU NÃO SOU DE PARTIDO ALGUM, ASSIM COMO A MAIORIA DA POPULAÇÃO NÃO É. E É BOM PARAR COM ESSE PAPO DE PARTIDO, PORQUE A CAMPANHA JÁ ACABOU, E AGORA ESSES POLÍTICOS NADA MAIS SÃO DO QUE MEUS EMPREGADOS. ESPERO QUE TRABALHEM MAIS E PASSEIEM MENOS…TRABALHEM MUITO MAIS, PORQUE A COISA TÁ FEIA!
11 Paulo 03/11/2010 23:29
Tbém concordo, pois subiram tudo!
Gostaria de saber que supermercado eles tomam como referencia, porque na minha região o aumento foi bem maior, a contra-filé saiu de $9,00 para $19,50, o feijão de $3,00 para $6,00, o álcool de $1,10 para $1,579.
Tbém gostaria de saber se os senhores do ministerio público, não abastecem os seus carros porque em todos os postos da cidade consta o mesmo preço do litro de combustivel, seja de alcool, gasolina ou diesel……será que isso não é cartel, corporativismo e outros tantos nomes que podemos dar para essas práticas?????????????????????????????????????????
Abraços e vamos protestar.
Paulo
10 jaime castro 03/11/2010 21:59
QUE ME DESCULPEM A TODOS.
DEVIAMOS COMEÇAR A PENSAR A COMBATER AINFLAÇÃO DA SEGUINTE MANEIRA.
TODOS NUMA CORRENTE … COMO NOVENA…
NO DIA MUNDIAL OU MELHOR NA SEMANA MUNDIAL OU MELHOR NO MÊS MUNDIAL, OU MELHOR NO ANO MUNDIAL, CONTRA O GASTO.
BOICOTARMOS A CARNE. BOICOTAMOS O PAOZINHO, BOICOTARMOS AS FEIRAS E SACOLÕES, OS SUPERMERCADOS, ASSIM POR DIANTE.
QUERIA VER O PREÇO DESPENCAR A NECESSIDADE POPULAR.
ACORDA BRASILIS.
ACHO QUE VOU CRIAR UM BLOG, ,HOJE É DIA DE BOICOTAR….. ALGUMA COISA QUE SUBIU ….
OS EMPRESARIOS PENSARIAM 2 VEZES ANTES DE AUMENTAR ALGUMA COISA, SE TIVER ENCALHE NAS PRATELEIRAS….
ACORDA BRASILIS…. PALAVRA É BOICOTAR O SEU POBRE DINHEIRO.
DITO
JAIME CASTRO
Consciência Economica 03/11/2010 22:49
Sr. Jaime, entendo seu voto de indignação, mais é preciso analisar mais fatores que só o interesse em lucro.
As empresas algumas vezes aumentam os preços dos produtos porque realmente querem elevar sua taxa de retorno, mas em muitas outras situações é preciso acompanhar a tendência de mercado. Numa sociedade onde a inflação mesmo baixa, existe, temos que compreender que todos os setores sentem seu impacto e se não houver uma correção pode ocorrer em prejuizo no futuro.
Concordo que o cartel em muitos casos fazem com que o cidadão pague mais, porém não é caso dos alimentos, onde a entresafra derruba a produção e os prejuízos climáticos muitas vezes não são pagos com os reajustes, imagine-se um agricultor que perdeu 70% da safra, um reajuste grande não pagará o preço do que sobrou.
Temos que agir com consciência, poupar sim, mais falar em boicote é preciso ter muita calma, pois pode levar a impactos que você executor vai sentir no futuro, como demissões por falta de lucratividade que justifique um reajuste salaria.
9 Macedo 03/11/2010 21:56
Pois èeee….e o governo Lula que ja marcou mais umas viagens p se divertir com nossos impostos, e o Feijão leite , Carne e outros…….
8 Rozana 03/11/2010 21:52
Não entendi o negrito da notícia sera que é para assustar a população? Gente o aumento é sazonal ja ocorreu nos anos anteriores. Fico triste que essa notícia venha de economistas que com certeza não estão alinhados ao novo governo. Isso não contribui em nada com o Brasil.
Denyse Godoy 03/11/2010 22:21
Oi, Rozana! Está escrito claramente no texto que os aumentos de preços se devem a problemas climáticos.
7 LPS 03/11/2010 20:50
o importante é que os eleitores da lula/dilma tem dinheiro para comprar celulares da moda!!!
6 Denyse Godoy 03/11/2010 19:55
Caros,
Faz muito tempo que o governo não tem nada a ver com inflação e aumento de preços, né? Melhor assim.
5 Patricia Silva 03/11/2010 19:46
Como todos esses aumentos nos ultimos meses devemos pensar naquelas pessoas que nao tem nem como comprar o pao de cada dia, e vamor cobrar de nossas autoridades se isso vai continuar.
O que sera que a nossa Presidenta vai fazer em relação a esses aumentos que nao param…para que falar em salario minimo de 600,00 reais se as coisas sempre aumentamjunto com salario.
4 DC 03/11/2010 19:15
Bem, agora com a Presidente marionete não haverá inflação provocada por “problemas sazonais”. O pobre terá a “Bolsa Feijão e Arroz”, salário mínimo de R$ 600,00 para quem conseguir emprego neste pobre país, incrivèlmente dividido. Os 74 milhões de eleitores frustados com o que aí está, terão mesmo que se virar. O grande Barão de Itararé (Aparício Torelly) se vivo diria: “Não é nada, não é nada…. não é nada mesmo”.