O que o jovem precisa fazer antes de sair da casa dos pais
Ilustração: Altovolta

Em busca de mais liberdade ou por algum motivo específico, como estudar em uma universidade localizada em outro município, finalmente sair da casa dos pais deve ser motivo de alegria e orgulho para os jovens.
No entanto, freqüentemente os primeiros meses de autonomia trazem algumas surpresas financeiras ruins, porque falta conhecimento e planejamento para dar esse grande passo.
A fim de que a transição seja tranqüila e bem sucedida, os especialistas recomendam:
1 – Observar a organização do dinheiro na família e os seus próprios gastos
Muitas vezes, o jovem não tem uma compreensão completa do quanto se desembolsa no sustento de uma residência. É fundamental, durante um mês ou dois, prestar atenção em todos os compromissos da casa e nos seus individuais e fazer uma lista
2 – Considerar as despesas relativas à mudança em si
Nas contas, devem entrar a verba para a compra do imóvel, as taxas cobradas na locação, o carreto e a mobília
3 – Elaborar um orçamento
Colocar os dispêndios estimados e as receitas (tanto as do trabalho quanto a ajuda dos pais) no papel ajuda a manter o fluxo sob controle. É muito difícil chegar ao equilíbrio sem manter um registro rígido das entradas e das saídas. “A planilha nunca deve ser conservadora. É melhor puxar um pouco os números para cima”, orienta Silvio Paixão, professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).
4 – Conversar com amigos que já passaram pela experiência
Dessa forma, consegue-se uma visão bem realista da jornada, o que ajuda na preparação. “Os cálculos dependem também do nível de renda da família. Se o jovem está acostumado a um padrão elevado, deve analisar com cuidado quais luxos está disposto a cortar se for necessário”, diz João Baptista Sundfeld, especialista da consultoria Help Personal Assistant
5 – Fazer uma reserva para emergências
Morando sozinho, enfrenta-se imprevistos que nunca se imaginou –vazamentos de canos e pias e eletrodomésticos que param de funcionar, por exemplo. Um pequeno fundo para cobrir o inesperado é parte essencial da organização da nova fase
6 – Começar a projetar o seu futuro
Imaginar o que se deseja realizar, pessoal e profissionalmente, nos cinco ou dez anos seguintes fornece uma linha mestra para balizar as decisões a tomar
“Parece complicado, mas é apenas questão de se programar devidamente para a caminhada. Nada disso deve inviabilizar o sonho”, frisa Paixão.
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2 comentários | Comentar
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2 Augusto-RJ 14/10/2010 0:23
A fase em que o jovem mora na casa dos pais é a melhor hora para acumular patrimônio. Nessa fase, o jovem praticamente não tem despesas (na pior das hipoteses, ajuda em algumas despesas da casa), mas não tem preocupação com filhos, cônjuge, etc.
Além disso, quanto mais dinheiro o jovem juntar nessa fase, mais rapidamente ele garante sua saúde financeira e até mesmo uma aposentadoria tranquila (e precoce), a partir dos rendimentos.
Precipitar a saída da casa dos pais, financeiramente falando, é um erro.
Denyse Godoy 14/10/2010 11:30
Mas não se trata de uma questão somente financeira, né. Pensando só no lado do dinheiro, muito “jovem” de 40 anos acha super legal continuar morando na casa dos pais. É preciso contabilizar a liberdade, a autonomia e o enorme aprendizado que se virar sozinho traz.
E eu também acho um pouco “artificial” esse patrimônio que se acumula quando se continua morando com os pais. Porque, na verdade, está-se vivendo sem gastar dinheiro, o que é uma ilusão. É impossível viver sem gastar dinheiro. O jovem é sustentado em um período da vida no qual já deveria caminhar com as suas pernas.
Enfim, boa discussão essa! Obrigada pela colaboração, Augusto!
1 Edna 11/10/2010 19:37
Pessoalmente acredito que para sair da casa dos pais é necessário ser realmente independente, saber quanto custa morar sozinho, ter noção de todas as despesas que terá que arcar, pois é o maior “mico”, sair “se achando” e voltar por não ter conseguido se sustentar, ou ficar pedindo dinheiro para os pais para complementar aquilo que foi mal calculado, sem contar a frustração…