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quinta-feira, 23 de setembro de 2010 Bancos, Crédito, Direitos do consumidor | 05:59

Vem aí a regulação das tarifas dos cartões de crédito

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Pelas sinalizações do Banco Central, espera-se que saia ainda neste mês a regulação das tarifas praticadas pelos cartões de crédito no país. As reclamações sobre o dinheiro de plástico têm crescido bastante nos últimos anos, o que preocupa o governo.

Em reuniões recentes com as empresas que atuam no setor, a principal solicitação feita pelo BC foi a de que as taxas sejam padronizadas de maneira a facilitar a comparação dos valores e dos diferentes tipos de cartões pelos clientes. Atualmente, existem dezenas de cobranças associadas a uma porção de serviços diferentes, o que confunde o consumidor. Com as mudanças que seriam implementadas, sobrariam apenas cerca de uma dúzia de encargos.

As instituições financeiras também devem ficar obrigadas a informar os valores aplicados, da mesma forma que fazem com os juros de empréstimos e cheque especial: esses montantes são publicados pelo BC no seu site. O custo de serviços como seguros contra perda de bagagem em viagens e benefícios –programas de milhagens, por exemplo– precisam ser explicitados.

A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) já propôs assumir o compromisso de acabar com o envio de produtos não-solicitados e mandar sempre para o usuário, no momento da adesão, um contrato detalhado informando inclusive sobre as despesas associadas ao rotativo (pagamento de valor menor do que o total da fatura).

“Tudo que o mercado não quer é que os clientes criem algum tipo de aversão aos cartões”, disse Juan Ferrés, consultor da Abecs, explicando o empenho das companhias em se auto-ajustarem.

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Autor: Denyse Godoy Tags: , , , , , , , ,

9 comentários | Comentar

  1. 9 Elisa 10/02/2011 11:48

    Uso cartão de crédito e infelizmente atrasei o pagamento em 10 dias no mes anterior, foi cobrado um tarifa de financiamento de 15,49% ao mes e uma taxa de excedente de limite de 15,00 na fatura deste mes. Gostaria de saber.. isto é constitucional? tenho como recorrer da tarifa de financiamento porque os percencuais variam de um banco pra outro ? ou melhor de uma prestadora pra outra?
    Qual o orgão que posso reclamar ? liguei no SAC da prestadora e o retorno foi que ele nao tem o que fazer, como devo proceder ?

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  2. 8 Paulo 27/09/2010 10:02

    Prezada Denyse.

    Conforme sabemos, há administradoras de cartão de crédito que cobram em mais de 500% conforme um que tenho em mãos. Hai de concordar que não é um ABUSO GRITANTE?
    Felizmente consigo pagar as contas em dias, sempre o valor total, mas se bobear, você acaba PAGANDO MUITO CARO.

    Há outra alternativa?

    Juros financeiros

    Juros financeiros 16,52%
    Juros Cash de 16,52%
    Juros financeiros máximos para o próximo período 15,99%
    – Custo Efetivo Total ao mês 16,49%
    – Custo Efetivo Total ao ano 540,69%
    Juros Cash máximos para o próximo período 15,99%
    – Custo Efetivo Total ao mês 16,74%
    – Custo Efetivo Total ao ano 557,82%
    Juros para parcelamento desta fatura 15,99%
    – Custo Efetivo Total ao mês 16,29%
    – Custo Efetivo Total ao ano 527,23%
    Tarifa para financiamento de saldo devedor (R$) 0,00

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  3. 7 MARCOS PERES 24/09/2010 22:50

    Quando existia a CPMF era apenas 0,18% era suficiente para encher o ministerio da saúde com dinheiro.
    O povo indignado e com a pressão dos comerciantes e empresarios caiu a CPMF.
    Entretanto agora com quase todo dinheiro em circulação é feito através de cartão .As empresas cobram em torno de 2% de tarifa em pagamento a vista e ninguém mas absolutamente ninguem fala ou publica nada.
    É muito mais que a saudosa CPMF.
    Isso sim que é tirar ouro a machada.

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  4. 6 Edna 23/09/2010 17:46

    Acabo de receber uma fatura do Cartão Submarino. Vou contar a PEGADINHA DELES.
    Me enviaram um cupom de desconto de R$ 20,00 para qualquer compra, para que eu utilizasse o cartão que estava na gaveta a mais de um ano.USEI. Adivinhem só! A fatura chegou com o valor da compra ACRESCIDA DA primeira parcela de um total de três de R$ 16,91. Que falta de RESPEITO com o consumidor. DÃO COM UMA MÃO E TIRAM COM DUAS. Não tive dúvidas, liguei lá agora a pouco e solicitei cancelamento imediato. Como sabem que não estão tratando com IDIOTA, CANCELARAM A ANUIDADE. Desculpem o desabafo, mas foi agora a pouco e acho que essas novas normas precisam prever inclusive isso. Essas operadoras de Cartões precisam ser contidas.

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  5. 5 Gilberto Trombini Cardoso 23/09/2010 11:50

    Eu fiz uma compra pela Polishop com cartão Visa Unibanco (hoje Itaú). Na ocasião foi-me feito um desconto de R$100,00. Quando recebi o produto notei na nota fiscal que o desconto não foi dado.Reclamei na Polishop e êles pediram desculpas pelo ocorrido e enviaram carta à administradora autorizando o desconto(e enviaram cópia p/mim). Depois de algum tempo, como o desconto não havia sido dado, telefonei p/ a administradora, expliquei o ocorrido, inclusive que eu tinha em mãos cópia da carta que autorizava o desconto e disseram-me que nada poderiam fazer e que era para eu reclamar na polishop.Perguntei se eu poderia falar com alguém mais capacitado (talvez a ouvidoria) e ela disse que não, isto é, as “consultoras” do cartão barram a comunicação com outras instâncias sendo a orientação delas definitiva. Será que elas são orientadas a procederem assim?

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  6. 4 Edna 23/09/2010 11:42

    E quando dizem que o cartão não tem anuidade e você recebe a fatura com uma “TAXINHA” de administração? Cartões que cobram tarifa por boleto emitido – É um absurdo.

    Também sou favorável à liberação dos descontos para pagamentos à Vista, para que eu não seja obrigada a pagar em 10 ou 12 vezes, somente por não ter desconto para pagamento em uma única parcela.Vamos acabar com a enganação, os juros estão embutidos.

    Agora tem uma famosa rede de lojas fazendo uma propaganda “ZERO DE JUROS”. Para demorar UM ANO PARA PAGAR? Conta outra gente!!!!

    Alguém precisa avisar o pessoal de Marketing que as pessoas não são tão ingênuas, embora uma camada da população acredite em “almoço grátis”, só não vê quem não quer enxergar. E usar esse tipo de argumento para vender para essa população tão carente de informação e conhecimento, chega a ser DESUMANO.

    Responder
  7. 3 HILTON 23/09/2010 10:58

    É claro que, como tudo no Brasil, há uma exploração selvagem e vergonhosa por parte das administradoras de cartões. Mas é o dinheiro do presente e do futuro. Passou da hora de extinguir a modalidade do cheque (fonte de sonegação, estelionatos e toda má sorte de golpes na praça).
    O cartão é um meio de pagamento seguro e muito vantajoso para quem sabe usar, mas os juros deveriam ser menores, as anuidades extintas e o rotativo com juros proporcionais ao tempo de financiamento (atrasos).
    Proponho o fim das “folhas de pagamentos com dinheiro vivo ou cheques” e o incentivo aos créditos de plástico.

    Responder
  8. 2 moaça 23/09/2010 7:55

    Tomara que ocorra mesmo pois tem um abuso vergonhoso
    minha nulher foi enganada por um seguro feito sem pedir e infelismente agora sofreu um acidente a dois meses depois de muintos telefonemas e documentos para varios lugares mandaram ela enviar mais documentos para alagoas é mole
    o itau card pelo que sei é em são paulo
    para mim é um bando de aproveitadores que se baseia num pais de muitas leis e pouca justiça
    t´falado

    Responder
  9. 1 jatom 23/09/2010 7:50

    Está faltando um componente importante nas regras dos cartões de crédito. A defesa dos interesses dos usuários de cartões, pois na relações cliente e empresa comercial sempre a vantagem é da empresa. Raramente os usuários dos cartões, que é quem paga juros e taxas abusivas e dá lucro às administradoras, tem seus direitos reconhecidos. Depois de impostar os dados do cliente na maquininha, pronto, tá garantida a venda em favor da empresa. Total garantia. Se houver problemas com as mercadorias compradas por cartão de crédito (avaria, troca, etc) nunca o usuário terá poderá cancelar a compra. Sempre prevalecerá os direitos da empresa vendodora. Compras pela internet, então, é pior ainda.

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