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quarta-feira, 25 de agosto de 2010 COMO FAZER, Comportamento, Planejamento financeiro | 06:59

O que fazer quando marido e mulher têm níveis de renda diferentes

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Falar de dinheiro não é nem um pouco romântico. Mas se em um relacionamento um dos parceiros tem renda muito superior à do outro, é preciso bastante conversa e organização para que o assunto não vire motivo de mágoas e brigas.

“Essencial é não deixar que se perca a magia da relação”, diz Patrícia de Rezende, psicoterapeuta e orientadora em finanças pessoais. Na sua opinião, o homem tem que pagar a conta do jantar no início do namoro. “Faz parte do jogo da sedução, além de ser mais elegante. Portanto, a mulher tem que aceitar o restaurante que ele sugerir. Se por acaso se sentir desconfortável, ela até pode se oferecer para dividir a conta; porém, o homem não deve aceitar.”

Passada a fase da sedução, aí sim é necessário falar mais abertamente a respeito dessas questões. Os companheiros podem dizer exatamente quanto ganham ou não, depende de como ficam mais à vontade. O importante é deixar claro até onde conseguem chegar, para não decepcionar o parceiro nem levar adiante situações insustentáveis.

Existem várias maneiras de fazer a divisão dos gastos da casa.

Uma é a que estabelece uma partilha proporcional à receita de cada um: quem ganha mais paga uma parte maior das despesas. Pode-se reunir o dinheiro em uma conta corrente conjunta para honrar os compromissos comuns ou então combinar que determinado tipo de gasto fica sob a responsabilidade de um dos cônjuges.

Outra opção é repartir tudo na metade, não importando quem possui o salário mais gordo. Muitos homens e mulheres que estão em desvantagem no quesito renda fazem questão de pagar 50% para evitar desavenças futuras, pois, quando as partes são diferentes, é comum que o parceiro que se encarrega da parcela mais pesada dos gastos ache, em algum ponto, que se encontra injustiçado. Isso acaba servindo até de desculpa para relacionamentos extraconjugais, encarados assim como uma forma de “compensação” para quem carrega o fardo de sustentar a residência.

Se a escolha for por fazer uma divisão meio a meio, é preciso combinar como será o padrão de vida do casal, para que o menos abonado também não se prejudique. A aquisição de um carro ou de um apartamento pode ser adiada ou parcelada em mais vezes para que caiba no bolso do cônjuge de menor renda, por exemplo. Ou, então, o que ganha mais se encarrega de adquirir o bem e o outro, itens adicionais cuja compra pode ser diluída ao longo do tempo, como a decoração da casa nova e a taxa de condomínio ou o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), o combustível e o seguro do automóvel. É uma boa estratégia para que ambos participem da conquista com contribuições iguais, apesar dos salários diferentes.

“A única forma de evitar problemas nesse campo é, antes, fazer um bom acordo a respeito. Os dois parceiros precisam colocar, com sinceridade e clareza, como vêem o assunto e lidam com ele”, afirma Sheila Maia, professora de finanças da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) no Rio de Janeiro. Se aparecerem discordâncias, dificuldades ou inversões de posição –como a causada pela perda de um emprego– no caminho, é hora de sentar e rediscutir os papeis individuais.

Quando surgem desejos que envolvem pequenas extravagâncias e gastos fora do orçamento, como a vontade de fazer uma viagem internacional ou de conhecer um restaurante mais caro, é preciso fazer um planejamento antecipado para ratear os gastos. “Ou então, simplesmente, quem ganha mais banca a parte do outro, porque estamos tratando de uma relação amorosa –o parceiro quer a companhia do outro naquele momento”, diz Sheila.

VAMOS CONTINUAR NO ASSUNTO:
Na próxima quarta-feira, a Seu Dinheiro vai falar dos prós e contras da decisão de um dos parceiros de deixar de trabalhar para cuidar da casa e de como organizar o orçamento familiar nesse cenário. LEIA AQUI: Quando um dos cônjuges resolve parar de trabalhar 

LEIA MAIS:
Um jatinho para chamar de seu

Autor: Denyse Godoy Tags: , , ,

20 comentários | Comentar

  1. 20 Jean 13/09/2010 18:12

    Exatamente. Como a mulher leva as obrigações da casa (mesmo que as ajudemos), mesmo que colabore com menor renda ela merece 50%. Como disse um comentarista antes, o casamento é sociedade 50% cada um, mesmo que um contribua menos que o outro. Agora isto que disse vale para a premissa do homem ganhar mais. Se o homem ganhar menos e hoje isto acontece em muitos casos…. Deixo a resposta para a autora do artigo.

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  2. 19 Marcelo 01/09/2010 16:37

    Eu acho tão estranho esse assunto … aqui em casa não tem o dinheiro de um e de outro, tudo que ganhamos vai para uma conta conjunta e todas as aquisições são feitas de lá, e decididas junto. O casamento é uma sociedade, mas não necessariamente cada um tem que entrar com 50% do capital para ter os mesmos direitos …

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  3. 18 Carlos Alberto 25/08/2010 19:33

    Como foi dito, cabe ao casal discutir o assunto e decidir como será feito isto, mas eu particularmente prefereria pagar tudo, contudo a vida moderna apresenta situações circunstâncias exigências diferentes das do tempo de meus Pais por exemplo, a gente vai como dá, é bom lembrar também que uma das partes não vai suportar se começarem a surgir problemas como desemprego dívidas não pagas entre outras coisas.

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  4. 17 JRM 25/08/2010 19:07

    Opto pelo simples e prático: somo os dois salários. É da soma total que sairão os pagamentos de tudo o que for da casa, incluindo as despesas com remédios, médicos, tarifas, impostos, os 2 carros e cachorros. Cada um tem uma mesada de acordo com a necessidade para gastos pessoais. Regra de outro “gastar apenas o necessário” – para evitar desperdício tanto de dinheiro quanto de matérias primas e alimentos.

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    • JRM 25/08/2010 19:09

      “regra de outro” = “regra de ouro”

  5. 16 sergio valente 25/08/2010 19:05

    casado ha 23 anos, desde o inicio resolvemos somar os salarios e dividir as despesas.
    colocamos tudo numa unica conta, e pagamos as contas da casa, separamos um pouco para as despesas pessoais. os investimentos, imoveis, carros, sao combinados com antecedencia, em caso de aperto finenceiro os dois seguram o barco!
    posso dizer que deu certo, de todos os amigos que tem rendas semalhantes somos os que conseguiram maior patrimonio, mais viajamos e nos damos bem
    esta [e minha receita de felicidade finaceira!

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    • Denyse Godoy 25/08/2010 19:08

      É isso aí, cada um tem a sua! : )

  6. 15 Rocha 25/08/2010 18:52

    Penso que a divisão proporcional das despesas gerais da casa é o mais justo. Entretanto é preciso ter bom senso quanto ao padrão devida de cada um, não pode existir “um pobre e um rico” dormindo na mesma cama.

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  7. 14 claudio 25/08/2010 18:47

    Acho legal sim dividir as contas, mas o homem tbm ele pode e dever fazer um agrado para acompanheira, e agora nas despesas da casa e legal os dois sentarem e conversarem se o que ganha mais quiser assumir a maior parte da divida bom se nao os dosi dividem no meio mas o certo seria o homem pagar um pouco mais porque a mulher alem de trabalhar tem que tomar conta da casa, do marido e dos filhos…
    Eu particularmente ficarei responsavel pela maior parte das despesas na minha casa e com o maior prazer, pois independente de quem ganha mais o que vale e o amor que um tem pelo o outro e nao a renda pessoal.

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  8. 13 Walter 25/08/2010 17:32

    “…o homem tem que pagar a conta do jantar no início do namoro. “Faz parte do jogo da sedução, além de ser mais elegante.(…) Passada a fase da conquista, aí sim é necessário falar mais abertamente a respeito dessas questões. ”

    Já que “pagar o jantar” é alto tão sedutor a ponto de”‘…ela até pode se oferecer para dividir a conta; porém, o homem não deve aceitar.” Como lidar com a sensação de “Você era diferente quando nos conhecemos” que uma mudança de comportamento como essa causaria?

    É no mínimo contraditório que durante a sedução a regra “amo-te, logo pago as contas” seja verdadeira, e depois disso resolva dizer que “não é bem assim”.

    É só p/ fazer o dinheiro virar discussão, quando o pano de fundo é um desencontro entre as expectativas de cada parceiro incentivado desde o momento da “sedução”.

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  9. 12 Barnei 25/08/2010 16:28

    ué, hoje a mulher tem que sustentar a gente.

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  10. 11 Iara 25/08/2010 15:52

    “ela até pode se oferecer para dividir a conta; porém, o homem não deve aceitar.”

    Machista demais! Eu sempre dividi despesas, sempre! E isso não significa que não sou capaz de aceitar uma gentileza de vez em quando. Mas achar que cabe ao homem pagar, pior, que “faz parte do jogo da conquista” pagar, pra mim é mercantilizar a relação as relações.

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