Aprenda a pechinchar em 7 lições
Pechinchar é uma arte. Muitos consumidores já nasceram com esse dom, e quem acha que não tem coragem (ou cara de pau) suficiente para barganhar os preços nas lojas precisa aprender, senão estará desperdiçando dinheiro a cada compra.
“Trata-se de um trabalho de superação pessoal”, brinca Gilberto Sarfati, professor especialista em negociação da FGV (Fundação Getulio Vargas). “Em alguns países, como a Alemanha, não se consegue descontos: o preço informado inicialmente é o definitivo. Na cultura brasileira, porém, os valores sempre embutem uma gordura que pode ser retirada.”
Basta seguir o roteiro:
1 – Pesquisar muito para saber qual é o menor preço do produto e de similares no mercado
Esse valor vai servir de referência na conversa com o vendedor. Para móveis e eletrodomésticos, buscar na internet é o mais recomendável, pois na rede –inclusive nos sites das lojas de rua– se encontra os menores montantes. Deve-se anotar todas as cifras –os pechinchadores mais escolados chegam a recolher cartões de visita ou panfletos de lojas e escrever neles valores fictícios para apresentar em outros estabelecimentos e pedir que tal oferta seja coberta
2 – Mostrar interesse em adquirir o bem
Adotar uma atitude “blasé”, dizendo que “só está olhando” o produto, deixa o vendedor desestimulado. Melhor é elogiar a mercadoria, assim deixa-se claro que existe interesse em fazer negócio –só depende das condições
3 – Colocar alguns defeitinhos para justificar o desconto
Falar que a cor do carro não era exatamente a que se desejava, dizer que o apartamento está em um andar muito baixo ou que a geladeira não combina com os móveis da cozinha prepara o terreno para a negociação
4 – Fazer uma contra-proposta a partir do preço dado pelo vendedor
Deve-se colocar um lance um pouco abaixo (10% ou 20%, dependendo da mercadoria) do preço mínimo encontrado no mercado. Essa é a hora de sacar os folhetos e cartões de outras lojas. Como argumento, pode-se ainda frisar que a compra será concretizada à vista, por exemplo
5 – Chamar o gerente para a conversa caso o vendedor não alcance um bom preço
O superior sempre tem mais poder para tratar de abatimentos
6 – Vencer o vendedor pelo cansaço
“Como se sabe que o menor preço possível foi atingido? Isso acontece no momento em que o vendedor já está transtornado, louco da vida, e ainda assim entrega o produto”, afirma o professor Sarfati. “O melhor método é ir forçando o valor para baixo; só se descobre o limite quando o vendedor fica exasperado.”
7 – Se não houver acordo, blefar
O golpe de misericórdia é lamentar, dizer que adoraria comprar o produto mas não tem dinheiro suficiente, e dirigir-se à saída. Mesmo que não possa diminuir o preço, a loja acaba oferecendo um brinde ou melhorando a forma de pagamento
Com a prática, desenvolve-se uma intuição sobre os lugares em que é mais fácil conseguir descontos. Outlets, saldões e lojas de fábrica são estabelecimentos nos quais os produtos já estão com preços reduzidos. Em lojas comuns, escolhendo mercadorias de coleções passadas ou de mostruário pode-se fazer ótimos negócios.
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52 comentários | Comentar
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52 Roberto 28/08/2010 14:36
Olá Denyse
Hoje em dia nós temos um problema muito sério acontecendo na Internet: os trolls estão ficando mais sofisticados e as vezes é difícil identificar um desses, então não esquente a cabeça. Você está certa no seu texto. Ótimas dicas.
Um ditado antigo diz que “todo dia um tolo e um esperto saem de suas casas e vão negociar”. Cabe a cada um decidir qual deles quer ser.
51 Edna 20/08/2010 21:04
Caro Nelson, na matéria não estão dizendo para ADULTERAR panfletos, mesmo porque isso não funciona, ninguém tente, por favor.
Quanto a chamar o gerente, tenho mais um caso a relatar.
Estava numa loja de móveis planejados, depois de descrever alguns itens que eu precisava, perguntei se era possível utilizar uma outra alternativa, a vendedora, sem me respeitar disse: “Esse vai ficar muito muito mais caro”. Veja bem: Eu não perguntei se era mais caro, perguntei se dava para ser utilizada, e precisei insistir muito para que ela fizesse o orçamento com aquela opção. Depois do orçamento fechado, o DONO da loja, percebeu que a vendedora não estava nem ai para a venda, perguntou se poderia ajudar, ela disse que sim, ele de cara já deu 30% de desconto sem eu se quer ter pedido desconto. Ainda não fechei esse pedido, pretendo voltar lá e NEGOCIAR ainda mais pois sei que ainda dá para conseguir mais.
Esse assunto me interessa muito pois sou praticante da negociação, como disse lá no começo dos comentários, dou muito mais lucro ficando em casa, negociando tudo que adquirimos para a família, do que se eu estivesse fora trabalhando, sou Economista formada e atualmente me dedico aos meus filhos.
50 Nelson 20/08/2010 17:36
Sim, claro Edna, ninguém ganha dinheiro de mão beijada temos de dar valor ao que é nosso, porém o artigo ensina a inventar valores e alterar panfletos ou chamar o gerente colocando o vendedor numa situação ruim ou até mesmo vencer o vendedor pelo cansaço, ninguém trabalha de graça, o desconto é concedido levando em consideração o lucro, um Plano de Saúde, por exemplo, é tabelado a operadora irá receber os valores das próximas mensalidades e quem comercializou ficará com o prejuízo para ele.
49 Edna 20/08/2010 16:28
Sr. Nelson, concordo que no Brasil pagamos impostos demais. Basta compararmos os preços dos mesmos produtos nos Estados Unidos por exemplo, onde o sistema de imposto único funciona e muito bem.
A questão é que também apoiados nessa “desculpa” o empresário brasileiro se acostumou a ganhar na margem e não no volume, e infelizmente eu tenho que registrar que consigo sim descontos muito bons e o vendedor não tem não, nenhum prejuízo direto, claro que provavelmente o valor real da sua comissão será reduzido pois claculando sobre o preço cheio, chega-se num valor, e tirados os descontos aqueles 10% de comissão serão menores, mas ainda acredito que para ele vale mais ganhar 10% sobre R$1.000, 00 do que 0% sobre R$1.300,00 por exemplo.
Eu pesquiso muito, comparo produtos similares nos seus mínimos detalhes, antes de decidir pela compra, muitas vezes um produto pode custar R$ 800,00 a mais que outro, só porque tem uma luzinha a mais, e isso afirmo com experiência real.
Depois das comparações e análises, penso em quanto pretendo desembolsar para adquirir o ítem, muitas vezes utilizo o blefe, informando que vi na loja tal por tal preço, eles tem total condições hoje em dia de checar, pois na maioria das vezes informo uma loja virtual, mas EM TODAS AS VEZES QUE FIZ ISSO, SEM PESTANEJAR, ME CONCEDERAM O DESCONTO PARA VENDER. Lamento muito se eu consegui descobrir por quanto o produto pode ser tranquilamente vendido.
48 Nelson 20/08/2010 14:54
Em relação ao comentário da Sra. Edna, gostaria de dizer que o maior sócio das empresas é o governo o que a empresa e o empresário paga de impostos tanto fisico quanto jurídico é impressionante, quanto á sorteios, promoções e prêmios não deve-se ter tanta queixa porque elas precisam ser autorizadas para poder acontecer, se quem opinou é empresário não sei, mas que a maioria concorda que mentir e tentar enganar é errado tenho certeza.
47 Edna 20/08/2010 14:32
A impressão que fica é que empresários, disfarçados de vendedores, comentam essa matéria pois temem que o consumidor tenha a real noção de quanto é enganado.
Sinceramente, estou cansada de tantas promoções, sorteios, premios, e nunca ninguém consegue se quer conhecer alguém que tenha sido contemplado.
Ao invés de fazerem tanta promoção, sorteio disso, sorteio daquilo, porque não reduzem os preços? Porque é conveniente manter a “GORDURINHA ETERNA”
Tenho em casa tantas embalagens vazias de produtos que prometem sorteios, mas precisa guardar a embalagem, se o produto for para criança então, aí que temos que guardar mesmo. Ora! Guardar Lixo em Casa???? Esse é só um dos exemplos de tanta ENGANAÇÃO.
46 Nelson 20/08/2010 14:26
Na minha opinião, este texto gerou polêmica. porém podemos refletir um pouco sobre o assunto, tem de ser vantajoso para ambos os lados esta é a base da negociação, pesquisar preços, argumentar com o vendedor, mostrar interesse no produto, pedir desconto ou colocar o valor um pouco a baixo eu concordo, mas inventar valores e colocar no cartão ou panfleto, mentir, chamar gerente já é falta de censo. Obrigado
45 Carlos Palma 20/08/2010 13:04
Meus comentários “Perfeito!” e “Parabéns por seu texto! Assino embaixo” referem-se, respectivamente, aos posts da Sra. Vanessa Lampert (nº 39) e do Sr. Luís (nº 18).
Grato.
44 Denyse Godoy 20/08/2010 12:51
Certo. Quem pechincha é sociopata, diz a leitora Vanessa. Será que a melhor estratégia, então, é, antes de comprar algum produto, perguntar primeiro para o vendedor como está a situação finqanceira dele? Porque, se ele responder que o aluguel está atrasado, o consumidor pode se oferecer inclusive para pagar o dobro do valor para ajudá-lo, né.
43 Carlos Palma 20/08/2010 12:43
Parabéns por seu texto! Assino embaixo!