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terça-feira, 3 de agosto de 2010 Ações, Bancos, Fundos, Investimentos, Mercado financeiro, Renda Fixa, Renda variável | 16:18

Dando o primeiro passo para deixar a carteira de investimentos mais arrojada

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Uma boa parte dos investidores se considera ousada mas possui uma carteira conservadora, com poupança e fundos de renda fixa apenas.

Se deseja mesmo tentar buscar uma rentabilidade maior, o interessado precisa primeiro se perguntar o quanto de risco está de fato disposto a correr. Muitas vezes, o investidor acha que é arrojado porém no fundo simplesmente não suporta ver as oscilações no seu patrimônio.

Para descobrir qual é o seu perfil de fato, é preciso se fazer algumas perguntas simples:

- Quanto dinheiro há disponível para aplicações?
- Qual é o objetivo final dos recursos?
- Em quanto tempo será necessário sacá-los?

De maneira geral, os montantes colocados em renda variável devem ser uma parte menor das reservas da família, que serão empregados em metas de médio e longo prazo e dos quais não se vai precisar tão cedo, no caso de uma emergência.

Quem nunca investiu em aplicações mais ousadas pode ir começando com pouco, de 10% a 15% do que tem guardado. “E deve buscar o máximo de informações possíveis sobre as opções, lendo e conversando com o gerente do banco e o consultor da corretora”, diz Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios.

Os fundos multimercados e de capital protegido são uma alternativa interessante. É importante ficar atento ao tamanho da parcela destinada a renda variável nesses produtos.

O investimento direto em Bolsa de Valores pode começar com os chamados fundos de índice, que reproduzem a carteira de determinados índices do mercado acionário. O que é espelhado no Ibovespa, por exemplo, tem as mesmas ações desse índice –comprando uma cota do fundo, a qual também é negociada na Bolsa, é como se o investidor aplicasse em cada um dos papeis que compõem a cesta sem precisar adquirir todos individualmente.

Caso prefira comprar mesmo as ações, o investidor deve escolher dois ou três papeis de grandes empresas, com um volume de negociação diário elevado (alta liquidez, como se diz no jargão), e conhecer bem o negócio da companhia para saber se as perspectivas de resultados são boas.

De tempos em tempos, é essencial fazer uma revisão da carteira, conforme as condições de mercado forem evoluindo e os planos da família também.

“Conforme se estabelece um relacionamento de confiança entre o cliente e o banco –o que a API (análise de perfil do investidor) facilita bastante–, a instituição pode sugerir mudanças para aprimorar a carteira”, diz Edson Franco, superintendente de investimentos do Santander.

SAIBA MAIS:
Investidor se diz arrojado mas tem carteira conservadora

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Autor: Denyse Godoy Tags: , ,

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