
Marco Aurélio e Paulo Sérgio (Foto: Divulgação)
Marco Aurélio e Paulo Sérgio já ajudaram artistas como Luan Santana, Thaeme e Thiago e César Menotti e Fabiano a estourarem sucessos compondo “Amar não é Pecado”, “Lendas e Mistérios” e “Labirinto”. Agora, também entraram para marcar uma nova fase na carreira de Munhoz e Mariano. Marco Aurélio, em parceria com Bruno Caliman, Márcia Araújo e Thiago Machado, compôs “Camaro Amarelo”, novo hit da dupla. Marco confessa que, no inicio, relutou para trabalhar a canção. Convencido, precisou de vinte minutos para finalizá-la. E gostou do resultado. “A gente viu que a música era boa, mas não imaginávamos que iria ser esse sucesso”.
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Atualmente, a dupla trabalha em cima de uma nova música, onde fazem uma crítica ao cenário da música sertaneja. “A moda fala do momento atual da música e tudo o que está sendo gravado hoje. Tem gente comprando composição e falando que é compositor, computador arrumando as vozes. Tem muita gente reclamando que não está vindo moda sertaneja, canção rasteira, e lá é um batidão. O pessoal vai gostar”, afirma Marco, que aproveitou para mostrar na música um pouco do que considera o que é o mercado atual. “O mercado sertanejo virou muito comércio”, afirma. Paulo Sérgio concorda. “Só comércio, infelizmente. Acabou um pouco daquela pureza, da letra singela, aquela coisa bacana de ouvir, que você parava, sentava e ouvia. Hoje é mais dançante, mais animado, pra frente”.
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Apesar da breve crítica, Marco não rejeita os novos hits. “Não que eu seja contra. Toda forma de evolução tem que existir, seja na escrita, na palavra, na música, na melodia. Isso tem que existir até para que possa se perpetuar. Mas há espaço para o saudosista. Eu gosto de fazer as coisas para os dois lados”.
O que fica?
Reconhecidos no mercado sertanejo, os compositores já estão na ativa há 17 anos e acreditam que hoje tem muita dupla se formando sem ao menos saber o que é música sertaneja. “Eles querem estar no momento. Tem muito roqueiro virando sertanejo”, avalia Marco. Já Paulo acredita que não são apenas músicos que entram na onda. “Tem muito empresário que não é empresário. Tem muita coisa ruim no mercado”.
Para Marco, o tempo vai ajudar a dar uma peneirada e definir quem realmente vai seguir no mercado. E ele aposta em alguns nomes. “O estilo muito forte do Jorge, vai ficar. A Maria Cecília por ter um estilo pioneiro, por ser homem e mulher, deve ficar. O Sorocaba”. Paulo também faz suas apostas: “Acho que vem forte Fred e Gustavo, Munhoz e Mariano”.
Quero um hit!
Marco Aurélio e Paulo Sérgio são procurados com frequência pelos artistas para compor novos trabalhos. E contam como são alguns dos pedidos. “A turma chega pedindo ‘preciso de um hit’. Ninguém quer pedir uma moda, pede um hit. Beleza, a gente faz música. Quem escolhe o que vai ser hit e o que não vai ser hit, é o povo. Não adianta. Se algum compositor ou produtor disser que isso vai ser hit, é mentira. Estão mentindo. Quem escolhe é o povo. O povo que vai eleger”, destaca Marco.
Longe do palco
Marco Aurélio e Paulo Sérgio já se acostumaram a ver os músicos interpretando suas canções enquanto ficam nos bastidores. E garantem não ter ciúmes. “Do jeito que a gente está trabalhando, a gente consegue respeito, um poder de opinião. A gente não busca só sucesso, só o dinheiro. Aquele que começa um trabalho pensando em dinheiro, não vai para frente, não tem como”, garante Marco.
Longe dos palcos, afirmam que não faturam tanto quanto os intérpretes de suas canções. “Quem ganha mais é o cantor, sempre. Compositor não ganha tanto, não. Mas ganha bem, dá pra viver, tocar a vida”. E aí, já deu pelo menos para compra um Camaro Amarelo? “(risos) Atenção, Chevrolet! Mande um Camaro para um dos compositores!”, pede Marco.