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quinta-feira, 26 de julho de 2012 Entrevista, Mercado Sertanejo, Música | 08:03

Victor e Leo: “O mercado sertanejo, hoje, é uma prostituição absoluta”

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Victor e Leo (Foto: Divulgação)

Falta pouco para o DVD “Ao Vivo em Floripa”, de Victor e Leo, chegar às lojas. O novo trabalho da dupla, que entra no mercado no início de agosto (o CD já está disponível), traz um show com quase duas horas de música e transita pelo rock, reggae, samba e forró, sem perder a essência sertaneja dos irmãos.

Na gravação, que aconteceu em 28 de março em Florianópolis, a dupla contou com as participações de Paula FernandesChitãozinho XororóThiaguinho,  Marciano, Nice, Nando Reis,Gabriel GrossiHaroldo FerrettiPepeu Gomes e Zezé di CamargoLuciano. Aliás, a parceria entre os anfitriões e os filhos de Francisco na canção “Quando você some” é um dos destaques do álbum.

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Assim como acontece em todos os outros trabalhos da dupla, Victor e Leo optaram por seguir uma linha mais clássica (incrementadas com os solos do violão elétrico de Victor) e fugiram dos hits que tanto ganharam espaço na mídia nos últimos tempos, inclusive no exterior. E Leo explica essa fuga. “A gente se caracteriza principalmente por fazer música original, a primeira coisa que a gente sempre foca é fazer algo novo. A gente até brincou: qual é a moda? A gente fica ligado na moda para fugir dela”.

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Em um bate papo com a coluna, além de falar do DVD, Victor e Leo analisaram o atual cenário musical. “Eu acredito que, o cara para fazer jus ao gênero sertanejo, tem que ter alguma ligação com o sertão. Se ele não tem nenhuma ligação, se a música dele não tem ligação nenhuma com o sertão, não sei o que é, mas sertanejo não é”, afirmou Victor.

Confira o bate papo com a dupla.

iG: Muitas vezes, o artista vê o resultado do trabalho e sente que poderia ter feito algo diferente. Vocês ficaram satisfeitos com o novo DVD?

Leo: A gente é muito autocrítico. Sempre quando a gente faz um projeto novo, vão passando alguns dias, algumas semanas, a  gente começa a enxergar uma ou outra coisinha que a gente, talvez, poderia ter feito diferente. Mas como é ao vivo, a gente deixa do jeito que foi feito. Cheios de suor, de camisa amarrotada, e a música às vezes com uma falha ou outra na sonoridade, na bateria, na guitarra, no violão, e voz também.

Victor: Eu adorei o resultado. Com o tempo, você acaba priorizando o todo. E o todo, na minha opinião, está maravilhoso. É um DVD sincero, franco, e como o Leo disse, ao vivo. A maioria das pessoas grava um DVD ao vivo em estúdio e bota como se fosse ao vivo. Essa não é nossa realidade e ela pode ser sentida assistindo.

iG: O DVD de vocês tem forró, samba, rock, reggae e, claro, sertanejo. Musicalmente falando, como vocês classificam esse trabalho? Em que categoria, que prateleira da loja, vocês o colocariam?

Victor: Colocaria no “V”, de Victor e Leo. Tem folk, rock, reggae…e ”V”. Que é isso? É uma mistura de um monte de coisa. Apesar de a gente ter na música sertaneja raiz a nossa maior essência, a gente tem em tudo quanto é estilo, seja brasileiro ou internacional, referências fortes. A gente ouviu de tudo, de Dire Straits a Tião Carreiro e Pardinho. Agora, somos caipirões, somos criados na roça, no campo. De alguma maneira, a parte mais forte da nossa música está na música sertaneja, que retrata o que a gente viveu de verdade.

Leo: Acho que isso é retrato do que eu e o Victor sempre fomos, mesmo antes de cantar. É um retrato do que a gente sempre se espelhou, sempre escutou. Dois adolescentes que cresceram ouvindo música sertaneja de raiz, trio Parada Dura, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Milionário e José Rico e uma série de outros nomes, e ao mesmo tempo Guns n’ Roses, Eagles, Bon Jovi, Dire Straits, Blues, várias outras vertentes musicais.

Victor e Leo (Foto: Heloisa Falak)

iG: Vocês citaram várias referências da música sertaneja e, recentemente, no aniversário de Milionário, muitas desses nomes mencionaram vocês como a dupla que seguirá no mercado. Como é ser reconhecido por aqueles em quem vocês se espelharam?

Leo: A gente recebe isso como um reflexo do que a gente faz, do que a gente tem implantado nesses anos todos. A gente se caracteriza principalmente por fazer música original, a primeira coisa que a gente sempre foca é fazer algo novo. A gente até brincou: qual é a moda? A gente fica ligado na moda para fugir dela.

Victor: Ao mesmo tempo a gente fica muito honrado, porque esses caras, como o Milionário, são referências fortes demais pra gente. Se hoje eles estão de alguma maneira reconhecendo nosso trabalho e elogiando, a gente retribui agradecendo a eles por serem um exemplo pra que a gente toque a carreira dessa maneira.

iG: Vocês tem as músicas mais clássicas, como você falou, fugindo do que é moda, do hit. Como é ver a Billboard americana, afirmar que o sertanejo está em alta, em ascensão, e não citar vocês?

Victor: A palavra sertanejo tem que vir do sertão. Se ela não vier do sertão de alguma maneira, ela é um engano de quem está achando que aquilo é sertanejo. Isso é nossa opinião. Tem um monte de coisa aí dita como sertaneja, que de sertanejo não tem absolutamente nada, nem o cabo da vassoura. A música sertaneja passou por diversas modificações, mas não perdeu sua essência. Se eu citar, dentro do nosso repertório, canções como “Deus e eu no sertão”, “rios de amor”, “noite estrelar”, “vida boa”, essas canções falam do sertão de uma maneira mais nova, entendível para as novas gerações, mas elas continuam lá, falando do velho fogão a lenha. De um tempo para cá, a palavra sertanejo veio perdendo seu sentido completamente. Eu respeito tudo, respeito até a falta de idealismo, mas não vou me misturar a ele e não vou ser conivente a isso.

Leo: Às vezes o cara nunca soube o que é música sertaneja, mas ele está falando que é sertanejo porque o gênero está em alta. Por um outro lado, todos os artistas que conquistaram um público fora do Brasil, é mérito do cara. A gente respeita e não se vê fora disso de uma forma incomodada. Se algum dia, a gente estiver lá, acho ótimo. Também não vou ser hipócrita e dizer que não quero meu nome citado na Billboard, pelo amor de Deus. Quero crescer o quanto eu consiga, acho que faço meu trabalho pra isso, pra alcançar, atingir mais pessoas, pra crescer. A gente respeita tudo, embora a gente não classifique todo mundo como sertanejo.

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iG: Como vocês classificam, então?

Victor: Na verdade, a gente não classifica.

Leo: Particularmente, não me vejo em uma posição de classificar. Acho que é o público que tem que classificar.

Victor: Se quando você canta “Saudade de minha terra” e, aí, você canta uma outra coisa, dos tempos atuais, o que é sertanejo? Fica muito difícil, muito distante. Eu acredito que, o cara para fazer jus ao gênero sertanejo tem que ter alguma ligação com o sertão. Se ele não tem nenhuma ligação, se a música dele não tem ligação nenhuma com o sertão, não sei o que é, mas sertanejo não é.

Victor e Leo (Foto: Heloisa Falak)

iG: Isso que vocês falaram de não vir do sertão, vocês também ouviram quando iniciaram a carreira.  A primeira vez que participaram do Faustão, por exemplo, ele perguntou diversas vezes o que vocês faziam, se tinham vindo da roça, pediu para vocês cantarem sucessos antigos em vez de músicas de vocês. E, ali, vocês mostraram a que vieram. Vocês sofreram preconceito por não terem a história, por exemplo, de Chitão e Xororó, Zezé e Luciano?

Victor: Sim, nos próprios botecos. Nosso início em São Paulo, por exemplo, a gente já cantava há dez anos, e as pessoas nos botecos falavam: “esses caras aí, esses bonitõezinhos, não cantam nada”, antes mesmo de a gente cantar.

Leo: E a gente não tinha medo de ouvir não. Os caras hoje tem muito medo de ouvir não.

Victor: Se o cara não aceitava, dizia: “vocês cantam em uma região muito mediana, não gritam. Tem que gritar, malhar veia”. Nós estudamos canto cinco anos e aprendemos que cantar é o contrário de gritar. Culturalmente falando, a gente tinha que tomar uma dose a mais de paciência para poder mostrar o trabalho como ele era e conquistar nosso próprio público devagar.

Leo: A gente sofreu preconceito tanto na noite quanto quando a gente apareceu no mercado, que as pessoas…enfim, não vou dizer esse detalhe no Faustão, mas algumas pessoas nos viam como uma coisa nova, diferente do que estava acontecendo há algum tempo.

Victor: Acho que alguns artistas tem medo da rejeição, por isso que a maioria imita. Mas vou dizer, a gente não usava aquelas botas com bico fino. Tem um monte de dupla que usa, mas nunca foi o nosso estilo. Nem na roça a gente usava. A gente usava mais botina, tênis. Prefiro ser eu. Tem um monte de gente usando bota e chapéu, cantando gato por lebre.

iG: Vocês são um pouco avessos para falar de  vida pessoal, e tem  muito fã que gostaria de saber um pouco mais do que acontece com vocês longe dos palcos, por trás das câmeras. Até que ponto vocês acham que isso não pode atrapalhar na carreira, e de repente as pessoas taxarem vocês como metidos, arrogantes ou algo assim?

Leo: Na verdade, não sei se atrapalha na carreira. Acho que vai atrapalhar na vida pessoal. Vejo dessa forma. Eu tenho dois filhos e uma esposa, que eu evito expor excessivamente. Em algumas situações, já estive com Tatiane em alguns lugares, eventos, uma coisa natural, nada forçado assim: “vamos em tal evento para aparecer em tal revista…”.

Victor: Se por preservar minha vida pessoal, eu tiver que ser chamado de metido, eu prefiro preserva-la. Se alguém me pergunta uma coisa que eu não queira expor, eu prefiro ao invés de prejudicar alguém, ser taxado como antipático do que prejudicar meu lado pessoal. Ele é mais valioso. Porque meu trabalho é música. Se as pessoas querem saber quem eu amo, aí é um problema de quem quer saber, eu não tenho que contar. Respeito quem expõe, mas esse não é meu perfil, do meu irmão.

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iG: Pra finalizar, queria que fizessem uma análise do mercado sertanejo hoje em dia e da carreira de vocês dentro desse mercado.

Leo: (pensa um pouco para falar) O mercado sertanejo, a música sertaneja, hoje é uma prostituição absoluta. Nego compra música, rádio, show, contratante, compra isso, compra aquilo, e se esquece do que o cara está fazendo por trás daquilo, que é a arte. Acho que é até bom tudo isso, a gente continua fazendo nosso trabalho aqui, com uma intenção bacana, como muitos outros continuam fazendo. Se um dia  a gente voltar a ter, como a gente tinha em tempo de boteco, um casal escutando a gente em frente a um show, a gente não vai se vender. Vai continuar fazendo nossa música, sem fazer o que está rolando.

Victor: Sintetizando é isso aí. A música sertaneja está em baixa e a palavra sertaneja está em alta. É isso mesmo!

Autor: Marília Neves Tags: , ,

80 comentários | Comentar

  1. 30 Nathalia 26/07/2012 12:19

    Concordo com a dupla, não tem nada de sertanejo nas duplas de hj! Só se fala de sacanagem, sexo e passar os outros para traz, e as pessoas, ou melhor, os jovens, compram isso e tem esse tipo de atitude da musica, ridículos!
    Essa dupla é maravilhosa!

    Responder
  2. 29 luci 26/07/2012 12:14

    me admira as pessoas criticarem a musica “sertaneja”, e morrem de amores pelas bandas internacionais , e na maioria das vezes não “entendem” oque a letra da musica diz,ja pensaram em traduzir a letra das musicas internacionais que vcs tanto ovacionam…..ai sim vcs iam ver que não tem nada a ver…..quem não gosta que fique com a cultuta medrioque imposta pelos amercicanos, ou pior ouvindo Funk e musicas ofensivas que degridem a imagem das pessoas e das familias…..
    Musica sertaneja é a essencia brasileira, e que bom que exitem cantores como Victor e Leo que fazem um belisssimo trabalho e que se superam a cada novo lançamento….
    ja era fã da dupla e depois desse novo trabalho passei a gostar mais ainda…..
    Parabens pela entrevista e poarabens V&L por mais esse trabalho

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  3. 28 jose camilo de oliveira neto 26/07/2012 12:12

    vitor e leo

    esses caras são realmente bons.

    josé camilo de oliveira neto
    belo hte-mg
    260712

    Responder
  4. 27 Joao Melo 26/07/2012 12:09

    Concordo com tudo que eles disseram. A maioria dos cantores de músicas ditas como sertanejas não cantam, só gritam, paracem cadelas no cio. Além de letras de péssima qualidade, arranjos indefinidos, virou uma baderna total. Musica já foi cultura. Pena que este som dito como Universitário, leva esta coisa aos ouvidos de nosso jovens que acabam acostumando com este lixo. Cultura na música está acabando. Espero mesmo que VICTOR E LEO, continuem a levar para todos os cantos deste País suas músicas, com este som harmonioso, letras bem feitas e que não ferem nossos ouvidos, fazendo lembrar nossas raízes, como faz a Paula Fernandes. PARABÉNS!!!

    Responder
  5. 26 Viviane 26/07/2012 12:04

    Eles são o que eu mais gosto de ouvir. Na verdade não posso dizer que amo eles. Amo a música que eles tocam, pois é isso que conheço deles! Tocar com o coração, passar emoção, energia positiva.. tudo isso é Victor e Léo ^^

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  6. 25 Rodrigo 26/07/2012 11:56

    Vi algumas citações se referindo à guitarra de Victor, entretanto não é uma guitarra e sim um violão elétrico da marca Godin. Abraço

    Responder
  7. 24 Vagner 26/07/2012 11:54

    Fico surpreendido em ver que ainda existe alguem que admite que a música brasileira perdeu o valor já faz um bom tempo. Tudo virou modinha não existe mais musicos, guitarristas, instrumentos de sopro, teclados, baixo, bons compositores. O que faz sucesso hoje é alguém cantando letras sem sentido com combinações de duplo sentido do mais baixo nível e que geralmente deturpam a imagem da mulher, fazer o que Brasil é Brasil o povo gosta e a mídia adora porque da Ibope.

    Responder
  8. 23 Brenda Rosa 26/07/2012 11:50

    É triste ligar o rádio e só ouvir porcarias!!Por isso admiro Victor e Leo, eles jamais se venderão a esse momento podre da música sertaneja, pois fazem um trabalho íntegro e de qualidade!!Adoro vocês, dupla linda e talentosa!!!!!!

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  9. 22 Rafael 26/07/2012 11:48

    Não sou muito fã de música sertaneja e já achei Victor e Leo muito metidinhos…
    Mas depois desta reportagem mudo minha forma de vê-los.
    Paguei pau agora! Parabéns a eles!

    Responder
  10. 21 MVLGHA 26/07/2012 11:41

    É tão fácil criticar outros profissionais quando se tem a conta bancária cheia!

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  11. 20 Brunod 26/07/2012 11:40

    Muito boa entrevista, de fato, a palavra sertaneja está sendo muito mal usada, não ouço muito sertanejo não, nem gosto, quando ouço, gosto de Zezé di camargo e luciano e Pep e Pup, mais vou até dá uma moral pra esses cara agora porque disseram na entrevista tudo o que eu penso sobre a musica sertaneja atual.

    Responder
  12. 19 ANDRÉ 26/07/2012 11:35

    Adorei a entrevista, nossos conterrâneos tem estilo próprio, já está explicado galera. O Victor toca demais, o Léo canta demais, o som é perfeito, tem letra, tem melodia, pra mim é a melhor DUPLA , não importa si é sertanejo ou o que for.

    Responder
  13. 18 Luciana 26/07/2012 11:24

    Pessoal, o que está acontecendo com a música sertaneja hoje em dia é o que, há algum tempo, houve com o forró. As porcarias que se intitulam como forró passam muito longe do belo e genuíno ritmo nordestino, que tem em figuras como o eterno Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Ramalho, Petrucio Amorim, Flavio José, Alcymar Monteiro, dentre outros gigantes, os seus verdadeiros representantes. Victor e Leo sintetizaram tudo o que este país precisava ouvir antes de sair dizendo por aí que Gusttavo Lima (vejam a entrevista que ele deu recentemente à revista VEJA e tirem suas conclusões!!), Michel Teló e CIA são cantores sertanejos!

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  14. 17 LULA 26/07/2012 11:21

    Saudade do tempo em que eu escutava Vitor e Leo no boteco “cachaçaria canavial” atrás da faculdade UNIBAN em OSASCO, todas as terças e sábados. A dupla é fantástica, a cada apresentação o Vitor saia do palco e cumprimentava praticamente todas as pessoas que estavam ali. Claro sei que estão em outro patamar! Mas por favor, não misture os gêneros de musica… quem vai para ouvir musica sertaneja quer musica sertaneja e nós temos tantas boas não é necessário cantar essas “modinhas” para ter sucesso !

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  15. 16 luciana 26/07/2012 11:04

    vcs são ótimos, e acredito piamente no que vocês falaram sobre sertanejo. Parabéns!!!

    Responder
  16. 15 Deise 26/07/2012 11:02

    Realmente Victor & Leo deveriam ficar na V das prateleiras pois são diferentes de tudo que há no mercado, por isso que gosto tanto deles!!!

    Responder
  17. 14 Sol 26/07/2012 10:54

    PParabéns pela entrevista. Bacana vocês falarem isso. Não conhecia bem essa dupla mas agora vou prestar mais atenção,pois provaram que são autênticos.

    Responder
  18. 13 Fabio Fernando - PE 26/07/2012 10:44

    Se alguém grava um DVD com forró, samba, rock, reggae e sertanejo tem alguma moral para reclamar que o mercado musical sertanejo se “prostituiu”? __Prostituição é, sim, um DVD de sertanejo com tantos rítmos diferentes, não?

    Responder
    • Lucas Daniel 20/01/2013 21:54

      Não é ai que você se engana, o importante da música está na letra e não no ritimo, o problema é que o sertanejo está se derivando para um estilo de “pop+sertanejo” chamado (sertanejo universitario), o problema não é o ritimo e sim a letra que só fala coisas que não tem nenhum valor na música sertaneja .

  19. 12 PRoteus 26/07/2012 10:41

    Os caras estão incomodados com a concorrência… que não para de crescer… Antigamente, “artistas de verdade”, que compunham letras de conteúdo (incluo aí os “sertanejos de raiz”) ralavam muito para conseguir ter alguma chance. Disco ao vivo então… Muitos artistas só lançaram seus trabalhos “ao vivo” após décadas de estrada e após vários discos lançados. Hoje, qualquer mané já começa a carreira com DVD ao vivo… Valha-me Deus !!!… O mundo deve mesmo estar para acabar…

    Responder
    • Marcia 05/08/2012 19:23

      ele vão completar 20 anos de carreira tá

  20. 11 PRoteus 26/07/2012 10:36

    E também é lixo absoluto.

    Responder
  21. 10 Paulo 26/07/2012 9:59

    É a única dupla que ouço. E os motivos são explicados na entrevista, onde exibem valores que as modinhas de hoje não sabem nem de que se trata.

    Responder
  22. 9 gabi 26/07/2012 9:56

    MEU DEUS, QUANTO “A GENTE, PRA GENTE, A GENTE”….MUDA O DISCO!!!

    Responder
  23. 8 Lais 26/07/2012 9:56

    Parabens pela entrevista!! Além de serem otimas pessoas, são profissionais inteligentes e amam o que fazem. Raridade hoje em dia.

    Responder
  24. 7 Fábio 26/07/2012 9:55

    Quem mora em Goiás sabe bem o que é música sertaneja de péssima qualidade, especialmente desse tal gênero “sertanejo universitário”, que arrasta multidões e bate recordes de público a cada novo evento. As letras das músicas são de uma pobreza imensurável, mas o povão se identifica. Talvez esteja aí o segredo do sucesso desse novo gênero mutante, fato que de certa forma chega a ser preocupante, uma vez, que pelo menos aqui em terras goianas, a maioria dos fãs do sertanejo universitário é formada por jovens. Cada geração tem o que merece, fazer o que.

    Responder
  25. 6 João Pedro Strabelli 26/07/2012 9:47

    Já gostava da dupla antes, depois dessa entrevista, passei a gostar mais.

    Responder
  26. 5 marcelo bravo 26/07/2012 9:43

    Concordo plenamente com a crítica feita pela dupla. Semana passada eu vi na TV um anuncio do show sertanejo que iria ocorrer e no anuncio o cantor gustavo lima praticava cenas obscenas no palco durante o show.

    Responder
  27. 4 Joelma 26/07/2012 9:23

    Affe! Quem são vocês pra falarem algo? Uma dupla bem “mais ou menos”!
    Á música sertaneja tá mesmo prostituição pura, graças a duplas como vocês dois!

    Responder
    • roçeiro 30/07/2012 16:32

      Esses dois são simplesmente aqueles que emplacaram músicas em três novelas das nove seguidas na globo (2005,2006,2007), estiveram no som brasil, ganharam grammy latino e revelaram Paula Fernandes (Isso mesmo!!! Não foi o Roberto Carlos não).Victor Chaves já foi o primeiro e hoje é o segundo maior arrecadador de direitos autorais do país, eles são só isso!!!

    • Viviana 30/07/2012 0:28

      Eles são Victor & Leo! E vc Joelma, pq não vai procurar pelo Chimbinha?

    • Sergio 26/07/2012 12:26

      ^Joelma, você tem direito a ter a tua opinião, mas, aprenda um pouco de musica, principalmente de música sertaneja. Esses caras (Vitor & Léo) são os verdadeiros continuadores desse genero.

    • Erica Coelho de Sousa 26/07/2012 12:04

      Antes de dizer que a prostituição pura é por culpa deles,ouça o CD de Victor & Leo !!!
      Não digo por que gosto da música deles e sim porque TODOS sabem que eles não são responsáveis por isso … ¬¬

    • DOUGLAS 26/07/2012 11:56

      Essa Joelma com certeza nunca viu um frango vivo, kkkkkk

    • roberto 26/07/2012 10:00

      Joelma, vai estudar! Dizer que Victor e Léo é mais ou menos! Você não entende nada de musica.

  28. 3 Cinthia F. dos Santos 26/07/2012 8:58

    Ótima entrevista! Adoro o trabalho deles, e admiro o ser humano Vitor e Léo. Pessoas de bem. Que sabem o que querem, tem atitude. Vida longa… Boas energias sempre!

    Responder
  29. 2 sylvia 26/07/2012 8:57

    Ainda semana passada conversávamos sobre isso, eu e meu irmão.
    Se for analizar a letra das músicas do chamado”sertanejo universitário”, com raras excessões, só escutaremos sobre sexo, que vem substituído por apelidos ou nomes inventados ou até mesmo “amor”… ou, se escutar bem, não dizem nada, não fazem sentido. Acho que o Léo está certíssimo qdo compara com prostituição!!!

    Victor e Leo, mantéem uma linha de músicas puras, dignas de ser ouvidas e apreciadas… Escuto e deixo minhas filhas escutarem sem nenhum receio.

    Sylvia
    Juiz de Fora MG

    Responder
  30. 1 Angela 26/07/2012 8:44

    Admiro pessoas inteligentes! De Fato o que estamos ouvindo por ai é qualquer coisa menos musica sertaneja….

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